Jornal Página 3

Município manda apagar grafite polêmico e artista reage “vai estudar arte”
O antes e depois do painel polêmico
O antes e depois do painel polêmico

Sexta, 15/9/2017 15:37.

Uma ação da prefeitura de Balneário Camboriú causou indignação do grafiteiro Luis Felipe Berejuk. Ele se irritou após o diretor da Secretaria de Planejamento, Laurindo Ramos postar no Facebook que a administração havia determinado a pintura sobre o “grafite desconexo”, na entrada da Praça da Cultura, em alusão ao Setembro Amarelo - que faz prevenção ao suicídio.

“Precisamos que a sociedade também aja e denuncie depredações/agressões desta forma”, escreveu Laurindo. O artista rebateu: “vai estudar arte seu pouca prática”.

Um internauta discordou sobre o conceito do diretor do Planejamento sobre grafite e Laurindo respondeu. “Citei referente a imagem (homem com uma corda sugerindo um enforcamento)... entendo e gosto dos demais grafites feitos em locais autorizados pelo município”.

Há pouco mais de um mês a Fundação Cultural publicou em seu site um release destacando os painéis com referências a grandes nomes da arte, e usou como ilustração principal justamente a foto de Berejuk grafitando o cineasta Alfred Hitchcock.

 

Hoje, no entanto, o presidente da Fundação Cultural George Varela afirmou que não havia autorização do município e sim só do condomínio, e que a imagem havia causado polêmica desde o início.

Ele justificou que o Setembro Amarelo veio a calhar, mas que a “revitalização parcial” já vinha sendo estudada, até pensando na temporada e na valorização do espaço. “Não é uma retaliação ao artista”, ponderou.

Varela explicou que no mesmo local pichações tinham sido feitas por vândalos e que a intenção é cobrir e deixar liso, apenas com inscrições indicando que ali é a Praça da Cultura.

O que diz o artista

Berejuk lamentou que seu nome tenha sido relacionado ao tema vandalismo.

“Não foi uma depredação, pediram para eu ir lá pintar...Depois fica minha mãe chorando e minha família achando que eu sou um marginal, isso tem que parar”, comentou o artista que se diz prejudicado com esse tipo de exposição.

"Querem fazer uma ação de combate ao suicídio? Tem que deixar a cidade mais alegre para a pessoa ficar motivada a viver", emendou.

Ele também ficou chateado com a postura do município, que uma hora autoriza e na outra desautoriza, no entanto falou que a presidência da FCBC entrou em contato com ele para esclarecer a situação.


E você leitor, o que achou da medida? Opine!


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