Jornal Página 3
Balneário Camboriú necessita de reparos e manutenção
Fotos Divulgação
Orelhão e árvores com fios emaranhados em plena Atlântica
Orelhão e árvores com fios emaranhados em plena Atlântica

Moradores apontam situações de abandono e esperam providências

(Por Renata Rutes)

O Página 3 vem recebendo questionamentos sobre a falta de manutenção de bens públicos e esta semana a reportagem andou pelas ruas de Balneário Camboriú ouvindo moradores para saber como está a ‘Dubai brasileira’ de verdade, nos ‘bastidores’.

Basta caminhar pela cidade para ficar evidente o desleixo do poder públlico. 

E também fica evidente o desleixo de parcela da população que parece não ter respeito algum pela cidade onde vive.

A passarela da Barra, por exemplo, chama a atenção pela falta de manutenção, mas o que mais está acontecendo e precisa ser resolvido? Nesta Reportagem Especial o jornal dá voz ao povo e abre espaço para futuras solicitações.

Passarela da Barra e Casa Linhares

A passarela que liga a Barra Sul com o Bairro da Barra foi alvo de escândalo de corrupção no governo do ex-prefeito Edson Renato Dias e hoje a estrutura de 190 metros está praticamente abandonada.

Por fora há manchas e limo causados pelo tempo e pela falta de manutenção. No interior a situação não está muito diferente: pisos quebrados, estofado rasgado, a porta do banheiro está enferrujada e  paredes sem pintura.

Moradores informaram que o cheiro de fezes e urina nas escadas da passarela é bastante forte, além de garrafas de vinho e latas de cerveja, que também são encontradas com frequência no local.

A Casa Linhares, que representa um patrimônio cultural importante de Balneário Camboriú, também está precisando de manutenção. O local está com manchas nas paredes, pedaços ‘descascando’ e no dia em que a reportagem esteve no local havia até um tênis velho sobre o telhado, numa desleixada saudação aos visitantes daquele centro cultural.


Fundação Cultural

A pintura externa da Fundação Cultural/Teatro Municipal ainda não foi finalizada, e o local está com as paredes sujas. A superintendente interina, Bia Mattar explicou que para a pintura ser finalizada é preciso desligar a luz da rua, e é a Celesc que decide por quanto tempo isso pode ser feito – e só é possível aos domingos. 

“Agora estamos conciliando com a agenda do artista responsável, o Tom Veiga, que neste momento está em Porto Alegre fazendo um painel. Estamos em contato com ele e queremos finalizar a pintura o mais breve possível”, explicou.


Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores também está passando por reformas, que já estavam previstas há anos. Porém, houve problemas de contrato com a empresa responsável pela obra que parou os trabalhos por um tempo.

Era para tudo estar pronto até o início de março, mas recomeçou somente nesta semana e, segundo o presidente do Legislativo, Omar Tomalih, haverá dois meses para a entrega da reforma completa.

O Página 3 recebeu fotos do interior da Câmara, que mostram o teto dos corredores aberto. Tomalih disse que a imagem é de onde estão verificando a questão dos constantes vazamentos, e afirmou que tudo será consertado.


Centro

A reportagem caminhou por algumas ruas do Centro na quarta-feira (10) e encontrou calçadas sem manutenção, com partes quebradas podendo causar acidentes para quem transita por elas (nas ruas 1.200, 2.400, 2.650).Também há ausência de calçada na rua 2.800, entre Terceira e Quarta avenidas.

Orelhão e árvores enfeitados por fios emaranhados no principal espaço da cidade, a beira da praia.

Falta de pintura no posto salva vidas

Petit pavet faltando na calçada da Atlântica e faixa de segurança sem pintura na rua 1500.

Sacos de lixo na Atlântica

Na Avenida Atlântica, há outros problemas de falta de manutenção, como a necessidade de repintar a faixa de segurança entre as ruas 1.500 e 1.600, resolver um emaranhado de fios que está preso entre um telefone público e uma árvore (perto da rua 1.800), crescimento de mato embaixo de uma palmeira perto da rua 2.000, além dos pontos de venda de milho e churros com problemas.

Apesar de eles serem relativamente novos – do verão de 2017 para 2018 – já estão sujos e até enferrujados. Há um posto de salva-vidas ‘móvel’, na rua 2.100 que exige manutenção, pois parece bastante velho e também está com a pintura gasta.

Perto da rua 2.400 há uma área do calçadão sem calçamento, os petit pavets foram deixados embaixo de uma árvore nas proximidades.

Ainda perto da rua 2.400, o Página 3 flagrou acúmulo de sacos de lixo amontosados na areia da praia na quarta-feira às 14h30).

Já na rua 2.400 entre as avenidas Brasil e Terceira há problemas de buracos na via, um bem no meio da rua, em frente a uma construção, e outro na paralela com a rua 2.414.

