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Petrobras tem forte queda na Bolsa após recuo em reajuste do diesel

Sexta, 12/4/2019 10:50.

TÁSSIA KASTNER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As ações da Petrobras abriram em queda de mais de 5% nesta sexta-feira (12), reflexo da decisão da companhia de suspender o reajuste no preço do diesel horas depois de anunciá-lo, na quinta (11).

O mercado financeiro entendeu o recuo como uma interferência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) na estatal, algo que foi duramente criticado durante a gestão de Dilma Rousseff (PT).

Em nota, a corretora Guide escreveu que "o governo está fazendo exatamente aquilo que ele mais crítica. Além de ir completamente ao contrário do que pensa o ministro da economia Paulo Guedes".

A corretora considerou a decisão errada e baseada apenas no medo de uma nova paralisação dos caminhoneiros em um momento em que o governo está fragilizado.

"Bolsonaro pode até acertar no curto prazo, ao evitar uma nova greve dos caminhoneiros, dado a sua popularidade baixa e um complexo cenário na negociação da Previdência. Porém, precisa sinalizar, rapidamente, que não irá sentar em cima dos preços da Petrobras", dizem os analistas da Guide.

Com o forte peso da Petrobras no Ibovespa, o índice recua e perde o patamar de 94 mil pontos.

A política de reajuste no preço dos combustíveis da Petrobras foi adotada durante a gestão de Pedro Parente, que assumiu a companhia no governo Temer. Levava em consideração as cotações internacionais do petróleo e o dólar.

O sistema entrou em xeque, porém, quando os preços do combustível dispararam e caminhoneiros organizaram paralisação que se estendeu por mais de uma semana, em maio do ano passado.

Em junho, Parente deixou a companhia e foi sucedido por Ivan Monteiro. Atualmente a estatal é comandada por Roberto Castello Branco, escolhido por Bolsonaro. 

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Petrobras tem forte queda na Bolsa após recuo em reajuste do diesel

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Sexta, 12/4/2019 10:50.

TÁSSIA KASTNER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As ações da Petrobras abriram em queda de mais de 5% nesta sexta-feira (12), reflexo da decisão da companhia de suspender o reajuste no preço do diesel horas depois de anunciá-lo, na quinta (11).

O mercado financeiro entendeu o recuo como uma interferência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) na estatal, algo que foi duramente criticado durante a gestão de Dilma Rousseff (PT).

Em nota, a corretora Guide escreveu que "o governo está fazendo exatamente aquilo que ele mais crítica. Além de ir completamente ao contrário do que pensa o ministro da economia Paulo Guedes".

A corretora considerou a decisão errada e baseada apenas no medo de uma nova paralisação dos caminhoneiros em um momento em que o governo está fragilizado.

"Bolsonaro pode até acertar no curto prazo, ao evitar uma nova greve dos caminhoneiros, dado a sua popularidade baixa e um complexo cenário na negociação da Previdência. Porém, precisa sinalizar, rapidamente, que não irá sentar em cima dos preços da Petrobras", dizem os analistas da Guide.

Com o forte peso da Petrobras no Ibovespa, o índice recua e perde o patamar de 94 mil pontos.

A política de reajuste no preço dos combustíveis da Petrobras foi adotada durante a gestão de Pedro Parente, que assumiu a companhia no governo Temer. Levava em consideração as cotações internacionais do petróleo e o dólar.

O sistema entrou em xeque, porém, quando os preços do combustível dispararam e caminhoneiros organizaram paralisação que se estendeu por mais de uma semana, em maio do ano passado.

Em junho, Parente deixou a companhia e foi sucedido por Ivan Monteiro. Atualmente a estatal é comandada por Roberto Castello Branco, escolhido por Bolsonaro. 

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