Jornal Página 3
Japão: conheça as belezas da terra do sol nascente

Fotos: Fabrício Olsson

Por Sigrides Olsson

Quando meu filho Fabrício ligou e disse mãe vamos viajar? Para onde, perguntei. Japão, ele disse. Levei um susto e respondi, ‘você é louco’’! Mas agora posso afirmar: foi uma loucura maravilhosa. Uma cultura completamente diferente da que estamos acostumados e nos é conhecida. Foram 18 dias de visitas. Templos Budistas tem em número como aqui tem templos cristãos, cada um com suas características. É impressionante a reverência que eles têm por Buda.

O povo é extremamente organizado, nada atrasa. Trem, ônibus, metrô tudo no horário marcado e todos os transportes muito limpos. Impressiona Tóquio, a capital que tem a esquina mais movimentada do mundo. Em Shibuia no horário de pico atravessam cada vez que abre o sinal 2500 a 3000 pessoas. Ninguém atravessa a rua se o sinal não estiver verde, mesmo se não vem carro.

Na maioria das sinaleiras além da luz verde tem um aviso sonoro. Facilita para pessoas com deficiência visual e para quem está desatento.

Em Tóquio tem um parque que é chamado de santuário dos cervos. Eles andam em bandos neste parque e roubam literalmente de sua mão se você tem algo comestível. Visitamos um jardim enorme onde as tulipas são plantadas em vasos e dispostas pelo jardim maravilhoso. Os centros comerciais, shoppings são todos enormes. O centro eletrônico é impressionante.

Mas há também os 1,99 que lá são 300 Jens, tudo por R$ 3,00.

As ruas com cobertura são ótimas, mais ou menos nossos camelôs, só que você pode ficar o dia todo, tomar café e almoçar. O comércio de rua fecha às 18 horas impreterivelmente.

O mercado público é enorme e lá é feito o leilão dos atuns, mas só tem acesso quem é comprador. Vimos espécies marinhas que nem imaginávamos que existissem.

Visitamos Kioto, linda cidade onde caminhamos pela trilha do pensador, rodeada por cerejeiras. E mais templos budistas.

De trem bala, sempre fazendo reserva antecipada, fomos a Hiroshima. Foi a cidade que mais me impressionou. Há 72 anos foi bombardeada com bomba atômica que explodiu bem acima do solo e ao descer queimou tudo que havia.

Conhecemos esta história e o mais triste que não havia mais motivo para isto. Pura demonstração de força. A cidade totalmente reconstruída, ajardinada; apenas o Domo foi conservado em ruínas. Construíram um belíssimo memorial onde constam homenagens de diversos países.

Atravessamos para uma ilha de catamarã. O portal típico em todas os lugares onde tem um templo estava no meio da água. Antes de sairmos ele estava no seco. Variação da maré.

Osaka outra cidade linda onde se encontra um Aquário Gigante, no qual se entra e fica a um palmo de distância de animais marinhos, peixes, separado apenas pelo vidro. Andamos em uma roda gigante e do alto se avista toda cidade.

Para encerrar a viagem visitamos o monte Fuji. Indescritível subimos até a quarta estação, as outras ainda estavam fechadas devido a neve acumulada.

No Japão tudo é previsto com exatidão. Horários de trem, metrô e ônibus até a previsão do tempo, avisaram o horário do inicio e o término da chuva.

Esplendoroso mesmo são os jardins japoneses e as cerejeiras em flor, daí ver famílias fazerem piquenique nos parques, era uma cena muito normal.

Um conselho para quem quiser visitar o Japão. Informe-se com antecedência, pois as exigências para o visto são muitas e só vale para 90 dias, mais vale muito a pena.

Sigrides Olsson é professora aposentada e reside em Balneário Camboriú.


Não é barato, mas vale a pena

Por Fabrício Olsson

O custo para fazer férias no Japão é alto. Podemos comparar o Japão inteiro como sendo Paris, Londres ou Roma. Achamos mais barato fazer férias na Alemanha do que no Japão. Para que o leitor tenha uma ideia usaremos os preços em dólares, pois a relação para o Real é mais chata, ainda mais com o câmbio que agora está alto. Para facilitar USD 1 = Y 100.

Viagem/Hospedagem

Começamos pela passagem de avião, USD 1200. O quarto de hotel para duas pessoas (cama de casal standart), USD 110. Preço que pagamos em Tokyo por noite e em Osaka, quarto de apenas 14m2 e um lado da cama colado na parede.

