Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Educação
Volta às aulas adiada novamente: atividades presenciais devem retornar após 12 de outubro

A secretária de Educação de Balneário Camboriú falou com o Página 3 sobre o adiamento

Quarta, 19/8/2020 13:46.
Divulgação

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O secretário de Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni, anunciou na manhã desta quarta-feira (19) que as atividades educacionais presenciais foram novamente adiadas: a volta às aulas deve acontecer somente após 12 de outubro – tanto para as instituições de ensino da rede pública quanto privada.

Em Balneário Camboriú, a Secretaria de Educação já estava trabalhando com dois calendários para setembro, prazo dado até então para a retomada das aulas presenciais. As escolas particulares pedem pela volta e se mobilizam através do Sindicato das Escolas Particulares de SC (SINEPE/SC).

Retorno x número de casos de Covid-19

Nesta quarta (19) completam-se cinco meses desde a suspensão das aulas presenciais. Segundo o secretário Natalino, para que o retorno aconteça ainda em 2020 tudo vai depender do controle do Covid-19 em Santa Catarina, que atualmente tem 124,3 mil casos da doença. Ele lembrou que a situação nas 16 regiões do Estado ainda é gravíssima (12) ou grave (4) e requer a continuidade de planejamento e alerta antes da retomada de aulas presenciais, priorizando dessa forma a segurança de estudantes, de professores e dos profissionais da educação.

Natalino se pronunciou sobre a situação, afirmando que um novo decreto sairá em breve, salientando que apresentaram como sugestão denova data 12 de outubro.

“Em nosso estreito alinhamento com a Secretaria de Estado da Saúde, encaminhamos essa proposição, uma vez que as condições de controle da pandemia ainda não são favoráveis. Isto indica que precisamos garantir a segurança e manter atividades não presenciais para cumprir com nossa responsabilidade de seguir com o calendário escolar”, disse.

A decisão vale para as redes pública e privada, municipal, estadual e federal, relacionadas à educação infantil, nível fundamental, médio, educação de jovens e adultos (EJA) e ensino técnico.

Secretaria de Educação de Balneário

A secretária de Educação de Balneário Camboriú, Rosângela Percegona, conversou com o Página 3 sobre o adiamento, lembrando que inicialmente o retorno estava previsto para agosto, quando três calendários haviam sido elaborados.

“Em julho o governo do Estado adiou para início de setembro, e estávamos estudando duas datas de retorno, 8 e 14. Agora ficou para outubro, e então vamos estudar a situação e montaremos mais dois calendários, para o dia 12 e para o final do mês”, explica.

Educação Infantil finalizará ano em 2020, Fundamental está sendo analisado

Rosângela lembra que o governo federal retirou a obrigatoriedade da Educação Infantil cumprir as horas e dias letivos para finalizar o ano de 2020, para o Ensino Fundamental foram liberados alguns dias, mas necessitam cumprir o currículo mínimo.

“Vamos nos debruçar para calcular o calendário de outubro, vamos ver de que forma conseguiremos trabalhar o conteúdo até dezembro, analisando a possibilidade de entrar janeiro de 2021 com o ano letivo de 2020 ainda”, diz.

A secretária acrescenta que ainda não ‘bateram o martelo’ sobre a situação, pois gostariam de conseguir finalizar 2020 em 2020, acrescentando que como é um ano eleitoral há a possibilidade de uma nova gestão assumir, sendo melhor se conseguissem concluir o ano letivo dentro do prazo.

“Estamos nos ajustes finais do protocolo de segurança do município, vamos entregá-lo em breve para as unidades começarem a trabalhá-lo com seus servidores, seguimos com a formação dos professores, nos preparando nos ‘bastidores’ para o possível retorno. As escolas estavam fechadas até esta semana, e agora estamos fazendo um mutirão de limpeza, organizando também as salas de aula com o devido distanciamento”, completa.

Escolas particulares pedem a reabertura

O Sindicato das Escolas Particulares de SC (SINEPE/SC) também se pronunciou sobre o assunto. O presidente Marcelo Batista de Sousa diz que o motivo para o novo adiamento da reabertura das escolas é porque a rede pública não está preparada.

“Ora, o governo resiste em adotar tratamento diferenciado para escolas particulares, em nome de isonomia que não existe. É incompreensível que se imponha tratamento igual a situações desiguais. Se a rede particular de ensino tem condições de adotar protocolos rígidos de segurança e se há pais dispostos a mandar os filhos para a escola que escolheram, qual o sentido de manter a escola particular fechada? Respeitado o direito das famílias que quiserem continuar com aulas remotas para os filhos, por que não adotar um modelo flexível?”, salienta.

Marcelo acrescenta que ‘o argumento mais usado é que os alunos de escolas públicas ficariam em desvantagem se fosse autorizado o retorno às aulas presenciais na rede privada’, afirmando que a desvantagem já existe, e que em muitas cidades pequenas só existe escola pública e ‘os resultados nos testes que medem a aprendizagem nada ficam devendo a instituições particulares de municípios vizinhos’.

“Como o governo estadual não tem como criar um calendário específico para cada escola que administra, faz sentido uma regra unificada para sua rede, mas não é razoável que se imponha tratamento igual a situações desiguais. Nenhum pai ou mãe é obrigado a mandar o filho para a creche, mas há os que precisam de um lugar seguro para as crianças porque para sobreviver têm de trabalhar”, pontua.

O presidente aproveita para destacar que o SINEPE/SC, que representa todas as escolas privadas, das creches às universidades, reafirma que as instituições têm condições de retomar as aulas em segurança.

“Se o Estado não tem ou é mais lento, por que punir quem pode retomar as aulas em comum acordo com quem contrata seus serviços?”, finaliza.


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Página 3
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Volta às aulas adiada novamente: atividades presenciais devem retornar após 12 de outubro

A secretária de Educação de Balneário Camboriú falou com o Página 3 sobre o adiamento

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Quarta, 19/8/2020 13:46.

O secretário de Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni, anunciou na manhã desta quarta-feira (19) que as atividades educacionais presenciais foram novamente adiadas: a volta às aulas deve acontecer somente após 12 de outubro – tanto para as instituições de ensino da rede pública quanto privada.

Em Balneário Camboriú, a Secretaria de Educação já estava trabalhando com dois calendários para setembro, prazo dado até então para a retomada das aulas presenciais. As escolas particulares pedem pela volta e se mobilizam através do Sindicato das Escolas Particulares de SC (SINEPE/SC).

Retorno x número de casos de Covid-19

Nesta quarta (19) completam-se cinco meses desde a suspensão das aulas presenciais. Segundo o secretário Natalino, para que o retorno aconteça ainda em 2020 tudo vai depender do controle do Covid-19 em Santa Catarina, que atualmente tem 124,3 mil casos da doença. Ele lembrou que a situação nas 16 regiões do Estado ainda é gravíssima (12) ou grave (4) e requer a continuidade de planejamento e alerta antes da retomada de aulas presenciais, priorizando dessa forma a segurança de estudantes, de professores e dos profissionais da educação.

Natalino se pronunciou sobre a situação, afirmando que um novo decreto sairá em breve, salientando que apresentaram como sugestão denova data 12 de outubro.

“Em nosso estreito alinhamento com a Secretaria de Estado da Saúde, encaminhamos essa proposição, uma vez que as condições de controle da pandemia ainda não são favoráveis. Isto indica que precisamos garantir a segurança e manter atividades não presenciais para cumprir com nossa responsabilidade de seguir com o calendário escolar”, disse.

A decisão vale para as redes pública e privada, municipal, estadual e federal, relacionadas à educação infantil, nível fundamental, médio, educação de jovens e adultos (EJA) e ensino técnico.

Secretaria de Educação de Balneário

A secretária de Educação de Balneário Camboriú, Rosângela Percegona, conversou com o Página 3 sobre o adiamento, lembrando que inicialmente o retorno estava previsto para agosto, quando três calendários haviam sido elaborados.

“Em julho o governo do Estado adiou para início de setembro, e estávamos estudando duas datas de retorno, 8 e 14. Agora ficou para outubro, e então vamos estudar a situação e montaremos mais dois calendários, para o dia 12 e para o final do mês”, explica.

Educação Infantil finalizará ano em 2020, Fundamental está sendo analisado

Rosângela lembra que o governo federal retirou a obrigatoriedade da Educação Infantil cumprir as horas e dias letivos para finalizar o ano de 2020, para o Ensino Fundamental foram liberados alguns dias, mas necessitam cumprir o currículo mínimo.

“Vamos nos debruçar para calcular o calendário de outubro, vamos ver de que forma conseguiremos trabalhar o conteúdo até dezembro, analisando a possibilidade de entrar janeiro de 2021 com o ano letivo de 2020 ainda”, diz.

A secretária acrescenta que ainda não ‘bateram o martelo’ sobre a situação, pois gostariam de conseguir finalizar 2020 em 2020, acrescentando que como é um ano eleitoral há a possibilidade de uma nova gestão assumir, sendo melhor se conseguissem concluir o ano letivo dentro do prazo.

“Estamos nos ajustes finais do protocolo de segurança do município, vamos entregá-lo em breve para as unidades começarem a trabalhá-lo com seus servidores, seguimos com a formação dos professores, nos preparando nos ‘bastidores’ para o possível retorno. As escolas estavam fechadas até esta semana, e agora estamos fazendo um mutirão de limpeza, organizando também as salas de aula com o devido distanciamento”, completa.

Escolas particulares pedem a reabertura

O Sindicato das Escolas Particulares de SC (SINEPE/SC) também se pronunciou sobre o assunto. O presidente Marcelo Batista de Sousa diz que o motivo para o novo adiamento da reabertura das escolas é porque a rede pública não está preparada.

“Ora, o governo resiste em adotar tratamento diferenciado para escolas particulares, em nome de isonomia que não existe. É incompreensível que se imponha tratamento igual a situações desiguais. Se a rede particular de ensino tem condições de adotar protocolos rígidos de segurança e se há pais dispostos a mandar os filhos para a escola que escolheram, qual o sentido de manter a escola particular fechada? Respeitado o direito das famílias que quiserem continuar com aulas remotas para os filhos, por que não adotar um modelo flexível?”, salienta.

Marcelo acrescenta que ‘o argumento mais usado é que os alunos de escolas públicas ficariam em desvantagem se fosse autorizado o retorno às aulas presenciais na rede privada’, afirmando que a desvantagem já existe, e que em muitas cidades pequenas só existe escola pública e ‘os resultados nos testes que medem a aprendizagem nada ficam devendo a instituições particulares de municípios vizinhos’.

“Como o governo estadual não tem como criar um calendário específico para cada escola que administra, faz sentido uma regra unificada para sua rede, mas não é razoável que se imponha tratamento igual a situações desiguais. Nenhum pai ou mãe é obrigado a mandar o filho para a creche, mas há os que precisam de um lugar seguro para as crianças porque para sobreviver têm de trabalhar”, pontua.

O presidente aproveita para destacar que o SINEPE/SC, que representa todas as escolas privadas, das creches às universidades, reafirma que as instituições têm condições de retomar as aulas em segurança.

“Se o Estado não tem ou é mais lento, por que punir quem pode retomar as aulas em comum acordo com quem contrata seus serviços?”, finaliza.


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