Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Entrevista
Camboriú 134 - o prefeito de Camboriú Élcio Kuhnen fala sobre o momento vivido pela cidade

Quinta, 5/4/2018 14:11.
Daniele Sisnandes

Publicidade

Com um orçamento de R$ 160 milhões ao ano, 212km2 de extensão e sete municípios de fronteiras, o município de Camboriú celebra seu 134º aniversário abrindo espaço para as possibilidades, em busca de uma nova matriz econômica e um perfil diferente de administração. O prefeito Élcio Kuhnen fez um apanhado do momento vivido pela cidade.

Por Daniele Sisnandes

De médico acostumado com o carinho de pacientes agradecidos, Élcio Kuhnen se lançou ao desafiador cargo de prefeito de Camboriú, uma cidade com orçamento apertado e muitas demandas a se resolver.

A mudança não foi fácil. Chegando ao 14º mês de mandato, ele revela que ainda está se acostumando ao ritmo arrastado dos processos da coisa pública e com a rotinaa de cobranças em tom de ofensa que ecoam pelas redes sociais.

Mas essa não foi a parte mais difícil. A herança deixada por uma administração que permaneceu por décadas no poder foi a grande surpresa para os eleitos recém-chegados.

A transição praticamente não ocorreu, foram apenas oito horas de algumas orientações. Não havia transparência alguma, nem para a população, nem sobre recursos disponíveis.

Outro desafio foi compor a equipe de trabalho respeitando o espaço da coligação, mas que primasse por profissionais capacitados em suas áreas. De outro lado, essas escolhas se chocavam com a falta de experiência dessas pessoas no setor público, considerando que a maioria veio do setor privado ou não trabalhava na prefeitura.

Foto Divulgação PMCA cidade de Camboriú, vista aérea

  • ABANDONO

O maquinário da secretaria de Obras estava sucateado. Computadores queimados, ginásios vandalizados, invasões sérias em áreas de risco, não havia mantimentos nas despensas das escolas, faltava medicamentos e não havia sequer declaração de Patrimônio. “Nós que etiquetamos as cadeiras, tudo, tudo”, pontua o prefeito.

O pacote incluía ainda contas pra pagar de precatórios, compras e financiamentos de obras da gestão anterior. Foi necessário implantar medidas de austeridade para que não chegasse o final do ano sem possibilidade de pagar os salários do funcionalismo.

  • CONQUISTAS E AUTOESTIMA

O prefeito avalia que o resultado do primeiro ano saiu melhor do que o esperado.

Além de começar a colocar as coisas nos trilhos, o município conseguiu realizar ações importantes, como entrar no equilíbrio financeiro e a reabertura do hospital, uma promessa de governo que foi muito questionada por opositores.

Outras medidas também citadas por Élcio, o retorno do 7 de Setembro, uniforme escolar e especialmente a valorização da identidade cultural e da autoestima do povo.

“A sujeira e o maltrato com a cidade eram constantes. Nos primeiros quatro meses foram tirados mais de 1,2 mil caminhões de entulho. Não existia uma quadra de esportes acessível a um aluno no início das aulas”, ressalta.

Para Élcio, o perfil técnico do grupo de gestão e o engajamento do servidor (inclusive com expedientes longos e mutirões aos finais de semana) foram decisivos para alcançar bons resultados. Conforme balanço de projeto eleitoral, cerca de 30% das metas já foram alcançadas.

“As prioridades foram assumidas, mas ao mesmo tempo a falta de recursos próprios para investimento foi o grande desafio que nos fez ter que economizar o pouco que tínhamos, ou seja, fazer o possível e o impossível com menos”, declarou.

Uma parceria com o FIESC vem possibilitando serviços e cursos de capacitação para a população carente e há possibilidade de uma unidade do SESI ser instalada em Camboriú.

Claus WeihermannFotos Divulgação PMCO Rio Camboriú e as cachoeiras estão na linha de frente do turismo rural, outro setor em desenvolvimento do município. Mas pouca gente conhece e precisa ser melhor divulgado.

  • GASTOS E INVESTIMENTOS

A Lei de Responsabilidade Fiscal é outra preocupação para Camboriú. A cidade conseguiu equilibrar um pouco a balança da contratação de servidores, mas continua extrapolando os gastos com pessoal.

O limite é 54%, mas em 2016 o município tinha atingido 61%. Agora está com 59%, mas a meta é chegar aos 54% na metade deste ano. Para isso será necessário economizar, cortar cargos de confiança e colocar em prática uma reforma administrativa.

Até o aniversário da cidade teve que entrar no ritmo da economia, por isso a programação local será valorizada. Para ajudar nas despesas, atrações serão custeadas pela iniciativa privada.