Ficamos na grande maioria do tempo em apartamentos Airbnb, viajamos entre quatro pessoas (a mãe, eu e um casal de amigos meus, a Carol e o Gil), pagamos USD 150 por um apartamento em Kyoto por dia (preço para quatro pessoas). Em Hiroshima é mais barato, foi USD 100 por noite, mesmo preço de Osaka e Tokyo. Inclusive a opção de hospedagem pelo Airbnb é que possibilitou a viagem ao Japão, pois pagar USD 110 (no mínimo) por quarto de hotel ficaria caro.Passeios

Compramos um passe de trem especial para turistas válido por 14 dias: USD 414 por pessoa. Dá acesso ilimitado a quase todos os trens do Japão, inclusive os trens bala (shinkansen), mas vale a pena fazer uma simulação para ver se vale a pena mesmo. O transporte não é barato, varia de cidade para cidade, mas é mais caro do que estamos acostumados. Em Tóquio, principalmente, é calculado por distância, então quanto mais anda, mais se paga.

O metrô tem tarifa mínima de USD 1,6 (andar umas três a quatro estações). Estávamos hospedados na região de Asakusa, para podermos ir para Shinjuku ou Chibuya (travessia de pedestre famosa) pagávamos cerca de USD 6,00 a 7,00 dependendo das conexões e da empresa dona da linha (30 minutos de metrô).

Em Tóquio é um pouco confuso de andar, pois há duas empresas de metrô e uma de trem, então o melhor é comprar um cartão e depositar dinheiro lá! Taxi nem pensar em pegar... Estávamos em um dia com chuvisco e malas para carregar. Para ir até a estação (uns 10min de carro) custaria USD 40!

Atrações

Uma grande parte dos templos e parques cobram entrada do público em geral. Nada muito caro, mas varia de USD 1 a 4.

Aquário de Kaiyukan em Osaka (muito legal). Entrada do aquário + roda gigante: USD 30.

Roppongi Hills em Toquio: Mirante em cima de um prédio de 52 andares (o prédio já fica em cima de uma parte mais elevada, a mãe demorou um pouco para se acostumar com a altura) + exposição da Marvel: USD 18

Se come bem no Japão. E não só sushi e sashimi

Sempre que falamos em carne para a maioria do Japão estamos nos referindo à barriga do porco (bacon sem ser defumado). Óbvio que tem as outras partes (lombinho, etc) mas daí o preço já era outro e os restaurante mais caros/sofisticados.

Uma comida muito consumida é o macarrão, na forma de Lamén (ou Ramen). O macarrão vem em cumbuca individual com um caldo (aí que está o sabor do prato), tipo sopa mesmo, com algum legume, ovo cozido e pode vir até com uma fatia de carne. O custo desse prato (delicioso) varia de USD 8 a 12, dependendo dos opcionais que se coloca (ovo, carne, legumes, cebolinha verde).

Um prato de acompanhamento muito comum é o guioza, geralmente feito na chapa, uma porção de cinco unidades custa em média USD 5. Então se você pedir um lamén e um porção de guioza, se come muito bem (geralmente ainda deixa no prato) e gasta-se uns USD 15.

Tem também o arroz frito com pato, preço semelhante ao lamen USD 8, era o prato preferido da mãe.

Guloseimas de padarias que são fantásticas! Um salgado (tipo o nosso croissant recheado) custa uns USD 3 a 4. Os doces (tipo sonho) tem preço semelhante.

Café era caro (óbvio, todo importado), expresso saía USD 2 a 3, uma xícara de café com leite USD 4 a 5. Então tomar um delicioso café com bolo à tarde saía uns USD 10.

O preço de uma garrafinha de água era USD 1, chá (muito consumido) USD1,2 a 1,5.

Fui a um restaurante de sushi com 120 anos de tradição. Para comer 12 sushis paguei USD 36, mas foram os melhores que comi na minha vida! Inclusive um deles era o atum toro (mais gorduroso e delicioso).

Agora falando de carne mesmo (carne tipo wagyu, famoso bife de kobe). Queríamos ter ido, mas os restaurantes são concorridos e sem reserva é impossível. O preço começava em USD 75.

Fabrício Olsson é natural de Balneário Camboriú, 38 anos, mora em São Paulo, trabalha na gestão de ativos de shopping centers, já viajou para Índia, Islandia, China, Israel, etc.



