Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Equilíbrio
Promotor conversou com comerciantes sobre redução de sacolas plásticas

Audiência sobre o tema deve acontecer em novembro

Quinta, 25/10/2018 18:40.
Agência Télam

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O promotor da Curadoria Ambiental de Balneário Camboriú, Isaac Sabbá Guimarães organizou um encontro com comerciantes, para discutir alternativas de redução e no futuro eliminar de vez o uso de sacolas plásticas no comércio local. A reunião aconteceu na sede do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Balneário Camboriú e Camboriú (Sindilojas).

Ele apresentou programas de redução das sacolinhas em diferentes países do mundo e colocou em debate opções a serem implementadas em Balneário Camboriú.

Isaac também discutiu a possibilidade de formalizar acordo em ação civil pública, cuja audiência está marcada para o dia 29 de novembro. Recentemente, a 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Camboriú instaurou um procedimento administrativo com a finalidade de buscar a redução do uso de sacolas plásticas nos grandes estabelecimentos comerciais da cidade, através de políticas públicas.

Entre as ações propostas está a realização de um diagnóstico ambiental quanto ao uso das sacolas, medidas de educação ambiental junto à população e, em seis meses, a interrupção de distribuição de sacolas plásticas de forma gratuita ao cliente.

O presidente do Sindilojas, Hélio Dagnoni, disse que muitos associados já estão fazendo a sua parte e outros abertos para debater a questão do lixo zero e da redução das sacolas. Sua opinião ganhou o reforço do diretor executivo da Associação Catarinense de Supermercados, Antônio Poletini, que falou sobre o programa Supermercado Lixo Zero, que prevê a destinação correta dos resíduos gerados pelo setor. Segundo ele, mais de 45 lojas em Santa Catarina aderiram ou estão implantando as ações do projeto e até 2020 todos os supermercados estarão no programa.

Em Balneário Camboriú a adesão ao lixo zero ainda é tímida e precisa ser estimulada. Na Semana do Lixo Zero em andamento foi apresentado o programa dos supermercados Meschke, que fazem a destinação correta de 80% dos resíduos há quase cinco anos e ainda são ‘pioneiros’.

Não estamos prontos

A presidente do Instituto Eco Cidadão, Luciana Andréa de Jesus, disse que trazer este tema para debate na semana em que Balneário Camboriú realiza junto com 65 cidades a maior discussão sobre resíduos sólidos do Brasil, foi uma ótima iniciativa da 5ª Promotoria de Meio Ambiente, uma vez que muitas instituições envolvidas estão participando da Semana Lixo Zero.

“O país ainda não está preparado para eliminar 100% das sacolas. Fala-se em cobrar por sacolinhas do consumidor, sendo que já o fazem embutidos no valor da mercadoria, seria uma cobrança dupla? Hoje vivo sem sacolas plásticas, mas como consumidora não gostaria de pagar sozinha pela responsabilidade que também é do distribuidor e do fabricante, menos ainda pagar duas vezes”, colocou Luciana.

Distribuição limitada

Ela não defende a proibição da sacola plástica, porque esse radicalismo pode acabar gerando problemas maiores a médio e longo prazo.

“Sou contra o uso indiscriminado destas sacolas e a qualidade das mesmas hoje no mercado. Precisamos aprender a separar nossos resíduos, mudar o sistema de coleta e pensar no uso das sacolas plásticas integrados neste sistema, com distribuição limitada (pagando ou não) e de qualidade para que possam ser realmente reutilizáveis, seja na compostagem dos orgânicos (já temos no mercado plástico compostável) ou armazenando o material reciclável para coleta seletiva. Defendo o uso de sacolas permanentes/retornáveis e a fiscalização e conscientização ambiental para adultos com eficácia”, disse Luciana.


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Página 3
Agência Télam

Promotor conversou com comerciantes sobre redução de sacolas plásticas

Audiência sobre o tema deve acontecer em novembro

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Quinta, 25/10/2018 18:40.

O promotor da Curadoria Ambiental de Balneário Camboriú, Isaac Sabbá Guimarães organizou um encontro com comerciantes, para discutir alternativas de redução e no futuro eliminar de vez o uso de sacolas plásticas no comércio local. A reunião aconteceu na sede do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Balneário Camboriú e Camboriú (Sindilojas).

Ele apresentou programas de redução das sacolinhas em diferentes países do mundo e colocou em debate opções a serem implementadas em Balneário Camboriú.

Isaac também discutiu a possibilidade de formalizar acordo em ação civil pública, cuja audiência está marcada para o dia 29 de novembro. Recentemente, a 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Camboriú instaurou um procedimento administrativo com a finalidade de buscar a redução do uso de sacolas plásticas nos grandes estabelecimentos comerciais da cidade, através de políticas públicas.

Entre as ações propostas está a realização de um diagnóstico ambiental quanto ao uso das sacolas, medidas de educação ambiental junto à população e, em seis meses, a interrupção de distribuição de sacolas plásticas de forma gratuita ao cliente.

O presidente do Sindilojas, Hélio Dagnoni, disse que muitos associados já estão fazendo a sua parte e outros abertos para debater a questão do lixo zero e da redução das sacolas. Sua opinião ganhou o reforço do diretor executivo da Associação Catarinense de Supermercados, Antônio Poletini, que falou sobre o programa Supermercado Lixo Zero, que prevê a destinação correta dos resíduos gerados pelo setor. Segundo ele, mais de 45 lojas em Santa Catarina aderiram ou estão implantando as ações do projeto e até 2020 todos os supermercados estarão no programa.

Em Balneário Camboriú a adesão ao lixo zero ainda é tímida e precisa ser estimulada. Na Semana do Lixo Zero em andamento foi apresentado o programa dos supermercados Meschke, que fazem a destinação correta de 80% dos resíduos há quase cinco anos e ainda são ‘pioneiros’.

Não estamos prontos

A presidente do Instituto Eco Cidadão, Luciana Andréa de Jesus, disse que trazer este tema para debate na semana em que Balneário Camboriú realiza junto com 65 cidades a maior discussão sobre resíduos sólidos do Brasil, foi uma ótima iniciativa da 5ª Promotoria de Meio Ambiente, uma vez que muitas instituições envolvidas estão participando da Semana Lixo Zero.

“O país ainda não está preparado para eliminar 100% das sacolas. Fala-se em cobrar por sacolinhas do consumidor, sendo que já o fazem embutidos no valor da mercadoria, seria uma cobrança dupla? Hoje vivo sem sacolas plásticas, mas como consumidora não gostaria de pagar sozinha pela responsabilidade que também é do distribuidor e do fabricante, menos ainda pagar duas vezes”, colocou Luciana.

Distribuição limitada

Ela não defende a proibição da sacola plástica, porque esse radicalismo pode acabar gerando problemas maiores a médio e longo prazo.

“Sou contra o uso indiscriminado destas sacolas e a qualidade das mesmas hoje no mercado. Precisamos aprender a separar nossos resíduos, mudar o sistema de coleta e pensar no uso das sacolas plásticas integrados neste sistema, com distribuição limitada (pagando ou não) e de qualidade para que possam ser realmente reutilizáveis, seja na compostagem dos orgânicos (já temos no mercado plástico compostável) ou armazenando o material reciclável para coleta seletiva. Defendo o uso de sacolas permanentes/retornáveis e a fiscalização e conscientização ambiental para adultos com eficácia”, disse Luciana.


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