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Mudanças em hospitais e nas ADRs integram propostas de Mauro Mariani
Jeferson Baldo.
As diferenças precisam ser bem compreendidas para se ter uma noção clara do que é relevante para cada região.

Quarta, 12/9/2018 13:12.

Mauro Mariani é empresário, foi prefeito por duas vezes de Rio Negrinho, deputado estadual e está em seu terceiro mandato como deputado federal. Mariani integra a série de entrevistas do projeto Cobertura Eleições SC 2018 - Jornais Impressos e Digitais, que está sendo realizado em parceria pela Associação dos Jornais do Interior (Adjori/SC) e Associação de Diários do Interior (ADI/SC).

Jornais ADI/Adjori - Recentemente o senhor percorreu diversas regiões de SC numa agenda de eventos construída pelo partido. Quais foram as constatações?

Mariani - Chegamos à conclusão que algumas preocupações são transversais em todas as regiões. Porém, as diferenças regionais precisam ser bem compreendidas para se ter uma noção clara do que é relevante para cada região. São cinco temas principais que aparecem em todos os momentos. Dependendo da região, altera a ordem de prioridade - Saúde, Desenvolvimento Econômico, Educação, Infraestrutura e Segurança. É importante discutir com a sociedade essas grandes pautas.

ADI/Adjori - Quais serão as ações para cada uma dessas cinco grandes áreas, começando por Saúde?

Mariani - O grande desafio na área da Saúde é resolver a gestão dos hospitais e reorganizar o sistema hospitalar. Principalmente nos 13 hospitais públicos, de gestão e de responsabilidade do governo do Estado. Se tornarmos essa gestão mais eficiente, teremos recursos para dar um salto de qualidade na Saúde. A Atenção Básica, os municípios fazem. O problema está nos exames e no atendimento especializado.

Está no relatório do Tribunal de Contas do Estado que a ineficiência dos 13 hospitais geridos pelo governo do Estado no ano de 2016 custou 671 milhões de reais. É um problema difícil de ser enfrentado, mas está claro que é isso.

ADI/Adjori - Na área da Educação, quais são as propostas?

Mariani - Foco no Ensino Médio. O nosso IDEB, que é o índice de Desenvolvimento da Educação Básica, é o 14º do país. Subimos na semana passada para o nono. Somados todos os adolescentes que estão fora da sala de aula, esse número chega a 70 mil. Considerando que temos 180 mil alunos matriculados, isso é uma tragédia anunciada. O foco do governo tem que ser Ensino Médio e Profissionalizante, em tempo integral. Melhorar os aspectos pedagógicos, pois não se faz Educação com professor desmotivado. O aluno também precisa ser acolhido quando chega na escola, precisa ter um projeto de vida e não apenas aprender a ler e escrever.

ADI/Adjori - Segurança Pública é um tema muito presente na vida dos catarinenses. Quais as ações previstas para este setor?

Mariani - Há um déficit de pessoal na área da Segurança Pública. Todos os anos, policiais militares vão para a reserva e o Estado não repõe o contingente. Então, o primeiro compromisso é repor todos os anos. Tem que ser sistemático. Também precisa melhorar a estrutura e o efetivo da Polícia Civil, que é quem investiga. Vamos criar um departamento específico para combater o crime organizado. Será um grupo multidisciplinar, com profissionais preparados para lidar com esse tipo de investigação e a estratégia será fragilizar as organizações criminosas. Outro aspecto é que Santa Catarina não produz armas nem drogas. Isso entra por algum lugar. Já temos mapeados 336 pontos de acesso ao estado. Nesses locais a vigilância será constante.

ADI/Adjori - Infraestrutura. Quais serão as prioridades caso o senhor seja eleito?

Mariani - Precisamos ter um serviço de zeladoria em Santa Catarina. Não adianta somente focar em construção de rodovias se não cuidarmos daquelas que já existem. Vamos criar um fundo de infraestrutura com 100 milhões de reais por ano para ações simples, como roçadas, operações tapa buraco, limpeza de sarjetas e sinalização. Posteriormente a isso há algumas obras estruturantes que precisam ser executadas.

ADI/Adjori - Que obras seriam essas?

Mariani - A Ferrovia Norte-Sul, por exemplo. Esta é prioridade. Trazer os grãos do Centro-Oeste para a agroindústria. Outro setor igualmente importante é o aeroviário. O aeroporto de Correia Pinto, por exemplo, está sem funcionar. O de Jaguaruna precisa ser melhorado, alargar a pista para receber cargas. O de Chapecó, que é administrado pelo município, sugiro fazer uma concessão. O de Navegantes é um aeroporto que precisa de atenção especial. Já o de Florianópolis, é urgente terminar o acesso. Entretanto, além da questão de infraestrutura, ter uma política estratégica de incentivo ao setor, como a aviação regional. Zerar a alíquota de ICMS dos combustíveis para voos charter que cheguem ao estado. É uma medida que estimula o turismo, segmento responsável por parte significativa da nossa receita.

ADI/Adjori – O tema renúncias fiscais tem sido polêmico. Qual será o tratamento dado a essa pauta?

Mariani - Incentivo fiscal tem várias formas de ser avaliado. Gera emprego? Protege os setores estratégicos para a economia estadual? Incentiva e equilibra a balança comercial e, portanto, o caixa do Estado? Isso tudo tem que se manter, e talvez até fazer mais. Porque isso gera receita para o Estado, isso é dinheiro para Educação, para Saúde. Agora, tem muito benefício fiscal que se fala que é negócio. Que é para fazer caixa. Se pegar as doações da última campanha e fizer um cruzamento com os benefícios fiscais concedidos, já vai dar para descobrir.

ADI/Adjori - Qual o futuro das atuais Agências de Desenvolvimento Regional?

Mariani - O discurso mais fácil é dizer que vai acabar com tudo. Eu pergunto: como acabar com a regional da Cidasc? Com a regional da Epagri? A de Saúde? De Educação? Não posso trazer todo mundo para Florianópolis, pois esse pessoal precisa estar lá no interior, trabalhando onde esse tipo de apoio é fundamental. Essas estruturas existem, comprovadamente são necessárias, e nós vamos reordenar isso por macrorregiões. Penso em seis ou sete unidades fortes, de referência, com um orçamento próprio para resolver os problemas na própria região.

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Mudanças em hospitais e nas ADRs integram propostas de Mauro Mariani

Jeferson Baldo.
As diferenças precisam ser bem compreendidas para se ter uma noção clara do que é relevante para cada região.
As diferenças precisam ser bem compreendidas para se ter uma noção clara do que é relevante para cada região.

Mauro Mariani é empresário, foi prefeito por duas vezes de Rio Negrinho, deputado estadual e está em seu terceiro mandato como deputado federal. Mariani integra a série de entrevistas do projeto Cobertura Eleições SC 2018 - Jornais Impressos e Digitais, que está sendo realizado em parceria pela Associação dos Jornais do Interior (Adjori/SC) e Associação de Diários do Interior (ADI/SC).

Jornais ADI/Adjori - Recentemente o senhor percorreu diversas regiões de SC numa agenda de eventos construída pelo partido. Quais foram as constatações?

Mariani - Chegamos à conclusão que algumas preocupações são transversais em todas as regiões. Porém, as diferenças regionais precisam ser bem compreendidas para se ter uma noção clara do que é relevante para cada região. São cinco temas principais que aparecem em todos os momentos. Dependendo da região, altera a ordem de prioridade - Saúde, Desenvolvimento Econômico, Educação, Infraestrutura e Segurança. É importante discutir com a sociedade essas grandes pautas.

ADI/Adjori - Quais serão as ações para cada uma dessas cinco grandes áreas, começando por Saúde?

Mariani - O grande desafio na área da Saúde é resolver a gestão dos hospitais e reorganizar o sistema hospitalar. Principalmente nos 13 hospitais públicos, de gestão e de responsabilidade do governo do Estado. Se tornarmos essa gestão mais eficiente, teremos recursos para dar um salto de qualidade na Saúde. A Atenção Básica, os municípios fazem. O problema está nos exames e no atendimento especializado.

Está no relatório do Tribunal de Contas do Estado que a ineficiência dos 13 hospitais geridos pelo governo do Estado no ano de 2016 custou 671 milhões de reais. É um problema difícil de ser enfrentado, mas está claro que é isso.

ADI/Adjori - Na área da Educação, quais são as propostas?

Mariani - Foco no Ensino Médio. O nosso IDEB, que é o índice de Desenvolvimento da Educação Básica, é o 14º do país. Subimos na semana passada para o nono. Somados todos os adolescentes que estão fora da sala de aula, esse número chega a 70 mil. Considerando que temos 180 mil alunos matriculados, isso é uma tragédia anunciada. O foco do governo tem que ser Ensino Médio e Profissionalizante, em tempo integral. Melhorar os aspectos pedagógicos, pois não se faz Educação com professor desmotivado. O aluno também precisa ser acolhido quando chega na escola, precisa ter um projeto de vida e não apenas aprender a ler e escrever.

ADI/Adjori - Segurança Pública é um tema muito presente na vida dos catarinenses. Quais as ações previstas para este setor?

Mariani - Há um déficit de pessoal na área da Segurança Pública. Todos os anos, policiais militares vão para a reserva e o Estado não repõe o contingente. Então, o primeiro compromisso é repor todos os anos. Tem que ser sistemático. Também precisa melhorar a estrutura e o efetivo da Polícia Civil, que é quem investiga. Vamos criar um departamento específico para combater o crime organizado. Será um grupo multidisciplinar, com profissionais preparados para lidar com esse tipo de investigação e a estratégia será fragilizar as organizações criminosas. Outro aspecto é que Santa Catarina não produz armas nem drogas. Isso entra por algum lugar. Já temos mapeados 336 pontos de acesso ao estado. Nesses locais a vigilância será constante.

ADI/Adjori - Infraestrutura. Quais serão as prioridades caso o senhor seja eleito?

Mariani - Precisamos ter um serviço de zeladoria em Santa Catarina. Não adianta somente focar em construção de rodovias se não cuidarmos daquelas que já existem. Vamos criar um fundo de infraestrutura com 100 milhões de reais por ano para ações simples, como roçadas, operações tapa buraco, limpeza de sarjetas e sinalização. Posteriormente a isso há algumas obras estruturantes que precisam ser executadas.

ADI/Adjori - Que obras seriam essas?

Mariani - A Ferrovia Norte-Sul, por exemplo. Esta é prioridade. Trazer os grãos do Centro-Oeste para a agroindústria. Outro setor igualmente importante é o aeroviário. O aeroporto de Correia Pinto, por exemplo, está sem funcionar. O de Jaguaruna precisa ser melhorado, alargar a pista para receber cargas. O de Chapecó, que é administrado pelo município, sugiro fazer uma concessão. O de Navegantes é um aeroporto que precisa de atenção especial. Já o de Florianópolis, é urgente terminar o acesso. Entretanto, além da questão de infraestrutura, ter uma política estratégica de incentivo ao setor, como a aviação regional. Zerar a alíquota de ICMS dos combustíveis para voos charter que cheguem ao estado. É uma medida que estimula o turismo, segmento responsável por parte significativa da nossa receita.

ADI/Adjori – O tema renúncias fiscais tem sido polêmico. Qual será o tratamento dado a essa pauta?

Mariani - Incentivo fiscal tem várias formas de ser avaliado. Gera emprego? Protege os setores estratégicos para a economia estadual? Incentiva e equilibra a balança comercial e, portanto, o caixa do Estado? Isso tudo tem que se manter, e talvez até fazer mais. Porque isso gera receita para o Estado, isso é dinheiro para Educação, para Saúde. Agora, tem muito benefício fiscal que se fala que é negócio. Que é para fazer caixa. Se pegar as doações da última campanha e fizer um cruzamento com os benefícios fiscais concedidos, já vai dar para descobrir.

ADI/Adjori - Qual o futuro das atuais Agências de Desenvolvimento Regional?

Mariani - O discurso mais fácil é dizer que vai acabar com tudo. Eu pergunto: como acabar com a regional da Cidasc? Com a regional da Epagri? A de Saúde? De Educação? Não posso trazer todo mundo para Florianópolis, pois esse pessoal precisa estar lá no interior, trabalhando onde esse tipo de apoio é fundamental. Essas estruturas existem, comprovadamente são necessárias, e nós vamos reordenar isso por macrorregiões. Penso em seis ou sete unidades fortes, de referência, com um orçamento próprio para resolver os problemas na própria região.

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