Jornal Página 3
Coluna
Céres Felski
Por Céres Fabiana Felski

Licença Paternidade: de fato e de direito.

 

             Acabei de saber que um amigo se tornou pai no dia 31/12. Pela lei atual, ele tem direito a 05 dias de folga, de licença-paternidade. No serviço público federal e nas empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã este período é ampliado para 20 dias. E aí começou a discussão: 5 dias são suficientes? Porque a licença-maternidade que é de 04 meses (120 dias) esta sendo discutida e prorrogada para 06 meses (180 dias), a fim de intensificar o vínculo mãe-bebê e facilitar a amamentação até os seis meses de vida. E qual o papel do pai nesta história?


            Muito tem se discutido sobre o papel do pai, sobre o direito de toda criança de ter um pai, sobre alienação parental, etc. Mas se o pai tem o dever de registrar (reconhecer legalmente) o filho, não deveria ter também o direito a uma licença maior? Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe e um pai. Porque só a mãe tem o direito de vivenciar esta experiência mais intensamente? Os cinco dias da lei auxiliam para o pai providenciar o registro, dar um suporte para mãe nos primeiros dias, essas coisas. Mas a partir daí é que começa a parte da formação do vínculo pai-bebê: a hora em que ele pode efetivamente curtir a nova vida que chegou.

            Queremos que os pais assumam suas responsabilidades, que participem da vida dos filhos, não? Queremos que exerçam seus deveres, certo? Então porque não lhes dar o direito de permanecer um pouco mais ao lado do filho que chegou? Independente de ser filho biologico ou adotado, é preciso que haja um ajuste a esta nova formação familiar. E, para que isto ocorra de maneira satisfatória, o tempo deve ser respeitado. No mínimo, o tempo deveria ser equiparado ao do serviço federal.
           
               Porque, como diz o ditado: Não basta ser pai, tem que participar.      
 

 

Escrito por Céres Fabiana Felski, 02/01/2019 às 20h28 | cereshmrc@gmail.com



Céres Fabiana Felski

Assina a coluna Céres Felski

Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há 21 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira (www.ceresfelski.com.br)


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Céres Felski
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Licença Paternidade: de fato e de direito.

 

             Acabei de saber que um amigo se tornou pai no dia 31/12. Pela lei atual, ele tem direito a 05 dias de folga, de licença-paternidade. No serviço público federal e nas empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã este período é ampliado para 20 dias. E aí começou a discussão: 5 dias são suficientes? Porque a licença-maternidade que é de 04 meses (120 dias) esta sendo discutida e prorrogada para 06 meses (180 dias), a fim de intensificar o vínculo mãe-bebê e facilitar a amamentação até os seis meses de vida. E qual o papel do pai nesta história?


            Muito tem se discutido sobre o papel do pai, sobre o direito de toda criança de ter um pai, sobre alienação parental, etc. Mas se o pai tem o dever de registrar (reconhecer legalmente) o filho, não deveria ter também o direito a uma licença maior? Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe e um pai. Porque só a mãe tem o direito de vivenciar esta experiência mais intensamente? Os cinco dias da lei auxiliam para o pai providenciar o registro, dar um suporte para mãe nos primeiros dias, essas coisas. Mas a partir daí é que começa a parte da formação do vínculo pai-bebê: a hora em que ele pode efetivamente curtir a nova vida que chegou.

            Queremos que os pais assumam suas responsabilidades, que participem da vida dos filhos, não? Queremos que exerçam seus deveres, certo? Então porque não lhes dar o direito de permanecer um pouco mais ao lado do filho que chegou? Independente de ser filho biologico ou adotado, é preciso que haja um ajuste a esta nova formação familiar. E, para que isto ocorra de maneira satisfatória, o tempo deve ser respeitado. No mínimo, o tempo deveria ser equiparado ao do serviço federal.
           
               Porque, como diz o ditado: Não basta ser pai, tem que participar.      
 

 

Escrito por Céres Fabiana Felski, 02/01/2019 às 20h28 | cereshmrc@gmail.com



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Médica formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1991, atuando na rede pública de Balneário Camboriú há 21 anos. Escritora, apaixonada por educação em saúde e literatura. Lançou romances educativos sobre insuficiência renal crônica, hemodialise, diabetes tipo 1 (insulinodependente), diabetes 2 (não insulinodependente), além de livros de poesia. Blogueira (www.ceresfelski.com.br)


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