Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Dia Mundial da Dança será celebrado online em Balneário Camboriú

Quarta, 29/4/2020 9:14.
Fotos Arquivo Pessoal

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O Dia Mundial da Dança é celebrado nesta quarta-feira (29), e para lembrar a data, mesmo que à distância neste ano, bailarinos de Balneário Camboriú realizam uma programação online, com lives e postagens destacando a importância desta arte.

Nos anos anteriores, a Fundação Cultural da cidade sempre comemorava a data com um dia especial no Teatro Municipal Bruno Nitz, o que não acontecerá por conta do Coronavírus. Para marcar o Dia Mundial, o Página 3 conversou com alguns destes artistas, que enaltecem a importância da dança, principalmente neste momento de pandemia e distanciamento social.


Giovanna Vanessa Tamburo é instrutora do grupo de dança gaúcha Tertúlia do Litoral e conselheira da Câmara Setorial de Dança do Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário Camboriú

“Eu iniciei na dança ainda com três anos, fui aluna da Adriana Alcântara no colégio onde eu estudava. Quando adolescente fui para outra escola e fui aluna da professora Fátima, do Balanço das Ondas.

Sempre continuei muito conectada com a dança, porque gosto muito. Em 2010 comecei a participar dos movimentos gaúchos, em 2015 me inseri na dança, e desde 2017 sou instrutora do grupo de dança gaúcha Tertúlia do Litoral. A partir daí fui para o Conselho Municipal para buscar formas de fortalecer a dança na nossa cidade e acabou que em 2018 comecei como conselheira, com o objetivo de contribuir com a dança o máximo que eu conseguir.

O momento que vivemos hoje é novo, pegou todo mundo de ‘calça curta’, e estamos tendo que nos reinventar. Dentro da Câmara Setorial estamos buscando formas de levar a dança para as pessoas, movimentando a cidade, mesmo que virtualmente, neste Dia Mundial da Dança.

A programação das comemorações do Dia Internacional da Dança em Balneário Camboriú será realizado pelas redes sociais (acompanhe pelo Instagram @camaradedancabc) com o tema “Porque Dança é no Plural - Danças”, relacionando a arte com a diversidade. Vários artistas, professores, coreógrafos, empreendedores e produtores de dança farão durante todo o dia postagens variadas de vídeos, fotos, discussões, bate-papos, palestras e as diversas formas de compartilhamento do conhecimento da dança”.


Adriana Alcântara é bailarina, coreógrafa e proprietária do Studio de Dança Adriana Alcântara

“O Dia Mundial da Dança é uma data que esperamos muito, integra o calendário do Studio e sempre fazemos ações para comemorar, mas devido a pandemia tudo precisou ser repensado.

Nossas aulas estão acontecendo de forma online, estamos postando também experimentos que estamos fazendo com nossos alunos, como adaptações de coreografias, brincadeiras com figurinos. Está acontecendo uma troca muito bacana, inclusive com outras escolas de dança.

Nesta quarta (29) para celebrar o Dia eu vou participar de uma live com o Caio Nunes, que é o coreógrafo responsável pela nova abertura do Fantástico, às 20h, no Instagram (@studioadrianaalcantara). O Caio é um amigo e parceiro, também integra o Festival de Dança de Joinville, que foi cancelado.

Havíamos nos inscrito na seletiva, mas realmente neste momento não tem condição de um evento desse porte acontecer. Também iremos apresentar no Facebook em três sessões (14h, 16h e 18h) o nosso espetáculo Tributo ao Queen.

Vejo que a dança é uma atividade de extremo contato, e apesar de online conseguirmos dar continuidade aos nossos trabalhos sentimos a falta de estarmos perto, juntos.

As crianças estão sentindo ainda mais diferença, e as mães têm nos ajudado muito nisso, abrindo as aulas, preparando o ambiente em casa. Mas sabemos que há dias que elas (as crianças) não estão com vontade, também estão fazendo aula online das escolas, estão sobrecarregadas.

O momento online da dança precisa ser divertido e prazeroso, estamos procurando nos reinventar, buscando alternativas. Converso com os professores toda semana, com escolas de SC, outros estados e também de fora do Brasil, sempre discutindo experiências. Tem sido uma loucura para todo mundo, mas estamos ainda mais unidos.

