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“O sistema está em descrédito” diz Andréa, candidata ao Senado pelo PCO
Facebook pessoal.

Sexta, 7/9/2018 8:47.

Andreá Luciano Carvalho é de Criciúma. Formada em Secretariado e no curso de Pedreiro de Alvenaria, hoje trabalha no comércio de Blumenau.

 

Jornais ADI/Adjori - No caso de ser eleita, de que forma deve trabalhar no Senado?

Andreá - O PCO não acredita nas instituições burguesas ou administradas por burgueses. E também não vemos credibilidade nas eleições, uma vez que, para nós, não é a forma correta de se colocar alguém no poder. Acreditamos em comitês. Não tenho expectativa nenhuma de estar lá, de ser eleita.

ADI/Adjori - Então, por que entrar na disputa eleitoral?

Andreá - A nossa função é tentar unificar a classe operária, utilizando o espaço de campanha para a conscientização quanto à fraude que são as eleições e à falta de democracia que representam. Por isso o trabalho de construir comitês em todo estado e em todo país para unificar as massas para que, essas sim, possam exigir suas reivindicações, cobrando do Estado, que hoje é um jogo de cartas marcadas.

ADI/Adjori - Fazer algo de baixo para cima, invertendo a lógica?

Andreá - Não é inverter a lógica. É dar poder e voz ativa para a maioria da população. Quando vemos o Judiciário se autoconcedendo aumentos e nos percentuais que temos visto, fica muito nítido que o poder, qualquer que seja, está distante da população. E que houve um golpe de Estado, que não foi dado apenas por políticos, mas por toda essa cadeia que está aí, de classes burguesas, inclusive o Judiciário.

ADI/Adjori - Qual a espinha dorsal de uma campanha sem a pretensão de vitória?

Andreá - São três, na verdade: contra o golpe, liberdade para Lula e garantia de sua participação nas eleições. Não se pode restringir o direito do povo de escolher o que ele quer.

ADI/Adjori - O descrédito da classe política também atinge partidos como o PCO?

Andreá - Esse descrédito não é no político em si, na pessoa. Existe uma questão quase cultural de achar que todo político já entra para roubar. Mas não é assim. Todo político entra em um sistema, este sim, totalmente errado. É o sistema que está em descrédito, que precisa ser mudado.

ADI/Adjori - O PCO corre o risco de desaparecer se não eleger representantes?

Andreá - Sim. Pela cláusula de barreiras. Existe essa possibilidade, mesmo ela sendo inconstitucional. Mas não estamos preocupados com isso. A questão eleitoral, ou eleitoreira, não é a mais relevante para o PCO, mas expor a nossa visão e unificar a classe operária.
 

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“O sistema está em descrédito” diz Andréa, candidata ao Senado pelo PCO

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Sexta, 7/9/2018 8:47.

Andreá Luciano Carvalho é de Criciúma. Formada em Secretariado e no curso de Pedreiro de Alvenaria, hoje trabalha no comércio de Blumenau.

 

Jornais ADI/Adjori - No caso de ser eleita, de que forma deve trabalhar no Senado?

Andreá - O PCO não acredita nas instituições burguesas ou administradas por burgueses. E também não vemos credibilidade nas eleições, uma vez que, para nós, não é a forma correta de se colocar alguém no poder. Acreditamos em comitês. Não tenho expectativa nenhuma de estar lá, de ser eleita.

ADI/Adjori - Então, por que entrar na disputa eleitoral?

Andreá - A nossa função é tentar unificar a classe operária, utilizando o espaço de campanha para a conscientização quanto à fraude que são as eleições e à falta de democracia que representam. Por isso o trabalho de construir comitês em todo estado e em todo país para unificar as massas para que, essas sim, possam exigir suas reivindicações, cobrando do Estado, que hoje é um jogo de cartas marcadas.

ADI/Adjori - Fazer algo de baixo para cima, invertendo a lógica?

Andreá - Não é inverter a lógica. É dar poder e voz ativa para a maioria da população. Quando vemos o Judiciário se autoconcedendo aumentos e nos percentuais que temos visto, fica muito nítido que o poder, qualquer que seja, está distante da população. E que houve um golpe de Estado, que não foi dado apenas por políticos, mas por toda essa cadeia que está aí, de classes burguesas, inclusive o Judiciário.

ADI/Adjori - Qual a espinha dorsal de uma campanha sem a pretensão de vitória?

Andreá - São três, na verdade: contra o golpe, liberdade para Lula e garantia de sua participação nas eleições. Não se pode restringir o direito do povo de escolher o que ele quer.

ADI/Adjori - O descrédito da classe política também atinge partidos como o PCO?

Andreá - Esse descrédito não é no político em si, na pessoa. Existe uma questão quase cultural de achar que todo político já entra para roubar. Mas não é assim. Todo político entra em um sistema, este sim, totalmente errado. É o sistema que está em descrédito, que precisa ser mudado.

ADI/Adjori - O PCO corre o risco de desaparecer se não eleger representantes?

Andreá - Sim. Pela cláusula de barreiras. Existe essa possibilidade, mesmo ela sendo inconstitucional. Mas não estamos preocupados com isso. A questão eleitoral, ou eleitoreira, não é a mais relevante para o PCO, mas expor a nossa visão e unificar a classe operária.
 

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