Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Crise argentina pode afetar países vizinhos, diz FMI

Sexta, 12/10/2018 11:42.

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SYLVIA COLOMBO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A crise argentina poderá provocar "um efeito de derrame para os países vizinhos", segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Esse impacto negativo na região poderá ocorrer caso o Orçamento de 2019, cujo objetivo é reduzir o déficit fiscal argentino a zero, não for aprovado pelo Congresso, e se a atual recessão do país se agravar ainda mais.

Estas foram as palavras de Nigel Chalk, diretor responsável pelo hemisfério ocidental no FMI e supervisor da Argentina da entidade. Ele apresentou, nesta sexta-feira (12), em Bali, um resumo da situação do país.

Para evitar esse cenário, diz Chalk, "talvez seja necessário repensar a política de ajustes".

Na última terça-feira (9), foi divulgado um novo cálculo de redução de crescimento do PIB da Argentina para 2018, de -2,6%, ante a previsão inicial do governo de que haveria aumento de 2% da economia neste ano.

O FMI reiterou sua confiança na recuperação da Argentina, país para o qual liberou uma linha de crédito de US$ 57 bilhões, mas reconhece que há dificuldades por parte do país de cumprir as metas, entre elas, além da redução do déficit fiscal, a diminuição da inflação.

O fundo calcula que, em 2018, a Argentina fechará com uma inflação de entre 40% e 45%, quando a meta do governo era de 15%.

O informe do FMI chega num dia tenso em que o governo anuncia que os aumentos de gás serão maiores do que o antecipado, e chegará a 35%. Nos próximos dias, prepara-se anúncios no aumento do transporte e do IVA (Imposto de Valor Agregado, correspondente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços do Brasil, o ICMS, do Brasil).


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Crise argentina pode afetar países vizinhos, diz FMI

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Sexta, 12/10/2018 11:42.

SYLVIA COLOMBO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A crise argentina poderá provocar "um efeito de derrame para os países vizinhos", segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Esse impacto negativo na região poderá ocorrer caso o Orçamento de 2019, cujo objetivo é reduzir o déficit fiscal argentino a zero, não for aprovado pelo Congresso, e se a atual recessão do país se agravar ainda mais.

Estas foram as palavras de Nigel Chalk, diretor responsável pelo hemisfério ocidental no FMI e supervisor da Argentina da entidade. Ele apresentou, nesta sexta-feira (12), em Bali, um resumo da situação do país.

Para evitar esse cenário, diz Chalk, "talvez seja necessário repensar a política de ajustes".

Na última terça-feira (9), foi divulgado um novo cálculo de redução de crescimento do PIB da Argentina para 2018, de -2,6%, ante a previsão inicial do governo de que haveria aumento de 2% da economia neste ano.

O FMI reiterou sua confiança na recuperação da Argentina, país para o qual liberou uma linha de crédito de US$ 57 bilhões, mas reconhece que há dificuldades por parte do país de cumprir as metas, entre elas, além da redução do déficit fiscal, a diminuição da inflação.

O fundo calcula que, em 2018, a Argentina fechará com uma inflação de entre 40% e 45%, quando a meta do governo era de 15%.

O informe do FMI chega num dia tenso em que o governo anuncia que os aumentos de gás serão maiores do que o antecipado, e chegará a 35%. Nos próximos dias, prepara-se anúncios no aumento do transporte e do IVA (Imposto de Valor Agregado, correspondente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços do Brasil, o ICMS, do Brasil).


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