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Lançamento de livro celebra 25 anos da Téspis Cia de Teatro
Nelson Robledo

Sexta, 7/12/2018 17:10.

No ano em que a Téspis Cia de Teatro completa 25 anos, o ator e jornalista Jônata Gonçalves apresenta seu primeiro livro, que conta a história desta que é uma das principais companhias teatrais de Santa Catarina. “A Inquieta Poética da Busca: um olhar sobre o corpo no corpo da Téspis Cia. de Teatro” traz reflexões sobre o fazer teatral da Téspis e, principalmente, o uso da corporalidade como linguagem cênica, uma das características marcantes do grupo itajaiense. O lançamento do livro é neste sábado (08), às 20h30, na Itajaí Criativa – Residência Artística. A entrada é gratuita e a obra estará disponível para aquisição por R$20.

O cenário teatral itajaiense é um dos mais pulsantes no estado de Santa Catarina e e “A Inquieta Poética da Busca” é uma das únicas biografias que destinam-se a pesquisar coletivos teatrais do Estado. Por isso, a obra é leitura obrigatória para àqueles que querem conhecer mais sobre a história e produção teatral catarinense.

“O livro contempla a trajetória da Téspis e também traz questões técnicas do trabalho do ator. Acredito que o grande serviço que esta obra presta é que ao narrar a história artística da Téspis também contempla-se a própria história do teatro de Itajaí e de Santa Catarina”, comenta o autor Jônata Gonçalves.

O livro é dividido em três partes. O primeiro capítulo apresenta a história da companhia e, por meio da trajetória do grupo, pincela aspectos políticos e sociais que permearam a criação de um importante movimento artístico iniciado em meados da década de 1990.

O segundo capítulo é dedicado à poética de produção da Téspis, revelando como a companhia construiu ao longo dos anos uma narrativa que evidencia o corpo do ator em suas montagens. Nesta parte, a obra cita a ligação da Téspis com a Periplo Compania Teatral de Buenos Aires, que foi responsável por apresentar ao grupo itajaiense uma metodologia clara dentro do trabalho do ator. Por fim, no terceiro capítulo o autor analisa o processo de montagem do espetáculo “Esse Corpo Meu?” (2014), criado a partir da parceria entre essas duas companhias.

Fruto da dissertação de mestrado em teatro de Jônata Gonçalves, o livro “A Inquieta Poética da Busca” foi publicado com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Itajaí, por meio da Prefeitura de Itajaí e da Fundação Cultural de Itajaí, com renúncia fiscal da Unimed Litoral.

Sobre o autor

Jônata Gonçalves da Silva é jornalista, graduado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), e mestre em teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Possui livre formação de ator, tendo iniciado suas atividades em 1998 com o grupo Anchieta Artes Cênicas (Itajaí/SC) e participado de outros coletivos, como Trupe Sonora Casa de Orates, Ilustríssimos Senhores e Téspis Cia de Teatro.

Foi apresentador e âncora do jornal Repórter Univali, na Rádio Univali FM, fez parte da equipe de Departamento de Programas e Projetos Culturais da Fundação Cultural de Itajaí e assessor de direção do Teatro Municipal de Itajaí. Integrou a comissão organizadora do II Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha e foi coordenador geral em sua terceira edição.

Sobre a Téspis Cia de Teatro

ATéspis Cia de Teatro é uma das companhias teatrais mais importantes de Santa Cataria. Originária de Itajaí, cidade referência no campo do teatro catarinense. Fundada em 1993 por Denise da Luz e Max Reinert, nasceu com o objetivo de estudar o fazer teatral e aplicar tais estudos na montagem de espetáculos, os quais também compartilha com atores e técnicos convidados para as suas produções Ao longo dos anos, o grupo montou mais de 20 peças, com trabalhos apresentados no Brasil e no exterior, e conquistou mais de 40 prêmios.

Em Itajaí, mantém um dos principais espaços culturais da cidade, a Itajaí Criativa – Residência Artística, e há 16 anos um curso de teatro permanente em que já passaram mais de três mil alunos. A Téspis Cia. de Teatro, além de pesquisar o corpo do ator e suas pontencialidades dentro da cena, também converge suas ações dentro do campo do teatro de formas animadas e também aprofunda suas investigações sobre a dramaturgia contemporânea.