A administração também planeja a revitalização do Distrito Industrial, que está com oito empresas em vias de processo judicial para saírem do local e na implantação de mais um Distrito, no Rio do Meio, assim como a nova subestação da Celesc.

  • PROBLEMAS CRÍTICOS

Camboriú tem muitas carências na infraestrutura e em contrapartida o orçamento é escasso. Buracos, problemas de drenagem e de pavimentação são algumas das principais reivindicações da população. A combinação ruim é maximizada a cada chuva forte. O prefeito garante que obras nesse sentido ocorrerão com maior frequência a partir desse ano.

De acordo com Élcio, a Secretaria de Obras tinha cerca de 10 pessoas para atuar nas ruas no começo do mandato e não havia sequer os equipamentos de proteção individual. Hoje a pasta já tem uma equipe de 90 pessoas.

Com a aprovação de leis complementares ao Plano Diretor, Camboriú pode adotar instrumentos como o solo criado e transferência de potencial construtivo, um recurso novo que fará diferença significativa no caixa da prefeitura e que poderá ser aplicado na mobilidade.

A questão do esgoto ainda não foi fechada. O município perdeu um recurso federal de R$ 86 milhões por erro no projeto e agora não tem como instalar a rede na cidade. Entre as alternativas está a possibilidade de a Emasa, de Balneário, assumir esse serviço. A Águas de Camboriú também tem interesse.

Élcio comemora que a Lei de Parcerias Público-Privada pode alavancar novos investimentos na rede de iluminação pública. O estudo é fechar um contrato para trocar todas as lâmpadas por LED.

Foto DiulgaçãoArrozeiras fazem parte do desenvolvimento econômico do município.

  • PLANOS E METAS

Dentro do programa federal Avançar Cidades o município conseguiu um recurso de R$ 16 milhões para uma nova avenida às margens do rio Peroba e Camboriú, que fará um binário com a Avenida Santa Catarina. Esta por sua vez está sendo duplicada, mas o projeto teve que passar por adequações porque não previa saneamento, iluminação e indenizações por muros quebrados.

O plano é melhorar a questão da mobilidade,
com ciclovias e transporte coletivo,
além de acessos integrados com Balneário.

O diálogo com a cidade de Balneário foi destacado pelo prefeito como um marco. Ele comemora que é a primeira vez em 20 anos que os dois municípios conversam sobre planos em médio prazo. Há alguns assuntos em andamento como o Pacto das Águas (acordo para despoluição do rio Camboriú e preservação da mata ciliar e das nascentes), segurança, saneamento e mobilidade urbana.

Camboriú estuda ainda implantar uma festa da terceira idade, para atrair o turista que vem à região na época de março.

A PROGRAMAÇÃO)

Dia 6 (sexta-feira)

10h às 22h – Feirão Municipal da CDL (Ginásio de Esportes)
10 às 22h – Exposição História da agricultura (Ginásio de Esportes)
16h às 22h – Feira do Produtor Rural e Feira Gastronômica (Rua Lauro Muller)
13h30 às 20h – Feira dos Artesãos (Praça das Figueiras)
16h às 18h – Apresentações culturais (Praça das Figueiras)
19h às 23h – Apresentação de cantores locais e show nacional com Felipe Duran (Praça das Figueiras)

Dia 7 (sábado)

9h – Passeio Ciclístico da Família (Saída em frente à Villa do Loy)
9h às 18h – Encontro de carros antigos (Praça da Igreja Matriz)
9h – Torneio de Pipas (no Conde Vila Verde)
10h às 22h – Feira Gastronômica (Rua Lauro Muller)
10h às 22h – Feirão Municipal da CDL (Ginásio de Esportes)
10 às 22h – Exposição História da agricultura (Ginásio de Esportes)
13h30 às 20h – Feira dos Artesãos (Praça das Figueiras)
14h – Encontro de Bandas Marciais (Rua Gustavo Richard e Praça das Figueiras)
14h30 – Torneio de Carrinho de Rolimã (no Conde Vila Verde)
16h às 22h – Feira do Produtor Rural (Rua Lauro Muller)
19h às 23h – Apresentações de músicos de Camboriú e show nacional com a dupla Dany e Rafa (Praça das Figueiras)

Dia 8 (domingo)

7h – IV Meia Maratona Ecológica e Corrida Rústica de Camboriú
10h às 22h – Feirão Municipal da CDL (Ginásio de Esportes)
10h às 22h – Exposição História da agricultura (Ginásio de Esportes)

Dia 13 (sexta-feira)

19h30 – Apresentação do monólogo A.M.A.D.A.S. – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas, pela atriz Elizabeth Savala (estacionamento do Komprão Koch Atacadista).


