Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Enéas Athanázio lança mais duas obras

A carreira literária do escritor catarinense chega a 53 livros

Quinta, 22/11/2018 11:27.
Marlise Schneider Cezar

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O promotor aposentado, hoje um dos principais escritores catarinenses, Enéas Athanázio, colunista do jornal Página 3 há mais de duas décadas, acaba de lançar mais dois livros: ‘O Contestado’ e ‘O Holocausto’. Com a publicação deles, o escritor está completando 53 obras individuais da série iniciada com o volume de contos ‘O Peão Negro’, em 1973.

Só neste ano, ele publicou quatro obras. No primeiro semestre, o público conheceu “Indiologia Militante”, abordando temas indigenistas, e “Farquhar e Lobato”, analisando as relações entre o industrial americano e o escritor Monteiro Lobato.

Athanázio é incansável. Desde que publicou sua obra de número 50 vem ‘ameaçando’ parar, mas a paixão pela literatura e o conhecimento aliados à experiência, não permitem a ‘parada’. Depois da primeira ‘ameaça’ vieram mais quatro obras.

Catarinense de Campos Novos, atuou como promotor em várias cidades catarinenses e quando encerrou a carreira, fixou residência em Balneário Camboriú. Domina vários gêneros, mas o conto é predominante em sua obra. Considerado um regionalista dos Campos Gerais, suas obras trazem uma linguagem expressiva da região que tão bem conhece.

Estudioso e curioso tornou-se o único biógrafo de Godofredo Rangel e Crispim Mira, além de Lima Barreto e Gilberto Amado, sem falar que é um especialista em Monteiro Lobato.

Acompanhe o que o autor diz sobre seus lançamentos

“Os textos que compõem os dois volumes foram publicados de maneira esparsa. Só mais tarde percebi que havia um elo de ligação entre eles. Fiz então uma seleção, procurando evitar repetições, e eles formaram dois conjuntos com começo, meio e fim que me pareceram merecedores de publicação em livro. A palavra agora está com o leitor”.

O Contestado

“Reúne uma série de artigos a respeito da chamada Guerra do Contestado, movimento revolucionário que aconteceu em nosso Estado entre 1912 e 1916. Embora exista uma bibliografia bastante extensa sobre o tema, ele continua pouco conhecido do público em geral. Por circunstâncias da vida, nasci e cresci dentro do território contestado mas quase não se tocava no assunto, nem mesmo nos colégios onde estudei. Parecia haver um certo pudor ou vergonha dos acontecimentos, considerados coisa de fanáticos e ignorantes, e com isso se perderam muitas fontes que poderiam ser úteis hoje em dia para o perfeito conhecimento dos fatos. Aquilo que sei a respeito resultou de leituras e de relatos que ouvi de pessoas simples do povo, uma vez que estas não tinham qualquer preconceito. Aliás, o povo se referia ao movimento como Revolta dos Jagunços e nunca como Contestado, nome que acredito tenha sido atribuído por militares e historiadores. Não tenho a pretensão de ser “expert” no assunto mas procuro dar a minha contribuição. O Contestado, apesar do muito que se escreveu a respeito, ainda não encontrou seu cronista definitivo. Não teve até agora o seu Euclides da Cunha”.

O Holocausto

“O segundo livro contém artigos sobre o genocídio do povo judeu que ocorreu durante a II Guerra Mundial para execução da chamada solução final do problema judaico. Fundamentei os trabalhos nos inúmeros livros que li sobre o assunto, além de ensaios, reportagens, artigos, depoimentos, documentários etc. Sempre que escrevia a respeito havia quem afirmasse que não deveria fazê-lo para que aquilo fosse esquecido, mas entendo, ao contrário, que deve ser sempre e sempre lembrado para que não volte a acontecer. Creio que o livro está saindo em bom momento, uma vez que o extremismo de direita cresce de maneira assustadora, tanto no mundo como no Brasil. Muitos incautos servem de inocentes úteis ao difundir essas ideias sem saber ao certo as desgraças e tragédias que provocaram”.

O Campo no Coração

“O crítico Cunha e Silva Filho, do Rio de Janeiro, elaborou um ensaio sobre um dos meus livros de contos e que também está sendo publicado. Ele analisa cada um dos contos e crônicas que compuseram meu livro “O Campo no Coração”, resumiu Enéas Athanázio.


