Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Bolsas da Europa fecham em forte queda, com coronavírus, setor aéreo e bancos

Quinta, 5/3/2020 14:29.
EBC.

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Gabriel Bueno da Costa
As bolsas europeias caíram nesta quinta-feira, 5, pressionadas novamente pela cautela com o coronavírus e seus impactos na economia. O setor aéreo esteve entre os mais pressionados, diante de ameaças para a demanda e após uma companhia britânica do setor, a regional Flybe, entrar com pedido de falência.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 1,43%, em 380,76 pontos.

As bolsas do continente chegaram a registrar ganhos moderados no início dos negócios. Ainda pela manhã local, contudo, o mau humor com o coronavírus voltou a dominar, com as companhias aéreas, mas também bancos e aquelas ligadas a commodities sob pressão.

As atualizações sobre casos da doença e mortos continuam no radar. Além disso, a Itália, principal foco da doença no continente, tomou medidas drásticas, como fechar escolas, para conter a disseminação do vírus, o que levou analistas a reforçar sua cautela sobre a perspectiva de curto prazo do país.

A Capital Economics previu em relatório a clientes nesta quinta que a economia italiana deve sofrer contração no primeiro e no segundo trimestres. Em todo o ano atual, projeta recuo de 0,5% no PIB italiano, com a doença e a resposta a ela de políticos, consumidores e empresas.

O Julius Baer, por sua vez, revisou em baixa sua projeção de crescimento de toda a zona do euro em 2020, de 1,1% para 0,8%. Por outro lado, o banco prevê agora avanço de 0,9% em 2021, quando antes projetava contração de 0,2% no próximo ano. Já o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) cortou sua previsão de crescimento global em 2020 para 1,0%, no ritmo mais fraco desde a crise financeira de 2008.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 1,62%, em 6.705,43 pontos. No setor aéreo, International Consolidated Airlines (IAG) recuou 5,35%. A petroleira BP teve queda de 1,41% e a mineradora Glencore, 3,45%.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,51%, a 11.944,72 pontos. Como em outras praças, os bancos alemães estiveram pressionados, com Deutsche Bank (-3,07%) e Commerzbank (-4,18%).

Na Bolsa de Paris, o CAC 40 cedeu 1,90%, a 5.361,10 pontos. Société Générale teve baixa de 5,77%.

O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, registrou queda de 1,78%, a 21.554,88 pontos. Intesa Sanpaolo caiu 3,81% e Banco BPM teve baixa de 4,23%, enquanto Telecom Italia perdeu 4,68%.

Em Madri, o índice Ibex 35 recuou 2,55%, a 8.683,00 pontos. Santander foi o papel mais negociado, em queda de 5,10%, enquanto Banco de Sabadell caiu 5,25% e CaixaBank, 4,03%.

A Bolsa de Lisboa fechou em baixa de 2,20%, para 4.858,80 pontos Em Portugal, a companhia aérea TAP anunciou nesta quinta o cancelamento de "cerca de mil voos", diante do impacto do surto de coronavírus sobre a demanda por passagens para março e abril. Banco Comercial Português registrou queda de 5,09%.


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Página 3
EBC.

Bolsas da Europa fecham em forte queda, com coronavírus, setor aéreo e bancos

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Quinta, 5/3/2020 14:29.

Gabriel Bueno da Costa
As bolsas europeias caíram nesta quinta-feira, 5, pressionadas novamente pela cautela com o coronavírus e seus impactos na economia. O setor aéreo esteve entre os mais pressionados, diante de ameaças para a demanda e após uma companhia britânica do setor, a regional Flybe, entrar com pedido de falência.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 1,43%, em 380,76 pontos.

As bolsas do continente chegaram a registrar ganhos moderados no início dos negócios. Ainda pela manhã local, contudo, o mau humor com o coronavírus voltou a dominar, com as companhias aéreas, mas também bancos e aquelas ligadas a commodities sob pressão.

As atualizações sobre casos da doença e mortos continuam no radar. Além disso, a Itália, principal foco da doença no continente, tomou medidas drásticas, como fechar escolas, para conter a disseminação do vírus, o que levou analistas a reforçar sua cautela sobre a perspectiva de curto prazo do país.

A Capital Economics previu em relatório a clientes nesta quinta que a economia italiana deve sofrer contração no primeiro e no segundo trimestres. Em todo o ano atual, projeta recuo de 0,5% no PIB italiano, com a doença e a resposta a ela de políticos, consumidores e empresas.

O Julius Baer, por sua vez, revisou em baixa sua projeção de crescimento de toda a zona do euro em 2020, de 1,1% para 0,8%. Por outro lado, o banco prevê agora avanço de 0,9% em 2021, quando antes projetava contração de 0,2% no próximo ano. Já o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) cortou sua previsão de crescimento global em 2020 para 1,0%, no ritmo mais fraco desde a crise financeira de 2008.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 1,62%, em 6.705,43 pontos. No setor aéreo, International Consolidated Airlines (IAG) recuou 5,35%. A petroleira BP teve queda de 1,41% e a mineradora Glencore, 3,45%.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,51%, a 11.944,72 pontos. Como em outras praças, os bancos alemães estiveram pressionados, com Deutsche Bank (-3,07%) e Commerzbank (-4,18%).

Na Bolsa de Paris, o CAC 40 cedeu 1,90%, a 5.361,10 pontos. Société Générale teve baixa de 5,77%.

O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, registrou queda de 1,78%, a 21.554,88 pontos. Intesa Sanpaolo caiu 3,81% e Banco BPM teve baixa de 4,23%, enquanto Telecom Italia perdeu 4,68%.

Em Madri, o índice Ibex 35 recuou 2,55%, a 8.683,00 pontos. Santander foi o papel mais negociado, em queda de 5,10%, enquanto Banco de Sabadell caiu 5,25% e CaixaBank, 4,03%.

A Bolsa de Lisboa fechou em baixa de 2,20%, para 4.858,80 pontos Em Portugal, a companhia aérea TAP anunciou nesta quinta o cancelamento de "cerca de mil voos", diante do impacto do surto de coronavírus sobre a demanda por passagens para março e abril. Banco Comercial Português registrou queda de 5,09%.


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