Página 3

Japão: conheça as belezas da terra do sol nascente

Fotos: Fabrício Olsson

Por Sigrides Olsson

Quando meu filho Fabrício ligou e disse mãe vamos viajar? Para onde, perguntei. Japão, ele disse. Levei um susto e respondi, ‘você é louco’’! Mas agora posso afirmar: foi uma loucura maravilhosa. Uma cultura completamente diferente da que estamos acostumados e nos é conhecida. Foram 18 dias de visitas. Templos Budistas tem em número como aqui tem templos cristãos, cada um com suas características. É impressionante a reverência que eles têm por Buda.

O povo é extremamente organizado, nada atrasa. Trem, ônibus, metrô tudo no horário marcado e todos os transportes muito limpos. Impressiona Tóquio, a capital que tem a esquina mais movimentada do mundo. Em Shibuia no horário de pico atravessam cada vez que abre o sinal 2500 a 3000 pessoas. Ninguém atravessa a rua se o sinal não estiver verde, mesmo se não vem carro.

Na maioria das sinaleiras além da luz verde tem um aviso sonoro. Facilita para pessoas com deficiência visual e para quem está desatento.

Em Tóquio tem um parque que é chamado de santuário dos cervos. Eles andam em bandos neste parque e roubam literalmente de sua mão se você tem algo comestível. Visitamos um jardim enorme onde as tulipas são plantadas em vasos e dispostas pelo jardim maravilhoso. Os centros comerciais, shoppings são todos enormes. O centro eletrônico é impressionante.

Mas há também os 1,99 que lá são 300 Jens, tudo por R$ 3,00.

As ruas com cobertura são ótimas, mais ou menos nossos camelôs, só que você pode ficar o dia todo, tomar café e almoçar. O comércio de rua fecha às 18 horas impreterivelmente.

O mercado público é enorme e lá é feito o leilão dos atuns, mas só tem acesso quem é comprador. Vimos espécies marinhas que nem imaginávamos que existissem.

Visitamos Kioto, linda cidade onde caminhamos pela trilha do pensador, rodeada por cerejeiras. E mais templos budistas.

De trem bala, sempre fazendo reserva antecipada, fomos a Hiroshima. Foi a cidade que mais me impressionou. Há 72 anos foi bombardeada com bomba atômica que explodiu bem acima do solo e ao descer queimou tudo que havia.

Conhecemos esta história e o mais triste que não havia mais motivo para isto. Pura demonstração de força. A cidade totalmente reconstruída, ajardinada; apenas o Domo foi conservado em ruínas. Construíram um belíssimo memorial onde constam homenagens de diversos países.

Atravessamos para uma ilha de catamarã. O portal típico em todas os lugares onde tem um templo estava no meio da água. Antes de sairmos ele estava no seco. Variação da maré.

Osaka outra cidade linda onde se encontra um Aquário Gigante, no qual se entra e fica a um palmo de distância de animais marinhos, peixes, separado apenas pelo vidro. Andamos em uma roda gigante e do alto se avista toda cidade.

Para encerrar a viagem visitamos o monte Fuji. Indescritível subimos até a quarta estação, as outras ainda estavam fechadas devido a neve acumulada.

No Japão tudo é previsto com exatidão. Horários de trem, metrô e ônibus até a previsão do tempo, avisaram o horário do inicio e o término da chuva.

Esplendoroso mesmo são os jardins japoneses e as cerejeiras em flor, daí ver famílias fazerem piquenique nos parques, era uma cena muito normal.

Um conselho para quem quiser visitar o Japão. Informe-se com antecedência, pois as exigências para o visto são muitas e só vale para 90 dias, mais vale muito a pena.

Sigrides Olsson é professora aposentada e reside em Balneário Camboriú.


Não é barato, mas vale a pena

Por Fabrício Olsson

O custo para fazer férias no Japão é alto. Podemos comparar o Japão inteiro como sendo Paris, Londres ou Roma. Achamos mais barato fazer férias na Alemanha do que no Japão. Para que o leitor tenha uma ideia usaremos os preços em dólares, pois a relação para o Real é mais chata, ainda mais com o câmbio que agora está alto. Para facilitar USD 1 = Y 100.

Viagem/Hospedagem

Começamos pela passagem de avião, USD 1200. O quarto de hotel para duas pessoas (cama de casal standart), USD 110. Preço que pagamos em Tokyo por noite e em Osaka, quarto de apenas 14m2 e um lado da cama colado na parede.