Entrevista com o autor Jônata Gonçalves:

O que o motivou a escrever sobre a Téspis Cia de Teatro?

Tudo nasceu a partir de um anseio muito grande em aprofundar teoricamente algumas questões dentro do trabalho do ator que sempre me foram importantes e, claro, que me interessavam pesquisar. Quanto eu decidi que queria falar sobre o corpo do ator e sua potencial característica de detentor de dramaturgias percebi que tinha muito perto de mim um exemplo desse tipo de linguagem na prática. Foi daí que eu decidi trazer a Téspis para dentro da pesquisa, como um estudo de caso, para concretizar tudo o que eu pretendia pesquisar.

Qual a principal contribuição do seu livro para o teatro catarinense?

Quando iniciei o mestrado em teatro pela Udesc, percebi que tínhamos pouca coisa de bibliografia destinada em estudar grupos teatrais catarinenses. Muita gente vai para a academia e quer estudar os grupos da Europa, ou da Ásia, ou de São Paulo ou Rio de Janeiro. Mas e os nossos grupos de Santa Catarina, como ficam? Portanto eu acho que, claro, além das questões técnicas sobre o trabalho do ator, eu acho que o livro contribui para a manutenção da nossa memória teatral catarinense além de dar o devido valor para esse grupo teatral tão importante que é a Téspis Cia. de Teatro.

Qual público você espera alcançar?

Esse livro foi escrito com o intuito de alcançar estudantes e professores de teatro, historiadores da cultura itajaiense e catarinense, além é claro do público interessado em saber mais desse universo tão amplo e cheio de possibilidades que é o teatro.

Qual parte do livro você mais gosta? Ou o que você destacaria em seu livro?

Difícil destacar uma parte específica do livro, pois o escrevi como muito carinho e, por conta disso, tenho um apresso afetivo por toda a obra. Porém, poderia destacar o último capítulo que é onde eu compartilho com o leitor todo o processo de produção do espetáculo “Esse Corpo Meu?”. É interessante saber como se dá a construção de uma peça de teatro e todos os percursos necessários para se estrear uma obra teatral.

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Lançamento de livro celebra 25 anos da Téspis Cia de Teatro

Nelson Robledo
Sexta, 7/12/2018 17:10.

No ano em que a Téspis Cia de Teatro completa 25 anos, o ator e jornalista Jônata Gonçalves apresenta seu primeiro livro, que conta a história desta que é uma das principais companhias teatrais de Santa Catarina. “A Inquieta Poética da Busca: um olhar sobre o corpo no corpo da Téspis Cia. de Teatro” traz reflexões sobre o fazer teatral da Téspis e, principalmente, o uso da corporalidade como linguagem cênica, uma das características marcantes do grupo itajaiense. O lançamento do livro é neste sábado (08), às 20h30, na Itajaí Criativa – Residência Artística. A entrada é gratuita e a obra estará disponível para aquisição por R$20.

O cenário teatral itajaiense é um dos mais pulsantes no estado de Santa Catarina e e “A Inquieta Poética da Busca” é uma das únicas biografias que destinam-se a pesquisar coletivos teatrais do Estado. Por isso, a obra é leitura obrigatória para àqueles que querem conhecer mais sobre a história e produção teatral catarinense.

“O livro contempla a trajetória da Téspis e também traz questões técnicas do trabalho do ator. Acredito que o grande serviço que esta obra presta é que ao narrar a história artística da Téspis também contempla-se a própria história do teatro de Itajaí e de Santa Catarina”, comenta o autor Jônata Gonçalves.

O livro é dividido em três partes. O primeiro capítulo apresenta a história da companhia e, por meio da trajetória do grupo, pincela aspectos políticos e sociais que permearam a criação de um importante movimento artístico iniciado em meados da década de 1990.

O segundo capítulo é dedicado à poética de produção da Téspis, revelando como a companhia construiu ao longo dos anos uma narrativa que evidencia o corpo do ator em suas montagens. Nesta parte, a obra cita a ligação da Téspis com a Periplo Compania Teatral de Buenos Aires, que foi responsável por apresentar ao grupo itajaiense uma metodologia clara dentro do trabalho do ator. Por fim, no terceiro capítulo o autor analisa o processo de montagem do espetáculo “Esse Corpo Meu?” (2014), criado a partir da parceria entre essas duas companhias.