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Daniele Sisnandes

Camboriú 134 - o prefeito de Camboriú Élcio Kuhnen fala sobre o momento vivido pela cidade

Publicidade

Quinta, 5/4/2018 14:11.

Com um orçamento de R$ 160 milhões ao ano, 212km2 de extensão e sete municípios de fronteiras, o município de Camboriú celebra seu 134º aniversário abrindo espaço para as possibilidades, em busca de uma nova matriz econômica e um perfil diferente de administração. O prefeito Élcio Kuhnen fez um apanhado do momento vivido pela cidade.

Por Daniele Sisnandes

De médico acostumado com o carinho de pacientes agradecidos, Élcio Kuhnen se lançou ao desafiador cargo de prefeito de Camboriú, uma cidade com orçamento apertado e muitas demandas a se resolver.

A mudança não foi fácil. Chegando ao 14º mês de mandato, ele revela que ainda está se acostumando ao ritmo arrastado dos processos da coisa pública e com a rotinaa de cobranças em tom de ofensa que ecoam pelas redes sociais.

Mas essa não foi a parte mais difícil. A herança deixada por uma administração que permaneceu por décadas no poder foi a grande surpresa para os eleitos recém-chegados.

A transição praticamente não ocorreu, foram apenas oito horas de algumas orientações. Não havia transparência alguma, nem para a população, nem sobre recursos disponíveis.

Outro desafio foi compor a equipe de trabalho respeitando o espaço da coligação, mas que primasse por profissionais capacitados em suas áreas. De outro lado, essas escolhas se chocavam com a falta de experiência dessas pessoas no setor público, considerando que a maioria veio do setor privado ou não trabalhava na prefeitura.

Foto Divulgação PMCA cidade de Camboriú, vista aérea

  • ABANDONO

O maquinário da secretaria de Obras estava sucateado. Computadores queimados, ginásios vandalizados, invasões sérias em áreas de risco, não havia mantimentos nas despensas das escolas, faltava medicamentos e não havia sequer declaração de Patrimônio. “Nós que etiquetamos as cadeiras, tudo, tudo”, pontua o prefeito.

O pacote incluía ainda contas pra pagar de precatórios, compras e financiamentos de obras da gestão anterior. Foi necessário implantar medidas de austeridade para que não chegasse o final do ano sem possibilidade de pagar os salários do funcionalismo.

  • CONQUISTAS E AUTOESTIMA

O prefeito avalia que o resultado do primeiro ano saiu melhor do que o esperado.

Além de começar a colocar as coisas nos trilhos, o município conseguiu realizar ações importantes, como entrar no equilíbrio financeiro e a reabertura do hospital, uma promessa de governo que foi muito questionada por opositores.

Outras medidas também citadas por Élcio, o retorno do 7 de Setembro, uniforme escolar e especialmente a valorização da identidade cultural e da autoestima do povo.

“A sujeira e o maltrato com a cidade eram constantes. Nos primeiros quatro meses foram tirados mais de 1,2 mil caminhões de entulho. Não existia uma quadra de esportes acessível a um aluno no início das aulas”, ressalta.

Para Élcio, o perfil técnico do grupo de gestão e o engajamento do servidor (inclusive com expedientes longos e mutirões aos finais de semana) foram decisivos para alcançar bons resultados. Conforme balanço de projeto eleitoral, cerca de 30% das metas já foram alcançadas.

“As prioridades foram assumidas, mas ao mesmo tempo a falta de recursos próprios para investimento foi o grande desafio que nos fez ter que economizar o pouco que tínhamos, ou seja, fazer o possível e o impossível com menos”, declarou.

Uma parceria com o FIESC vem possibilitando serviços e cursos de capacitação para a população carente e há possibilidade de uma unidade do SESI ser instalada em Camboriú.

Claus WeihermannFotos Divulgação PMCO Rio Camboriú e as cachoeiras estão na linha de frente do turismo rural, outro setor em desenvolvimento do município. Mas pouca gente conhece e precisa ser melhor divulgado.

  • GASTOS E INVESTIMENTOS

A Lei de Responsabilidade Fiscal é outra preocupação para Camboriú. A cidade conseguiu equilibrar um pouco a balança da contratação de servidores, mas continua extrapolando os gastos com pessoal.

O limite é 54%, mas em 2016 o município tinha atingido 61%. Agora está com 59%, mas a meta é chegar aos 54% na metade deste ano. Para isso será necessário economizar, cortar cargos de confiança e colocar em prática uma reforma administrativa.

Até o aniversário da cidade teve que entrar no ritmo da economia, por isso a programação local será valorizada. Para ajudar nas despesas, atrações serão custeadas pela iniciativa privada.