Vejo que após isto daremos ainda mais valor para as pequenas coisas, para a rotina que reclamávamos e agora sentimos falta. Quando tudo voltar ao ‘normal’ tudo será reavaliado. Atividades como a dança e o yoga, o esporte e a cultura em si, ajudam a nos manter equilibrados”.


Waldir Koral é bailarino, professor de dança e lidera a Waldir Koral Cia de Dança

Waldir Coral (E)

“Esse período está sendo complicado. A dança de salão tem a característica de ser em par, mas seguimos em contato.

As aulas podem variar com teoria também, faz parte e todo bailarino precisa conhecer a história da dança, vai além do ‘se movimentar’, porém não é todo mundo que tem essa necessidade de seguir com as aulas online, a maioria quer estar dançando.

Vejo que o Dia Mundial é muito importante, vou estar junto com a Adriana na live com o Caio Nunes, também vou postar vídeos e mensagens em minhas redes sociais. Vejo que a arte é essencial, ainda mais neste momento. Muitos não a valorizavam e agora está ‘dominando’, todos estão vendo o quanto é importante.

Tem sido complicado para todos os artistas, estamos sentindo muito, já que não podemos trabalhar presencialmente. Sentimos não só financeiramente, mas por estarmos sempre ativos, sempre em movimento. O corpo e a cabeça sente essa ‘pausa forçada’.

Eu gosto de criar, estou sempre pensando em movimentos novos, e com mais tempo há mais possibilidade de estudar e repensar a arte. Não há como deixar de ser artista, ainda mais neste momento.

Gostaria de pedir para que as pessoas observem e pensem mais nos artistas, a arte é fundamental, não existe sociedade sem ela. Muitos artistas estão passando dificuldade por não poderem exercer seus trabalhos e precisam de mais empatia”.


Bruna Matheus é bailarina da Waldir Koral Cia de Dança

“Estamos tendo aulas online, e é realmente uma nova realidade. Na Cia Waldir Coral vivenciamos a dança de salão, que é em par, então é realmente bem complicado.

Tenho saudade, sempre estamos em contato, mas temos que respeitar a situação. Não temos muito o que fazer além de esperar e nos cuidarmos para voltarmos com tudo quando pudermos estar no palco novamente.

Também faço jazz no Studio da Adriana Alcântara e essas aulas seguem online. O Dia Mundial da Dança representa para mim que por mais que tenhamos períodos difíceis vamos superar.

A dança é a minha terapia, quando estou dançando esqueço os meus problemas, me divirto. Mesmo estando longe do grupo vou celebrar dançando. O Dia representa esperança, que tudo vai melhorar”.


Roberta Prado Guimarães é bailarina da Cia Waldir Koral, coreógrafa e professora no Studio de Dança Adriana Alcântara, Recriarte, Aster e SESC; e também dirige o Grupo Vida, um coletivo que estuda, pesquisa e produz Dança em Balneário

“Comecei na dança como bailarina de jazz e me encantei logo de início. Eu praticava esportes e gostava muito dos desafios corporais.

A dança pra mim representa tanta coisa que é difícil falar. Me trouxe até meu esposo e parceiro de vida, minha família, amigos e é também minha fonte de renda.

A dança pensada na escola e fora dela, pode fazer muito por cada uma de nós. Pra mim, ela é o alimento pra alma, me mantém com vontade de viver pra fazer mais, produzir, lecionar, atuar, coreografar, pesquisar, produzir conteúdos sobre ela.

Num mundo de tantas informações, precisamos alimentar nossa área de atuação, gerar conteúdos. Podemos gerar relações com outros artistas, grupos etc.

Neste dia 29 de abril quando iremos comemorar o Dia Internacional da Dança, teremos inúmeras ações dos artistas, dos profissionais da dança, dos grupos e das academias fazendo ações, pensando em alcançar todos os públicos.

Aproveitem! Aqui em BC a Câmara Setorial estará com ações no Instagram @camaradedancabc.

O interessante de propor ações por meio da Câmara Setorial é que o conteúdo fica mais interessante, mais diversificado por serem artistas e grupos com linguagens corporais e artísticas diferentes.

Neste tempo de quarentena aprendemos a nos relacionar com a Dança de outras formas, nos ressignificar. São aulas online, práticas e teóricas e toda a relação com o mundo precisa ser digital nesse momento.

O importante é não parar de pensar, pesquisar, estudar, fazer dança como for possível. Curso Licenciatura em Dança na FURB, que é a primeira turma, do primeiro curso superior em Dança de Santa Catarina. Lá, também nos ressignificamos pelos meios digitais, mas sem perder o foco que é estudar a dança e suas possibilidades.

