Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
“Teremos que nos reinventar”, diz o presidente do Sindisol de Balneário Camboriú

Sindisol representa mais de 700 estabelecimentos que geram mais de dez mil empregos

Quarta, 1/4/2020 15:24.
Divulgação

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A afirmação é do empresário Isaac Pires que assumiu há poucos dias o comando do sindicato de hotéis, bares, restaurantes e similares (Sindisol), em meio a crise imposta pelo novo Coronavírus. Preocupado com o cenário, Isaac disse que a nova diretoria vem planejando várias ações de prevenção, principalmente de capacitação para funcionários do setor.

A primeira delas aconteceu no final de semana, com a anunciada retomada de atividades pelo governador do Estado. Isaac esteve reunido, virtualmente, com o secretário municipal de Turismo, Valdir Walendowsky. A ação foi conjunta com o Conselho Municipal de Turismo (Comtur), e com a Associação de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú (Abres), além de um convidado especial, o médico infectologista e membro do Comitê de Combate ao Coronavírus no município, Martoni Moura e Silva.

“Começamos a preparar uma lista de medidas de proteção a serem adotadas pelo setor, para encaminhar ao prefeito Fabrício Oliveira”, disse.

Só que a retomada não aconteceu, porque domingo (29) à noite, o governador Carlos Moisés publicou nova medida suspendendo por mais uma semana e reafirmando a necessidade do isolamento social.

Mesmo assim, o Sindisol vai continuar planejando ações para preparar a retomada dos serviços.

“A quarentena prossegue, mas nós representamos mais de 700 estabelecimentos, que geram mais de dez mil empregos, precisamos estar preparados para uma possível retomada”, enfatiza Pires.

Segundo Isaac, está em estudo a elaboração de vídeos educativos, institucionais mostrando para os colaboradores de todos os segmentos do setor como devem se defender e proteger a si mesmos e aos hóspedes.

“É um passo-a-passo, desde que ele sai de sua casa e chega ao seu trabalho, tudo que deve fazer. Uma camareira por exemplo mexe muito com botões de elevadores, trincos de portas, banheiros, enfim, ela deve estar muito capacitada para sua própria segurança e dos hóspedes”, segue Isaac.

Medidas

Além disso, os hotéis terão que seguir uma série de adequações, a principal delas é a redução de 50% de sua capacidade. Por ex: um hotel com 100 apartamentos vai vender 50% de sua capacidade. As áreas sociais não funcionarão (piscinas, saunas, salas de jogos, refeitórios).

“A ideia é fornecer um kit para café da manhã que o hóspede retira na recepção, quando sai do hotel”, colocou Isaac, dizendo que ainda não há uma definição sobre essa questão.

“O que precisamos é evitar concentração de pessoas”, colocou, acrescentando que todos os funcionários trabalharão equipados com máscaras, luvas, botas plásticas (camareiras) e toda roupa de cama e toalhas usadas por hóspedes serão lacradas em sacos e dali seguem para lavanderia.

Retomada lenta

Fazer turismo virou um quebra-cabeças para o turista e para quem o recebe. Ambas as partes querem estar seguras.

“Será uma retomada gradativa, porém muito lenta. Essas limitações preocupam, porque vão prejudicar em geral, hotéis, receptivo, comércio. Normalmente chegavam 60 aviões de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e hoje nosso aeroporto está limitado a dois aviões...isso naturalmente gera um gargalo para o turismo indescritível, porque não vamos poder contar com o aéreo. Por isso muitos hotéis nem vão querer abrir, porque o custo é alto e a demanda não será tudo isso. Por um mês o empresário consegue aguentar, mas o segundo mês...depois tem maio e junho quando vêm menos turistas para cá normalmente, qual será a realidade deste empresário? Temos que achar um equilíbrio. Quanto antes conseguirmos sair dessa pandemia melhor, porque precisamos passar segurança e credibilidade para o mercado, mas uma coisa é certa: teremos que nos reinventar”, afirmou Isaac Pires.