O mesmo se repete na rua 2.650, quase na esquina com a Terceira Avenida, onde havia um buraco cercado por cones e coberto de areia.

Praça e terreno cheios de mato. Entulhos na rua 2970.

Atrás da ‘praça’ que foi feita perto da rua 2.870, na Terceira Avenida, há um terreno coberto por mato, onde estavam dormindo moradores de rua (por volta das 15h30 de quarta-feira).

Na rua 2.970, também quase na Terceira Avenida, a reportagem flagrou entulhos e até um móvel deixado em cima da calçada, atrapalhando a passagem de pedestres.

E na Terceira Avenida, quase na rua 904, tem um canteiro quebrado – e isso se repete por várias ruas da região, demonstrando a falta de cuidado e manutenção.


Bairro dos Estados

Um comerciante do bairro auxiliou a reportagem enviando fotos de situações frequentes ocorridas no local, como a ausência de pavimentação na Marginal – quando chove é ‘só lama’, entulhos que proliferam pela calçada do bairro, como televisores e até uma poltrona, além do problema de calçadas quebradas (prefeitura também não fez as das proximidades com a secretaria de Obras) e galerias entupidas (esgoto acaba correndo na rua).


Ginásios de esportes, centros comunitários, posto de saúde...

O Página 3 também recebeu imagens de leitores sobre os ginásios de esportes dos bairros Barra e Ariribá. O da Barra aparece com estrutura enferrujada, com limo crescendo, pois a água escorre pela ferragem. Nas paredes faltam azulejos, eles foram retirados, mas não  repostos.Já o Ginásio do Ariribá está com problemas no piso, todo manchado. O conjunto visivelmente necessita ser reformado. 

O Centro Comunitário Darci Virgílio, do Bairro Nova Esperança, também parece estar em estado de abandono, inclusive com madeiras comidas por cupins, com as janelas quebradas e parecendo servir como depósito.

O posto de saúde da Barra está com dificuldades estruturais. Em imagens recebidas pelo jornal é possível ver rachaduras nas paredes, ligações irregulares de ar condicionado (modelos bastante antigos) e equipamentos estragados pelo tempo de uso.

A grama alta ao lado do Centro de Fisioterapia e Reabilitação (Cefir), que fica no Bairro das Nações, também demonstra a falta de manutenção no local. A prefeitura parece não ter sequer um calendário de capina. 

 

 

 

 


Prédios abandonados

Uma situação que Balneário Camboriú enfrenta é o abandono de prédios em construção. Por ser uma cidade com muitos edifícios, acontece de construtoras iniciarem obras e não finalizarem.

Segundo dados da secretaria de Planejamento há pelo menos 11 ‘esqueletos’ espalhados pela cidade. O que preocupa é que eles acabam sendo foco de sujeira, insegurança, mendigos e usuários de drogas.

Dois deles são bastante conhecidos: um na Avenida Martin Luther e outro na Avenida Brasil, onde funcionava o Pet Shop Binha.

Havia outro, que mesmo abandonado continuava servindo como ‘outdoor’ para campanhas publicitárias, na Terceira Avenida, próximo ao colégio Vereador Santa. Esse, segundo vizinhos, voltou a ter movimentação de obras.

Nota: Rosane Reiser, uma das advogadas responsáveis pelo Jurídico do Edifício Rosamonte, que fica aos fundos do Colégio Vereador Santa, procurou o Página 3 para explicar que o prédio em questão está em obras há dois anos.

Cumprindo todos os cronogramas exigidos pela municipalidade, hoje o edifício está sendo administrado pela associação dos adquirentes.

Com o sucesso da continuação das obras, serve de exemplo para outras construções que se encontram paralisadas e que tenham condições de regularização, por isso a reportagem se retrata por citar anteriormente que o edifício estava abandonado.

Também há uma casa abandonada na rua 2.400, quase na Avenida Brasil. O local está repleto de lixo e até com um colchão perto da porta, indicando que foi ‘visitado’ por andarilhos.

Outro prédio abandonado fica na rua Paraguai, no Bairro das Nações, ao lado do colégio Presidente Médici. Um leitor informou que a prefeitura chegou a fechar o lugar com madeira, atendendo solicitações dos moradores da região, mas mendigos e usuários de drogas continuam abrindo o local e passam a utilizá-lo. 

“Por ser saída de escola é um perigo muito grande para as crianças. Temos diversos relatos de usuários mexendo com elas, e nós moradores gostaríamos que esse prédio viesse a baixo. É uma estrutura abandonada e que ninguem cuida há décadas”, disse.

Prédio abandonado Av. Martin Luther

Prédio abandonado fundos Colégio Vereador Santa

Casa abandonada na Rua 2400.


