Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Os pré-candidatos respondem sobre radares, velocidade máxima, totens e estacionamento rotativo

Quinta, 12/3/2020 8:43.

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PERGUNTA DA SEMANA

Os temas radares controladores de velocidade; velocidade máxima nas vias públicas em 40 Km ou 50 Km; totens de segurança e estacionamento rotativo pago provocaram polêmica em Balneário Camboriú ao longo do ano passado. Qual sua opinião sobre cada um desses assuntos:

Auri Pavoni

Temos que cuidar para não transformarmos segurança em um novo imposto. A importância da aplicação de tecnologia na segurança deve ser para atender o cidadão e não para aumentar o orçamento da prefeitura.

Os controladores de velocidade são necessários em algumas situações, para forçar os motoristas a reduzir a velocidade em áreas de risco. É o equivalente, mais rigoroso porque aplica multas, às lombadas que existem aos milhares no país.

Quando fui secretário do planejamento da prefeitura de Balneário Camboriú adotei um modelo que estava se popularizando no exterior, a passarela elevada, uma combinação de lombada com faixa de segurança. Essas passarelas elevadas estão nas principais avenidas da cidade e funcionam bem. No entanto, em alguns locais muito específicos, são necessários controladores eletrônicos.

Já a velocidade máxima tem que ser definida com estudos especializados de trânsito, não com palpites. Parece claro para todos que na frente de uma escola ou hospital a velocidade precisa ser menor do que numa área em que não haja riscos.

Totens ou outros sistemas de monitoramento dos espaços públicos evidentemente que são importantes, cidades do mundo inteiro adotam câmeras, mas tem que lembrar que a tecnologia evolui e barateia com extrema velocidade, portanto os contratos de vários anos, com alto custo e sem atualização tecnológica que as prefeituras assinam, não atendem ao interesse público.

Sou a favor do estacionamento rotativo, mesmo que gratuito ou de baixo custo para o cidadão. No entanto, precisa ser um sistema simples de usar, o que não parece ser o caso do adotado atualmente em Balneário Camboriú. Novas tecnologias devem estar sempre sendo aplicadas para facilitar a vida das pessoas.

(Auri Pavoni é empresário e foi secretário do Planejamento de Balneário Camboriú em dois governos. Whatsapp 98405-5371)


Dileta Corrêa da Silva

Não enviou resposta.

(Dileta Corrêa da Silva é moradora de Balneário Camboriú. Whatsapp 99919-1486)


Edson Piriquito

A vida em sociedade requer comando, organização e regras impostas a serem seguidas e respeitadas por todos para que se possa alcançar a harmonia e o equilíbrio necessário, obtendo por consequência avanços e prosperidade.

BC é uma cidade turística e para ser ainda mais atrativa deve ser exemplo em soluções para mobilidade urbana, aprimoramento da iluminação pública de vias e espaços públicos, paisagismo atuando como era no nosso tempo, embelezando a cidade com plantio de flores o ano todo, limpeza, democratização dos espaços públicos, especial atenção a moradores fixos, controle de moradores de rua e especialmente ações fortes na segurança, tema da pergunta da semana.

Como criador da Guarda Municipal Armada de BC no ano de 2009, a qual começou a atuar em 2011, criada e ativada em meu primeiro mandato de prefeito de BC, foquei em apresentar um modelo diferenciado no quesito organização de cidade. A idéia inicial passou em formatar a Força Municipal de Segurança, aliando a GM Armada as forças de segurança já existentes.

Com a criação da Guarda Armada, montamos uma estratégia de controle da cidade com a instalação de Bases Fixas e Patrulhamento Ostensivo através de Rondas em diversos pontos da cidade. O trabalho que vinha numa brilhante evolução na nossa Administração e claro, que sempre necessitando de aprimoramento, teve seu modo de operação interrompido por questão de desconstrução política por parte da atual administração. Fecharam as Bases Fixas que eram pontos de referência de Segurança e consequentemente as ocorrências aumentaram pela falta de presença de Guardas em Pontos estratégicos. Ocorrências onde não existiam mais, passaram e fazer parte do rol de problemas de insegurança da cidade. Prova disso temos a volta de ocorrências no Pontal Norte distribuídas em roubos, assaltos, prática de atos sexuais em espaço público, uso deliberado de drogas, brigas e até mortes.