O desafio é enorme, visto que a dança propõe práticas que nos aproximam, mas é interessante também essa outra relação, com ela virão aprendizados que provavelmente ampliarão nossos horizontes.

A Dança vista como área de conhecimento, interagindo com o mundo, pode ser um meio de abordar arte, ciência, linguagens e tantas outras coisas, além do nos conectar com nós mesmos. Amo minha profissão, não troco por nada!”


Anderson Rocha é bailarino e coordenador do grupo No Ritmo do Passinho Itajaí, que celebra a Cultura Flashback

Anderson e a esposa, Nani Simas

“Sou de Tijucas, mas moro em Itajaí há 20 anos. Comecei na dança nos anos 90, com a dança de rua, mas a de rua mesmo, não essas de academia.

Na época eu morava em Tijucas, tinha 14, 15 anos, pegava um ônibus a cada 15 dias para Florianópolis e chegando lá ia direto para a Praça 15 de Novembro, a Praça da Figueira, e lá eu me reunia com a galera dos morros, tipo Morro da Cruz, Morro da Caixa D'água. Ali a galera dançava e foi onde eu comecei a aprender a dançar.

Em meados de 1999, me casei e parei de dançar, porque comecei a ter outras responsabilidades, como trabalho, família. Em 2000 me mudei para Itajaí em busca de trabalho, sou soldador naval.

Já em 2014, em um sábado à noite, eu e minha esposa fomos convidados por um grande amigo nosso, Farley Cerri, para irmos em uma Festa Flashback que iria acontecer na Sociedade Tiradentes. Lá vi um pessoal dançando passinho e me juntei com eles, e aí não parei mais.

Hoje tenho o grupo No Ritmo do Passinho Itajaí, onde ajudamos as pessoas a aprenderem a dançar Passinho sem custo algum. Somos em 35 membros, não buscamos status, mídia ou fama.

Queremos ser conhecido, sim, mas com humildade, simplicidade e todos juntos levando a bandeira da Cultura Flashback.

A dança é para mim um momento para esquecer dos problemas do dia a dia, ajuda contra o estresse, depressão, ansiedade e entre outras coisas.

Dança é vida, é saúde. Pratique a dança, seja qual for o tipo ou estilo, o importante é ser feliz”.


Thiago Arima é bailarino e coordenador do projeto Elite do Passinho

Thiago e o grupo

“Eu comecei na dança com 28 anos, quando me separei da minha ex-mulher. Comecei a ir para os Flashbacks e aprendi a dançar na pista, com o pessoal que estava dançando.

Consegui aprender, integrei um grupo, e fui conseguindo aprender mais passos, até que criei outro grupo, o Elite do Passinho.

Hoje temos cerca de 100 integrantes. Acho que a dança faz bem para o corpo, para a mente, combate a depressão, muitas pessoas conseguem desestressar, faz bem.

Nossas aulas são de graça, as pessoas se sentem bem, a autoestima também, já que ajuda a emagrecer. Não podemos estar nos bailes dançando neste momento, mas estamos em casa e dançando.

Iremos celebrar o Dia da Dança dançando, criando novos passos e coreografias. Vamos fazer vídeos também e montar passos novos. Já temos 80 coreografias, mas buscamos sempre inovar”.


Live com o coordenador de dança da Funarte

Fabiano e Bia farão live ao meio-dia

A produtora cultural e ex-presidente da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, Bia Mattar, também irá fazer uma live para comemorar o Dia Mundial da Dança. Às 12h, pelo Facebook, ela irá conversar ao vivo com Fabiano Carneiro, coordenador de dança da Fundação Nacional das Artes (Funarte).

A dupla falará sobre políticas públicas para a dança em meio a tantas mudanças que se passam na produção artística e cultural com o Coronavírus.

Bia trabalhou com Fabiano no processo de implementação do Sistema Nacional de Cultura desde 2005 quando foi elaborado o Plano Nacional de Dança. Ela também fez parte do Colegiado Setorial de Dança e do Conselho Nacional de Política Cultural. Fabiano coordenou o Plano Nacional das Artes para a área da dança.

“Falaremos sobre os recursos para a dança, os editais que estão represados na instituição e o panorama futuro político e administrativo do Governo Federal para a dança”, explica a produtora.


