Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Educação
Projeto da Udesc vai detectar dificuldades motoras em alunos da rede municipal

Sexta, 12/4/2019 10:49.
Divulgação
Os responsáveis pelo projeto

Publicidade

O projeto elaborado e desenvolvido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em parceria com a secretaria de Educação reinicia nesta sexta-feira (12) nas escolas da rede municipal.

Coordenado pela professora Tailine Silva Beltrame, do Laboratório de Distúrbios da Aprendizagem e Desenvolvimento (LADADE) da Udesc, o objetivo é traçar, através de pesquisa, o perfil de saúde de crianças e adolescentes de seis a 14 anos, que possam apresentar sinais de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC).

Tailine conta que ainda em 2018 entraram em contato com a secretaria de Educação e propuseram a parceria, para colocar em prática o projeto nas escolas de Balneário.

A primeira a receber a versão piloto foi o Centro de Educação Municipal Nova Esperança. Participaram 67% dos alunos, que foram autorizados pelos pais.

“Lá analisamos os perfis de aptidão física das crianças, além de ver a questão da atividade de vida diária e comportamental sócio-econômico delas. Dentro disso conseguimos ter um resultado indicativo para o TDC, que é caracterizado por um atraso no desenvolvimento da coordenação dos movimentos da criança, dificultando suas ações diárias”, explica.

Com base nisso, caso a criança aparente ter o transtorno, os pais são avisados e incentivados a estimular mais a criança, reforçando as chamadas atividades de vida diária, como amarrar o tênis e se vestir.

“As crianças com TDC tendem a aprender com mais dificuldade essas ações, e precisam ser incentivadas e reforçadas a amarrar o tênis e vestirem-se, por exemplo”, diz.

Neste ano, todas as escolas da rede vão receber o projeto. Nesta sexta-feira iniciará a entrega dos questionários pedindo autorização aos pais para a participação do aluno na pesquisa. “Esperamos a participação de pelos menos 70% dos alunos da rede. Pedimos que os pais autorizem, pois é muito importante já que o TDC não é tão conhecido. É uma dificuldade mascarada e, se identificada desde cedo, as chances de haver problemas futuros se tornam cada vez menores”, salienta.

Na ocasião, é enviado também, na agenda escolar do aluno, dois questionários: um sobre atividades que envolvem o dia a dia da criança e outro com o perfil socioeconômico da família.

Após isso, será feita a avaliação motora das crianças e então o resultado para saber se há indicativo de TDC.

No CEM Nova Esperança apenas um aluno indicou a presença do transtorno. A ideia é fazer uma cartilha explicativa sobre o que é o TDC e como trabalhar em cima dele.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Divulgação
Os responsáveis pelo projeto
Os responsáveis pelo projeto

Projeto da Udesc vai detectar dificuldades motoras em alunos da rede municipal

Publicidade

Sexta, 12/4/2019 10:49.

O projeto elaborado e desenvolvido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em parceria com a secretaria de Educação reinicia nesta sexta-feira (12) nas escolas da rede municipal.

Coordenado pela professora Tailine Silva Beltrame, do Laboratório de Distúrbios da Aprendizagem e Desenvolvimento (LADADE) da Udesc, o objetivo é traçar, através de pesquisa, o perfil de saúde de crianças e adolescentes de seis a 14 anos, que possam apresentar sinais de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC).

Tailine conta que ainda em 2018 entraram em contato com a secretaria de Educação e propuseram a parceria, para colocar em prática o projeto nas escolas de Balneário.

A primeira a receber a versão piloto foi o Centro de Educação Municipal Nova Esperança. Participaram 67% dos alunos, que foram autorizados pelos pais.

“Lá analisamos os perfis de aptidão física das crianças, além de ver a questão da atividade de vida diária e comportamental sócio-econômico delas. Dentro disso conseguimos ter um resultado indicativo para o TDC, que é caracterizado por um atraso no desenvolvimento da coordenação dos movimentos da criança, dificultando suas ações diárias”, explica.

Com base nisso, caso a criança aparente ter o transtorno, os pais são avisados e incentivados a estimular mais a criança, reforçando as chamadas atividades de vida diária, como amarrar o tênis e se vestir.

“As crianças com TDC tendem a aprender com mais dificuldade essas ações, e precisam ser incentivadas e reforçadas a amarrar o tênis e vestirem-se, por exemplo”, diz.

Neste ano, todas as escolas da rede vão receber o projeto. Nesta sexta-feira iniciará a entrega dos questionários pedindo autorização aos pais para a participação do aluno na pesquisa. “Esperamos a participação de pelos menos 70% dos alunos da rede. Pedimos que os pais autorizem, pois é muito importante já que o TDC não é tão conhecido. É uma dificuldade mascarada e, se identificada desde cedo, as chances de haver problemas futuros se tornam cada vez menores”, salienta.

Na ocasião, é enviado também, na agenda escolar do aluno, dois questionários: um sobre atividades que envolvem o dia a dia da criança e outro com o perfil socioeconômico da família.

Após isso, será feita a avaliação motora das crianças e então o resultado para saber se há indicativo de TDC.

No CEM Nova Esperança apenas um aluno indicou a presença do transtorno. A ideia é fazer uma cartilha explicativa sobre o que é o TDC e como trabalhar em cima dele.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade