Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Mercado Imobiliário de Balneário Camboriú tem atrasos nos aluguéis e negociações

Sexta, 22/5/2020 7:40.
Divulgação/PMBC

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O setor imobiliário também foi diretamente afetado pela pandemia do Covid-19, muitas pessoas perderam seus empregos ou tiveram dedução nos salários e por isso não conseguiram pagar as contas, como os aluguéis. Há ainda os casos de comerciantes que precisaram fechar as suas portas. Mesmo assim, há pessoas que por influência da quarentena perceberam que gostariam de morar em outro local e estão apostando na compra de outro imóvel.

“Houve 30% de desocupação em Balneário Camboriú”

Sérgio Luiz dos Santos é presidente do Sindicato da Habitação (Secovi/SC)

“O ramo imobiliário de forma geral sofreu uma estagnação, tanto a comercialização como oferta. Houve 30% de desocupação em Balneário Camboriú, principalmente nos imóveis de pequeno porte, onde residia a classe trabalhadora. 12% dos locatários também não estão conseguindo pagar, mas estão acontecendo negociações, parcelamentos.

Muitos inquilinos estão alinhando diretamente com o proprietário do imóvel, que proporcionam flexibilização, mas isentar do pagamento em hipótese alguma. Porém, há aproveitadores que querem ter algum benefício. Se a pessoa não consegue provar a perda da receita não estamos aceitando negociar.

Vários pontos comerciais também fecharam. Há 4,5 mil pequenos comércios em Balneário e deve diminuir em 50%. Em alguns casos houve perdão de um mês de aluguel, descontos também. Passaram-se 60 dias e não há prognóstico de normalidade ainda, há uma barreira muito grande.

A pandemia traz um outro conceito de sociabilidade, as pessoas não podem se aproximar, precisam comprar por dedução já que não podem provar um sapato, uma roupa, e comprar por hipótese nesse cenário econômico acaba não sendo uma boa opção para a maioria, que prefere não adquirir. O complicado é que a pandemia não tem fim, ainda não vemos uma luz no fim do túnel, por isso está difícil de trabalhar. O mundo econômico está sendo prejudicado de forma generalizada.

Já sobre os condomínios, 40% de nossa população é idosa e percebemos que há certo estresse, além de brigas familiares, exaltação de alguns moradores que estão incomodados por estarem em casa o tempo todo, tudo isso gera transtorno psicológico, mas no geral percebemos um comportamento bastante educativo por parte da comunidade. Os funcionários também seguem trabalhando, conseguimos atravessar de forma condizente, porém temos que sair dessa situação o mais breve possível”.


“Me preocupo muito com o que virá pelo futuro”

Fabiane Schlindwein é corretora e presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de Balneário Camboriú (ACIBC)

“O Brasil vinha dando sinais de recuperação econômica após quatro anos de dura recessão quando foi abalado por esta pandemia que afetou e está afetando duramente o mundo inteiro. Balneário Camboriú é uma cidade à parte do Brasil. Aqui a economia é forte e os problemas sociais são menores, mas todos estão tendo que se reorganizar com novos hábitos, cuidados com a saúde e reorganização financeira.

Muitos comércios estão fechando, pessoas perdendo seus postos de trabalhos e a atividade econômica em retração. Como corretora de imóveis e presidente da ACIBC, me preocupo muito com o que virá pelo futuro. O turismo foi fortemente afetado, os investimentos irão diminuir e as demandas sociais irão aumentar.

As pessoas terão que criar novas formas de se relacionarem nos negócios e as mídias sociais poderão ajudar muito. O que devemos fazer é tomar os cuidados necessários, levantar a nossa autoestima e ir à luta como bons brasileiros para recuperarmos a nossa economia e a saúde de todos”.


“Há muitas negociações acontecendo”

Flávio Júnior Pavan é corretor de imóveis e proprietário da 100% Imóveis

“Nosso foco é mais em vendas, não trabalhamos tão forte com as locações, mas houve casos de clientes que atrasaram alguns dias, que a renovação do contrato do aluguel teria aumento, e conseguimos negociar tudo isso. Há muitas negociações acontecendo, as partes estão conseguindo acertar descontos, por exemplo.

Os proprietários normalmente preferem esperar a situação se normalizar e todos estão entendendo o cenário que estamos vivendo, é um problema mundial. Estou trabalhando 60 dias em casa e está sendo tranquilo atender os clientes. Mesmo com a pandemia, está havendo uma procura grande de imóveis.

O juro baixou, as pessoas estão muito em casa e sentiram que querem se mudar. Fizemos vendas, em imóveis de menor valor (até R$ 500 mil), mas conseguimos vender. Os anúncios que estamos fazendo dobraram a procura. Não conseguimos levar clientes em locais onde há pessoas morando, nem peço por respeito, mas nos imóveis desocupados estamos conseguindo ir. Claro, com máscara, álcool gel, distanciamento.

Há uma incerteza do que vai acontecer, muita incógnita sobre o segundo semestre. Normalmente é muito forte por conta da temporada, mas ainda não dá para saber como será o mercado. Estava havendo um crescimento em relação a 2019, mas a pandemia modificou tudo”.


