Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cultura
Artistas de Balneário Camboriú pela Lei de Emergência Cultural

Projeto será votado terça na Câmara dos Deputados

Segunda, 25/5/2020 16:51.
Ana Luiza Alcântara de Melo
Adriana Alcântara

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A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (26) a Lei de Emergência Cultural, projeto que prevê a destinação de R$ 3,6 bilhões para aplicação de ações emergenciais de apoio ao setor cultural durante o período de isolamento em prevenção ao Coronavírus. Em Balneário Camboriú, artistas se uniram para salientar a importância da aprovação do PL, que, se aprovado, contará com ações de contrapartida, como espetáculos e aulas gratuitas, quando a situação da pandemia melhorar.

O isolamento social impactou de forma profunda a vida dos artistas, que dependem de público e muitas vezes de aglomerações para realizarem seus trabalhos. Considerando isto, a bailarina e professora Adriana Alcântara, proprietária do Studio de Dança Adriana Alcântara, se uniu com outros artistas da cidade, como a Primo Atto Escola de Teatro, para salientar a necessidade urgente de ajuda, com destaque para a aprovação da Lei de Emergência Cultural, que deverá ser votada nesta terça.

“A Dança está prestes a ver suas escolas sem o fôlego para reabrirem, cenário que preocupa a todos deste movimento. Se aprovada com as características propostas a Lei de Emergência Cultural possui o potencial de prover sobrevida a estes espaços (que englobam pontos de cultura, teatros independentes, escolas de música, escolas de dança, escolas de arte, cineclubes, centros culturais independentes, etc.), que receberão um subsídio mensal de até R$ 10 mil”, diz.

Artistas de todas as áreas, de todo o Brasil, estão buscando sensibilizar o Congresso para a aprovação desta lei, através de uma mobilização geral.

“Se for aprovado, todos os pontos de cultura serão auxiliados, e os artistas de forma direta também. Estamos indo até os deputados, todos estão se mobilizando para que eles aprovem, será um ‘fôlego’ para enfrentarmos esse momento”, acrescenta.

A produtora e atriz Monique Neves, proprietária da Primo Atto Escola de Teatro, também destaca a importância da Lei de Emergência, lembrando que, além dos fatores humanos que a arte foi impedida de atuar presencialmente, também existem os aspectos financeiro de se manter os espaços culturais, como qualquer outra empresa.

“Aluguel, água, luz, manutenção, funcionários, etc. Com nossas atividades paralisadas, não temos de onde tirar os recursos necessários para que os espaços e escolas de artes se mantenham”, comenta.

Monique salienta que o recurso do PL já existe (o Fundo de Cultura), que seria destinado para projetos culturais pelo Brasil e que ele não sairá de outra área, já sendo focado no setor cultural.

“Ele está parado porque os projetos culturais não podem ser executados. A proposta é que esse recurso que está parado saia do Governo e seja encaminhado para a manutenção dos espaços culturais. Em contrapartida, esses espaços que receberão ajuda, depois que a pandemia passar, vão realizar espetáculos gratuitos, aulas gratuitas, para a comunidade. Tudo está previsto na PL. Só estamos reivindicando um valor que já é reservado para a cultura”, explica.


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Página 3
Ana Luiza Alcântara de Melo
Adriana Alcântara
Adriana Alcântara

Artistas de Balneário Camboriú pela Lei de Emergência Cultural

Projeto será votado terça na Câmara dos Deputados

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Segunda, 25/5/2020 16:51.

A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (26) a Lei de Emergência Cultural, projeto que prevê a destinação de R$ 3,6 bilhões para aplicação de ações emergenciais de apoio ao setor cultural durante o período de isolamento em prevenção ao Coronavírus. Em Balneário Camboriú, artistas se uniram para salientar a importância da aprovação do PL, que, se aprovado, contará com ações de contrapartida, como espetáculos e aulas gratuitas, quando a situação da pandemia melhorar.

O isolamento social impactou de forma profunda a vida dos artistas, que dependem de público e muitas vezes de aglomerações para realizarem seus trabalhos. Considerando isto, a bailarina e professora Adriana Alcântara, proprietária do Studio de Dança Adriana Alcântara, se uniu com outros artistas da cidade, como a Primo Atto Escola de Teatro, para salientar a necessidade urgente de ajuda, com destaque para a aprovação da Lei de Emergência Cultural, que deverá ser votada nesta terça.

“A Dança está prestes a ver suas escolas sem o fôlego para reabrirem, cenário que preocupa a todos deste movimento. Se aprovada com as características propostas a Lei de Emergência Cultural possui o potencial de prover sobrevida a estes espaços (que englobam pontos de cultura, teatros independentes, escolas de música, escolas de dança, escolas de arte, cineclubes, centros culturais independentes, etc.), que receberão um subsídio mensal de até R$ 10 mil”, diz.

Artistas de todas as áreas, de todo o Brasil, estão buscando sensibilizar o Congresso para a aprovação desta lei, através de uma mobilização geral.

“Se for aprovado, todos os pontos de cultura serão auxiliados, e os artistas de forma direta também. Estamos indo até os deputados, todos estão se mobilizando para que eles aprovem, será um ‘fôlego’ para enfrentarmos esse momento”, acrescenta.

A produtora e atriz Monique Neves, proprietária da Primo Atto Escola de Teatro, também destaca a importância da Lei de Emergência, lembrando que, além dos fatores humanos que a arte foi impedida de atuar presencialmente, também existem os aspectos financeiro de se manter os espaços culturais, como qualquer outra empresa.

“Aluguel, água, luz, manutenção, funcionários, etc. Com nossas atividades paralisadas, não temos de onde tirar os recursos necessários para que os espaços e escolas de artes se mantenham”, comenta.

Monique salienta que o recurso do PL já existe (o Fundo de Cultura), que seria destinado para projetos culturais pelo Brasil e que ele não sairá de outra área, já sendo focado no setor cultural.

“Ele está parado porque os projetos culturais não podem ser executados. A proposta é que esse recurso que está parado saia do Governo e seja encaminhado para a manutenção dos espaços culturais. Em contrapartida, esses espaços que receberão ajuda, depois que a pandemia passar, vão realizar espetáculos gratuitos, aulas gratuitas, para a comunidade. Tudo está previsto na PL. Só estamos reivindicando um valor que já é reservado para a cultura”, explica.


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