Fruto da dissertação de mestrado em teatro de Jônata Gonçalves, o livro “A Inquieta Poética da Busca” foi publicado com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Itajaí, por meio da Prefeitura de Itajaí e da Fundação Cultural de Itajaí, com renúncia fiscal da Unimed Litoral.

Sobre o autor

Jônata Gonçalves da Silva é jornalista, graduado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), e mestre em teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Possui livre formação de ator, tendo iniciado suas atividades em 1998 com o grupo Anchieta Artes Cênicas (Itajaí/SC) e participado de outros coletivos, como Trupe Sonora Casa de Orates, Ilustríssimos Senhores e Téspis Cia de Teatro.

Foi apresentador e âncora do jornal Repórter Univali, na Rádio Univali FM, fez parte da equipe de Departamento de Programas e Projetos Culturais da Fundação Cultural de Itajaí e assessor de direção do Teatro Municipal de Itajaí. Integrou a comissão organizadora do II Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha e foi coordenador geral em sua terceira edição.

Sobre a Téspis Cia de Teatro

ATéspis Cia de Teatro é uma das companhias teatrais mais importantes de Santa Cataria. Originária de Itajaí, cidade referência no campo do teatro catarinense. Fundada em 1993 por Denise da Luz e Max Reinert, nasceu com o objetivo de estudar o fazer teatral e aplicar tais estudos na montagem de espetáculos, os quais também compartilha com atores e técnicos convidados para as suas produções Ao longo dos anos, o grupo montou mais de 20 peças, com trabalhos apresentados no Brasil e no exterior, e conquistou mais de 40 prêmios.

Em Itajaí, mantém um dos principais espaços culturais da cidade, a Itajaí Criativa – Residência Artística, e há 16 anos um curso de teatro permanente em que já passaram mais de três mil alunos. A Téspis Cia. de Teatro, além de pesquisar o corpo do ator e suas pontencialidades dentro da cena, também converge suas ações dentro do campo do teatro de formas animadas e também aprofunda suas investigações sobre a dramaturgia contemporânea.

Entrevista com o autor Jônata Gonçalves:

O que o motivou a escrever sobre a Téspis Cia de Teatro?

Tudo nasceu a partir de um anseio muito grande em aprofundar teoricamente algumas questões dentro do trabalho do ator que sempre me foram importantes e, claro, que me interessavam pesquisar. Quanto eu decidi que queria falar sobre o corpo do ator e sua potencial característica de detentor de dramaturgias percebi que tinha muito perto de mim um exemplo desse tipo de linguagem na prática. Foi daí que eu decidi trazer a Téspis para dentro da pesquisa, como um estudo de caso, para concretizar tudo o que eu pretendia pesquisar.

Qual a principal contribuição do seu livro para o teatro catarinense?

Quando iniciei o mestrado em teatro pela Udesc, percebi que tínhamos pouca coisa de bibliografia destinada em estudar grupos teatrais catarinenses. Muita gente vai para a academia e quer estudar os grupos da Europa, ou da Ásia, ou de São Paulo ou Rio de Janeiro. Mas e os nossos grupos de Santa Catarina, como ficam? Portanto eu acho que, claro, além das questões técnicas sobre o trabalho do ator, eu acho que o livro contribui para a manutenção da nossa memória teatral catarinense além de dar o devido valor para esse grupo teatral tão importante que é a Téspis Cia. de Teatro.

Qual público você espera alcançar?

Esse livro foi escrito com o intuito de alcançar estudantes e professores de teatro, historiadores da cultura itajaiense e catarinense, além é claro do público interessado em saber mais desse universo tão amplo e cheio de possibilidades que é o teatro.

Qual parte do livro você mais gosta? Ou o que você destacaria em seu livro?

Difícil destacar uma parte específica do livro, pois o escrevi como muito carinho e, por conta disso, tenho um apresso afetivo por toda a obra. Porém, poderia destacar o último capítulo que é onde eu compartilho com o leitor todo o processo de produção do espetáculo “Esse Corpo Meu?”. É interessante saber como se dá a construção de uma peça de teatro e todos os percursos necessários para se estrear uma obra teatral.

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