Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Educação
Tradicional macarronada da Amor pra Down, dia 30, neste ano será delivery

Pandemia trouxe dificuldades, instituição precisa de ajuda

Quarta, 13/5/2020 16:24.
Divulgação
Atividades via remota com orientação dos profissionais

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A tradicional macarronada que a Associação Amor pra Down realiza há 11 anos vai acontecer no próximo dia 30 e pela primeira vez será delivery. A expectativa é conseguir recursos para pagar contas, porque com a pandemia reduziram as doações e vieram as dificuldades financeiras.

Ocoordenador financeiro e administrativo da Amor pra Down, Wilson Reginatto Junior, explicou que a pandemia afetou a sustentabilidade financeira da instituição.

“Estávamos cumprindo um orçamento e com a paralisação deixamos de receber as doações rotineiras que temos de pessoas físicas e jurídicas e isso deu um baque muito grande no nosso caixa. Felizmente a prefeitura continua fazendo os repasses e permitiu por lei que a gente comprove os atendimentos de via remota. Mas estamos com dificuldade de pagar as contas que não fazem parte dos projetos, como o pagamento de alguns funcionários, segurança, energia, telefone, internet. Esta macarronada será a primeira ação que faremos para dar uma folga de alguns dias no caixa da instituição”, disse o presidente que falou sobre as mudanças na rotina da instituição.

Tudo diferente, tudo novo

“No dia 17 de março a Amor pra Down suspendeu as atividades presenciais em 17 de março e a partir daí fomos nos adaptando para o formato online. Na primeira semana informamos as famílias e usuários do nosso serviço o motivo da suspensão dos atendimentos, esclarecemos as medidas, os cuidados com higiene, importância do isolamento social”.

Reações diversas

“Desde o primeiro dia da paralisação estamos acompanhando as 82 famílias que atendemos. Cada família reagiu e compreendeu de forma diferente. Foi necessário a nossa equipe reforçar os contatos, as orientações sobre medidas de segurança e como se organizar em família para o estabelecimento da nova rotina e novas práticas por atendimento remoto”.

Isolamento familiar

“Os primeiros dias foram necessários para cada família se organizar, comprar materiais de higiene e limpeza, cuidados com os idosos da família, e ainda assim nós contribuímos para a qualidade do isolamento familiar”.

Ocupação remota

“Depois encaminhamos materiais para entretenimento das crianças e sugestões de quadros, de rotinas, estratégias e algumas técnicas de promoção da saúde mental, jogos, músicas, histórias. Disponibilizamos para as famílias um guia de leitura fácil a fim de preservar a acessibilidade intelectual e explicando o que é o coronavirus, sintomas, cuidados”.

Estimulações dirigidas

“Em abril a nossa equipe realizou reuniões virtuais estabelecendo novas estratégias de acompanhamento e permanência das atividades profissionais, tentando chegar mais próximo da rotina anterior. Planejamos atividades que chamamos de estimulações dirigidas. De março até agora foram realizados mais de 600 envios de estimulações dirigidas para estas famílias. Organizamos uma agenda de acompanhamento das famílias via telefone e outros meios. Diariamente a equipe está em contato com as famílias através das redes e elas retornam com vídeos, fotos, mostrando como as crianças estão fazendo as atividades. Então a equipe faz as devolutivas com novas dicas e orientações. A sensação é de que estamos trabalhando mais por via remota do que presencialmente”.

Tentativa de retorno

“Houve uma tentativa de volta, de retorno das atividades presenciais, mas o medo das famílias e dos profissionais, por não termos equipamentos de proteção individual, cancelou a volta presencial por medidas de precaução”.

Lives que ajudam

“Recebemos muitas doações de alimentos, tivemos duas lives realizadas e ganhamos quase uma tonelada de alimentos que estamos distribuindo para as famílias. Temos cerca de 20 famílias mais críticas, pessoas que têm atividades não formais e com a paralisação da economia, sentiram muito. Temos acompanhado essa questão de poder manter o mínimo de subsistência para estas famílias passarem a crise”.

Perdas

“A sensação que temos é que na volta dos atendimentos presenciais, vamos perder algumas famílias, porque algumas foram para outros estados, alguns para seus estados de origem, onde vivem familiares que podem ajudá-los”.

Retrocesso

“Ao mesmo tempo há uma perda de rotina, acreditamos que teremos uma retrocesso nos ganhos de saúde que tivemos com estas crianças. Mas só a volta vai dizer qual o grau que isso vai acontecer”.

A macarronada

“É uma atividade tradicional, fazemos há mais de 11 anos, resolvemos fazer ela de forma remota, delivery, para dar uma folga de alguns dias no caixa da instituição. Haverá entrega em Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí. É uma massa talharim acompanhada por dois tipos de molho, de queijo e de carne (bolonhesa), ao preço de R$ 30. Ela será feita pelo Chef Gilmar e as encomendas devem ser feitas até o próximo dia 29 pelo site ou whatsapp 47-991451635.

Doações

“Pedimos que as pessoas que puderem fazer doações na conta da instituição: agência do BB 0305-0, conta 10098-6, CNPJ 041321720001-70. Ou entrar em contato com o site amorpradown.org. Toda doação é bem vinda para conseguirmos ultrapassar esse período de turbulência”, concluiu ocoordenador financeiro e administrativo da Amor pra Down.


