Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Educação
Educação em Balneário Camboriú ainda não sabe quando e como será o futuro

A pandemia do COVID-19 traz à tona a fragilidade de diversas famílias brasileiras que hoje necessitam da escola para amenizar a situação de pobreza em que se encontram.

Sexta, 22/5/2020 18:21.
Divulgação
Rosângela, Castelo e Aline

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A paralisação do sistema educacional no dia 18 de março e ainda sem data para retornar, mexeu com as estruturas curriculares, trouxe preocupação com a alimentação de milhões de estudantes (segundo pesquisa realizada pela Fundação Abrinq, quase 9 milhões de crianças entre zero e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza no país e a merenda escolar era um suporte) e muitos questionamentos sobre o futuro da educação, seja ele público ou privado. Substituir o ensino presencial pelo ensino a distância foi a primeira alternativa encontrada, todos pisando em um terreno quase desconhecido e que exige planejamento e mesmo que grande parte dos estudantes não tenha acesso à internet, essa foi a solução abraçada.

Em Balneário Camboriú não foi diferente. A educação pública e privada vem trabalhando com ensino à distância. Ao mesmo tempo em que todos esperam o retorno da educação presencial, ninguém sabe como será esta volta às aulas e nem quando ela acontecerá.

“É um momento verdadeiramente desafiador”

Credito - Divulgação

Rosângela Borba Percegona, secretária municipal de Educação

“Assim que percebemos o cenário, imediatamente o prefeito Fabrício Oliveira determinou a suspensão das aulas para segurança dos estudantes e servidores. Na sequência a Secretaria de Educação adaptou uma plataforma de uso para que todos professores e educandos tivessem acessos, para que pudéssemos colocar atividades ali e dar aulas não presenciais.

A importância desta plataforma neste momento foi fundamental, porque queríamos que os alunos não perdessem a aderência com as questões de escola e aqueles que não tiveram ou ainda não tem acesso a plataforma ou a internet, foi disponibilizado o material impresso entregue a estas famílias na unidade escolar mesmo. Atualmente esta plataforma já passou por um refinamento e hoje conseguimos que o gestor recebe no seu celular a quantidade de alunos que está acessando a plataforma, inclusive o nome desses alunos, podendo assim fazer uma presença destes alunos que estão acessando a plataforma.

Conduzir uma secretaria nestas condições torna nosso desafio ainda maior. Estamos nesse processo para elaborar um novo calendário escolar, estudar como faremos a reposição das aulas, analisar o quanto o ensino não presencial será computado dentro desta grade, verificar o grau de aprendizagem dos estudantes, e ainda preparar as unidades escolares, os novos horários, para o retorno das aulas presenciais. Ainda não temos uma data concreta, porém estamos trabalhando para esse momento.

É sim, de fato, desafiador o momento. Mas ao mesmo tempo quando a gente tem uma equipe sólida, sempre em busca de solução, e que se envolve e se supera, isso dá força para continuar caminhando, isso reforça nosso compromisso com a educação de Balneário Camboriú.

A Secretaria de Educação não está medindo esforço e buscando alternativas para que a gente passe por esse momento e tenhamos novamente nossos alunos em sala de aula, dentro de um formato diferente de escola, mas com segurança, com grau de higiene em cada sala, é desta forma que estamos caminhando neste momento”.


“A educação vai passar por um novo momento”

Credito - Divulgação

Castelo Guzzoni, diretor do Colégio Unificado

“Neste tempo todo as escolas tiveram que se readaptar, buscar alternativas diferenciadas na questão das aulas não presenciais. Percebemos a importância deste distanciamento social para a saúde, mas também percebemos o quanto é válido a criança estar na escola, socializando, brincando, aprendendo, trocando relações com os colegas, é cada vez mais marcante a necessidade das pessoas terem esse convívio, esse afeto.

Nada substitui um abraço, um beijo, um olhar, no entanto, nesta adversidade da pandemia, tudo precisa ser modificado e adequado. A escola investiu muito em equipamentos, para usar em aulas online, câmeras, estúdio, profissional para auxiliar em gravações de vídeo aulas, em aulas online, investiu em aumento de internet, preparou salas específicas para este fim, investimos na capacitação do professorado para que consigam dar aulas diversificadas, para que os alunos tenham um bom aprendizado em casa.

Sabemos das dificuldades de pais com as questões da internet, com o uso do computador, e principalmente a dificuldade de acompanhar o aluno, principalmente os pequenos. No ensino fundamental 2 e médio, adolescentes já têm mais facilidade, já se resolve com mais tranquilidade. Estamos otimistas que isso está dando certo. Sabemos que daqui a pouco voltam as aulas presenciais, mas fica um legado para as escolas para que a gente também tenha esses recursos de aulas online, o que em alguns momentos, servirá daqui pra frente.

A educação vai passar por um novo momento, sabemos que haverá mudanças significativas no dia a dia, mas também tem muito ponto positivo a ponderar em relação a questão de você poder fazer aulas diferenciadas via online, via gravação.

Temos cumprido isso com muita seriedade. Importante também o investimento nos profissionais para que todos criem habilidade para trabalhar nesta nova estrutura, porque a grande realidade é que as escolas não estavam preparadas para, do dia pra noite, fazer todo esse mecanismo online.

Isso tudo é um processo, as aulas presenciais são insubstituíveis, no entanto as aulas online colaboram no processo de ensino e aprendizado. Estamos contando com um retorno o mais rápido possível, com todo cuidado que deveremos ter, mas o setor educação movimenta uma forte economia e acreditamos que logo tudo volte a normalidade”.


“Se não retornarmos o quanto antes, possivelmente teremos muitas escolas particulares fechadas”

Credito - Arquivo Pessoal

Aline Luzia Tonezer Pereira, sócia-proprietária da Oficina da Infância Centro Educacional, diretora do núcleo das escolas particulares da AMPE de Balneário Camboriú

“Há 60 dias o Covid-19 entrou em nossas vidas, e com ele fecharam as escolas, onde muitas crianças passavam seu dia brincando, interagindo, se alimentando saudavelmente, aprendendo, e estavam seguras.

Há 60 dias fecharam a esperança de um futuro melhor para muitas crianças, de poderem estar em um ambiente com profissionais qualificados, que merecem todo o nosso respeito, e que hoje estão com risco de ficar sem seus empregos. Estas crianças hoje se encontram em locais como casa de avós, e o pior, em casas clandestinas e em casas de festas, locais estes que estão sem permissão de funcionamento. Locais estes que não são permitidas a permanência de crianças, em função do isolamento social, pois essa é a grande preocupação no momento.

Ao fechar as portas da educação infantil no dia 18 de março de 2020, fecharam também a oportunidade de muitas crianças estarem protegidas de muitas eventualidades que ocorrem em suas casas. Algumas já estão virando estatísticas, como: aumento da violência sexual, acidentes domésticos, entre outros.

Com o pronunciamento do governo do Estado em uma volta indeterminada da educação, fez com que muitos pais desistissem de continuar tendo esperanças da volta às aulas, e rescindiram os poucos contratos que ainda existiam nas escolas particulares, pois estes não conseguem pagar a escola mais babá, porque já retornaram às suas atividades econômicas.

Infelizmente, se não retornarmos o quanto antes às aulas, possivelmente teremos muitas escolas particulares fechadas, e muitas crianças sem escola quando retornarem as aulas”.


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Página 3
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Rosângela, Castelo e Aline
Rosângela, Castelo e Aline

Educação em Balneário Camboriú ainda não sabe quando e como será o futuro

A pandemia do COVID-19 traz à tona a fragilidade de diversas famílias brasileiras que hoje necessitam da escola para amenizar a situação de pobreza em que se encontram.

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Sexta, 22/5/2020 18:21.

A paralisação do sistema educacional no dia 18 de março e ainda sem data para retornar, mexeu com as estruturas curriculares, trouxe preocupação com a alimentação de milhões de estudantes (segundo pesquisa realizada pela Fundação Abrinq, quase 9 milhões de crianças entre zero e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza no país e a merenda escolar era um suporte) e muitos questionamentos sobre o futuro da educação, seja ele público ou privado. Substituir o ensino presencial pelo ensino a distância foi a primeira alternativa encontrada, todos pisando em um terreno quase desconhecido e que exige planejamento e mesmo que grande parte dos estudantes não tenha acesso à internet, essa foi a solução abraçada.

Em Balneário Camboriú não foi diferente. A educação pública e privada vem trabalhando com ensino à distância. Ao mesmo tempo em que todos esperam o retorno da educação presencial, ninguém sabe como será esta volta às aulas e nem quando ela acontecerá.

“É um momento verdadeiramente desafiador”

Credito - Divulgação

Rosângela Borba Percegona, secretária municipal de Educação

“Assim que percebemos o cenário, imediatamente o prefeito Fabrício Oliveira determinou a suspensão das aulas para segurança dos estudantes e servidores. Na sequência a Secretaria de Educação adaptou uma plataforma de uso para que todos professores e educandos tivessem acessos, para que pudéssemos colocar atividades ali e dar aulas não presenciais.

A importância desta plataforma neste momento foi fundamental, porque queríamos que os alunos não perdessem a aderência com as questões de escola e aqueles que não tiveram ou ainda não tem acesso a plataforma ou a internet, foi disponibilizado o material impresso entregue a estas famílias na unidade escolar mesmo. Atualmente esta plataforma já passou por um refinamento e hoje conseguimos que o gestor recebe no seu celular a quantidade de alunos que está acessando a plataforma, inclusive o nome desses alunos, podendo assim fazer uma presença destes alunos que estão acessando a plataforma.

Conduzir uma secretaria nestas condições torna nosso desafio ainda maior. Estamos nesse processo para elaborar um novo calendário escolar, estudar como faremos a reposição das aulas, analisar o quanto o ensino não presencial será computado dentro desta grade, verificar o grau de aprendizagem dos estudantes, e ainda preparar as unidades escolares, os novos horários, para o retorno das aulas presenciais. Ainda não temos uma data concreta, porém estamos trabalhando para esse momento.

É sim, de fato, desafiador o momento. Mas ao mesmo tempo quando a gente tem uma equipe sólida, sempre em busca de solução, e que se envolve e se supera, isso dá força para continuar caminhando, isso reforça nosso compromisso com a educação de Balneário Camboriú.

A Secretaria de Educação não está medindo esforço e buscando alternativas para que a gente passe por esse momento e tenhamos novamente nossos alunos em sala de aula, dentro de um formato diferente de escola, mas com segurança, com grau de higiene em cada sala, é desta forma que estamos caminhando neste momento”.


“A educação vai passar por um novo momento”

Credito - Divulgação

Castelo Guzzoni, diretor do Colégio Unificado

“Neste tempo todo as escolas tiveram que se readaptar, buscar alternativas diferenciadas na questão das aulas não presenciais. Percebemos a importância deste distanciamento social para a saúde, mas também percebemos o quanto é válido a criança estar na escola, socializando, brincando, aprendendo, trocando relações com os colegas, é cada vez mais marcante a necessidade das pessoas terem esse convívio, esse afeto.

Nada substitui um abraço, um beijo, um olhar, no entanto, nesta adversidade da pandemia, tudo precisa ser modificado e adequado. A escola investiu muito em equipamentos, para usar em aulas online, câmeras, estúdio, profissional para auxiliar em gravações de vídeo aulas, em aulas online, investiu em aumento de internet, preparou salas específicas para este fim, investimos na capacitação do professorado para que consigam dar aulas diversificadas, para que os alunos tenham um bom aprendizado em casa.

Sabemos das dificuldades de pais com as questões da internet, com o uso do computador, e principalmente a dificuldade de acompanhar o aluno, principalmente os pequenos. No ensino fundamental 2 e médio, adolescentes já têm mais facilidade, já se resolve com mais tranquilidade. Estamos otimistas que isso está dando certo. Sabemos que daqui a pouco voltam as aulas presenciais, mas fica um legado para as escolas para que a gente também tenha esses recursos de aulas online, o que em alguns momentos, servirá daqui pra frente.

A educação vai passar por um novo momento, sabemos que haverá mudanças significativas no dia a dia, mas também tem muito ponto positivo a ponderar em relação a questão de você poder fazer aulas diferenciadas via online, via gravação.

Temos cumprido isso com muita seriedade. Importante também o investimento nos profissionais para que todos criem habilidade para trabalhar nesta nova estrutura, porque a grande realidade é que as escolas não estavam preparadas para, do dia pra noite, fazer todo esse mecanismo online.

Isso tudo é um processo, as aulas presenciais são insubstituíveis, no entanto as aulas online colaboram no processo de ensino e aprendizado. Estamos contando com um retorno o mais rápido possível, com todo cuidado que deveremos ter, mas o setor educação movimenta uma forte economia e acreditamos que logo tudo volte a normalidade”.


“Se não retornarmos o quanto antes, possivelmente teremos muitas escolas particulares fechadas”

Credito - Arquivo Pessoal

Aline Luzia Tonezer Pereira, sócia-proprietária da Oficina da Infância Centro Educacional, diretora do núcleo das escolas particulares da AMPE de Balneário Camboriú

“Há 60 dias o Covid-19 entrou em nossas vidas, e com ele fecharam as escolas, onde muitas crianças passavam seu dia brincando, interagindo, se alimentando saudavelmente, aprendendo, e estavam seguras.

Há 60 dias fecharam a esperança de um futuro melhor para muitas crianças, de poderem estar em um ambiente com profissionais qualificados, que merecem todo o nosso respeito, e que hoje estão com risco de ficar sem seus empregos. Estas crianças hoje se encontram em locais como casa de avós, e o pior, em casas clandestinas e em casas de festas, locais estes que estão sem permissão de funcionamento. Locais estes que não são permitidas a permanência de crianças, em função do isolamento social, pois essa é a grande preocupação no momento.

Ao fechar as portas da educação infantil no dia 18 de março de 2020, fecharam também a oportunidade de muitas crianças estarem protegidas de muitas eventualidades que ocorrem em suas casas. Algumas já estão virando estatísticas, como: aumento da violência sexual, acidentes domésticos, entre outros.

Com o pronunciamento do governo do Estado em uma volta indeterminada da educação, fez com que muitos pais desistissem de continuar tendo esperanças da volta às aulas, e rescindiram os poucos contratos que ainda existiam nas escolas particulares, pois estes não conseguem pagar a escola mais babá, porque já retornaram às suas atividades econômicas.

Infelizmente, se não retornarmos o quanto antes às aulas, possivelmente teremos muitas escolas particulares fechadas, e muitas crianças sem escola quando retornarem as aulas”.


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