Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Urban Sketchers: movimento mundial vem ganhando força em Balneário Camboriú

Sexta, 23/8/2019 11:16.
Divulgação

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Por Renata Rutes

Urban Sketchers é um movimento global de artistas profissionais e amadores que desenham em grupo pontos de cidades onde vivem ou visitam, desde casas antigas a prédios modernos, usando elementos do momento, como a natureza e até pessoas que passam pelo local enquanto eles estão retratando-o.

O Urban Sketchers nasceu em 2007, uma iniciativa do jornalista Gabriel Campanario, e em Balneário Camboriú ele existe há aproximadamente quatro anos, contando hoje com um grupo de aproximadamente 15 pessoas, entre quem desenha por hobby, artistas e até arquitetos.

Há duas semanas o grupo ‘desenhou’ na Villa W, um sítio em Camboriú, que é de uma artista do grupo, Cilmara Tamochunas. O próximo encontro será no dia 31, quando o grupo irá desenhar um chalé na rua Jacob Schmidt, no Bairro Pioneiros. As ações são gratuitas e abertas ao público.

O Página 3 conversou com algum deles. Confira!

Ciela Cozer,artista, é a coordenadora do grupo Urban Sketchers Balneário Camboriú e região –

“Desde criança tenho registrado momentos importantes de minha família ligados a arte e a vida cristã. Minha avó, uma mulher de muita fé, marcou muito a minha infância, sempre nos mostrava as maravilhas que Deus criou. Obras de arte desenhadas e pintadas por minha mãe e minha tia (com formação em Belas Artes) me chamavam muito a atenção. Minha mãe sempre me possibilitou estar ligada à arte através do balé, e mais tarde foi a grande incentivadora na escolha da minha profissão como artista. Ser sketcher significa desenhar, fazer esboço, registrar momentos e lugares, o desenho possibilita a comunicação, desde os tempos das cavernas. Foram encontrados registrados desenhos de três milênios antes de Cristo que servem de estudo e tantos outros registros em templos do cristianismo contam a nossa história. Conheci o grupo de Sketchers em 2016, onde nos encontramos pela primeira vez para despretensiosamente desenharmos a cidade e localidades, através de um esboço ou rascunho. Urban Sketchers é um movimento livre e mundialmente conhecido onde qualquer pessoa pode participar desde que queira desenhar. Para seguir o método e aproveitar o momento o Sketcher deve observar muito o espaço, sensibilizar-se com o tema e colocar no papel a sua livre expressão, permitindo ao público presente admirar e até mesmo copiar, assim como divulgar em redes sociais. Moramos em uma região privilegiada, somos um polo turístico com muita história e pretendemos estar registrando como grupo e até mesmo individualmente em viagens para que a nossa história não se perca. Urban Skechers Balneário Camboriú & Região possui uma página no Facebook para estar agregando cada vez mais pessoas que queiram estar participando ou acompanhando o movimento. Convido a todos como coordenadora deste grupo a estarem participando da preservação da memória local. Nos próximos encontros estaremos registrando algumas casinhas lindas de madeira, resistentes a arquitetura moderna de nossa cidade e região. Venha juntar-se ao Urban Sketchers Brasil e ao Urban Sketchers Balneário Camboriú & Região!”.

Lilian Martins é diretora de artes da Fundação Cultural de Balneário Camboriú e membro do grupo –

“Eu desenho desde criança, mas em 2004, ainda no início da Fundação Cultural, reunimos artistas na Praça do Pescador, e levávamos arte para esse espaço. Em 2015 o Paulo Pena apresentou o movimento mundial, onde tanto artistas, professores e amadores poderiam desenhar pontos da cidade e eu achei fantástico. Até então não havíamos integrado o movimento mundial, mas resolvemos experimentar, foi totalmente espontâneo. Na inauguração do Boulevard da rua 200 estivemos lá, desenhamos o local. Mas o Paulo acabou se mudando para o Espírito Santo. Por sorte, o Cláudio Menna veio de Curitiba e nos incentivou a retomarmos esse movimento tão bacana. Reunimos pessoas para olhar a cidade de uma forma sensível, é uma reunião para um bem comum, valores e interesses. Desenhamos todos juntos, marcamos sempre pelas redes sociais. O grupo é bem aberto, tanto que quando estamos em atividade levamos mais papel e lápis para que curiosos que param e quiserem desenhar conosco já possam participar. É muito legal porque nos aproximamos ainda mais da nossa cidade e trocamos experiências. É sempre um aprendizado, uma troca entre amadores e profissionais. Trabalhamos na memória da cidade, vivendo pontos de Balneário Camboriú, prestando atenção em locais que antes não mensurávamos a importância. É o conhecimento sensível, a mistura da memória com a arte. Temos sorte porque Balneário tem muitas paisagens interessantes, construções modernistas e significativas para a história da arquitetura brasileira, como o Marambaia, e outras singelas, como pequenas casas de madeira da época em que o pessoal ‘veraneava’ na cidade. Balneário é muito cultural. Já desenhamos o engenho de Taquaras também, além de prédios mais modernos. A diversidade é muito importante”.

Cláudio Menna, arquiteto e urbanista e membro do grupo, responsável pelo ‘recomeço’ do movimento em Balneário, que estava parado após a mudança de Paulo Pena –

“Desde criança eu desenhava em casa, minha mãe era artista e meu pai, apesar de ser da área da saúde, também desenhava. Em função disso eu me formei em Arquitetura, que exige um pouco de desenho. Mas eu não acredito em vocação, acredito que todos podem aprender a desenhar, é igual falar, conversar e cantar. Eu vi que é possível aprender, tanto nas vivências no movimento como professor. Eu morava em Curitiba e, após eu me aposentar, em 2009, fui passar um tempo em Porto Alegre, onde eu comecei a desenhar pontos da cidade. Eu sou do Rio Grande do Sul, mas morei anos no Paraná, inclusive me aposentei pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba. E quando voltei para Curitiba, já em 2015, ingressei no movimento Urban Sketchers. Passei a apreciar ainda mais os pontos da cidade, principalmente os prédios históricos. Todos podem participar, desde profissionais a quem gosta de desenhar como hobby. É uma forma de você expressar o que está vendo e é também um exercício de cidadania, pois você estará observando tudo ao redor. Minha esposa é profissional da saúde e nunca havia desenhado, agora ela também participa. O objetivo é desenharmos todos juntos, isso é o Urban Sketchers. E é o mais bacana, porque todos veem o local de formas diferentes. Tudo entra no desenho, pessoas que passam na hora, pássaros... o momento influencia. Sou suspeito em falar porque sou um entusiasta, mas acho que todas as cidades podem participar desse movimento. Quando vim para Balneário, em dezembro, soube que o grupo estava desativado porque o Paulo havia se mudado. Eu tinha tempo, porque sou aposentado, e os incentivei a retomarmos com as atividades. O nosso grupo é muito bacana, nossa coordenadora Ciela é fantástica. Desenhamos todos juntos, em sessões coletivas. O foco é retratar com o que está diante daquele espaço. Por exemplo, na praia, reunir com o ambiente o pescador atracando, o turismo. São as ocorrências urbanas o principal diferencial dos croquis urbanos, e bastante presentes nos croquis internacionais, como os turistas fotografando o Louvre, ‘perturbando’ um pouco o prédio, e não só a imagem do Louvre como se fosse uma foto.”

Rudi Scaranto Dazzi é arquiteto e urbanista, professor da Univali e membro do grupo –

“Conheci o grupo ano passado, fui convidado pela Lilian, já a conhecia. Começamos desenhando a cidade com o arquiteto Paulo Pena, mas ele se mudou para o Espírito Santo. Antes o grupo se chamava ‘Croquis Urbanos’, mas resolvemos mudar o nome exatamente para integrarmos o movimento mundial. Eu desenho desde criança, sou formado em Arquitetura, e quando fiz a faculdade, na PUC, em Curitiba, os professores sempre nos incentivavam a desenhar a mão, croquis, etc. Minha mãe também me incentivava e a faculdade só ‘coroou’ esse gosto que eu já tinha. Também fiz cursos de desenho e pintura, e quando voltei para minha cidade natal, Concórdia, lancei um livro retratando a cidade em aquarela, baseado em fotos. Sempre gostei de desenhar cidades, realmente adoro isso. A arquitetura religiosa me encanta, então em Balneário Camboriú tenho um carinho muito especial pelo Bairro da Barra. Há lindas construções em madeira na cidade, como uma casa na rua 1.021. O sketcher tem a ver com isso, com a pesquisa, ir atrás de construções que valem ser registradas. É o resgate da história através do desenho, a valorização do patrimônio. Esse movimento incentiva as pessoas a perceberem a cidade onde moram, a valorizando muito mais. Um povo sem memória não tem história. E o bacana é que cada um tem a sua linguagem, a sua forma de desenhar, uns são mais lúdicos, outros mais elaborados, e todos tem grande valor, sempre aprendemos uns com os outros – por isso que é tão importante desenharmos em grupo. Cada desenho é uma impressão pessoal do mesmo lugar. O movimento está crescendo bastante em Balneário Camboriú, todos que se interessarem podem participar. Temos saídas de campo a cada 15 dias, sempre aos sábados no período vespertino. É um movimento maravilhoso, tenho muito orgulho do que estamos fazendo”.

Quem quiser participar basta seguir as redes sociaise ficar de olho na agenda.