A administração também planeja a revitalização do Distrito Industrial, que está com oito empresas em vias de processo judicial para saírem do local e na implantação de mais um Distrito, no Rio do Meio, assim como a nova subestação da Celesc.

  • PROBLEMAS CRÍTICOS

Camboriú tem muitas carências na infraestrutura e em contrapartida o orçamento é escasso. Buracos, problemas de drenagem e de pavimentação são algumas das principais reivindicações da população. A combinação ruim é maximizada a cada chuva forte. O prefeito garante que obras nesse sentido ocorrerão com maior frequência a partir desse ano.

De acordo com Élcio, a Secretaria de Obras tinha cerca de 10 pessoas para atuar nas ruas no começo do mandato e não havia sequer os equipamentos de proteção individual. Hoje a pasta já tem uma equipe de 90 pessoas.

Com a aprovação de leis complementares ao Plano Diretor, Camboriú pode adotar instrumentos como o solo criado e transferência de potencial construtivo, um recurso novo que fará diferença significativa no caixa da prefeitura e que poderá ser aplicado na mobilidade.

A questão do esgoto ainda não foi fechada. O município perdeu um recurso federal de R$ 86 milhões por erro no projeto e agora não tem como instalar a rede na cidade. Entre as alternativas está a possibilidade de a Emasa, de Balneário, assumir esse serviço. A Águas de Camboriú também tem interesse.

Élcio comemora que a Lei de Parcerias Público-Privada pode alavancar novos investimentos na rede de iluminação pública. O estudo é fechar um contrato para trocar todas as lâmpadas por LED.

Foto DiulgaçãoArrozeiras fazem parte do desenvolvimento econômico do município.

  • PLANOS E METAS

Dentro do programa federal Avançar Cidades o município conseguiu um recurso de R$ 16 milhões para uma nova avenida às margens do rio Peroba e Camboriú, que fará um binário com a Avenida Santa Catarina. Esta por sua vez está sendo duplicada, mas o projeto teve que passar por adequações porque não previa saneamento, iluminação e indenizações por muros quebrados.

O plano é melhorar a questão da mobilidade,
com ciclovias e transporte coletivo,
além de acessos integrados com Balneário.

O diálogo com a cidade de Balneário foi destacado pelo prefeito como um marco. Ele comemora que é a primeira vez em 20 anos que os dois municípios conversam sobre planos em médio prazo. Há alguns assuntos em andamento como o Pacto das Águas (acordo para despoluição do rio Camboriú e preservação da mata ciliar e das nascentes), segurança, saneamento e mobilidade urbana.

Camboriú estuda ainda implantar uma festa da terceira idade, para atrair o turista que vem à região na época de março.

A PROGRAMAÇÃO)

Dia 6 (sexta-feira)

10h às 22h – Feirão Municipal da CDL (Ginásio de Esportes)
10 às 22h – Exposição História da agricultura (Ginásio de Esportes)
16h às 22h – Feira do Produtor Rural e Feira Gastronômica (Rua Lauro Muller)
13h30 às 20h – Feira dos Artesãos (Praça das Figueiras)
16h às 18h – Apresentações culturais (Praça das Figueiras)
19h às 23h – Apresentação de cantores locais e show nacional com Felipe Duran (Praça das Figueiras)

Dia 7 (sábado)

9h – Passeio Ciclístico da Família (Saída em frente à Villa do Loy)
9h às 18h – Encontro de carros antigos (Praça da Igreja Matriz)
9h – Torneio de Pipas (no Conde Vila Verde)
10h às 22h – Feira Gastronômica (Rua Lauro Muller)
10h às 22h – Feirão Municipal da CDL (Ginásio de Esportes)
10 às 22h – Exposição História da agricultura (Ginásio de Esportes)
13h30 às 20h – Feira dos Artesãos (Praça das Figueiras)
14h – Encontro de Bandas Marciais (Rua Gustavo Richard e Praça das Figueiras)
14h30 – Torneio de Carrinho de Rolimã (no Conde Vila Verde)
16h às 22h – Feira do Produtor Rural (Rua Lauro Muller)
19h às 23h – Apresentações de músicos de Camboriú e show nacional com a dupla Dany e Rafa (Praça das Figueiras)

Dia 8 (domingo)

7h – IV Meia Maratona Ecológica e Corrida Rústica de Camboriú
10h às 22h – Feirão Municipal da CDL (Ginásio de Esportes)
10h às 22h – Exposição História da agricultura (Ginásio de Esportes)

Dia 13 (sexta-feira)

19h30 – Apresentação do monólogo A.M.A.D.A.S. – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas, pela atriz Elizabeth Savala (estacionamento do Komprão Koch Atacadista).


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade