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Alunos e professores se unem em manifestação em Camboriú contra cortes
Fotos Divulgação

Quarta, 15/5/2019 12:23.

Cerca de 200 professores e alunos participam de manifestação, nesta quarta-feira (15), em Camboriú, contra o corte de custeio que os institutos e universidades federais sofreram em todo o país. Por aqui, quem organiza a ação é o grêmio e o DCE do Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú, junto do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação). Até às 13h os manifestantes ficarão na rótula que fica próxima da instituição e depois disso seguem para a Praça das Figueiras, no Centro da cidade, aonde devem permanecer até às 20h30. Algumas escolas públicas de Balneário e Camboriú também apoiaram a causa e participam da programação.

As manifestações ocorrem após o anúncio de cortes e bloqueios pelo ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro. Recursos para todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou congelados. A medida inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.

“Temos esperança que a situação seja revertida”, diz diretora

A diretora do Departamento de Desenvolvimento Educacional do IFC, Sirlei de Fátima Albino, explica que o movimento foi convocado pelas entidades estudantis – grêmio, no caso dos alunos do Ensino Médio, e DCE representando os alunos da graduação, além de entidades sindicais e escolas estaduais e municipais que também estão apoiando-os. “O movimento é contra o bloqueio que a rede federal sofreu na conta de custeio. Tem gente falando que estamos reclamando porque é questão salarial, mas não tem nada a ver, o salário vem de outra fonte, isso é para nossos gastos ferais, com servidores terceirizados, limpeza, cozinha, visitas técnicas, toda a área de manutenção”, explica.

Sirlei afirma que com certeza o corte impactará no serviço de qualidade e gratuito que oferecem para a comunidade. Segunda-feira (13) das 8h às 18h houve uma reunião no campus para discutir o que seria feito para se adaptarem e, segundo a diretora, tiveram que tomar medidas drásticas: demitiram 19 funcionários terceirizados (que atuavam na limpeza, cozinha, campos e serviços gerais), cortaram 40% de pesquisa e extensão e todas as viagens técnicas. “Isso afeta totalmente a comunidade, porque oferecemos projetos que terão que ser encerrados. Nossos laboratórios vão funcionar com o que temos, pois não há condições de comprar materiais novos. Sem dúvidas vai impactar na qualidade do serviço que ofertamos”, diz.

A previsão é que a partir de agosto o campus Camboriú não tenha mais dinheiro para as despesas, já que o recurso vem do governo federal. “Quando chegar, vamos reunir a comunidade e equipe e ver o que vai ser feito. Temos a esperança que seja revertida essa situação e vamos lutar até o fim. Certamente se seguir dessa forma não vamos conseguir manter a qualidade pela qual somos reconhecidos”, completa.

O calendário continua, mas hoje há manifestação

O presidente do grêmio estudantil do IFC Camboriú, Paulo Ricardo Machado Miorando, explica que estão participando da manifestação cerca de 200 alunos e professores, do IFC e até da rede estadual e municipal da região, de escolas como Maria Terezinha, José Arantes, João Goulart e Higino Pio.

“Todos se solidarizaram com a nossa causa. Quinta o Sinasefe fez uma assembleia com os professores e votaram em unanimidade pela paralisação acontecer hoje (15). Os alunos também votaram o cronograma e se mostraram a favor da paralisação. O calendário continua, mas hoje não teremos aula. Não paramos o calendário porque temos que cumprir as horas, mas há mais paralisações marcadas, como a do dia 14 de junho, que deverá ser ainda maior e com abrangência nacional”, salienta.

Programação

Das 12h às 13h – Paralisação do trânsito ao redor da rótula próxima ao IFC Camboriú.
Das 13h às 20h30 – Na Praça das Figueiras acontecerá o evento ‘Viva IFC’ e a paralisação do trânsito.
Para os alunos que estudam à noite no Campus ou comunidade em geral, haverá concentração para caminhada até a praça às 19h.

 

 

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Alunos e professores se unem em manifestação em Camboriú contra cortes

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Quarta, 15/5/2019 12:23.

Cerca de 200 professores e alunos participam de manifestação, nesta quarta-feira (15), em Camboriú, contra o corte de custeio que os institutos e universidades federais sofreram em todo o país. Por aqui, quem organiza a ação é o grêmio e o DCE do Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú, junto do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação). Até às 13h os manifestantes ficarão na rótula que fica próxima da instituição e depois disso seguem para a Praça das Figueiras, no Centro da cidade, aonde devem permanecer até às 20h30. Algumas escolas públicas de Balneário e Camboriú também apoiaram a causa e participam da programação.

As manifestações ocorrem após o anúncio de cortes e bloqueios pelo ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro. Recursos para todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou congelados. A medida inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.

“Temos esperança que a situação seja revertida”, diz diretora

A diretora do Departamento de Desenvolvimento Educacional do IFC, Sirlei de Fátima Albino, explica que o movimento foi convocado pelas entidades estudantis – grêmio, no caso dos alunos do Ensino Médio, e DCE representando os alunos da graduação, além de entidades sindicais e escolas estaduais e municipais que também estão apoiando-os. “O movimento é contra o bloqueio que a rede federal sofreu na conta de custeio. Tem gente falando que estamos reclamando porque é questão salarial, mas não tem nada a ver, o salário vem de outra fonte, isso é para nossos gastos ferais, com servidores terceirizados, limpeza, cozinha, visitas técnicas, toda a área de manutenção”, explica.

Sirlei afirma que com certeza o corte impactará no serviço de qualidade e gratuito que oferecem para a comunidade. Segunda-feira (13) das 8h às 18h houve uma reunião no campus para discutir o que seria feito para se adaptarem e, segundo a diretora, tiveram que tomar medidas drásticas: demitiram 19 funcionários terceirizados (que atuavam na limpeza, cozinha, campos e serviços gerais), cortaram 40% de pesquisa e extensão e todas as viagens técnicas. “Isso afeta totalmente a comunidade, porque oferecemos projetos que terão que ser encerrados. Nossos laboratórios vão funcionar com o que temos, pois não há condições de comprar materiais novos. Sem dúvidas vai impactar na qualidade do serviço que ofertamos”, diz.

A previsão é que a partir de agosto o campus Camboriú não tenha mais dinheiro para as despesas, já que o recurso vem do governo federal. “Quando chegar, vamos reunir a comunidade e equipe e ver o que vai ser feito. Temos a esperança que seja revertida essa situação e vamos lutar até o fim. Certamente se seguir dessa forma não vamos conseguir manter a qualidade pela qual somos reconhecidos”, completa.

O calendário continua, mas hoje há manifestação

O presidente do grêmio estudantil do IFC Camboriú, Paulo Ricardo Machado Miorando, explica que estão participando da manifestação cerca de 200 alunos e professores, do IFC e até da rede estadual e municipal da região, de escolas como Maria Terezinha, José Arantes, João Goulart e Higino Pio.

“Todos se solidarizaram com a nossa causa. Quinta o Sinasefe fez uma assembleia com os professores e votaram em unanimidade pela paralisação acontecer hoje (15). Os alunos também votaram o cronograma e se mostraram a favor da paralisação. O calendário continua, mas hoje não teremos aula. Não paramos o calendário porque temos que cumprir as horas, mas há mais paralisações marcadas, como a do dia 14 de junho, que deverá ser ainda maior e com abrangência nacional”, salienta.

Programação

Das 12h às 13h – Paralisação do trânsito ao redor da rótula próxima ao IFC Camboriú.
Das 13h às 20h30 – Na Praça das Figueiras acontecerá o evento ‘Viva IFC’ e a paralisação do trânsito.
Para os alunos que estudam à noite no Campus ou comunidade em geral, haverá concentração para caminhada até a praça às 19h.

 

 

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