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Página 3
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Urban Sketchers: movimento mundial vem ganhando força em Balneário Camboriú

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Sexta, 23/8/2019 11:16.

Por Renata Rutes

Urban Sketchers é um movimento global de artistas profissionais e amadores que desenham em grupo pontos de cidades onde vivem ou visitam, desde casas antigas a prédios modernos, usando elementos do momento, como a natureza e até pessoas que passam pelo local enquanto eles estão retratando-o.

O Urban Sketchers nasceu em 2007, uma iniciativa do jornalista Gabriel Campanario, e em Balneário Camboriú ele existe há aproximadamente quatro anos, contando hoje com um grupo de aproximadamente 15 pessoas, entre quem desenha por hobby, artistas e até arquitetos.

Há duas semanas o grupo ‘desenhou’ na Villa W, um sítio em Camboriú, que é de uma artista do grupo, Cilmara Tamochunas. O próximo encontro será no dia 31, quando o grupo irá desenhar um chalé na rua Jacob Schmidt, no Bairro Pioneiros. As ações são gratuitas e abertas ao público.

O Página 3 conversou com algum deles. Confira!

Ciela Cozer,artista, é a coordenadora do grupo Urban Sketchers Balneário Camboriú e região –

“Desde criança tenho registrado momentos importantes de minha família ligados a arte e a vida cristã. Minha avó, uma mulher de muita fé, marcou muito a minha infância, sempre nos mostrava as maravilhas que Deus criou. Obras de arte desenhadas e pintadas por minha mãe e minha tia (com formação em Belas Artes) me chamavam muito a atenção. Minha mãe sempre me possibilitou estar ligada à arte através do balé, e mais tarde foi a grande incentivadora na escolha da minha profissão como artista. Ser sketcher significa desenhar, fazer esboço, registrar momentos e lugares, o desenho possibilita a comunicação, desde os tempos das cavernas. Foram encontrados registrados desenhos de três milênios antes de Cristo que servem de estudo e tantos outros registros em templos do cristianismo contam a nossa história. Conheci o grupo de Sketchers em 2016, onde nos encontramos pela primeira vez para despretensiosamente desenharmos a cidade e localidades, através de um esboço ou rascunho. Urban Sketchers é um movimento livre e mundialmente conhecido onde qualquer pessoa pode participar desde que queira desenhar. Para seguir o método e aproveitar o momento o Sketcher deve observar muito o espaço, sensibilizar-se com o tema e colocar no papel a sua livre expressão, permitindo ao público presente admirar e até mesmo copiar, assim como divulgar em redes sociais. Moramos em uma região privilegiada, somos um polo turístico com muita história e pretendemos estar registrando como grupo e até mesmo individualmente em viagens para que a nossa história não se perca. Urban Skechers Balneário Camboriú & Região possui uma página no Facebook para estar agregando cada vez mais pessoas que queiram estar participando ou acompanhando o movimento. Convido a todos como coordenadora deste grupo a estarem participando da preservação da memória local. Nos próximos encontros estaremos registrando algumas casinhas lindas de madeira, resistentes a arquitetura moderna de nossa cidade e região. Venha juntar-se ao Urban Sketchers Brasil e ao Urban Sketchers Balneário Camboriú & Região!”.

Lilian Martins é diretora de artes da Fundação Cultural de Balneário Camboriú e membro do grupo –

“Eu desenho desde criança, mas em 2004, ainda no início da Fundação Cultural, reunimos artistas na Praça do Pescador, e levávamos arte para esse espaço. Em 2015 o Paulo Pena apresentou o movimento mundial, onde tanto artistas, professores e amadores poderiam desenhar pontos da cidade e eu achei fantástico. Até então não havíamos integrado o movimento mundial, mas resolvemos experimentar, foi totalmente espontâneo. Na inauguração do Boulevard da rua 200 estivemos lá, desenhamos o local. Mas o Paulo acabou se mudando para o Espírito Santo. Por sorte, o Cláudio Menna veio de Curitiba e nos incentivou a retomarmos esse movimento tão bacana. Reunimos pessoas para olhar a cidade de uma forma sensível, é uma reunião para um bem comum, valores e interesses. Desenhamos todos juntos, marcamos sempre pelas redes sociais. O grupo é bem aberto, tanto que quando estamos em atividade levamos mais papel e lápis para que curiosos que param e quiserem desenhar conosco já possam participar. É muito legal porque nos aproximamos ainda mais da nossa cidade e trocamos experiências. É sempre um aprendizado, uma troca entre amadores e profissionais. Trabalhamos na memória da cidade, vivendo pontos de Balneário Camboriú, prestando atenção em locais que antes não mensurávamos a importância. É o conhecimento sensível, a mistura da memória com a arte. Temos sorte porque Balneário tem muitas paisagens interessantes, construções modernistas e significativas para a história da arquitetura brasileira, como o Marambaia, e outras singelas, como pequenas casas de madeira da época em que o pessoal ‘veraneava’ na cidade. Balneário é muito cultural. Já desenhamos o engenho de Taquaras também, além de prédios mais modernos. A diversidade é muito importante”.