Empenho aqui minha palavra como pré candidato pelo MDB, que se eleito for, investirei forte na retomada da Força de Segurança Municipal. Esperem de mim a GM Armada de BC com força plena de atuação, autonomia e a retomada da ordem social, tendo seu efetivo aumentado, treinamento continuo e permanente no aprimoramento, aplicação de novas técnicas, compra de novos equipamentos, novos armamentos e construção da Sede Própria na entrada da cidade, onde planejamos e deixamos dinheiro em caixa para construção do segundo Elevado de BC, junto a praça a ser construída na avenida do Estado, convergência com a 4a Avenida.

A questão de Radares vamos implantar somente com a devida identificação e no modelo com visor digital de velocidade, sem pegadinhas e radares escondidos como existe hoje, conforme o estipulado pelas autoridades de trânsito do municipio, os quais também passaram por uma nova dinâmica de investimento em pessoal e estrutura.

A questão dos Tótens que surpreendentemente foram adquiridos com dispensa de licitação, serão arrancados em até 30 dias caso a empresa não os retire depois de notificada. Instalaremos um sistema legal de monitoramento que servirá para auxiliar os profissionais de segurança em investigações necessárias.

No quesito do estacionamento rotativo, vamos acabar com a "parceria" existente hoje entre a municipalidade e a empresa que explora o serviço, retirando imediatamente os agentes de trânsito que estão a serviço dessa empresa, absurdamente, inclusive trabalhando com equipamentos da empresa para monitorar os pagamentos ou não das vagas ocupadas, rompendo o contrato imediatamente. Vamos inovar criando um sistema de democratização das vagas, estacionamento rotativo, sem cobrar pelo uso do espaço público e somente, daí sim, usar do nobre serviço dos nossos Agentes de Trânsito na fiscalização e autuação de quem não respeita o horário limite de estacionamento.

Tendo tido 2 mandatos de prefeito, adquiri interessante experiência administrativa, portanto, esperem de mim deidcação plena, tolerância zero para a desordem social e parceria total na construção de uma cidade mais feliz e com muita prosperidade.

(Edson Piriquito foi prefeito de Balneário Camboriú em duas ocasiões. Whatsapp 99266-0015).


Evaldo Hoffmann

Radares controladores de velocidade
O radar fixo ou portátil têm função de reduzir a velocidade em pontos sensíveis das vias públicas. Sua instalação depende de estudo técnico realizado pela autoridade de trânsito priorizando a redução de acidentes e a salvaguarda dos múltiplos usuários do sistema viário. A grande questão da instalação desses equipamentos é a forma que o poder público vai se comunicar com os condutores. Deixar o equipamento escondido atrás de postes, moitas, copas de árvores, etc não se terá o resultado planejado, ou seja, a diminuição da velocidade e a consequente redução de acidentes. A forma correta de se utilizar dos radares é criar regras claras e objetivas para fiscalização, tais como, sinalização adequada e deixar o equipamento ostensivo sem "pegadinha" para o motorista. Equipamento de radar escondido não diminui acidentes e só faz aumentar as multas de trânsito. Um acidentado que acessa o serviço de saúde custa muito caro para o poder público. A prevenção é infinitamente mais eficiente.

Velocidade máxima nas vias públicas em 40 Km ou 50 Km
A velocidade máxima é determinada pelas características técnicas e condições do trânsito, conforme o artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro. Não há ilegalidade em atribuir essas velocidades aos trechos sinalizados, porém, é necessário observar e avaliar durante este período inicial os impactos, no trânsito e na vida das pessoas, causados pela imposição desses limites e realizar as alterações que forem necessárias para garantir a fluidez do trânsito.

Totens de segurança
Os totens de segurança, como todo equipamento tecnológico, não são capazes de modificar a realidade da segurança do município. O investimento realizado deve ser avaliado através dos resultados obtidos e da capacidade de comunicação com as outras ferramentas de segurança pública. Despender quantias colossais de dinheiro público somente para divulgar a implementação de um inovação inócua não é interessante para a comunidade. Agregar tecnologias de inteligência artificial que possam abastecer o operador de segurança pública na ponta da linha é o mais importante.

Estacionamento rotativo pago
As questões de estacionamento de veículo são de interesse estratégico para o trânsito e para a ordenação dos espaços públicos. O estacionamento rotativo é uma das estratégias para organização destes espaços. O foco não pode ser arrecadatório e/ou punitiva. Como toda ação tomada no trânsito, deve ter um estudo prévio e tentar ao máximo se alinhar aos anseios da comunidade. Além disso, outras medidas devem ser tomadas como a ativação das vagas públicas nos prédios particulares. Em Balneário Camboriú não sobram espaços. A cidade é pequena territorialmente e é necessário ter criatividade para efetivar as soluções, sem prejudicar o cidadão que utiliza o espaço público.

(Evaldo Hoffmann é Coronel da Polícia Militar com 32 anos de serviço. Comanda a Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina e já foi comandante do 12° BPM.).


Fabrício Oliveira

Não enviou resposta.

(Fabrício Oliveira é o atual prefeito de Balneário Camboriú e concorrerá a um segundo mandato. Whatsapp 99967-4533).


Leonardo Piruka

Não enviou resposta.

(Leonardo Piruka é vereador em segundo mandato.Whatsapp 98406-8216).


Leonel Pavan

Balneário Camboirú é uma cidade territorialmente pequena, com quadras estreitas, muitas lombadas e sinaleiras por isso já fica difícil impor certa velocidade, mas o limite de 50 km/h é tolerável .

Os totens certamente têm como objetivo melhorar a segurança, se fizeram tudo dentro da lei é bom para a cidade. Estacionamento rotativo já tentamos implantar no passado e por pressão popular foi retirado, hoje o movimento de carros é maior , temos menos vagas do que no passado, acho o sistema importante, ajuda a democratizar as vagas apesar de ter que pagar.

O futuro prefeito não tem como fugir deste compromisso e responsabilidade com estas áreas e não dá pra tapar o sol com a peneira. Terá que decidir entre fazer e o sofrer com as consequências

(Leonel Pavan foi prefeito de Balneário Camboriú em três mandatos. Também foi deputado estadual, deputado federal, senador, vice-governador e governador. Whatsapp 99966-4845)


Marisa Fernandes

O intenso fluxo de pessoas advindo de um crescente processo de urbanização, tornou-se um grande desafio aos gestores, sobretudo, em cidades com adensamento expressivo como a de Balneário Camboriú. Esta realidade tem potencializado vulnerabilidades e riscos das mais diversas ordens .

A mobilidade urbana e a ocupação dos espaços estão entre os desafios que a serem enfrentados com múltiplos olhares: profissionais técnicos da área de engenharia de trânsito e mobilidade, segurança e diferentes grupos de usuários, são apenas alguns exemplos de pessoas a serem prioritariamente ouvidas e envolvidas no planejamento. A cidade precisa ser entendida como um território de desenho universal - design dos ambientes e dos produtos pensados de forma a permitir o uso por parte do maior número possível de pessoas, assegurando e minimizando riscos e exclusão social.

Neste norte, acredito que apenas falar e implantar redutores de velocidade e estacionamento rotativo, parece estar distante do conceito de mobilidade que precisa ser desenvolvido – são importantes, mas nao passam de parte do conjunto de ferramentas necessárias para a segurança e redução de acidentes.

Outras medidas são necessarias, tais como: ampliar e qualificar as características do transporte público – ônibus, integração das linhas (desmistificando que é meio de locomoção somente da classe menos favorecida); melhorar a qualidade das calçadas e das ciclovias; diminuir o impacto de novas construções na cidade; planejar os destinos e desenvolver bairros auto-suficientes (serviços e produtos que reduzem as distancias e as necessidades de locomoção para necessidades básicas); melhorar a logística para entrada de ônibus e turistas com a valorização e ampliação do transportes de pequeno porte.

Quanto aos limites de velocidade, a legislação federal (CTB – Código de Transito Brasileiro), orienta que ela deve ser adequada a relidade e ao tipo de via. Portanto, há necessidades diversas, que a engenharia do transito pode e deve apurar para cada caso. A questão é que a visibilidade e orientação das regras do transito, sejam claras e não se confundam com apenas arrecadar dinheiro dos usuários.
Quanto aos totens de segurança, penso que investir em tecnologia, com monitoramento eficaz e analise dos dados, seja um grande instrumento para melhorar as estratégias de segurança de todos nós.

Em relação ao estacionamento rotativo, entendo como uma forma eficiente e democratica de uso do espaço público. O que precisa ser melhorado, é o procedimento de acesso e custos e informação para os usuários.

(Marisa Fernandes é professora universitária e ex-vereadora. Whatsapp 9975-0355).


Marcelo Achutti

Sempre deixei claro que sou contrário ao número de radares implantados em nosso município. Os engenheiros de trânsito são pessoas capacitadas para ajudar na implantação de outras formas de prevenção que não seja somente radares. Acredito na implantação de políticas públicas preventivas, principalmente no trânsito, ou seja, criar mecanismos para a educação no transito e não a utilização meramente arrecadatória dos aparelhos, como vem ocorrendo.

Em relação à velocidade permitida na cidade, já existe lei que permite 50 km/hr no perímetro urbano.

Entendemos a necessidade da implantação do estacionamento rotativo no Centro da Cidade, por contribuir para melhoraria no trânsito e acessibilidade, uma vez que se trata de uma área de concentração de comércios e serviços e, a procura para estacionar ultrapassa o número de vagas disponíveis. Sou contrário de que haja cobrança por este serviço, pois, estacionamento rotativo foi feito para dar rotatividade aos veículos e não para gerar recursos, ou seja, arrecadação aos cofres públicos, como vem ocorrendo. Além de se arrecadar com o valor da rotatividade há aquela arrecadação sobre as multas aplicadas aos motoristas que por algum motivo ultrapassam o tempo permitido e, não possuem nem tempo para defesa, tendo em alguns casos o recolhimento do veículo.

(Marcelo Achutti é vereador em segundo mandato.Whatsapp 98431-2121).

Ney Clivati

O Partido NOVO defende que é necessário um CHOQUE DE GESTÃO na Prefeitura de BC. O caso dos radares é um caso que ilustra muito bem este cenário. Qual a motivação para a Prefeitura instalar os radares móveis? ARRECADAR!

Todos sabem que radares são meios eficazes de reduzir acidentes e melhorar o ambiente no trânsito de veículos na cidade. Contudo, não foram instalados radares em locais sabidamente com acidentes. Avenidas com pouco acidentes, mas com muito fluxo de carros foram contemplados com sua instalação. As incoerências são maiores quando percebemos alguns dados oficiais que estão na licitação (análise ref. período 6 meses):

• Na rodovia interpraias foram 03 acidentes, mas foram instalados 5 radares;

• Rua São Paulo 11 acidentes, mas não haverá radares.

• Também não terão radares as ruas Dinamarca (7 acidentes), Miguel Matte (9), Rua 3.100 (7), Rua Israel (7), Av. Santa Catarina (7) e várias outras como Rua 2.000, Rua 2.300 e rua 2.550.

• Na Avenida do Estado ocorreram 137 acidentes e serão colocados 11 radares.

O número de acidentes que embasou a contratação é de 450, em um período de 06 meses, ou ainda 900 por ano. O custo anual dos radares é de R$ 2,36 milhões. Temos ainda o custo com totens, que no primeiro ano foi de R$ 1,6 milhão. Assim, o custo anual, somente para prevenção e sem a garantia que os acidentes serão reduzidos, é de R$ 3,96 milhões. É uma política de prevenção que custa R$ 4.400 reais por acidente (caso os acidentes fossem ZERADOS).

A instalação de redutores precisa de planejamento, o que fica claro que não ocorreu: 1) Não padronização das velocidades na mesma via (sendo corrigido meses depois); 2) Instalação em pontos próximos aos controladores de velocidade das sinaleiros - que flagram quem ultrapassa o sinal vermelho -, sendo então alterados agora; 3) Não identificação horizontal (no chão) dos radares; 4) Irregularidade de distância entre radares, a menos de 1km um do outro; 5) Retirada do controlador de velocidade da 1500 em frente ao posto de saúde (pelo visto não arrecadava).

A redução de velocidade nas pistas está diretamente relacionada com o número de acidentes fatais, e perdas financeiras. A redução de velocidade nem sempre diminui o fluxo de carros, é comprovado que passam mais carros em velocidade média de 50 km/h do que em velocidades perto de 100 km/h. Um trajeto de 3 km a 50 por hora é feito em 3 minutos e 36 segundos, enquanto que a 100 km/h se gasta 1 minuto e 48 segundos. Estes minutos não justificam o risco corrido por todos, seja para o motorista ou para os transeuntes.

É necessário um trabalho de prevenção de acidentes durante todo ano. Repensar o engessamento e regulamentação do Uber, com processo de cadastramento facilitado. Reduzir a burocracia para colocar um estacionamento de bicicletas (processo leva em média 6 meses). Criar bolsões para motocicletas em semáforos. Realizar um chamamento público para patinetes e compartilhados.

A cidade é uma entidade viva, com mudanças constantes e o governo precisa adaptar-se a elas de forma racional. É necessário localizar os pontos onde ocorrem os acidentes e agir neles, ao invés de espalhar onde pode ter mais faturamento. Esse dinheiro cairá no cofre sem fundo do governo, reduzindo o consumo e geração de emprego. É mais um boleto que cada um de nós recebe, sem contrapartida de resultados do município. De boleto em boleto vamos alimentando a máquina trituradora do nosso dinheiro.

Saiba mais sobre! Acesse nossas redes sociais @neyclivatinovo

(Ney Clivati é engenheiro, empresário, ex-diretor geral da Emasa e ex-secretário do Planejamento de Balneário Camboriú. Whatsapp 98803-7555).


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Página 3

Os pré-candidatos respondem sobre radares, velocidade máxima, totens e estacionamento rotativo

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Quinta, 12/3/2020 8:43.

PERGUNTA DA SEMANA

Os temas radares controladores de velocidade; velocidade máxima nas vias públicas em 40 Km ou 50 Km; totens de segurança e estacionamento rotativo pago provocaram polêmica em Balneário Camboriú ao longo do ano passado. Qual sua opinião sobre cada um desses assuntos:

Auri Pavoni

Temos que cuidar para não transformarmos segurança em um novo imposto. A importância da aplicação de tecnologia na segurança deve ser para atender o cidadão e não para aumentar o orçamento da prefeitura.

Os controladores de velocidade são necessários em algumas situações, para forçar os motoristas a reduzir a velocidade em áreas de risco. É o equivalente, mais rigoroso porque aplica multas, às lombadas que existem aos milhares no país.

Quando fui secretário do planejamento da prefeitura de Balneário Camboriú adotei um modelo que estava se popularizando no exterior, a passarela elevada, uma combinação de lombada com faixa de segurança. Essas passarelas elevadas estão nas principais avenidas da cidade e funcionam bem. No entanto, em alguns locais muito específicos, são necessários controladores eletrônicos.

Já a velocidade máxima tem que ser definida com estudos especializados de trânsito, não com palpites. Parece claro para todos que na frente de uma escola ou hospital a velocidade precisa ser menor do que numa área em que não haja riscos.

Totens ou outros sistemas de monitoramento dos espaços públicos evidentemente que são importantes, cidades do mundo inteiro adotam câmeras, mas tem que lembrar que a tecnologia evolui e barateia com extrema velocidade, portanto os contratos de vários anos, com alto custo e sem atualização tecnológica que as prefeituras assinam, não atendem ao interesse público.

Sou a favor do estacionamento rotativo, mesmo que gratuito ou de baixo custo para o cidadão. No entanto, precisa ser um sistema simples de usar, o que não parece ser o caso do adotado atualmente em Balneário Camboriú. Novas tecnologias devem estar sempre sendo aplicadas para facilitar a vida das pessoas.

(Auri Pavoni é empresário e foi secretário do Planejamento de Balneário Camboriú em dois governos. Whatsapp 98405-5371)


Dileta Corrêa da Silva

Não enviou resposta.

(Dileta Corrêa da Silva é moradora de Balneário Camboriú. Whatsapp 99919-1486)


Edson Piriquito

A vida em sociedade requer comando, organização e regras impostas a serem seguidas e respeitadas por todos para que se possa alcançar a harmonia e o equilíbrio necessário, obtendo por consequência avanços e prosperidade.

BC é uma cidade turística e para ser ainda mais atrativa deve ser exemplo em soluções para mobilidade urbana, aprimoramento da iluminação pública de vias e espaços públicos, paisagismo atuando como era no nosso tempo, embelezando a cidade com plantio de flores o ano todo, limpeza, democratização dos espaços públicos, especial atenção a moradores fixos, controle de moradores de rua e especialmente ações fortes na segurança, tema da pergunta da semana.

Como criador da Guarda Municipal Armada de BC no ano de 2009, a qual começou a atuar em 2011, criada e ativada em meu primeiro mandato de prefeito de BC, foquei em apresentar um modelo diferenciado no quesito organização de cidade. A idéia inicial passou em formatar a Força Municipal de Segurança, aliando a GM Armada as forças de segurança já existentes.

Com a criação da Guarda Armada, montamos uma estratégia de controle da cidade com a instalação de Bases Fixas e Patrulhamento Ostensivo através de Rondas em diversos pontos da cidade. O trabalho que vinha numa brilhante evolução na nossa Administração e claro, que sempre necessitando de aprimoramento, teve seu modo de operação interrompido por questão de desconstrução política por parte da atual administração. Fecharam as Bases Fixas que eram pontos de referência de Segurança e consequentemente as ocorrências aumentaram pela falta de presença de Guardas em Pontos estratégicos. Ocorrências onde não existiam mais, passaram e fazer parte do rol de problemas de insegurança da cidade. Prova disso temos a volta de ocorrências no Pontal Norte distribuídas em roubos, assaltos, prática de atos sexuais em espaço público, uso deliberado de drogas, brigas e até mortes.

Empenho aqui minha palavra como pré candidato pelo MDB, que se eleito for, investirei forte na retomada da Força de Segurança Municipal. Esperem de mim a GM Armada de BC com força plena de atuação, autonomia e a retomada da ordem social, tendo seu efetivo aumentado, treinamento continuo e permanente no aprimoramento, aplicação de novas técnicas, compra de novos equipamentos, novos armamentos e construção da Sede Própria na entrada da cidade, onde planejamos e deixamos dinheiro em caixa para construção do segundo Elevado de BC, junto a praça a ser construída na avenida do Estado, convergência com a 4a Avenida.

A questão de Radares vamos implantar somente com a devida identificação e no modelo com visor digital de velocidade, sem pegadinhas e radares escondidos como existe hoje, conforme o estipulado pelas autoridades de trânsito do municipio, os quais também passaram por uma nova dinâmica de investimento em pessoal e estrutura.

A questão dos Tótens que surpreendentemente foram adquiridos com dispensa de licitação, serão arrancados em até 30 dias caso a empresa não os retire depois de notificada. Instalaremos um sistema legal de monitoramento que servirá para auxiliar os profissionais de segurança em investigações necessárias.

No quesito do estacionamento rotativo, vamos acabar com a "parceria" existente hoje entre a municipalidade e a empresa que explora o serviço, retirando imediatamente os agentes de trânsito que estão a serviço dessa empresa, absurdamente, inclusive trabalhando com equipamentos da empresa para monitorar os pagamentos ou não das vagas ocupadas, rompendo o contrato imediatamente. Vamos inovar criando um sistema de democratização das vagas, estacionamento rotativo, sem cobrar pelo uso do espaço público e somente, daí sim, usar do nobre serviço dos nossos Agentes de Trânsito na fiscalização e autuação de quem não respeita o horário limite de estacionamento.

Tendo tido 2 mandatos de prefeito, adquiri interessante experiência administrativa, portanto, esperem de mim deidcação plena, tolerância zero para a desordem social e parceria total na construção de uma cidade mais feliz e com muita prosperidade.

(Edson Piriquito foi prefeito de Balneário Camboriú em duas ocasiões. Whatsapp 99266-0015).


Evaldo Hoffmann

Radares controladores de velocidade
O radar fixo ou portátil têm função de reduzir a velocidade em pontos sensíveis das vias públicas. Sua instalação depende de estudo técnico realizado pela autoridade de trânsito priorizando a redução de acidentes e a salvaguarda dos múltiplos usuários do sistema viário. A grande questão da instalação desses equipamentos é a forma que o poder público vai se comunicar com os condutores. Deixar o equipamento escondido atrás de postes, moitas, copas de árvores, etc não se terá o resultado planejado, ou seja, a diminuição da velocidade e a consequente redução de acidentes. A forma correta de se utilizar dos radares é criar regras claras e objetivas para fiscalização, tais como, sinalização adequada e deixar o equipamento ostensivo sem "pegadinha" para o motorista. Equipamento de radar escondido não diminui acidentes e só faz aumentar as multas de trânsito. Um acidentado que acessa o serviço de saúde custa muito caro para o poder público. A prevenção é infinitamente mais eficiente.

Velocidade máxima nas vias públicas em 40 Km ou 50 Km
A velocidade máxima é determinada pelas características técnicas e condições do trânsito, conforme o artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro. Não há ilegalidade em atribuir essas velocidades aos trechos sinalizados, porém, é necessário observar e avaliar durante este período inicial os impactos, no trânsito e na vida das pessoas, causados pela imposição desses limites e realizar as alterações que forem necessárias para garantir a fluidez do trânsito.

Totens de segurança
Os totens de segurança, como todo equipamento tecnológico, não são capazes de modificar a realidade da segurança do município. O investimento realizado deve ser avaliado através dos resultados obtidos e da capacidade de comunicação com as outras ferramentas de segurança pública. Despender quantias colossais de dinheiro público somente para divulgar a implementação de um inovação inócua não é interessante para a comunidade. Agregar tecnologias de inteligência artificial que possam abastecer o operador de segurança pública na ponta da linha é o mais importante.

Estacionamento rotativo pago
As questões de estacionamento de veículo são de interesse estratégico para o trânsito e para a ordenação dos espaços públicos. O estacionamento rotativo é uma das estratégias para organização destes espaços. O foco não pode ser arrecadatório e/ou punitiva. Como toda ação tomada no trânsito, deve ter um estudo prévio e tentar ao máximo se alinhar aos anseios da comunidade. Além disso, outras medidas devem ser tomadas como a ativação das vagas públicas nos prédios particulares. Em Balneário Camboriú não sobram espaços. A cidade é pequena territorialmente e é necessário ter criatividade para efetivar as soluções, sem prejudicar o cidadão que utiliza o espaço público.

(Evaldo Hoffmann é Coronel da Polícia Militar com 32 anos de serviço. Comanda a Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina e já foi comandante do 12° BPM.).


Fabrício Oliveira

Não enviou resposta.

(Fabrício Oliveira é o atual prefeito de Balneário Camboriú e concorrerá a um segundo mandato. Whatsapp 99967-4533).


Leonardo Piruka

Não enviou resposta.

(Leonardo Piruka é vereador em segundo mandato.Whatsapp 98406-8216).


Leonel Pavan

Balneário Camboirú é uma cidade territorialmente pequena, com quadras estreitas, muitas lombadas e sinaleiras por isso já fica difícil impor certa velocidade, mas o limite de 50 km/h é tolerável .

Os totens certamente têm como objetivo melhorar a segurança, se fizeram tudo dentro da lei é bom para a cidade. Estacionamento rotativo já tentamos implantar no passado e por pressão popular foi retirado, hoje o movimento de carros é maior , temos menos vagas do que no passado, acho o sistema importante, ajuda a democratizar as vagas apesar de ter que pagar.

O futuro prefeito não tem como fugir deste compromisso e responsabilidade com estas áreas e não dá pra tapar o sol com a peneira. Terá que decidir entre fazer e o sofrer com as consequências

(Leonel Pavan foi prefeito de Balneário Camboriú em três mandatos. Também foi deputado estadual, deputado federal, senador, vice-governador e governador. Whatsapp 99966-4845)


Marisa Fernandes

O intenso fluxo de pessoas advindo de um crescente processo de urbanização, tornou-se um grande desafio aos gestores, sobretudo, em cidades com adensamento expressivo como a de Balneário Camboriú. Esta realidade tem potencializado vulnerabilidades e riscos das mais diversas ordens .

A mobilidade urbana e a ocupação dos espaços estão entre os desafios que a serem enfrentados com múltiplos olhares: profissionais técnicos da área de engenharia de trânsito e mobilidade, segurança e diferentes grupos de usuários, são apenas alguns exemplos de pessoas a serem prioritariamente ouvidas e envolvidas no planejamento. A cidade precisa ser entendida como um território de desenho universal - design dos ambientes e dos produtos pensados de forma a permitir o uso por parte do maior número possível de pessoas, assegurando e minimizando riscos e exclusão social.

Neste norte, acredito que apenas falar e implantar redutores de velocidade e estacionamento rotativo, parece estar distante do conceito de mobilidade que precisa ser desenvolvido – são importantes, mas nao passam de parte do conjunto de ferramentas necessárias para a segurança e redução de acidentes.

Outras medidas são necessarias, tais como: ampliar e qualificar as características do transporte público – ônibus, integração das linhas (desmistificando que é meio de locomoção somente da classe menos favorecida); melhorar a qualidade das calçadas e das ciclovias; diminuir o impacto de novas construções na cidade; planejar os destinos e desenvolver bairros auto-suficientes (serviços e produtos que reduzem as distancias e as necessidades de locomoção para necessidades básicas); melhorar a logística para entrada de ônibus e turistas com a valorização e ampliação do transportes de pequeno porte.

Quanto aos limites de velocidade, a legislação federal (CTB – Código de Transito Brasileiro), orienta que ela deve ser adequada a relidade e ao tipo de via. Portanto, há necessidades diversas, que a engenharia do transito pode e deve apurar para cada caso. A questão é que a visibilidade e orientação das regras do transito, sejam claras e não se confundam com apenas arrecadar dinheiro dos usuários.
Quanto aos totens de segurança, penso que investir em tecnologia, com monitoramento eficaz e analise dos dados, seja um grande instrumento para melhorar as estratégias de segurança de todos nós.

Em relação ao estacionamento rotativo, entendo como uma forma eficiente e democratica de uso do espaço público. O que precisa ser melhorado, é o procedimento de acesso e custos e informação para os usuários.

(Marisa Fernandes é professora universitária e ex-vereadora. Whatsapp 9975-0355).


Marcelo Achutti

Sempre deixei claro que sou contrário ao número de radares implantados em nosso município. Os engenheiros de trânsito são pessoas capacitadas para ajudar na implantação de outras formas de prevenção que não seja somente radares. Acredito na implantação de políticas públicas preventivas, principalmente no trânsito, ou seja, criar mecanismos para a educação no transito e não a utilização meramente arrecadatória dos aparelhos, como vem ocorrendo.

Em relação à velocidade permitida na cidade, já existe lei que permite 50 km/hr no perímetro urbano.