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“Teremos que nos reinventar”, diz o presidente do Sindisol de Balneário Camboriú

Sindisol representa mais de 700 estabelecimentos que geram mais de dez mil empregos

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Quarta, 1/4/2020 15:24.

A afirmação é do empresário Isaac Pires que assumiu há poucos dias o comando do sindicato de hotéis, bares, restaurantes e similares (Sindisol), em meio a crise imposta pelo novo Coronavírus. Preocupado com o cenário, Isaac disse que a nova diretoria vem planejando várias ações de prevenção, principalmente de capacitação para funcionários do setor.

A primeira delas aconteceu no final de semana, com a anunciada retomada de atividades pelo governador do Estado. Isaac esteve reunido, virtualmente, com o secretário municipal de Turismo, Valdir Walendowsky. A ação foi conjunta com o Conselho Municipal de Turismo (Comtur), e com a Associação de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú (Abres), além de um convidado especial, o médico infectologista e membro do Comitê de Combate ao Coronavírus no município, Martoni Moura e Silva.

“Começamos a preparar uma lista de medidas de proteção a serem adotadas pelo setor, para encaminhar ao prefeito Fabrício Oliveira”, disse.

Só que a retomada não aconteceu, porque domingo (29) à noite, o governador Carlos Moisés publicou nova medida suspendendo por mais uma semana e reafirmando a necessidade do isolamento social.

Mesmo assim, o Sindisol vai continuar planejando ações para preparar a retomada dos serviços.

“A quarentena prossegue, mas nós representamos mais de 700 estabelecimentos, que geram mais de dez mil empregos, precisamos estar preparados para uma possível retomada”, enfatiza Pires.

Segundo Isaac, está em estudo a elaboração de vídeos educativos, institucionais mostrando para os colaboradores de todos os segmentos do setor como devem se defender e proteger a si mesmos e aos hóspedes.

“É um passo-a-passo, desde que ele sai de sua casa e chega ao seu trabalho, tudo que deve fazer. Uma camareira por exemplo mexe muito com botões de elevadores, trincos de portas, banheiros, enfim, ela deve estar muito capacitada para sua própria segurança e dos hóspedes”, segue Isaac.

Medidas

Além disso, os hotéis terão que seguir uma série de adequações, a principal delas é a redução de 50% de sua capacidade. Por ex: um hotel com 100 apartamentos vai vender 50% de sua capacidade. As áreas sociais não funcionarão (piscinas, saunas, salas de jogos, refeitórios).

“A ideia é fornecer um kit para café da manhã que o hóspede retira na recepção, quando sai do hotel”, colocou Isaac, dizendo que ainda não há uma definição sobre essa questão.

“O que precisamos é evitar concentração de pessoas”, colocou, acrescentando que todos os funcionários trabalharão equipados com máscaras, luvas, botas plásticas (camareiras) e toda roupa de cama e toalhas usadas por hóspedes serão lacradas em sacos e dali seguem para lavanderia.

Retomada lenta

Fazer turismo virou um quebra-cabeças para o turista e para quem o recebe. Ambas as partes querem estar seguras.

“Será uma retomada gradativa, porém muito lenta. Essas limitações preocupam, porque vão prejudicar em geral, hotéis, receptivo, comércio. Normalmente chegavam 60 aviões de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e hoje nosso aeroporto está limitado a dois aviões...isso naturalmente gera um gargalo para o turismo indescritível, porque não vamos poder contar com o aéreo. Por isso muitos hotéis nem vão querer abrir, porque o custo é alto e a demanda não será tudo isso. Por um mês o empresário consegue aguentar, mas o segundo mês...depois tem maio e junho quando vêm menos turistas para cá normalmente, qual será a realidade deste empresário? Temos que achar um equilíbrio. Quanto antes conseguirmos sair dessa pandemia melhor, porque precisamos passar segurança e credibilidade para o mercado, mas uma coisa é certa: teremos que nos reinventar”, afirmou Isaac Pires.


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