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Página 3
Fotos Arquivo Pessoal

Dia Mundial da Dança será celebrado online em Balneário Camboriú

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Quarta, 29/4/2020 9:14.

O Dia Mundial da Dança é celebrado nesta quarta-feira (29), e para lembrar a data, mesmo que à distância neste ano, bailarinos de Balneário Camboriú realizam uma programação online, com lives e postagens destacando a importância desta arte.

Nos anos anteriores, a Fundação Cultural da cidade sempre comemorava a data com um dia especial no Teatro Municipal Bruno Nitz, o que não acontecerá por conta do Coronavírus. Para marcar o Dia Mundial, o Página 3 conversou com alguns destes artistas, que enaltecem a importância da dança, principalmente neste momento de pandemia e distanciamento social.


Giovanna Vanessa Tamburo é instrutora do grupo de dança gaúcha Tertúlia do Litoral e conselheira da Câmara Setorial de Dança do Conselho Municipal de Política Cultural de Balneário Camboriú

“Eu iniciei na dança ainda com três anos, fui aluna da Adriana Alcântara no colégio onde eu estudava. Quando adolescente fui para outra escola e fui aluna da professora Fátima, do Balanço das Ondas.

Sempre continuei muito conectada com a dança, porque gosto muito. Em 2010 comecei a participar dos movimentos gaúchos, em 2015 me inseri na dança, e desde 2017 sou instrutora do grupo de dança gaúcha Tertúlia do Litoral. A partir daí fui para o Conselho Municipal para buscar formas de fortalecer a dança na nossa cidade e acabou que em 2018 comecei como conselheira, com o objetivo de contribuir com a dança o máximo que eu conseguir.

O momento que vivemos hoje é novo, pegou todo mundo de ‘calça curta’, e estamos tendo que nos reinventar. Dentro da Câmara Setorial estamos buscando formas de levar a dança para as pessoas, movimentando a cidade, mesmo que virtualmente, neste Dia Mundial da Dança.

A programação das comemorações do Dia Internacional da Dança em Balneário Camboriú será realizado pelas redes sociais (acompanhe pelo Instagram @camaradedancabc) com o tema “Porque Dança é no Plural - Danças”, relacionando a arte com a diversidade. Vários artistas, professores, coreógrafos, empreendedores e produtores de dança farão durante todo o dia postagens variadas de vídeos, fotos, discussões, bate-papos, palestras e as diversas formas de compartilhamento do conhecimento da dança”.


Adriana Alcântara é bailarina, coreógrafa e proprietária do Studio de Dança Adriana Alcântara

“O Dia Mundial da Dança é uma data que esperamos muito, integra o calendário do Studio e sempre fazemos ações para comemorar, mas devido a pandemia tudo precisou ser repensado.

Nossas aulas estão acontecendo de forma online, estamos postando também experimentos que estamos fazendo com nossos alunos, como adaptações de coreografias, brincadeiras com figurinos. Está acontecendo uma troca muito bacana, inclusive com outras escolas de dança.

Nesta quarta (29) para celebrar o Dia eu vou participar de uma live com o Caio Nunes, que é o coreógrafo responsável pela nova abertura do Fantástico, às 20h, no Instagram (@studioadrianaalcantara). O Caio é um amigo e parceiro, também integra o Festival de Dança de Joinville, que foi cancelado.

Havíamos nos inscrito na seletiva, mas realmente neste momento não tem condição de um evento desse porte acontecer. Também iremos apresentar no Facebook em três sessões (14h, 16h e 18h) o nosso espetáculo Tributo ao Queen.

Vejo que a dança é uma atividade de extremo contato, e apesar de online conseguirmos dar continuidade aos nossos trabalhos sentimos a falta de estarmos perto, juntos.

As crianças estão sentindo ainda mais diferença, e as mães têm nos ajudado muito nisso, abrindo as aulas, preparando o ambiente em casa. Mas sabemos que há dias que elas (as crianças) não estão com vontade, também estão fazendo aula online das escolas, estão sobrecarregadas.

O momento online da dança precisa ser divertido e prazeroso, estamos procurando nos reinventar, buscando alternativas. Converso com os professores toda semana, com escolas de SC, outros estados e também de fora do Brasil, sempre discutindo experiências. Tem sido uma loucura para todo mundo, mas estamos ainda mais unidos.

Vejo que após isto daremos ainda mais valor para as pequenas coisas, para a rotina que reclamávamos e agora sentimos falta. Quando tudo voltar ao ‘normal’ tudo será reavaliado. Atividades como a dança e o yoga, o esporte e a cultura em si, ajudam a nos manter equilibrados”.


Waldir Koral é bailarino, professor de dança e lidera a Waldir Koral Cia de Dança

Waldir Coral (E)

“Esse período está sendo complicado. A dança de salão tem a característica de ser em par, mas seguimos em contato.

As aulas podem variar com teoria também, faz parte e todo bailarino precisa conhecer a história da dança, vai além do ‘se movimentar’, porém não é todo mundo que tem essa necessidade de seguir com as aulas online, a maioria quer estar dançando.

Vejo que o Dia Mundial é muito importante, vou estar junto com a Adriana na live com o Caio Nunes, também vou postar vídeos e mensagens em minhas redes sociais. Vejo que a arte é essencial, ainda mais neste momento. Muitos não a valorizavam e agora está ‘dominando’, todos estão vendo o quanto é importante.

Tem sido complicado para todos os artistas, estamos sentindo muito, já que não podemos trabalhar presencialmente. Sentimos não só financeiramente, mas por estarmos sempre ativos, sempre em movimento. O corpo e a cabeça sente essa ‘pausa forçada’.

Eu gosto de criar, estou sempre pensando em movimentos novos, e com mais tempo há mais possibilidade de estudar e repensar a arte. Não há como deixar de ser artista, ainda mais neste momento.

Gostaria de pedir para que as pessoas observem e pensem mais nos artistas, a arte é fundamental, não existe sociedade sem ela. Muitos artistas estão passando dificuldade por não poderem exercer seus trabalhos e precisam de mais empatia”.


Bruna Matheus é bailarina da Waldir Koral Cia de Dança

“Estamos tendo aulas online, e é realmente uma nova realidade. Na Cia Waldir Coral vivenciamos a dança de salão, que é em par, então é realmente bem complicado.

Tenho saudade, sempre estamos em contato, mas temos que respeitar a situação. Não temos muito o que fazer além de esperar e nos cuidarmos para voltarmos com tudo quando pudermos estar no palco novamente.

Também faço jazz no Studio da Adriana Alcântara e essas aulas seguem online. O Dia Mundial da Dança representa para mim que por mais que tenhamos períodos difíceis vamos superar.

A dança é a minha terapia, quando estou dançando esqueço os meus problemas, me divirto. Mesmo estando longe do grupo vou celebrar dançando. O Dia representa esperança, que tudo vai melhorar”.


Roberta Prado Guimarães é bailarina da Cia Waldir Koral, coreógrafa e professora no Studio de Dança Adriana Alcântara, Recriarte, Aster e SESC; e também dirige o Grupo Vida, um coletivo que estuda, pesquisa e produz Dança em Balneário

“Comecei na dança como bailarina de jazz e me encantei logo de início. Eu praticava esportes e gostava muito dos desafios corporais.

A dança pra mim representa tanta coisa que é difícil falar. Me trouxe até meu esposo e parceiro de vida, minha família, amigos e é também minha fonte de renda.

A dança pensada na escola e fora dela, pode fazer muito por cada uma de nós. Pra mim, ela é o alimento pra alma, me mantém com vontade de viver pra fazer mais, produzir, lecionar, atuar, coreografar, pesquisar, produzir conteúdos sobre ela.

Num mundo de tantas informações, precisamos alimentar nossa área de atuação, gerar conteúdos. Podemos gerar relações com outros artistas, grupos etc.

Neste dia 29 de abril quando iremos comemorar o Dia Internacional da Dança, teremos inúmeras ações dos artistas, dos profissionais da dança, dos grupos e das academias fazendo ações, pensando em alcançar todos os públicos.

Aproveitem! Aqui em BC a Câmara Setorial estará com ações no Instagram @camaradedancabc.

O interessante de propor ações por meio da Câmara Setorial é que o conteúdo fica mais interessante, mais diversificado por serem artistas e grupos com linguagens corporais e artísticas diferentes.

Neste tempo de quarentena aprendemos a nos relacionar com a Dança de outras formas, nos ressignificar. São aulas online, práticas e teóricas e toda a relação com o mundo precisa ser digital nesse momento.

O importante é não parar de pensar, pesquisar, estudar, fazer dança como for possível. Curso Licenciatura em Dança na FURB, que é a primeira turma, do primeiro curso superior em Dança de Santa Catarina. Lá, também nos ressignificamos pelos meios digitais, mas sem perder o foco que é estudar a dança e suas possibilidades.