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Atividades via remota com orientação dos profissionais
Atividades via remota com orientação dos profissionais

Tradicional macarronada da Amor pra Down, dia 30, neste ano será delivery

Pandemia trouxe dificuldades, instituição precisa de ajuda

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Quarta, 13/5/2020 16:24.

A tradicional macarronada que a Associação Amor pra Down realiza há 11 anos vai acontecer no próximo dia 30 e pela primeira vez será delivery. A expectativa é conseguir recursos para pagar contas, porque com a pandemia reduziram as doações e vieram as dificuldades financeiras.

Ocoordenador financeiro e administrativo da Amor pra Down, Wilson Reginatto Junior, explicou que a pandemia afetou a sustentabilidade financeira da instituição.

“Estávamos cumprindo um orçamento e com a paralisação deixamos de receber as doações rotineiras que temos de pessoas físicas e jurídicas e isso deu um baque muito grande no nosso caixa. Felizmente a prefeitura continua fazendo os repasses e permitiu por lei que a gente comprove os atendimentos de via remota. Mas estamos com dificuldade de pagar as contas que não fazem parte dos projetos, como o pagamento de alguns funcionários, segurança, energia, telefone, internet. Esta macarronada será a primeira ação que faremos para dar uma folga de alguns dias no caixa da instituição”, disse o presidente que falou sobre as mudanças na rotina da instituição.

Tudo diferente, tudo novo

“No dia 17 de março a Amor pra Down suspendeu as atividades presenciais em 17 de março e a partir daí fomos nos adaptando para o formato online. Na primeira semana informamos as famílias e usuários do nosso serviço o motivo da suspensão dos atendimentos, esclarecemos as medidas, os cuidados com higiene, importância do isolamento social”.

Reações diversas

“Desde o primeiro dia da paralisação estamos acompanhando as 82 famílias que atendemos. Cada família reagiu e compreendeu de forma diferente. Foi necessário a nossa equipe reforçar os contatos, as orientações sobre medidas de segurança e como se organizar em família para o estabelecimento da nova rotina e novas práticas por atendimento remoto”.

Isolamento familiar

“Os primeiros dias foram necessários para cada família se organizar, comprar materiais de higiene e limpeza, cuidados com os idosos da família, e ainda assim nós contribuímos para a qualidade do isolamento familiar”.

Ocupação remota

“Depois encaminhamos materiais para entretenimento das crianças e sugestões de quadros, de rotinas, estratégias e algumas técnicas de promoção da saúde mental, jogos, músicas, histórias. Disponibilizamos para as famílias um guia de leitura fácil a fim de preservar a acessibilidade intelectual e explicando o que é o coronavirus, sintomas, cuidados”.

Estimulações dirigidas

“Em abril a nossa equipe realizou reuniões virtuais estabelecendo novas estratégias de acompanhamento e permanência das atividades profissionais, tentando chegar mais próximo da rotina anterior. Planejamos atividades que chamamos de estimulações dirigidas. De março até agora foram realizados mais de 600 envios de estimulações dirigidas para estas famílias. Organizamos uma agenda de acompanhamento das famílias via telefone e outros meios. Diariamente a equipe está em contato com as famílias através das redes e elas retornam com vídeos, fotos, mostrando como as crianças estão fazendo as atividades. Então a equipe faz as devolutivas com novas dicas e orientações. A sensação é de que estamos trabalhando mais por via remota do que presencialmente”.

Tentativa de retorno

“Houve uma tentativa de volta, de retorno das atividades presenciais, mas o medo das famílias e dos profissionais, por não termos equipamentos de proteção individual, cancelou a volta presencial por medidas de precaução”.

Lives que ajudam

“Recebemos muitas doações de alimentos, tivemos duas lives realizadas e ganhamos quase uma tonelada de alimentos que estamos distribuindo para as famílias. Temos cerca de 20 famílias mais críticas, pessoas que têm atividades não formais e com a paralisação da economia, sentiram muito. Temos acompanhado essa questão de poder manter o mínimo de subsistência para estas famílias passarem a crise”.

Perdas

“A sensação que temos é que na volta dos atendimentos presenciais, vamos perder algumas famílias, porque algumas foram para outros estados, alguns para seus estados de origem, onde vivem familiares que podem ajudá-los”.

Retrocesso

“Ao mesmo tempo há uma perda de rotina, acreditamos que teremos uma retrocesso nos ganhos de saúde que tivemos com estas crianças. Mas só a volta vai dizer qual o grau que isso vai acontecer”.

A macarronada

“É uma atividade tradicional, fazemos há mais de 11 anos, resolvemos fazer ela de forma remota, delivery, para dar uma folga de alguns dias no caixa da instituição. Haverá entrega em Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí. É uma massa talharim acompanhada por dois tipos de molho, de queijo e de carne (bolonhesa), ao preço de R$ 30. Ela será feita pelo Chef Gilmar e as encomendas devem ser feitas até o próximo dia 29 pelo site ou whatsapp 47-991451635.

Doações

“Pedimos que as pessoas que puderem fazer doações na conta da instituição: agência do BB 0305-0, conta 10098-6, CNPJ 041321720001-70. Ou entrar em contato com o site amorpradown.org. Toda doação é bem vinda para conseguirmos ultrapassar esse período de turbulência”, concluiu ocoordenador financeiro e administrativo da Amor pra Down.


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