Entendemos a necessidade da implantação do estacionamento rotativo no Centro da Cidade, por contribuir para melhoraria no trânsito e acessibilidade, uma vez que se trata de uma área de concentração de comércios e serviços e, a procura para estacionar ultrapassa o número de vagas disponíveis. Sou contrário de que haja cobrança por este serviço, pois, estacionamento rotativo foi feito para dar rotatividade aos veículos e não para gerar recursos, ou seja, arrecadação aos cofres públicos, como vem ocorrendo. Além de se arrecadar com o valor da rotatividade há aquela arrecadação sobre as multas aplicadas aos motoristas que por algum motivo ultrapassam o tempo permitido e, não possuem nem tempo para defesa, tendo em alguns casos o recolhimento do veículo.

(Marcelo Achutti é vereador em segundo mandato.Whatsapp 98431-2121).

Ney Clivati

O Partido NOVO defende que é necessário um CHOQUE DE GESTÃO na Prefeitura de BC. O caso dos radares é um caso que ilustra muito bem este cenário. Qual a motivação para a Prefeitura instalar os radares móveis? ARRECADAR!

Todos sabem que radares são meios eficazes de reduzir acidentes e melhorar o ambiente no trânsito de veículos na cidade. Contudo, não foram instalados radares em locais sabidamente com acidentes. Avenidas com pouco acidentes, mas com muito fluxo de carros foram contemplados com sua instalação. As incoerências são maiores quando percebemos alguns dados oficiais que estão na licitação (análise ref. período 6 meses):

• Na rodovia interpraias foram 03 acidentes, mas foram instalados 5 radares;

• Rua São Paulo 11 acidentes, mas não haverá radares.

• Também não terão radares as ruas Dinamarca (7 acidentes), Miguel Matte (9), Rua 3.100 (7), Rua Israel (7), Av. Santa Catarina (7) e várias outras como Rua 2.000, Rua 2.300 e rua 2.550.

• Na Avenida do Estado ocorreram 137 acidentes e serão colocados 11 radares.

O número de acidentes que embasou a contratação é de 450, em um período de 06 meses, ou ainda 900 por ano. O custo anual dos radares é de R$ 2,36 milhões. Temos ainda o custo com totens, que no primeiro ano foi de R$ 1,6 milhão. Assim, o custo anual, somente para prevenção e sem a garantia que os acidentes serão reduzidos, é de R$ 3,96 milhões. É uma política de prevenção que custa R$ 4.400 reais por acidente (caso os acidentes fossem ZERADOS).

A instalação de redutores precisa de planejamento, o que fica claro que não ocorreu: 1) Não padronização das velocidades na mesma via (sendo corrigido meses depois); 2) Instalação em pontos próximos aos controladores de velocidade das sinaleiros - que flagram quem ultrapassa o sinal vermelho -, sendo então alterados agora; 3) Não identificação horizontal (no chão) dos radares; 4) Irregularidade de distância entre radares, a menos de 1km um do outro; 5) Retirada do controlador de velocidade da 1500 em frente ao posto de saúde (pelo visto não arrecadava).

A redução de velocidade nas pistas está diretamente relacionada com o número de acidentes fatais, e perdas financeiras. A redução de velocidade nem sempre diminui o fluxo de carros, é comprovado que passam mais carros em velocidade média de 50 km/h do que em velocidades perto de 100 km/h. Um trajeto de 3 km a 50 por hora é feito em 3 minutos e 36 segundos, enquanto que a 100 km/h se gasta 1 minuto e 48 segundos. Estes minutos não justificam o risco corrido por todos, seja para o motorista ou para os transeuntes.

É necessário um trabalho de prevenção de acidentes durante todo ano. Repensar o engessamento e regulamentação do Uber, com processo de cadastramento facilitado. Reduzir a burocracia para colocar um estacionamento de bicicletas (processo leva em média 6 meses). Criar bolsões para motocicletas em semáforos. Realizar um chamamento público para patinetes e compartilhados.

A cidade é uma entidade viva, com mudanças constantes e o governo precisa adaptar-se a elas de forma racional. É necessário localizar os pontos onde ocorrem os acidentes e agir neles, ao invés de espalhar onde pode ter mais faturamento. Esse dinheiro cairá no cofre sem fundo do governo, reduzindo o consumo e geração de emprego. É mais um boleto que cada um de nós recebe, sem contrapartida de resultados do município. De boleto em boleto vamos alimentando a máquina trituradora do nosso dinheiro.

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(Ney Clivati é engenheiro, empresário, ex-diretor geral da Emasa e ex-secretário do Planejamento de Balneário Camboriú. Whatsapp 98803-7555).


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