Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Ano eleitoral começa com vários candidatos a prefeito em Balneário Camboriú

Veja quem são os principais pretendentes anunciados até agora

Domingo, 2/2/2020 10:34.
EBC.

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O verão só termina em 20 de março, mas a temporada já era, portanto de agora até o dia 4 de outubro as eleições municipais predominarão na agenda de 2020, com breves intervalos para Carnaval e Olimpíada de Tóquio.

Em Balneário Camboriú o quadro está longe de ser claro, vários nomes surgiram como pré-candidatos para tentar tirar da rua Dinamarca o prefeito Fabrício Oliveira, em tese, o favorito no começo da corrida eleitoral.

Veja um resumo dos nomes mais falados até o momento:

AURI PAVONI

O engenheiro que fez fortuna construindo edifícios, foi o principal responsável pela abundância de recursos para investimentos nos cofres da prefeitura nos governos Edson Piriquito e Fabrício Oliveira.

Quando secretário do Planejamento de Rubens Spernau ele incluiu no Plano Diretor mecanismos do Estatuto da Cidade que obrigaram os construtores a pagarem taxas muitos mais altas à prefeitura do que pagavam antes.

Com esse dinheiro ele projetou e implantou os sistemas binários de trânsito que hoje existem em Balneário Camboriú.

Atualmente ele é assessor especial da prefeitura de Itajaí e vem promovendo expressivas melhorias no sistema viário da vizinha cidade.

Auri foi condenado, em 2011, por improbidade administrativa envolvendo R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais), e teve que devolver esse valor, corrigido, aos cofres públicos, além de multa de 10 salários de secretário municipal. Atualmente ele responde a um processo por supressão de vegetação.

EDSON PIRIQUITO

Igualmente forte no cenário eleitoral o ex-prefeito Edson Piriquito tentará governar a cidade pela terceira vez e aparentemente anda em busca de um vice pois seu parceiro nas outras duas eleições, Claudio Dalvesco, se aliou ao atual prefeito.

Piriquito tem o desgaste de episódios de corrupção que ocorreram em seus governos, e de pertencer ao MDB num eleitorado que de uma hora para outra guinou fortemente à direita e atribui todas as culpas do mundo aos partidos de esquerda.

Esse desgaste se refletiu nas urnas. Em 2016 a candidata de Piriquito, Jade Martins Ribeiro, chegou em terceiro na disputa à prefeitura; em 2018 o ex-prefeito concorreu a deputado estadual e obteve em Balneário Camboriú 10.871 votos, apenas 556 à frente do novato em política Carlos Humberto, atual vice-prefeito.

O ex-prefeito tem a seu favor uma excelente capacidade de comunicação e serviços prestados à comunidade, em especial obras do sistema viário.

EVALDO HOFFMANN

O coronel da Polícia Militar que comandou o 12o Batalhão, sediado em Balneário Camboriú, é pré-candidato a prefeito, possivelmente pelo DEM, mas também é candidato (e prefere) a comandante geral da PM, cargo que é o topo da carreira e todo oficial aspira.

A definição sobre o comando geral pode sair a qualquer momento, mas a previsão é que seja ainda no primeiro trimestre porque o governador está usando as eleições municipais para tentar se fortalecer politicamente e Evaldo é um “soldado da causa” como ele mesmo se define.

A situação para o Coronel já foi mais favorável. O governador se afastou do bolsonarismo e faz, no que tange a Balneário Camboriú, um governo medíocre. Por exemplo, demorou um ano e um mês para lançar a licitação para operar o centro de eventos e não acenou com ajuda alguma para o Hospital Municipal Ruth Cardoso.

Evaldo enfrenta denúncia relativa à compra de um helicóptero para a PM. O assunto está sendo investigado pelo Ministério Público.


FABRÍCIO OLIVEIRA

Fabrício detém a caneta que nomeia no serviço público municipal; montou um amplo arco de alianças e em seus três anos de governo não frequentou as páginas policiais por escândalos de corrupção.

No entanto, ele responde a um processo, movido pelo Ministério Público, relativo ao aluguel de câmeras de segurança.