 

 


Página 3

Balneário Camboriú necessita de reparos e manutenção

Fotos Divulgação
Orelhão e árvores com fios emaranhados em plena Atlântica
Orelhão e árvores com fios emaranhados em plena Atlântica

Moradores apontam situações de abandono e esperam providências

(Por Renata Rutes)

O Página 3 vem recebendo questionamentos sobre a falta de manutenção de bens públicos e esta semana a reportagem andou pelas ruas de Balneário Camboriú ouvindo moradores para saber como está a ‘Dubai brasileira’ de verdade, nos ‘bastidores’.

Basta caminhar pela cidade para ficar evidente o desleixo do poder públlico. 

E também fica evidente o desleixo de parcela da população que parece não ter respeito algum pela cidade onde vive.

A passarela da Barra, por exemplo, chama a atenção pela falta de manutenção, mas o que mais está acontecendo e precisa ser resolvido? Nesta Reportagem Especial o jornal dá voz ao povo e abre espaço para futuras solicitações.

Passarela da Barra e Casa Linhares

A passarela que liga a Barra Sul com o Bairro da Barra foi alvo de escândalo de corrupção no governo do ex-prefeito Edson Renato Dias e hoje a estrutura de 190 metros está praticamente abandonada.

Por fora há manchas e limo causados pelo tempo e pela falta de manutenção. No interior a situação não está muito diferente: pisos quebrados, estofado rasgado, a porta do banheiro está enferrujada e  paredes sem pintura.

Moradores informaram que o cheiro de fezes e urina nas escadas da passarela é bastante forte, além de garrafas de vinho e latas de cerveja, que também são encontradas com frequência no local.

A Casa Linhares, que representa um patrimônio cultural importante de Balneário Camboriú, também está precisando de manutenção. O local está com manchas nas paredes, pedaços ‘descascando’ e no dia em que a reportagem esteve no local havia até um tênis velho sobre o telhado, numa desleixada saudação aos visitantes daquele centro cultural.


Fundação Cultural

A pintura externa da Fundação Cultural/Teatro Municipal ainda não foi finalizada, e o local está com as paredes sujas. A superintendente interina, Bia Mattar explicou que para a pintura ser finalizada é preciso desligar a luz da rua, e é a Celesc que decide por quanto tempo isso pode ser feito – e só é possível aos domingos. 

“Agora estamos conciliando com a agenda do artista responsável, o Tom Veiga, que neste momento está em Porto Alegre fazendo um painel. Estamos em contato com ele e queremos finalizar a pintura o mais breve possível”, explicou.


Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores também está passando por reformas, que já estavam previstas há anos. Porém, houve problemas de contrato com a empresa responsável pela obra que parou os trabalhos por um tempo.

Era para tudo estar pronto até o início de março, mas recomeçou somente nesta semana e, segundo o presidente do Legislativo, Omar Tomalih, haverá dois meses para a entrega da reforma completa.

O Página 3 recebeu fotos do interior da Câmara, que mostram o teto dos corredores aberto. Tomalih disse que a imagem é de onde estão verificando a questão dos constantes vazamentos, e afirmou que tudo será consertado.


Centro

A reportagem caminhou por algumas ruas do Centro na quarta-feira (10) e encontrou calçadas sem manutenção, com partes quebradas podendo causar acidentes para quem transita por elas (nas ruas 1.200, 2.400, 2.650).Também há ausência de calçada na rua 2.800, entre Terceira e Quarta avenidas.

Orelhão e árvores enfeitados por fios emaranhados no principal espaço da cidade, a beira da praia.

Falta de pintura no posto salva vidas

Petit pavet faltando na calçada da Atlântica e faixa de segurança sem pintura na rua 1500.

Sacos de lixo na Atlântica

Na Avenida Atlântica, há outros problemas de falta de manutenção, como a necessidade de repintar a faixa de segurança entre as ruas 1.500 e 1.600, resolver um emaranhado de fios que está preso entre um telefone público e uma árvore (perto da rua 1.800), crescimento de mato embaixo de uma palmeira perto da rua 2.000, além dos pontos de venda de milho e churros com problemas.

Apesar de eles serem relativamente novos – do verão de 2017 para 2018 – já estão sujos e até enferrujados. Há um posto de salva-vidas ‘móvel’, na rua 2.100 que exige manutenção, pois parece bastante velho e também está com a pintura gasta.

Perto da rua 2.400 há uma área do calçadão sem calçamento, os petit pavets foram deixados embaixo de uma árvore nas proximidades.

Ainda perto da rua 2.400, o Página 3 flagrou acúmulo de sacos de lixo amontosados na areia da praia na quarta-feira às 14h30).

Já na rua 2.400 entre as avenidas Brasil e Terceira há problemas de buracos na via, um bem no meio da rua, em frente a uma construção, e outro na paralela com a rua 2.414.