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Página 3
Marlise Schneider Cezar

Enéas Athanázio lança mais duas obras

A carreira literária do escritor catarinense chega a 53 livros

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Quinta, 22/11/2018 11:27.

O promotor aposentado, hoje um dos principais escritores catarinenses, Enéas Athanázio, colunista do jornal Página 3 há mais de duas décadas, acaba de lançar mais dois livros: ‘O Contestado’ e ‘O Holocausto’. Com a publicação deles, o escritor está completando 53 obras individuais da série iniciada com o volume de contos ‘O Peão Negro’, em 1973.

Só neste ano, ele publicou quatro obras. No primeiro semestre, o público conheceu “Indiologia Militante”, abordando temas indigenistas, e “Farquhar e Lobato”, analisando as relações entre o industrial americano e o escritor Monteiro Lobato.

Athanázio é incansável. Desde que publicou sua obra de número 50 vem ‘ameaçando’ parar, mas a paixão pela literatura e o conhecimento aliados à experiência, não permitem a ‘parada’. Depois da primeira ‘ameaça’ vieram mais quatro obras.

Catarinense de Campos Novos, atuou como promotor em várias cidades catarinenses e quando encerrou a carreira, fixou residência em Balneário Camboriú. Domina vários gêneros, mas o conto é predominante em sua obra. Considerado um regionalista dos Campos Gerais, suas obras trazem uma linguagem expressiva da região que tão bem conhece.

Estudioso e curioso tornou-se o único biógrafo de Godofredo Rangel e Crispim Mira, além de Lima Barreto e Gilberto Amado, sem falar que é um especialista em Monteiro Lobato.

Acompanhe o que o autor diz sobre seus lançamentos

“Os textos que compõem os dois volumes foram publicados de maneira esparsa. Só mais tarde percebi que havia um elo de ligação entre eles. Fiz então uma seleção, procurando evitar repetições, e eles formaram dois conjuntos com começo, meio e fim que me pareceram merecedores de publicação em livro. A palavra agora está com o leitor”.

O Contestado

“Reúne uma série de artigos a respeito da chamada Guerra do Contestado, movimento revolucionário que aconteceu em nosso Estado entre 1912 e 1916. Embora exista uma bibliografia bastante extensa sobre o tema, ele continua pouco conhecido do público em geral. Por circunstâncias da vida, nasci e cresci dentro do território contestado mas quase não se tocava no assunto, nem mesmo nos colégios onde estudei. Parecia haver um certo pudor ou vergonha dos acontecimentos, considerados coisa de fanáticos e ignorantes, e com isso se perderam muitas fontes que poderiam ser úteis hoje em dia para o perfeito conhecimento dos fatos. Aquilo que sei a respeito resultou de leituras e de relatos que ouvi de pessoas simples do povo, uma vez que estas não tinham qualquer preconceito. Aliás, o povo se referia ao movimento como Revolta dos Jagunços e nunca como Contestado, nome que acredito tenha sido atribuído por militares e historiadores. Não tenho a pretensão de ser “expert” no assunto mas procuro dar a minha contribuição. O Contestado, apesar do muito que se escreveu a respeito, ainda não encontrou seu cronista definitivo. Não teve até agora o seu Euclides da Cunha”.

O Holocausto

“O segundo livro contém artigos sobre o genocídio do povo judeu que ocorreu durante a II Guerra Mundial para execução da chamada solução final do problema judaico. Fundamentei os trabalhos nos inúmeros livros que li sobre o assunto, além de ensaios, reportagens, artigos, depoimentos, documentários etc. Sempre que escrevia a respeito havia quem afirmasse que não deveria fazê-lo para que aquilo fosse esquecido, mas entendo, ao contrário, que deve ser sempre e sempre lembrado para que não volte a acontecer. Creio que o livro está saindo em bom momento, uma vez que o extremismo de direita cresce de maneira assustadora, tanto no mundo como no Brasil. Muitos incautos servem de inocentes úteis ao difundir essas ideias sem saber ao certo as desgraças e tragédias que provocaram”.

O Campo no Coração

“O crítico Cunha e Silva Filho, do Rio de Janeiro, elaborou um ensaio sobre um dos meus livros de contos e que também está sendo publicado. Ele analisa cada um dos contos e crônicas que compuseram meu livro “O Campo no Coração”, resumiu Enéas Athanázio.


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