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Doria se lança ao governo de SP e aperta Alckmin
Arquivo Página 3/Folhapress.

Terça, 13/3/2018 8:10.

THAIS BILENKY
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), se lançou pré-candidato a governador nesta segunda (12) e, ato contínuo, aliados irão a Geraldo Alckmin (PSDB) pressioná-lo para desarticular as prévias marcadas para domingo (18).

A expectativa do grupo de Doria é que Alckmin demova dois dos três pré-candidatos de disputar, Floriano Pesaro, que é secretário do governo, e Luiz Felipe d'Avila, de boa interlocução com o tucano.

Nos próximos dias, o plano é que o presidente do PSDB paulista, Pedro Tobias, e o presidente da Assembleia, Cauê Macris, procurem o governador com o pleito.

Conselheiros do prefeito paulistano dizem que, ficando apenas o ex-senador José Aníbal nas prévias, crescem as chances de ele desistir.
Em ato no diretório estadual, nesta segunda, aliados de Doria entregaram um pedido de inscrição do tucano nas prévias. Eles colheram o dobro de assinaturas necessárias para inscrevê-lo -1.704 dos 3.600 delegados estaduais do PSDB, ou 47% do total endossaram a iniciativa.

Com isso, procurou-se contar a narrativa a qual Doria foi aclamado candidato e, atendendo a pedidos, aceitou.

"Aceito essa condição", disse. "Vamos juntos para a vitória e contribuir para dar ao Brasil o presidente chamado Geraldo Alckmin."

Para tentar obter um gesto simpático de Alckmin, estrategistas do prefeito argumentam que o governador sairá como derrotado se não atuar. Dizem que o calendário de prévias adotado era favorável a Doria e contrariou interesse do próprio Alckmin.

Portanto, afirmam, se o governador resolver ajudar o prefeito a acabar com as prévias, ele, em vez de derrotado, ficará como credor.

Pela demora de Alckmin para entrar em campo, o entorno de Doria teme que o governador adote a mesma postura na campanha e não apenas não ajude o prefeito como ainda seja simpático ao seu vice-governador, Márcio França (PSB).

Líderes tucanos presentes ao ato trataram de elogiar o vice-prefeito Bruno Covas (PSDB), que assumirá o posto, e sublinhar que a decisão de lançar Doria partiu da militância. Cauê Macris e Bruno Covas entoaram o mote "Aceita, João". 

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Doria se lança ao governo de SP e aperta Alckmin

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), se lançou pré-candidato a governador nesta segunda (12) e, ato contínuo, aliados irão a Geraldo Alckmin (PSDB) pressioná-lo para desarticular as prévias marcadas para domingo (18).

A expectativa do grupo de Doria é que Alckmin demova dois dos três pré-candidatos de disputar, Floriano Pesaro, que é secretário do governo, e Luiz Felipe d'Avila, de boa interlocução com o tucano.

Nos próximos dias, o plano é que o presidente do PSDB paulista, Pedro Tobias, e o presidente da Assembleia, Cauê Macris, procurem o governador com o pleito.

Conselheiros do prefeito paulistano dizem que, ficando apenas o ex-senador José Aníbal nas prévias, crescem as chances de ele desistir.
Em ato no diretório estadual, nesta segunda, aliados de Doria entregaram um pedido de inscrição do tucano nas prévias. Eles colheram o dobro de assinaturas necessárias para inscrevê-lo -1.704 dos 3.600 delegados estaduais do PSDB, ou 47% do total endossaram a iniciativa.

Com isso, procurou-se contar a narrativa a qual Doria foi aclamado candidato e, atendendo a pedidos, aceitou.

"Aceito essa condição", disse. "Vamos juntos para a vitória e contribuir para dar ao Brasil o presidente chamado Geraldo Alckmin."

Para tentar obter um gesto simpático de Alckmin, estrategistas do prefeito argumentam que o governador sairá como derrotado se não atuar. Dizem que o calendário de prévias adotado era favorável a Doria e contrariou interesse do próprio Alckmin.

Portanto, afirmam, se o governador resolver ajudar o prefeito a acabar com as prévias, ele, em vez de derrotado, ficará como credor.

Pela demora de Alckmin para entrar em campo, o entorno de Doria teme que o governador adote a mesma postura na campanha e não apenas não ajude o prefeito como ainda seja simpático ao seu vice-governador, Márcio França (PSB).

Líderes tucanos presentes ao ato trataram de elogiar o vice-prefeito Bruno Covas (PSDB), que assumirá o posto, e sublinhar que a decisão de lançar Doria partiu da militância. Cauê Macris e Bruno Covas entoaram o mote "Aceita, João". 

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