O mesmo se repete na rua 2.650, quase na esquina com a Terceira Avenida, onde havia um buraco cercado por cones e coberto de areia.

Praça e terreno cheios de mato. Entulhos na rua 2970.

Atrás da ‘praça’ que foi feita perto da rua 2.870, na Terceira Avenida, há um terreno coberto por mato, onde estavam dormindo moradores de rua (por volta das 15h30 de quarta-feira).

Na rua 2.970, também quase na Terceira Avenida, a reportagem flagrou entulhos e até um móvel deixado em cima da calçada, atrapalhando a passagem de pedestres.

E na Terceira Avenida, quase na rua 904, tem um canteiro quebrado – e isso se repete por várias ruas da região, demonstrando a falta de cuidado e manutenção.


Bairro dos Estados

Um comerciante do bairro auxiliou a reportagem enviando fotos de situações frequentes ocorridas no local, como a ausência de pavimentação na Marginal – quando chove é ‘só lama’, entulhos que proliferam pela calçada do bairro, como televisores e até uma poltrona, além do problema de calçadas quebradas (prefeitura também não fez as das proximidades com a secretaria de Obras) e galerias entupidas (esgoto acaba correndo na rua).


Ginásios de esportes, centros comunitários, posto de saúde...

O Página 3 também recebeu imagens de leitores sobre os ginásios de esportes dos bairros Barra e Ariribá. O da Barra aparece com estrutura enferrujada, com limo crescendo, pois a água escorre pela ferragem. Nas paredes faltam azulejos, eles foram retirados, mas não  repostos.Já o Ginásio do Ariribá está com problemas no piso, todo manchado. O conjunto visivelmente necessita ser reformado. 

O Centro Comunitário Darci Virgílio, do Bairro Nova Esperança, também parece estar em estado de abandono, inclusive com madeiras comidas por cupins, com as janelas quebradas e parecendo servir como depósito.

O posto de saúde da Barra está com dificuldades estruturais. Em imagens recebidas pelo jornal é possível ver rachaduras nas paredes, ligações irregulares de ar condicionado (modelos bastante antigos) e equipamentos estragados pelo tempo de uso.

A grama alta ao lado do Centro de Fisioterapia e Reabilitação (Cefir), que fica no Bairro das Nações, também demonstra a falta de manutenção no local. A prefeitura parece não ter sequer um calendário de capina. 

 

 

 

 


Prédios abandonados

Uma situação que Balneário Camboriú enfrenta é o abandono de prédios em construção. Por ser uma cidade com muitos edifícios, acontece de construtoras iniciarem obras e não finalizarem.

Segundo dados da secretaria de Planejamento há pelo menos 11 ‘esqueletos’ espalhados pela cidade. O que preocupa é que eles acabam sendo foco de sujeira, insegurança, mendigos e usuários de drogas.

Dois deles são bastante conhecidos: um na Avenida Martin Luther e outro na Avenida Brasil, onde funcionava o Pet Shop Binha.

Havia outro, que mesmo abandonado continuava servindo como ‘outdoor’ para campanhas publicitárias, na Terceira Avenida, próximo ao colégio Vereador Santa. Esse, segundo vizinhos, voltou a ter movimentação de obras.

Nota: Rosane Reiser, uma das advogadas responsáveis pelo Jurídico do Edifício Rosamonte, que fica aos fundos do Colégio Vereador Santa, procurou o Página 3 para explicar que o prédio em questão está em obras há dois anos.

Cumprindo todos os cronogramas exigidos pela municipalidade, hoje o edifício está sendo administrado pela associação dos adquirentes.

Com o sucesso da continuação das obras, serve de exemplo para outras construções que se encontram paralisadas e que tenham condições de regularização, por isso a reportagem se retrata por citar anteriormente que o edifício estava abandonado.

Também há uma casa abandonada na rua 2.400, quase na Avenida Brasil. O local está repleto de lixo e até com um colchão perto da porta, indicando que foi ‘visitado’ por andarilhos.

Outro prédio abandonado fica na rua Paraguai, no Bairro das Nações, ao lado do colégio Presidente Médici. Um leitor informou que a prefeitura chegou a fechar o lugar com madeira, atendendo solicitações dos moradores da região, mas mendigos e usuários de drogas continuam abrindo o local e passam a utilizá-lo. 

“Por ser saída de escola é um perigo muito grande para as crianças. Temos diversos relatos de usuários mexendo com elas, e nós moradores gostaríamos que esse prédio viesse a baixo. É uma estrutura abandonada e que ninguem cuida há décadas”, disse.

Prédio abandonado Av. Martin Luther

Prédio abandonado fundos Colégio Vereador Santa

Casa abandonada na Rua 2400.