Jornal Página 3

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Alunos de educação infantil de Balneário estão com novo cardápio de merenda
Renata Rutes Henning.

Sexta, 15/3/2019 12:29.

As crianças, adolescentes e adultos que estudam na rede municipal de Balneário Camboriú estão ‘saboreando’ um novo cardápio na hora da merenda. Todos os dias são servidas 25 mil refeições, de uma a quatro por dia, dependendo da modalidade. Creches são três, CIEP (escola integral) são quatro, demais escolas e CEJA é uma por dia. Anualmente, o governo municipal gasta R$ 4.467.000,00 com a alimentação dos estudantes.

A principal diferença do cardápio, que atende uma solicitação do Ministério da Saúde, está na preocupação com a diminuição do nível de açúcar e sal. As merendas são divididas de acordo com a faixa etária dos alunos e contam com opções diversas entre cereais, leguminosas, massas, tubérculos, verduras, vegetais, frutas, carnes, ovos, leite, iogurte, panificados e fórmulas infantis para crianças de quatro a 12 meses. Frutas são oferecidas diariamente, tanto para os pequenos quanto aos adolescentes e adultos do CEJA.

Outras novidades são o macarrão integral à bolonhesa para o Ensino Fundamental e a restrição de alimentos açucarados, como o achocolatado, para crianças de um a dois anos. As unidades de ensino são abastecidas com frutas, verduras, leguminosas e carnes toda semana, enquanto produtos como feijão, arroz, etc. chegam em cargas mensais.

O Página 3 visitou o Núcleo de Educação Infantil (NEI) Iate Clube, e acompanhou o lanche da tarde. Uma das principais novidades desse ano é exatamente para eles. Há cardápio diferente para as crianças de quatro a seis meses (conhecido como cardápio de transição), sete a 12 meses, um a dois anos e dois a seis anos.

A recomendação no cardápio de transição é que não haja adição de açúcar e que pouco sal esteja presente nas receitas. Esta faixa etária não recebe mais suco de frutas, para sempre que possível estimular o aleitamento materno. Cada mãe envia o leite que é dado para o seu bebê em mamadeira, ao longo do dia.

Uma das nutricionistas responsáveis pela elaboração do novo cardápio é Jeniffer Diniz, que explica que quando foram fazer as mudanças houve a preocupação com a aceitação por parte das crianças. Por isso ainda não foi totalmente retirado o açúcar das receitas. No dia que a reportagem esteve no NEI Iate Clube tinha bolo e suco.

“Sabemos que é rotina nos lares as crianças comerem receitas que levam açúcar, então precisamos pensar em uma maneira que houvesse a redução, mas não a exclusão total. Porém, isso está no nosso plano para o próximo ano”, diz.

Por exemplo, no lugar do biscoito doce as crianças estão consumindo a opção salgada, além de estarem comendo mais frutas e suco natural, dentre outros. Caso as crianças não gostem de uma receita, como a vitamina batida com leite, fruta e aveia, as nutricionistas permitem que cada unidade altere, mas utilizando os ingredientes, podendo dar o leite puro e a fruta com aveia por cima, por exemplo – mas os ingredientes originais precisam ser utilizados.

Há ainda a preocupação com as crianças que possuem alergia, como é o caso de um menino que frequenta o NEI. Ele é alérgico a leite de vaca, óleo de soja, glúten e açúcar. A agente de alimentação Priscila Facin teve o cuidado de preparar um bolo com arroz e outros ingredientes, mas mantendo o mesmo prato consumido pelas outras crianças, para que o garoto não se sentisse excluído. Nesses casos, os pais precisam encaminhar para a Secretaria de Educação o laudo médico que confirme a alergia aos produtos, e então a criança passa a ter um cardápio especial. Há também o cuidado com crianças que sejam vegetarianas e veganas, ou que não consumam determinado produto por conta de religião, por exemplo.

A diretora do NEI Iate Clube, Cássia Andrea, explica que já houve uma criança que não podia consumir carne de porco por conta da religião que a família seguia, além de haver também vegetarianos.

“Inclusive no ano passado fizemos uma receita de carne vegetariana, com casca de banana, chamada de casca louca. Houve crianças que não gostaram, mas a maioria aprovou. As crianças estão aceitando muito bem as mudanças, claro que é uma adaptação, mas temos certeza que no futuro trará ótimos resultados. Eles ficam conosco a maior parte do dia, então temos o olhar e cuidado de auxiliar da melhor forma possível nos hábitos alimentares deles. Além da alimentação ser pedagógica ela também é questão de adaptação”, conta.
 