O atual prefeito deu uma boa tacada neste sábado (1) ao apoiar a criação do Aliança pelo Brasil, o partido do bolsonarismo, numa cidade onde 82% dos eleitores deram voto a Jair Bolsonaro menos de um ano e meio atrás.

Em 2020 o prefeito entregará obras importantes como a nova Unidade de Pronto Atendimento do Bairro das Nações (nesta segunda-feira, 3); o molhe da Barra Norte urbanizado; a Via Panorâmica que ligará a avenida Martin Luther à avenida da Flores e o elevado ligando a Quarta Avenida com a Martin Luther.

LEONARDO PIRUKA

Com 1.900 votos, foi o candidato a vereador mais bem sucedido em 2016, quando se reelegeu para o segundo mandato.

Em 2018 concorreu a deputado federal e fez 9.399 votos, sendo 6.132 em Balneário Camboriú.

Em seus mandatos Piruka apresentou poucas ideias relevantes para a comunidade, ele se especializou em jogar no erro do adversário, passar a maior parte do tempo criticando a administração municipal.

Nos corredores da política ele não é cotado como um candidato a prefeito que possa incomodar os favoritos, mas é visto como possível vice numa chapa de oposição à prefeitura.

O curioso é que Piruka, filiado ao PP, poderá ser vice de Edson Piriquito, que puxou o tapete desse mesmo PP na eleição de 2016 ao retirar o apoio ao pré-candidato a prefeito Fábio Flôr.

Em 2017 Piruka foi processado na Câmara de Vereadores sob a acusação de se apropriar de parte dos salários de assessores, a tal “rachadinha”, mas absolvido por falta de provas.

LEONEL PAVAN

O prefeito mais famoso que Balneário já teve -começou como vereador e chegou a governador- comandou a cidade em três ocasiões e luta para manter o brilho político do passado, até mesmo porque seu PSDB sofreu desgaste nacional.

Em 2014 Pavan conseguiu se eleger “raspando” à Assembléia Legislativa e em 2016 fez 22.689 votos para prefeito, foi o segundo mais votado, por isso muitos o apontam como o candidato de oposição mais forte no momento.

Em maio de 2018 ele sofreu um AVC Hemorrágico, quase morreu e por isso não concorreu às eleições estaduais e nacionais daquele ano.

Sua recuperação, segundo os médicos, foi total, mas aos 65 anos de idade e milionário, não é garantido que ele se disponha a enfrentar a rotina desgastante e pouco gratificante de prefeito municipal.

É certo que com Pavan ou sem Pavan o PSDB tentará marcar posição nas urnas e possui bons nomes, inclusive o vereador Aldemar “Bola” Pereira que já foi vice-prefeito da cidade.

NEY CLIVATTI

O engenheiro que já foi construtor e hoje trabalha com saneamento básico, foi o nome escolhido pelo Novo para concorrer a prefeito.

Ele não tem experiência em urnas, mas atuou na prefeitura dirigindo a Emasa num período turbulento em que aquela autarquia foi investigada pelo Ministério Público.

Nei era o diretor geral da Emasa, em 2010, quando documentos de prestação de serviços de um fornecedor daquela autarquia foram fraudados para pagar um bolo de aniversário. Na época o Página 3, que descobriu a fraude, noticiou o fato da seguinte forma: “O bolo do aniversário de 46 anos de Balneário Camboriú, comemorado em julho último, foi pago pela Emasa, através de fraude em uma nota de serviços da empreiteira Saneter/Enops. A falcatrua está documentada numa planilha de peças para manutenção de água e esgoto da Saneter/Enops. Na verdade o desvio foi maior porque o preço do bolo, acertado entre comerciantes da Rua 3100 e a panificadora Big Pan, na Barra, foi de R$ 7.500,00, mas a Saneter/Enops lançou R$ 9.500,00 que acrescido de despesas, impostos e lucro da Saneter/ Enops, se transformou em R$ 11.250,00. O organizador da festa na rua 3100, Arnaldo Santana Filho, disse que fechou o preço pessoalmente com a panificadora que faz o serviço há anos e tem certeza que foi R$ 7.500,00.

(Observação: as fotografias dos candidatos foram reproduzidas das suas redes sociais).


