Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Brasil teve crise de 1º mundo, mas reagiu como subdesenvolvido, diz Krugman

Prêmio Nobel, ele éum dos economistas mais influentes do mundo.

Quinta, 13/12/2018 7:29.
EBC.

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FLAVIA LIMA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Brasil teve uma crise econômica de primeiro mundo, mas reagiu a ela como um país subdesenvolvido, o que não foi acertado, disse nesta quarta-feira (12), Paul Krugman, um dos economistas mais influentes do mundo, professor de Princeton e Nobel de Economia.

Em evento organizado pelo Experience Club, empresa de eventos corporativos, em São Paulo, Krugman criticou duramente a forma como o país reagiu à recessão que se iniciou em 2014.

Segundo Krugman, o Brasil enfrentou deteriorações importantes no ambiente externo, como a forte queda dos preços das commodities e deterioração dos termos de troca -grandes choques que estavam fora do controle do país.

Países como Canadá e Austrália passaram por problemas semelhantes, lembrou ele, mas se saíram melhor porque lidaram com os entraves de forma diferente.

Para ele, o problema clássico dos mercados emergentes é o endividamento em moeda estrangeira, algo que causou da crise argentina de 2001 à crise asiática ou mexicana na metade dos anos 1990. "Mas esse não foi o problema aqui."

O Brasil, disse o economista, teve uma "crise de primeiro mundo", com forte alta do consumo e posterior endividamento das famílias. Mas, no lugar de deixar a moeda depreciar, como outros países fariam, o Banco Central brasileiro optou por aumentar a taxa de juros fortemente com medo da inflação.

"As pessoas achavam que estavam nos anos 1990 por aqui, não estavam", disse.

Além do forte aperto monetário, afirmou Krugman, o país começou a cortar gastos, o que deve ser feito em períodos de boom, não de queda da economia, disse ele, ao ressaltar que não ignora que o país enfrenta um forte problema fiscal.

Para Krugman, as políticas monetária e fiscal foram uma "má ideia" e resultaram em desemprego elevado.

O Brasil, disse ele, tem um quadro de desequilíbrio fiscal que deve ser enfrentado no longo prazo.


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Página 3
EBC.

Brasil teve crise de 1º mundo, mas reagiu como subdesenvolvido, diz Krugman

Prêmio Nobel, ele éum dos economistas mais influentes do mundo.

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Quinta, 13/12/2018 7:29.

FLAVIA LIMA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Brasil teve uma crise econômica de primeiro mundo, mas reagiu a ela como um país subdesenvolvido, o que não foi acertado, disse nesta quarta-feira (12), Paul Krugman, um dos economistas mais influentes do mundo, professor de Princeton e Nobel de Economia.

Em evento organizado pelo Experience Club, empresa de eventos corporativos, em São Paulo, Krugman criticou duramente a forma como o país reagiu à recessão que se iniciou em 2014.

Segundo Krugman, o Brasil enfrentou deteriorações importantes no ambiente externo, como a forte queda dos preços das commodities e deterioração dos termos de troca -grandes choques que estavam fora do controle do país.

Países como Canadá e Austrália passaram por problemas semelhantes, lembrou ele, mas se saíram melhor porque lidaram com os entraves de forma diferente.

Para ele, o problema clássico dos mercados emergentes é o endividamento em moeda estrangeira, algo que causou da crise argentina de 2001 à crise asiática ou mexicana na metade dos anos 1990. "Mas esse não foi o problema aqui."

O Brasil, disse o economista, teve uma "crise de primeiro mundo", com forte alta do consumo e posterior endividamento das famílias. Mas, no lugar de deixar a moeda depreciar, como outros países fariam, o Banco Central brasileiro optou por aumentar a taxa de juros fortemente com medo da inflação.

"As pessoas achavam que estavam nos anos 1990 por aqui, não estavam", disse.

Além do forte aperto monetário, afirmou Krugman, o país começou a cortar gastos, o que deve ser feito em períodos de boom, não de queda da economia, disse ele, ao ressaltar que não ignora que o país enfrenta um forte problema fiscal.

Para Krugman, as políticas monetária e fiscal foram uma "má ideia" e resultaram em desemprego elevado.

O Brasil, disse ele, tem um quadro de desequilíbrio fiscal que deve ser enfrentado no longo prazo.


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