Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Atriz inicia movimento para dar nome de Júlio Batschauer ao Teatro Municipal

Quarta, 29/7/2020 14:05.

Publicidade

Artistas de Balneário Camboriú estão se mobilizando para alterar o nome do Teatro Municipal Bruno Nitz para Teatro Municipal Júlio Batschauer Filho, como forma de homenagear o ator e diretor que faleceu no último domingo (26), aos 47 anos, quando sofreu uma parada cardíaca.

O movimento é liderado pela atriz, escritora e produtora Potyra Najara, que foi casada com Júlio durante 14 anos. O casal, divorciado há sete anos, tem uma filha, Yoshabel, 19, que também é atriz. Júlio deixou outros três filhos: Amandia, 27, Matheus, 26 e Júlia, 22 anos.

O movimento está circulando nas redes sociais. O vereador Nilson Probst protocolou um projeto nesta terça-feira (28), solicitando a mudança do nome, mas disse que está estudando um novo encaminhamento para o assunto. Potyra justificou sua iniciativa no texto que conta um pouco da história do ator. Acompanhe:

“Júlio Elysio Batschauer Filho, o Juca, como era mais conhecido, foi um ator, diretor e artista atuante e reconhecido no estado de Santa Catarina. Começou no teatro aos 15 anos, 1987, e desde então, o teatro foi a sua vida e sua estrada foi a arte.

Proprietário da Companhia Ensamble Produções Artísticas, durante todos estes anos atuou e dirigiu diversos espetáculos de teatro, de circo e teatro musical.

Em 1997 trouxe a sede de sua companhia para Balneário Camboriú e desde então foi o artista mais entusiasta na luta pela cultura, pela arte na cidade e incansavelmente suplicava por um teatro em Balneário.

A luta por um teatro estava em cada espetáculo apresentado na rua onde ao término sempre se manifestava dizendo que uma cidade como Balneário Camboriú, reconhecida pelo turismo, precisava de um teatro para que a arte pudesse acontecer.

Fiz parte da companhia desde 1999, apresentávamos nas ruas, pontal norte, pontal sul, escadaria do antigo departamento de cultura, na antiga praça Bruno Nitz e também nas areias da praia central.

Em 2009 sofreu um grave acidente, treinando báscula, um número circense que o deixou tetraplégico. Em sua luta pela vida, em uma nova condição, seguiu sendo quem era, um artista. Em sua cadeira de rodas atuou em diversos espetáculos que criou e dirigiu muitos outros também, de teatro, de circo, de música e de teatro musical.

Foi professor de Teatro no antigo departamento de cultura da rua 2500, antes mesmo de ser feito o pequeno teatro de bolso, fundador da Associação ACESARTE, criador e produtor do Festival de Arte Popular e circo de Balneário Camboriú, conselheiro de cultura de 2012 a 2016 foi um dos artistas que lutou e ajudou a efetivar a Lei de Incentivo à Cultura na cidade. Foi professor de Teatro, de habilidades de circo e fundou a primeira escola de Teatro e Circo de Balneário Camboriú em 2004. A partir de suas aulas formou diversos artistas que hoje atuam na cidade e no Brasil. Foi artista pioneiro com teatro interativo no Barco Pirata, no Parque Unipraias e Parque Beto Carrero.

Alguns dos espetáculos em que atuou foram Retábulo das Maravilhas, O dia da Fantasia, O Arquiteto e o Imperador da Assíria, Quem cobriu o Brasil?, Família Rosquela, Rock in Roll Circus, Secção 9, Seres vivos, Outro Mundo. Diretor dos espetáculos Arrox cum Ovu, Circo di Duas, A Bela e A Fera o Musical, A Familia Addans o Musical, Show Banda Di Sonora. Se destaca o espetáculo Fragmentos de uma vida onde criou dirigiu e atuou, onde contava a história de sua vida através de música, teatro e poesia, neste espetáculo, já na cadeira de rodas, na cena principal ele voava sobre o público. Mais recentemente em 2019 criou e atuou no espetáculo Circo de Pulgas.

O Teatro Municipal de Balneário Camboriú foi inaugurado em 27 de março de 2014, onde Juca esteve em cena junto a outros artistas no espetáculo de inauguração. No decorrer da construção do teatro Júlio ia semanalmente visitar a obra, como membro da Câmara Setorial de Teatro, junto aos seus pares, teatreiros da cidade.

Observando a trajetória de Júlio Batschauer Filho na construção da cultura e da arte na cidade é justo e indiscutível que o Teatro Municipal leve seu nome e seu legado”.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade


Publicidade














Página 3

Atriz inicia movimento para dar nome de Júlio Batschauer ao Teatro Municipal

Publicidade

Quarta, 29/7/2020 14:05.

