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Com exterior, Ibovespa sobe 1,80%, a 115,1 mil pontos, perto do pico do ano

Com forte desempenho das ações de commodities, especialmente do complexo minero-siderúrgico – em ajuste a três dias de avanço para a cotação da matéria-prima na China -, o Ibovespa retornou do feriado em firme alta de 1,80%, a 115.173,61 pontos, segundo melhor nível de fechamento do ano, atrás apenas dos 115.180,95 de 16 de fevereiro, que havia sido o maior desde 14 de setembro (116.180,55). Hoje, oscilou entre mínima de 113.143,06, da abertura, e máxima de 115.428,90, também o maior nível intradia desde o último dia 16 (115.734,45). O giro financeiro foi de R$ 32,6 bilhões na sessão. No ano, o Ibovespa sobe 9,87%.

Nesta tarde, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que a guerra na Ucrânia “muda o jogo”, causando efeitos que “estarão conosco por bom tempo”. “Vamos elevar juro, mas faremos com cuidado para não gerar incertezas”, acrescentou o presidente do Fed, reforçando a percepção do mercado de que um aumento de 0,50 ponto porcentual na taxa de referência em março está agora fora de cogitação, restando a opção de uma elevação de 0,25 ponto.

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Hoje, os índices de ações em Nova York tiveram ganho entre 1,62% (Nasdaq) e 1,86% (S&P 500), enquanto o ajuste nos Treasuries também foi evidente, com avanço do yield do vencimento de 2 anos para 1,51%, e o de 10 anos, a 1,88%, após a demanda por proteção vista na segunda e terça, de escalada do conflito, que havia deprimido o rendimento dos títulos americanos. O ouro cedeu hoje, também refletindo a melhora de percepção sobre risco.

Com o Brent a US$ 115 e o WTI a US$ 112,5 por barril nas respectivas máximas desta quarta-feira, Petrobras ON e PN fecharam respectivamente em alta de 3,16% e de 1,97%, bem atrás de Vale ON (+7,99%), o quarto maior ganho da carteira Ibovespa na sessão, atrás apenas de 3R Petroleum (+12,93%), PetroRio (+9,02%) e de CSN (ON +8,09%). Na ponta oposta do índice, destaque para Ambev (-4,47%), Natura (-4,02%) e Cielo (-3,89%). Entre os segmentos de maior peso no Ibovespa, as ações de grandes bancos fecharam o dia na maioria em baixa, à exceção de BB ON (+1,11%).

Entre o fechamento dos mercados no Brasil, na sexta-feira, e a reabertura no início da tarde de hoje, foram quatro dias de desdobramentos violentos no leste europeu, tanto na retórica pela e contra a guerra como na devastação no terreno, em perdas de vidas, propriedade e no deslocamento de refugiados. Desde sexta, a solidariedade e o apoio à resistência ucraniana – na Europa e nos Estados Unidos, assim como no Japão e mesmo em estados tradicionalmente neutros, como a Suíça – no aprofundamento de sanções à Rússia resultou, por outro lado, em bombardeios ainda mais pesados em cidades como Kharkiv, no leste, e Kherson, no sul, com a asfixia financeira sobre a Rússia parecendo acelerar iniciativas por uma solução pela força.

“A situação que se tem hoje é muito complexa e o mercado talvez esteja sendo um pouco negligente. O conflito é sério e pode se tornar ainda mais sério. Há muito otimismo quanto à chance de uma conversa sobre cessar-fogo. Mesmo as sanções anunciadas, especialmente a exclusão de bancos russos do Swift, têm algum grau de dificuldade na implementação – fala-se em até 10 dias para que seja operacionalizada. Há impressão de que Putin já desejaria um cessar-fogo por não aguentar a asfixia financeira. Mas ele não parece ter atingido seus objetivos, ainda”, diz Rodrigo Natali, diretor de estratégia da Inversa. “Tivemos dois dias de ‘mega vol’ (grande volatilidade) lá fora, mas não pegamos aqui por estarmos fechados. Isso afeta os modelos de risco: só pegamos a recuperação”, acrescenta.

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O endurecimento da retórica russa, com alerta sobre armas nucleares no fim de semana e referência a risco de terceira guerra mundial, “nuclear e devastadora”, retomada hoje pelo chanceler Sergey Lavrov – além do ataque ao Ocidente como “império de mentiras”, feito há poucos dias pelo presidente Vladimir Putin – sugere que o apetite por risco visto hoje, assim como a recuperação da última sexta-feira, tende a se alternar a dias menos otimistas, como ontem e anteontem, em volatilidade decorrente do grau de incerteza que ainda prevalece no curto prazo.

“A sinalização de que Rússia e Ucrânia podem retomar as conversas (sobre cessar-fogo) animou os mercados desde a manhã e, depois, o presidente do Fed, em testemunho ao Congresso americano, não elevou o grau de preocupação quanto a uma aceleração de juros ou uma redução mais rápida do balanço. O cuidado manifestado por Powell quanto a aumento de juros contribuiu para firmar os mercados, à tarde”, diz Luciano Costa, economista-chefe da Kilima Asset. Ele observa também que a pressão sobre commodities como o petróleo e o minério beneficiam a B3, mantendo o interesse e o fluxo estrangeiro.

“As commodities subiram muito hoje no mundo inteiro, mas há também um otimismo maior nas bolsas de fora. A guerra não deve atingir outros países envolvidos. As sanções foram duras, como no Swift (afastamento de bancos russos da plataforma global interbancária), mas sem impacto mundial, economicamente falando, à exceção das commodities”, diz Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos.

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Em relatório, a XP Investimentos manteve preço-alvo do Ibovespa a 123 mil pontos para o fechamento de 2022. “Com a discussão de altas de juros e preços mais altos de commodities, o índice Ibovespa deve continuar a ser favorecido. Os setores financeiro e (de) commodities respondem por 80% dos lucros do Ibovespa em 2022, e, atualmente, têm um peso de 62% dentro do índice. Em 2023, vemos que a contribuição dos lucros das commodities contraem 40%, passando a ser responsável por apenas um terço dos lucros do Ibovespa”, aponta o texto do estrategista-chefe e head de research, Fernando Ferreira, da estrategista Jennie Li e da analista Rebecca Nossig.

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