O desafio é enorme, visto que a dança propõe práticas que nos aproximam, mas é interessante também essa outra relação, com ela virão aprendizados que provavelmente ampliarão nossos horizontes.

A Dança vista como área de conhecimento, interagindo com o mundo, pode ser um meio de abordar arte, ciência, linguagens e tantas outras coisas, além do nos conectar com nós mesmos. Amo minha profissão, não troco por nada!”


Anderson Rocha é bailarino e coordenador do grupo No Ritmo do Passinho Itajaí, que celebra a Cultura Flashback

Anderson e a esposa, Nani Simas

“Sou de Tijucas, mas moro em Itajaí há 20 anos. Comecei na dança nos anos 90, com a dança de rua, mas a de rua mesmo, não essas de academia.

Na época eu morava em Tijucas, tinha 14, 15 anos, pegava um ônibus a cada 15 dias para Florianópolis e chegando lá ia direto para a Praça 15 de Novembro, a Praça da Figueira, e lá eu me reunia com a galera dos morros, tipo Morro da Cruz, Morro da Caixa D'água. Ali a galera dançava e foi onde eu comecei a aprender a dançar.

Em meados de 1999, me casei e parei de dançar, porque comecei a ter outras responsabilidades, como trabalho, família. Em 2000 me mudei para Itajaí em busca de trabalho, sou soldador naval.

Já em 2014, em um sábado à noite, eu e minha esposa fomos convidados por um grande amigo nosso, Farley Cerri, para irmos em uma Festa Flashback que iria acontecer na Sociedade Tiradentes. Lá vi um pessoal dançando passinho e me juntei com eles, e aí não parei mais.

Hoje tenho o grupo No Ritmo do Passinho Itajaí, onde ajudamos as pessoas a aprenderem a dançar Passinho sem custo algum. Somos em 35 membros, não buscamos status, mídia ou fama.

Queremos ser conhecido, sim, mas com humildade, simplicidade e todos juntos levando a bandeira da Cultura Flashback.

A dança é para mim um momento para esquecer dos problemas do dia a dia, ajuda contra o estresse, depressão, ansiedade e entre outras coisas.

Dança é vida, é saúde. Pratique a dança, seja qual for o tipo ou estilo, o importante é ser feliz”.


Thiago Arima é bailarino e coordenador do projeto Elite do Passinho

Thiago e o grupo

“Eu comecei na dança com 28 anos, quando me separei da minha ex-mulher. Comecei a ir para os Flashbacks e aprendi a dançar na pista, com o pessoal que estava dançando.

Consegui aprender, integrei um grupo, e fui conseguindo aprender mais passos, até que criei outro grupo, o Elite do Passinho.

Hoje temos cerca de 100 integrantes. Acho que a dança faz bem para o corpo, para a mente, combate a depressão, muitas pessoas conseguem desestressar, faz bem.

Nossas aulas são de graça, as pessoas se sentem bem, a autoestima também, já que ajuda a emagrecer. Não podemos estar nos bailes dançando neste momento, mas estamos em casa e dançando.

Iremos celebrar o Dia da Dança dançando, criando novos passos e coreografias. Vamos fazer vídeos também e montar passos novos. Já temos 80 coreografias, mas buscamos sempre inovar”.


Live com o coordenador de dança da Funarte

Fabiano e Bia farão live ao meio-dia

A produtora cultural e ex-presidente da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, Bia Mattar, também irá fazer uma live para comemorar o Dia Mundial da Dança. Às 12h, pelo Facebook, ela irá conversar ao vivo com Fabiano Carneiro, coordenador de dança da Fundação Nacional das Artes (Funarte).

A dupla falará sobre políticas públicas para a dança em meio a tantas mudanças que se passam na produção artística e cultural com o Coronavírus.

Bia trabalhou com Fabiano no processo de implementação do Sistema Nacional de Cultura desde 2005 quando foi elaborado o Plano Nacional de Dança. Ela também fez parte do Colegiado Setorial de Dança e do Conselho Nacional de Política Cultural. Fabiano coordenou o Plano Nacional das Artes para a área da dança.

“Falaremos sobre os recursos para a dança, os editais que estão represados na instituição e o panorama futuro político e administrativo do Governo Federal para a dança”, explica a produtora.


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