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Página 3
EBC.

Ano eleitoral começa com vários candidatos a prefeito em Balneário Camboriú

Veja quem são os principais pretendentes anunciados até agora

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Domingo, 2/2/2020 10:34.

O verão só termina em 20 de março, mas a temporada já era, portanto de agora até o dia 4 de outubro as eleições municipais predominarão na agenda de 2020, com breves intervalos para Carnaval e Olimpíada de Tóquio.

Em Balneário Camboriú o quadro está longe de ser claro, vários nomes surgiram como pré-candidatos para tentar tirar da rua Dinamarca o prefeito Fabrício Oliveira, em tese, o favorito no começo da corrida eleitoral.

Veja um resumo dos nomes mais falados até o momento:

AURI PAVONI

O engenheiro que fez fortuna construindo edifícios, foi o principal responsável pela abundância de recursos para investimentos nos cofres da prefeitura nos governos Edson Piriquito e Fabrício Oliveira.

Quando secretário do Planejamento de Rubens Spernau ele incluiu no Plano Diretor mecanismos do Estatuto da Cidade que obrigaram os construtores a pagarem taxas muitos mais altas à prefeitura do que pagavam antes.

Com esse dinheiro ele projetou e implantou os sistemas binários de trânsito que hoje existem em Balneário Camboriú.

Atualmente ele é assessor especial da prefeitura de Itajaí e vem promovendo expressivas melhorias no sistema viário da vizinha cidade.

Auri foi condenado, em 2011, por improbidade administrativa envolvendo R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais), e teve que devolver esse valor, corrigido, aos cofres públicos, além de multa de 10 salários de secretário municipal. Atualmente ele responde a um processo por supressão de vegetação.

EDSON PIRIQUITO

Igualmente forte no cenário eleitoral o ex-prefeito Edson Piriquito tentará governar a cidade pela terceira vez e aparentemente anda em busca de um vice pois seu parceiro nas outras duas eleições, Claudio Dalvesco, se aliou ao atual prefeito.

Piriquito tem o desgaste de episódios de corrupção que ocorreram em seus governos, e de pertencer ao MDB num eleitorado que de uma hora para outra guinou fortemente à direita e atribui todas as culpas do mundo aos partidos de esquerda.

Esse desgaste se refletiu nas urnas. Em 2016 a candidata de Piriquito, Jade Martins Ribeiro, chegou em terceiro na disputa à prefeitura; em 2018 o ex-prefeito concorreu a deputado estadual e obteve em Balneário Camboriú 10.871 votos, apenas 556 à frente do novato em política Carlos Humberto, atual vice-prefeito.

O ex-prefeito tem a seu favor uma excelente capacidade de comunicação e serviços prestados à comunidade, em especial obras do sistema viário.

EVALDO HOFFMANN

O coronel da Polícia Militar que comandou o 12o Batalhão, sediado em Balneário Camboriú, é pré-candidato a prefeito, possivelmente pelo DEM, mas também é candidato (e prefere) a comandante geral da PM, cargo que é o topo da carreira e todo oficial aspira.

A definição sobre o comando geral pode sair a qualquer momento, mas a previsão é que seja ainda no primeiro trimestre porque o governador está usando as eleições municipais para tentar se fortalecer politicamente e Evaldo é um “soldado da causa” como ele mesmo se define.

A situação para o Coronel já foi mais favorável. O governador se afastou do bolsonarismo e faz, no que tange a Balneário Camboriú, um governo medíocre. Por exemplo, demorou um ano e um mês para lançar a licitação para operar o centro de eventos e não acenou com ajuda alguma para o Hospital Municipal Ruth Cardoso.

Evaldo enfrenta denúncia relativa à compra de um helicóptero para a PM. O assunto está sendo investigado pelo Ministério Público.


FABRÍCIO OLIVEIRA

Fabrício detém a caneta que nomeia no serviço público municipal; montou um amplo arco de alianças e em seus três anos de governo não frequentou as páginas policiais por escândalos de corrupção.

No entanto, ele responde a um processo, movido pelo Ministério Público, relativo ao aluguel de câmeras de segurança.

