Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Arquivos públicos municipais debatidos em workshop

Segunda, 28/10/2019 19:17.
Divulgação
Lilian Martins (E) no workshop

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A diretora de Artes da Fundação Cultural, Lilian Martins disse que o Workshop de Criação e Desenvolvimento de Arquivos Públicos Municipais, do qual uma representação local participou semana passada, no auditório da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI), em Itajaí, deveria ter a participação de todos os gestores também.

Ele foi promovido pelo Colegiado de Cultura da AMFRI, Arquivo Tech e Associação dos Arquivistas do Estado de Santa Catarina (AAESC), para apresentar a gestores municipais metodologias para implantação e organização de arquivos públicos/históricos respeitando a legislação vigente. Temas como a legislação de gestão de acervos administrativos e históricos e a tecnologia aplicada a arquivos foram debatidos.

“Foi muito esclarecedor, e deveria inclusive compor como temas de formação dentro de cada prefeitura, pois arquivos são essenciais ferramentas de gestão pública. informação é a chave para a boa gestão. Dentro dos temas, apresenta-se a importância de um arquivo público, de uma política de gestão documental, do cotidiano do trabalho integrado em todo o ciclo de vida do documento, desde o momento em que é produzido (e se, realmente é necessário ser produzido), seu uso corrente, arquivamento intermediário, e se, após o seu período comprobatório, se pode ser eliminado, arquivado permanentemente ou se adquire status de pesquisa histórica”, destacou Lilian.


Arquivos digitais

Tema de bastante questionamento foi a transformação digital de arquivos, pois como o tratamento digital de documentos é complexo, novo, e com muitas dúvidas quanto à confiabilidade probatória, à necessidade de armazenamento e recuperação da informação (repositório, GED, ECM, Work Flow ou BPM).

"É muito importante esclarecer que a tecnologia vem somar com a gestão se os processos estão organizados, não adianta digitalizar a bagunça. Há de se ater, antes de tudo, ter o plano de gestão dentro da legislação brasileira”, detalhou a diretora.

Como exemplo, 5.000 caixas de arquivo tem em média 4.000.000 documentos, que digitalizados vão ocupar 400gb de espaço de armazenamento. “Tudo isso tem um custo, e começamos a pensar racionalmente nos processos burocráticos que hoje geram muito papel, e que depois vai impactar em organização, análise, descarte ou arquivamento. Ainda devemos levar em consideração os diversos suportes do acervo documento que é produzido”, segue.

Na ocasião, a arquivista Luiza Kluger apresentou o trabalho realizado no município de Joinville através da Legislação Arquivística e Gestão de Documentos, com foco na importância da preservação do patrimônio documental arquivístico. O Arquivo de Joinville é um exemplo de estrutura pensada para a finalidade, com equipe técnica e plano de gestão.


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Página 3
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Lilian Martins (E) no workshop
Lilian Martins (E) no workshop

Arquivos públicos municipais debatidos em workshop

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Segunda, 28/10/2019 19:17.

A diretora de Artes da Fundação Cultural, Lilian Martins disse que o Workshop de Criação e Desenvolvimento de Arquivos Públicos Municipais, do qual uma representação local participou semana passada, no auditório da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI), em Itajaí, deveria ter a participação de todos os gestores também.

Ele foi promovido pelo Colegiado de Cultura da AMFRI, Arquivo Tech e Associação dos Arquivistas do Estado de Santa Catarina (AAESC), para apresentar a gestores municipais metodologias para implantação e organização de arquivos públicos/históricos respeitando a legislação vigente. Temas como a legislação de gestão de acervos administrativos e históricos e a tecnologia aplicada a arquivos foram debatidos.

“Foi muito esclarecedor, e deveria inclusive compor como temas de formação dentro de cada prefeitura, pois arquivos são essenciais ferramentas de gestão pública. informação é a chave para a boa gestão. Dentro dos temas, apresenta-se a importância de um arquivo público, de uma política de gestão documental, do cotidiano do trabalho integrado em todo o ciclo de vida do documento, desde o momento em que é produzido (e se, realmente é necessário ser produzido), seu uso corrente, arquivamento intermediário, e se, após o seu período comprobatório, se pode ser eliminado, arquivado permanentemente ou se adquire status de pesquisa histórica”, destacou Lilian.


Arquivos digitais

Tema de bastante questionamento foi a transformação digital de arquivos, pois como o tratamento digital de documentos é complexo, novo, e com muitas dúvidas quanto à confiabilidade probatória, à necessidade de armazenamento e recuperação da informação (repositório, GED, ECM, Work Flow ou BPM).

"É muito importante esclarecer que a tecnologia vem somar com a gestão se os processos estão organizados, não adianta digitalizar a bagunça. Há de se ater, antes de tudo, ter o plano de gestão dentro da legislação brasileira”, detalhou a diretora.

Como exemplo, 5.000 caixas de arquivo tem em média 4.000.000 documentos, que digitalizados vão ocupar 400gb de espaço de armazenamento. “Tudo isso tem um custo, e começamos a pensar racionalmente nos processos burocráticos que hoje geram muito papel, e que depois vai impactar em organização, análise, descarte ou arquivamento. Ainda devemos levar em consideração os diversos suportes do acervo documento que é produzido”, segue.

Na ocasião, a arquivista Luiza Kluger apresentou o trabalho realizado no município de Joinville através da Legislação Arquivística e Gestão de Documentos, com foco na importância da preservação do patrimônio documental arquivístico. O Arquivo de Joinville é um exemplo de estrutura pensada para a finalidade, com equipe técnica e plano de gestão.


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