Cláudio Menna, arquiteto e urbanista e membro do grupo, responsável pelo ‘recomeço’ do movimento em Balneário, que estava parado após a mudança de Paulo Pena –

“Desde criança eu desenhava em casa, minha mãe era artista e meu pai, apesar de ser da área da saúde, também desenhava. Em função disso eu me formei em Arquitetura, que exige um pouco de desenho. Mas eu não acredito em vocação, acredito que todos podem aprender a desenhar, é igual falar, conversar e cantar. Eu vi que é possível aprender, tanto nas vivências no movimento como professor. Eu morava em Curitiba e, após eu me aposentar, em 2009, fui passar um tempo em Porto Alegre, onde eu comecei a desenhar pontos da cidade. Eu sou do Rio Grande do Sul, mas morei anos no Paraná, inclusive me aposentei pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba. E quando voltei para Curitiba, já em 2015, ingressei no movimento Urban Sketchers. Passei a apreciar ainda mais os pontos da cidade, principalmente os prédios históricos. Todos podem participar, desde profissionais a quem gosta de desenhar como hobby. É uma forma de você expressar o que está vendo e é também um exercício de cidadania, pois você estará observando tudo ao redor. Minha esposa é profissional da saúde e nunca havia desenhado, agora ela também participa. O objetivo é desenharmos todos juntos, isso é o Urban Sketchers. E é o mais bacana, porque todos veem o local de formas diferentes. Tudo entra no desenho, pessoas que passam na hora, pássaros... o momento influencia. Sou suspeito em falar porque sou um entusiasta, mas acho que todas as cidades podem participar desse movimento. Quando vim para Balneário, em dezembro, soube que o grupo estava desativado porque o Paulo havia se mudado. Eu tinha tempo, porque sou aposentado, e os incentivei a retomarmos com as atividades. O nosso grupo é muito bacana, nossa coordenadora Ciela é fantástica. Desenhamos todos juntos, em sessões coletivas. O foco é retratar com o que está diante daquele espaço. Por exemplo, na praia, reunir com o ambiente o pescador atracando, o turismo. São as ocorrências urbanas o principal diferencial dos croquis urbanos, e bastante presentes nos croquis internacionais, como os turistas fotografando o Louvre, ‘perturbando’ um pouco o prédio, e não só a imagem do Louvre como se fosse uma foto.”

Rudi Scaranto Dazzi é arquiteto e urbanista, professor da Univali e membro do grupo –

“Conheci o grupo ano passado, fui convidado pela Lilian, já a conhecia. Começamos desenhando a cidade com o arquiteto Paulo Pena, mas ele se mudou para o Espírito Santo. Antes o grupo se chamava ‘Croquis Urbanos’, mas resolvemos mudar o nome exatamente para integrarmos o movimento mundial. Eu desenho desde criança, sou formado em Arquitetura, e quando fiz a faculdade, na PUC, em Curitiba, os professores sempre nos incentivavam a desenhar a mão, croquis, etc. Minha mãe também me incentivava e a faculdade só ‘coroou’ esse gosto que eu já tinha. Também fiz cursos de desenho e pintura, e quando voltei para minha cidade natal, Concórdia, lancei um livro retratando a cidade em aquarela, baseado em fotos. Sempre gostei de desenhar cidades, realmente adoro isso. A arquitetura religiosa me encanta, então em Balneário Camboriú tenho um carinho muito especial pelo Bairro da Barra. Há lindas construções em madeira na cidade, como uma casa na rua 1.021. O sketcher tem a ver com isso, com a pesquisa, ir atrás de construções que valem ser registradas. É o resgate da história através do desenho, a valorização do patrimônio. Esse movimento incentiva as pessoas a perceberem a cidade onde moram, a valorizando muito mais. Um povo sem memória não tem história. E o bacana é que cada um tem a sua linguagem, a sua forma de desenhar, uns são mais lúdicos, outros mais elaborados, e todos tem grande valor, sempre aprendemos uns com os outros – por isso que é tão importante desenharmos em grupo. Cada desenho é uma impressão pessoal do mesmo lugar. O movimento está crescendo bastante em Balneário Camboriú, todos que se interessarem podem participar. Temos saídas de campo a cada 15 dias, sempre aos sábados no período vespertino. É um movimento maravilhoso, tenho muito orgulho do que estamos fazendo”.

Quem quiser participar basta seguir as redes sociaise ficar de olho na agenda.


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