O atual prefeito deu uma boa tacada neste sábado (1) ao apoiar a criação do Aliança pelo Brasil, o partido do bolsonarismo, numa cidade onde 82% dos eleitores deram voto a Jair Bolsonaro menos de um ano e meio atrás.

Em 2020 o prefeito entregará obras importantes como a nova Unidade de Pronto Atendimento do Bairro das Nações (nesta segunda-feira, 3); o molhe da Barra Norte urbanizado; a Via Panorâmica que ligará a avenida Martin Luther à avenida da Flores e o elevado ligando a Quarta Avenida com a Martin Luther.

LEONARDO PIRUKA

Com 1.900 votos, foi o candidato a vereador mais bem sucedido em 2016, quando se reelegeu para o segundo mandato.

Em 2018 concorreu a deputado federal e fez 9.399 votos, sendo 6.132 em Balneário Camboriú.

Em seus mandatos Piruka apresentou poucas ideias relevantes para a comunidade, ele se especializou em jogar no erro do adversário, passar a maior parte do tempo criticando a administração municipal.

Nos corredores da política ele não é cotado como um candidato a prefeito que possa incomodar os favoritos, mas é visto como possível vice numa chapa de oposição à prefeitura.

O curioso é que Piruka, filiado ao PP, poderá ser vice de Edson Piriquito, que puxou o tapete desse mesmo PP na eleição de 2016 ao retirar o apoio ao pré-candidato a prefeito Fábio Flôr.

Em 2017 Piruka foi processado na Câmara de Vereadores sob a acusação de se apropriar de parte dos salários de assessores, a tal “rachadinha”, mas absolvido por falta de provas.

LEONEL PAVAN

O prefeito mais famoso que Balneário já teve -começou como vereador e chegou a governador- comandou a cidade em três ocasiões e luta para manter o brilho político do passado, até mesmo porque seu PSDB sofreu desgaste nacional.

Em 2014 Pavan conseguiu se eleger “raspando” à Assembléia Legislativa e em 2016 fez 22.689 votos para prefeito, foi o segundo mais votado, por isso muitos o apontam como o candidato de oposição mais forte no momento.

Em maio de 2018 ele sofreu um AVC Hemorrágico, quase morreu e por isso não concorreu às eleições estaduais e nacionais daquele ano.

Sua recuperação, segundo os médicos, foi total, mas aos 65 anos de idade e milionário, não é garantido que ele se disponha a enfrentar a rotina desgastante e pouco gratificante de prefeito municipal.

É certo que com Pavan ou sem Pavan o PSDB tentará marcar posição nas urnas e possui bons nomes, inclusive o vereador Aldemar “Bola” Pereira que já foi vice-prefeito da cidade.

NEY CLIVATTI

O engenheiro que já foi construtor e hoje trabalha com saneamento básico, foi o nome escolhido pelo Novo para concorrer a prefeito.

Ele não tem experiência em urnas, mas atuou na prefeitura dirigindo a Emasa num período turbulento em que aquela autarquia foi investigada pelo Ministério Público.

Nei era o diretor geral da Emasa, em 2010, quando documentos de prestação de serviços de um fornecedor daquela autarquia foram fraudados para pagar um bolo de aniversário. Na época o Página 3, que descobriu a fraude, noticiou o fato da seguinte forma: “O bolo do aniversário de 46 anos de Balneário Camboriú, comemorado em julho último, foi pago pela Emasa, através de fraude em uma nota de serviços da empreiteira Saneter/Enops. A falcatrua está documentada numa planilha de peças para manutenção de água e esgoto da Saneter/Enops. Na verdade o desvio foi maior porque o preço do bolo, acertado entre comerciantes da Rua 3100 e a panificadora Big Pan, na Barra, foi de R$ 7.500,00, mas a Saneter/Enops lançou R$ 9.500,00 que acrescido de despesas, impostos e lucro da Saneter/ Enops, se transformou em R$ 11.250,00. O organizador da festa na rua 3100, Arnaldo Santana Filho, disse que fechou o preço pessoalmente com a panificadora que faz o serviço há anos e tem certeza que foi R$ 7.500,00.

(Observação: as fotografias dos candidatos foram reproduzidas das suas redes sociais).


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