Ficamos na grande maioria do tempo em apartamentos Airbnb, viajamos entre quatro pessoas (a mãe, eu e um casal de amigos meus, a Carol e o Gil), pagamos USD 150 por um apartamento em Kyoto por dia (preço para quatro pessoas). Em Hiroshima é mais barato, foi USD 100 por noite, mesmo preço de Osaka e Tokyo. Inclusive a opção de hospedagem pelo Airbnb é que possibilitou a viagem ao Japão, pois pagar USD 110 (no mínimo) por quarto de hotel ficaria caro.Passeios

Compramos um passe de trem especial para turistas válido por 14 dias: USD 414 por pessoa. Dá acesso ilimitado a quase todos os trens do Japão, inclusive os trens bala (shinkansen), mas vale a pena fazer uma simulação para ver se vale a pena mesmo. O transporte não é barato, varia de cidade para cidade, mas é mais caro do que estamos acostumados. Em Tóquio, principalmente, é calculado por distância, então quanto mais anda, mais se paga.

O metrô tem tarifa mínima de USD 1,6 (andar umas três a quatro estações). Estávamos hospedados na região de Asakusa, para podermos ir para Shinjuku ou Chibuya (travessia de pedestre famosa) pagávamos cerca de USD 6,00 a 7,00 dependendo das conexões e da empresa dona da linha (30 minutos de metrô).

Em Tóquio é um pouco confuso de andar, pois há duas empresas de metrô e uma de trem, então o melhor é comprar um cartão e depositar dinheiro lá! Taxi nem pensar em pegar... Estávamos em um dia com chuvisco e malas para carregar. Para ir até a estação (uns 10min de carro) custaria USD 40!

Atrações

Uma grande parte dos templos e parques cobram entrada do público em geral. Nada muito caro, mas varia de USD 1 a 4.

Aquário de Kaiyukan em Osaka (muito legal). Entrada do aquário + roda gigante: USD 30.

Roppongi Hills em Toquio: Mirante em cima de um prédio de 52 andares (o prédio já fica em cima de uma parte mais elevada, a mãe demorou um pouco para se acostumar com a altura) + exposição da Marvel: USD 18

Se come bem no Japão. E não só sushi e sashimi

Sempre que falamos em carne para a maioria do Japão estamos nos referindo à barriga do porco (bacon sem ser defumado). Óbvio que tem as outras partes (lombinho, etc) mas daí o preço já era outro e os restaurante mais caros/sofisticados.

Uma comida muito consumida é o macarrão, na forma de Lamén (ou Ramen). O macarrão vem em cumbuca individual com um caldo (aí que está o sabor do prato), tipo sopa mesmo, com algum legume, ovo cozido e pode vir até com uma fatia de carne. O custo desse prato (delicioso) varia de USD 8 a 12, dependendo dos opcionais que se coloca (ovo, carne, legumes, cebolinha verde).

Um prato de acompanhamento muito comum é o guioza, geralmente feito na chapa, uma porção de cinco unidades custa em média USD 5. Então se você pedir um lamén e um porção de guioza, se come muito bem (geralmente ainda deixa no prato) e gasta-se uns USD 15.

Tem também o arroz frito com pato, preço semelhante ao lamen USD 8, era o prato preferido da mãe.

Guloseimas de padarias que são fantásticas! Um salgado (tipo o nosso croissant recheado) custa uns USD 3 a 4. Os doces (tipo sonho) tem preço semelhante.

Café era caro (óbvio, todo importado), expresso saía USD 2 a 3, uma xícara de café com leite USD 4 a 5. Então tomar um delicioso café com bolo à tarde saía uns USD 10.

O preço de uma garrafinha de água era USD 1, chá (muito consumido) USD1,2 a 1,5.

Fui a um restaurante de sushi com 120 anos de tradição. Para comer 12 sushis paguei USD 36, mas foram os melhores que comi na minha vida! Inclusive um deles era o atum toro (mais gorduroso e delicioso).

Agora falando de carne mesmo (carne tipo wagyu, famoso bife de kobe). Queríamos ter ido, mas os restaurantes são concorridos e sem reserva é impossível. O preço começava em USD 75.

Fabrício Olsson é natural de Balneário Camboriú, 38 anos, mora em São Paulo, trabalha na gestão de ativos de shopping centers, já viajou para Índia, Islandia, China, Israel, etc.