Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Especial
Luiz Carlos Chaves, primeiro chaveiro da praia, fala sobre o Dia Nacional do Chaveiro

Ele é proprietário da famosa Casa das Chaves

Segunda, 29/6/2020 12:10.
Fotos Arquivo Pessoal

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O Dia Nacional do Chaveiro é lembrado nesta segunda-feira (29) e para marcar a data, a reportagem conversou com Luiz Carlos Chaves, 69 anos, o primeiro chaveiro de Balneário Camboriú, atuando na cidade desde 1975. Ele é proprietário da Casa das Chaves, empresa que hoje é focada em fechaduras.

Chaves (D) com seu funcionário Edvilson Gutz, na Casa das Chaves anos 70

Chaves é natural de Lages, e antes de começar na profissão de chaveiro, onde atuava com o irmão, trabalhava no campo com o pai. Aos 23 anos, em 1973, mudou-se para Itajaí, onde abriu a Zulian, sendo o primeiro chaveiro daquela cidade. Mas acabou voltando para a cidade natal, e em 1975 decidiu mudar-se para Balneário Camboriú, onde também foi pioneiro na profissão.

“Eu aluguei uma salinha no centro com o falecido senhor Bruno Nitz e comecei a trabalhar. Desde o começo atendia hotéis, residências. Na época, a Barra Sul, o Pontal Norte, era tudo muito longe. Sabíamos os nomes dos prédios, conhecíamos os lugares, hoje não tem como saber, temos que pesquisar os endereços”, relembra.

Chaves conta que na época os chaveiros precisavam ser especialistas, sabiam abrir cofres, carros, mas que hoje isso mudou, e a internet auxiliou o público.

“Hoje há ferramentas, basta pesquisar para saber como abrir. A evolução da profissão e também de Balneário Camboriú foi espetacular. A minha empresa, a Casa da Chaves, trabalha atualmente com fechaduras. Focamos em eletro-imã, biometria; a tecnologia ajudou muito na nossa área. Meus dois filhos e minha nora tocam a Casa com 18 funcionários”, diz.

Muita história pra contar

Em 45 anos de profissão, Chaves destaca que tem muita história para contar, citando que já abriu apartamentos com pessoas que haviam falecido, cofres onde o dinheiro ‘chegou a cair no chão’, além dos casos clássicos de pessoas que o chamavam no meio da noite e não tinham dinheiro para pagar.

“Já vivi muitas situações curiosas por conta da profissão. Quando comecei era só eu, hoje deve ter uns 50 chaveiros na cidade, e tenho orgulho de falar que muitos começaram e aprenderam com a gente. Apesar de haver fechaduras digitais, as convencionais vão continuar. É uma profissão que vai ser sempre importante; é muito digna e exige responsabilidade. Vejo que a união da classe deveria ser maior, seria muito interessante haver em Balneário ou na região um Sindicato dos Chaveiros. Aproveito para parabenizar os colegas nessa data, seguimos tocando a vida”, completa.


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Página 3
Fotos Arquivo Pessoal

Luiz Carlos Chaves, primeiro chaveiro da praia, fala sobre o Dia Nacional do Chaveiro

Ele é proprietário da famosa Casa das Chaves

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Segunda, 29/6/2020 12:10.

O Dia Nacional do Chaveiro é lembrado nesta segunda-feira (29) e para marcar a data, a reportagem conversou com Luiz Carlos Chaves, 69 anos, o primeiro chaveiro de Balneário Camboriú, atuando na cidade desde 1975. Ele é proprietário da Casa das Chaves, empresa que hoje é focada em fechaduras.

Chaves (D) com seu funcionário Edvilson Gutz, na Casa das Chaves anos 70

Chaves é natural de Lages, e antes de começar na profissão de chaveiro, onde atuava com o irmão, trabalhava no campo com o pai. Aos 23 anos, em 1973, mudou-se para Itajaí, onde abriu a Zulian, sendo o primeiro chaveiro daquela cidade. Mas acabou voltando para a cidade natal, e em 1975 decidiu mudar-se para Balneário Camboriú, onde também foi pioneiro na profissão.

“Eu aluguei uma salinha no centro com o falecido senhor Bruno Nitz e comecei a trabalhar. Desde o começo atendia hotéis, residências. Na época, a Barra Sul, o Pontal Norte, era tudo muito longe. Sabíamos os nomes dos prédios, conhecíamos os lugares, hoje não tem como saber, temos que pesquisar os endereços”, relembra.

Chaves conta que na época os chaveiros precisavam ser especialistas, sabiam abrir cofres, carros, mas que hoje isso mudou, e a internet auxiliou o público.

“Hoje há ferramentas, basta pesquisar para saber como abrir. A evolução da profissão e também de Balneário Camboriú foi espetacular. A minha empresa, a Casa da Chaves, trabalha atualmente com fechaduras. Focamos em eletro-imã, biometria; a tecnologia ajudou muito na nossa área. Meus dois filhos e minha nora tocam a Casa com 18 funcionários”, diz.

Muita história pra contar

Em 45 anos de profissão, Chaves destaca que tem muita história para contar, citando que já abriu apartamentos com pessoas que haviam falecido, cofres onde o dinheiro ‘chegou a cair no chão’, além dos casos clássicos de pessoas que o chamavam no meio da noite e não tinham dinheiro para pagar.

“Já vivi muitas situações curiosas por conta da profissão. Quando comecei era só eu, hoje deve ter uns 50 chaveiros na cidade, e tenho orgulho de falar que muitos começaram e aprenderam com a gente. Apesar de haver fechaduras digitais, as convencionais vão continuar. É uma profissão que vai ser sempre importante; é muito digna e exige responsabilidade. Vejo que a união da classe deveria ser maior, seria muito interessante haver em Balneário ou na região um Sindicato dos Chaveiros. Aproveito para parabenizar os colegas nessa data, seguimos tocando a vida”, completa.


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