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Coluna
Vinho comigo
Por Carlos Mayer

Vinho da Costela

Esses dias organizei uma degustação de vinhos e, entre um vinho e outro, chegamos em um tinto com bom corpo, madeira marcante, nem tão velho, era um da safra 2015, que na hora apelidamos de vinho da costela. Churrasqueiros entenderam bem a comparação.

Fazer uma costela no fogo, exige além de alguma perícia e conhecimento de causa, dedicação e paciência. Assar a costela leva tempo, é preciso ter paciência! Alguns vinhos também precisam de tudo isso e não devem ser abertos e bebidos de imediato. É preciso esperar um pouco, colocar no decanter, servir na taça e ir tomar banho, acender o fogo, ler duas páginas de um livro... é preciso tempo. E hoje, tempo é algo que parece raro para boa parte das pessoas.

Percebendo essa falta de tempo e de paciência das pessoas, a indústria vinícola se ajusta e produz vinhos bons, simples, fáceis e rápidos de tomar. A começar pela tampa rosca que dispensa o saca-rolhas e torna tudo mais fácil. Não é preciso conhecer, entender ou pensar. Basta abrir, beber e gostar. Normalmente são mais baratos até para justificar o risco: não gostou? Compra outro! Vou chamá-los de vinho do hambúrguer, pois fica pronto em poucos minutos.

Comprar uma garrafa de vinho para guardar?! Beber daqui a 3 anos e ver como está?! Algo quase impensável para muitos. As vezes até para mim, confesso. Isso que gosto de vinho, como podem deduzir...

Este texto não é uma crítica a esses vinhos fáceis nem a quem gosta deles, até por que adoro hambúrguer! É possível ter grande qualidade em ambos. Mas é uma constatação de uma realidade.

E você, está mais pra costela ou pro hambúrguer?

Escrito por Carlos Mayer, 29/10/2018 às 11h12 | carlos@casamayer.com.br



Carlos Mayer

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Esses dias organizei uma degustação de vinhos e, entre um vinho e outro, chegamos em um tinto com bom corpo, madeira marcante, nem tão velho, era um da safra 2015, que na hora apelidamos de vinho da costela. Churrasqueiros entenderam bem a comparação.

Fazer uma costela no fogo, exige além de alguma perícia e conhecimento de causa, dedicação e paciência. Assar a costela leva tempo, é preciso ter paciência! Alguns vinhos também precisam de tudo isso e não devem ser abertos e bebidos de imediato. É preciso esperar um pouco, colocar no decanter, servir na taça e ir tomar banho, acender o fogo, ler duas páginas de um livro... é preciso tempo. E hoje, tempo é algo que parece raro para boa parte das pessoas.

Percebendo essa falta de tempo e de paciência das pessoas, a indústria vinícola se ajusta e produz vinhos bons, simples, fáceis e rápidos de tomar. A começar pela tampa rosca que dispensa o saca-rolhas e torna tudo mais fácil. Não é preciso conhecer, entender ou pensar. Basta abrir, beber e gostar. Normalmente são mais baratos até para justificar o risco: não gostou? Compra outro! Vou chamá-los de vinho do hambúrguer, pois fica pronto em poucos minutos.

Comprar uma garrafa de vinho para guardar?! Beber daqui a 3 anos e ver como está?! Algo quase impensável para muitos. As vezes até para mim, confesso. Isso que gosto de vinho, como podem deduzir...

Este texto não é uma crítica a esses vinhos fáceis nem a quem gosta deles, até por que adoro hambúrguer! É possível ter grande qualidade em ambos. Mas é uma constatação de uma realidade.

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