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Alunos de educação infantil de Balneário estão com novo cardápio de merenda

Renata Rutes Henning.

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Sexta, 15/3/2019 12:29.

As crianças, adolescentes e adultos que estudam na rede municipal de Balneário Camboriú estão ‘saboreando’ um novo cardápio na hora da merenda. Todos os dias são servidas 25 mil refeições, de uma a quatro por dia, dependendo da modalidade. Creches são três, CIEP (escola integral) são quatro, demais escolas e CEJA é uma por dia. Anualmente, o governo municipal gasta R$ 4.467.000,00 com a alimentação dos estudantes.

A principal diferença do cardápio, que atende uma solicitação do Ministério da Saúde, está na preocupação com a diminuição do nível de açúcar e sal. As merendas são divididas de acordo com a faixa etária dos alunos e contam com opções diversas entre cereais, leguminosas, massas, tubérculos, verduras, vegetais, frutas, carnes, ovos, leite, iogurte, panificados e fórmulas infantis para crianças de quatro a 12 meses. Frutas são oferecidas diariamente, tanto para os pequenos quanto aos adolescentes e adultos do CEJA.

Outras novidades são o macarrão integral à bolonhesa para o Ensino Fundamental e a restrição de alimentos açucarados, como o achocolatado, para crianças de um a dois anos. As unidades de ensino são abastecidas com frutas, verduras, leguminosas e carnes toda semana, enquanto produtos como feijão, arroz, etc. chegam em cargas mensais.

O Página 3 visitou o Núcleo de Educação Infantil (NEI) Iate Clube, e acompanhou o lanche da tarde. Uma das principais novidades desse ano é exatamente para eles. Há cardápio diferente para as crianças de quatro a seis meses (conhecido como cardápio de transição), sete a 12 meses, um a dois anos e dois a seis anos.

A recomendação no cardápio de transição é que não haja adição de açúcar e que pouco sal esteja presente nas receitas. Esta faixa etária não recebe mais suco de frutas, para sempre que possível estimular o aleitamento materno. Cada mãe envia o leite que é dado para o seu bebê em mamadeira, ao longo do dia.

Uma das nutricionistas responsáveis pela elaboração do novo cardápio é Jeniffer Diniz, que explica que quando foram fazer as mudanças houve a preocupação com a aceitação por parte das crianças. Por isso ainda não foi totalmente retirado o açúcar das receitas. No dia que a reportagem esteve no NEI Iate Clube tinha bolo e suco.

“Sabemos que é rotina nos lares as crianças comerem receitas que levam açúcar, então precisamos pensar em uma maneira que houvesse a redução, mas não a exclusão total. Porém, isso está no nosso plano para o próximo ano”, diz.

Por exemplo, no lugar do biscoito doce as crianças estão consumindo a opção salgada, além de estarem comendo mais frutas e suco natural, dentre outros. Caso as crianças não gostem de uma receita, como a vitamina batida com leite, fruta e aveia, as nutricionistas permitem que cada unidade altere, mas utilizando os ingredientes, podendo dar o leite puro e a fruta com aveia por cima, por exemplo – mas os ingredientes originais precisam ser utilizados.

Há ainda a preocupação com as crianças que possuem alergia, como é o caso de um menino que frequenta o NEI. Ele é alérgico a leite de vaca, óleo de soja, glúten e açúcar. A agente de alimentação Priscila Facin teve o cuidado de preparar um bolo com arroz e outros ingredientes, mas mantendo o mesmo prato consumido pelas outras crianças, para que o garoto não se sentisse excluído. Nesses casos, os pais precisam encaminhar para a Secretaria de Educação o laudo médico que confirme a alergia aos produtos, e então a criança passa a ter um cardápio especial. Há também o cuidado com crianças que sejam vegetarianas e veganas, ou que não consumam determinado produto por conta de religião, por exemplo.

A diretora do NEI Iate Clube, Cássia Andrea, explica que já houve uma criança que não podia consumir carne de porco por conta da religião que a família seguia, além de haver também vegetarianos.

“Inclusive no ano passado fizemos uma receita de carne vegetariana, com casca de banana, chamada de casca louca. Houve crianças que não gostaram, mas a maioria aprovou. As crianças estão aceitando muito bem as mudanças, claro que é uma adaptação, mas temos certeza que no futuro trará ótimos resultados. Eles ficam conosco a maior parte do dia, então temos o olhar e cuidado de auxiliar da melhor forma possível nos hábitos alimentares deles. Além da alimentação ser pedagógica ela também é questão de adaptação”, conta.
 

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