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Página 3
Divulgação/PMBC

Mercado Imobiliário de Balneário Camboriú tem atrasos nos aluguéis e negociações

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Sexta, 22/5/2020 7:40.

O setor imobiliário também foi diretamente afetado pela pandemia do Covid-19, muitas pessoas perderam seus empregos ou tiveram dedução nos salários e por isso não conseguiram pagar as contas, como os aluguéis. Há ainda os casos de comerciantes que precisaram fechar as suas portas. Mesmo assim, há pessoas que por influência da quarentena perceberam que gostariam de morar em outro local e estão apostando na compra de outro imóvel.

“Houve 30% de desocupação em Balneário Camboriú”

Sérgio Luiz dos Santos é presidente do Sindicato da Habitação (Secovi/SC)

“O ramo imobiliário de forma geral sofreu uma estagnação, tanto a comercialização como oferta. Houve 30% de desocupação em Balneário Camboriú, principalmente nos imóveis de pequeno porte, onde residia a classe trabalhadora. 12% dos locatários também não estão conseguindo pagar, mas estão acontecendo negociações, parcelamentos.

Muitos inquilinos estão alinhando diretamente com o proprietário do imóvel, que proporcionam flexibilização, mas isentar do pagamento em hipótese alguma. Porém, há aproveitadores que querem ter algum benefício. Se a pessoa não consegue provar a perda da receita não estamos aceitando negociar.

Vários pontos comerciais também fecharam. Há 4,5 mil pequenos comércios em Balneário e deve diminuir em 50%. Em alguns casos houve perdão de um mês de aluguel, descontos também. Passaram-se 60 dias e não há prognóstico de normalidade ainda, há uma barreira muito grande.

A pandemia traz um outro conceito de sociabilidade, as pessoas não podem se aproximar, precisam comprar por dedução já que não podem provar um sapato, uma roupa, e comprar por hipótese nesse cenário econômico acaba não sendo uma boa opção para a maioria, que prefere não adquirir. O complicado é que a pandemia não tem fim, ainda não vemos uma luz no fim do túnel, por isso está difícil de trabalhar. O mundo econômico está sendo prejudicado de forma generalizada.

Já sobre os condomínios, 40% de nossa população é idosa e percebemos que há certo estresse, além de brigas familiares, exaltação de alguns moradores que estão incomodados por estarem em casa o tempo todo, tudo isso gera transtorno psicológico, mas no geral percebemos um comportamento bastante educativo por parte da comunidade. Os funcionários também seguem trabalhando, conseguimos atravessar de forma condizente, porém temos que sair dessa situação o mais breve possível”.


“Me preocupo muito com o que virá pelo futuro”

Fabiane Schlindwein é corretora e presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de Balneário Camboriú (ACIBC)

“O Brasil vinha dando sinais de recuperação econômica após quatro anos de dura recessão quando foi abalado por esta pandemia que afetou e está afetando duramente o mundo inteiro. Balneário Camboriú é uma cidade à parte do Brasil. Aqui a economia é forte e os problemas sociais são menores, mas todos estão tendo que se reorganizar com novos hábitos, cuidados com a saúde e reorganização financeira.

Muitos comércios estão fechando, pessoas perdendo seus postos de trabalhos e a atividade econômica em retração. Como corretora de imóveis e presidente da ACIBC, me preocupo muito com o que virá pelo futuro. O turismo foi fortemente afetado, os investimentos irão diminuir e as demandas sociais irão aumentar.

As pessoas terão que criar novas formas de se relacionarem nos negócios e as mídias sociais poderão ajudar muito. O que devemos fazer é tomar os cuidados necessários, levantar a nossa autoestima e ir à luta como bons brasileiros para recuperarmos a nossa economia e a saúde de todos”.


“Há muitas negociações acontecendo”

Flávio Júnior Pavan é corretor de imóveis e proprietário da 100% Imóveis

“Nosso foco é mais em vendas, não trabalhamos tão forte com as locações, mas houve casos de clientes que atrasaram alguns dias, que a renovação do contrato do aluguel teria aumento, e conseguimos negociar tudo isso. Há muitas negociações acontecendo, as partes estão conseguindo acertar descontos, por exemplo.

Os proprietários normalmente preferem esperar a situação se normalizar e todos estão entendendo o cenário que estamos vivendo, é um problema mundial. Estou trabalhando 60 dias em casa e está sendo tranquilo atender os clientes. Mesmo com a pandemia, está havendo uma procura grande de imóveis.

O juro baixou, as pessoas estão muito em casa e sentiram que querem se mudar. Fizemos vendas, em imóveis de menor valor (até R$ 500 mil), mas conseguimos vender. Os anúncios que estamos fazendo dobraram a procura. Não conseguimos levar clientes em locais onde há pessoas morando, nem peço por respeito, mas nos imóveis desocupados estamos conseguindo ir. Claro, com máscara, álcool gel, distanciamento.

Há uma incerteza do que vai acontecer, muita incógnita sobre o segundo semestre. Normalmente é muito forte por conta da temporada, mas ainda não dá para saber como será o mercado. Estava havendo um crescimento em relação a 2019, mas a pandemia modificou tudo”.


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