Artistas de Balneário Camboriú estão se mobilizando para alterar o nome do Teatro Municipal Bruno Nitz para Teatro Municipal Júlio Batschauer Filho, como forma de homenagear o ator e diretor que faleceu no último domingo (26), aos 47 anos, quando sofreu uma parada cardíaca.

O movimento é liderado pela atriz, escritora e produtora Potyra Najara, que foi casada com Júlio durante 14 anos. O casal, divorciado há sete anos, tem uma filha, Yoshabel, 19, que também é atriz. Júlio deixou outros três filhos: Amandia, 27, Matheus, 26 e Júlia, 22 anos.

O movimento está circulando nas redes sociais. O vereador Nilson Probst protocolou um projeto nesta terça-feira (28), solicitando a mudança do nome, mas disse que está estudando um novo encaminhamento para o assunto. Potyra justificou sua iniciativa no texto que conta um pouco da história do ator. Acompanhe:

“Júlio Elysio Batschauer Filho, o Juca, como era mais conhecido, foi um ator, diretor e artista atuante e reconhecido no estado de Santa Catarina. Começou no teatro aos 15 anos, 1987, e desde então, o teatro foi a sua vida e sua estrada foi a arte.

Proprietário da Companhia Ensamble Produções Artísticas, durante todos estes anos atuou e dirigiu diversos espetáculos de teatro, de circo e teatro musical.

Em 1997 trouxe a sede de sua companhia para Balneário Camboriú e desde então foi o artista mais entusiasta na luta pela cultura, pela arte na cidade e incansavelmente suplicava por um teatro em Balneário.

A luta por um teatro estava em cada espetáculo apresentado na rua onde ao término sempre se manifestava dizendo que uma cidade como Balneário Camboriú, reconhecida pelo turismo, precisava de um teatro para que a arte pudesse acontecer.

Fiz parte da companhia desde 1999, apresentávamos nas ruas, pontal norte, pontal sul, escadaria do antigo departamento de cultura, na antiga praça Bruno Nitz e também nas areias da praia central.

Em 2009 sofreu um grave acidente, treinando báscula, um número circense que o deixou tetraplégico. Em sua luta pela vida, em uma nova condição, seguiu sendo quem era, um artista. Em sua cadeira de rodas atuou em diversos espetáculos que criou e dirigiu muitos outros também, de teatro, de circo, de música e de teatro musical.

Foi professor de Teatro no antigo departamento de cultura da rua 2500, antes mesmo de ser feito o pequeno teatro de bolso, fundador da Associação ACESARTE, criador e produtor do Festival de Arte Popular e circo de Balneário Camboriú, conselheiro de cultura de 2012 a 2016 foi um dos artistas que lutou e ajudou a efetivar a Lei de Incentivo à Cultura na cidade. Foi professor de Teatro, de habilidades de circo e fundou a primeira escola de Teatro e Circo de Balneário Camboriú em 2004. A partir de suas aulas formou diversos artistas que hoje atuam na cidade e no Brasil. Foi artista pioneiro com teatro interativo no Barco Pirata, no Parque Unipraias e Parque Beto Carrero.

Alguns dos espetáculos em que atuou foram Retábulo das Maravilhas, O dia da Fantasia, O Arquiteto e o Imperador da Assíria, Quem cobriu o Brasil?, Família Rosquela, Rock in Roll Circus, Secção 9, Seres vivos, Outro Mundo. Diretor dos espetáculos Arrox cum Ovu, Circo di Duas, A Bela e A Fera o Musical, A Familia Addans o Musical, Show Banda Di Sonora. Se destaca o espetáculo Fragmentos de uma vida onde criou dirigiu e atuou, onde contava a história de sua vida através de música, teatro e poesia, neste espetáculo, já na cadeira de rodas, na cena principal ele voava sobre o público. Mais recentemente em 2019 criou e atuou no espetáculo Circo de Pulgas.

O Teatro Municipal de Balneário Camboriú foi inaugurado em 27 de março de 2014, onde Juca esteve em cena junto a outros artistas no espetáculo de inauguração. No decorrer da construção do teatro Júlio ia semanalmente visitar a obra, como membro da Câmara Setorial de Teatro, junto aos seus pares, teatreiros da cidade.

Observando a trajetória de Júlio Batschauer Filho na construção da cultura e da arte na cidade é justo e indiscutível que o Teatro Municipal leve seu nome e seu legado”.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade