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Inter abusa de perder gols contra Olimpia e dá adeus à Libertadores nos pênaltis

Podiam ser três, quatro, cinco ou até os mesmo seis gols da surra na fase de grupos sobre o Olimpia, por 6 a 1, sem exageros. Num jogo de domínio total no Beira-Rio, o Internacional abusou de desperdiçar chances claras no tempo normal, viu até Edenilson perder seu primeiro pênalti em 15 cobranças, e acabou castigado nas penalidades após repetir o 0 a 0 da ida. Thiago Galhardo errou a única cobrança das 10. Com 5 a 4, os paraguaios encaram o Flamengo nas quartas de final da Copa Libertadores.

Assim como em 1989, o Olimpia repete a precisão nas penalidades para deixar o Internacional pelo caminho em seu estádio na Libertadores. Desta vez nas oitavas de final. Há 32 anos, valia vaga na decisão. Diego Aguirre, derrotado nesta quinta-feira como técnico, foi reserva naquele dia e chora uma dura e injusta eliminação para os paraguaios pela segunda vez com as cores do time gaúcho.

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Thiago Galhardo deve ter problemas para dormir na próxima noite. Aposta de Aguirre no jogo, teve quatro chances limpas para marcar e falhou em todas. Fechou a noite trágica perdendo o último pênalti. Yuri Alberto, duas vezes, Taison batendo na trave e Edenilson perdendo seu primeiro pênalti em 15 jogos, também não terão bons sonhos por causa da pontaria imprecisa.

Vilões ao longo dos 90 minutos, Edenilson e Galhardo teriam a chance da redenção nas penalidades. São batedores de excelência. O volante foi para a primeira cobrança. Respirou fundo e, desta vez, mandou na rede. Cheio de estilo, Silva empatou. Boschilia, Pitta, Moisés, Ojeda, Maurício e Ortiz foram todos precisos. Até chegar a vez de Galhardo.

Vilão nos 90 minutos, o camisa 17 ainda bateu para fora, jogando a responsabilidade de manter o Inter vivo para o goleiro Daniel. Tinha de parar Derlis González. O ex-jogador do Santos bateu no meio, com segurança, e garantiu a festa paraguaia pela segunda vez na história em pênaltis no Beira-Rio.

Sem querer pensar em disputa de pênaltis, o Inter entrou em campo com obrigação de anotar ao menos um gol rápido para ficar em situação mais tranquila em campo. Vitória magra já servia para derrubar os paraguaios após 0 a 0 em Assunção.

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Aguirre queria capricho do time e pregou isso ao longo da preparação. A perda de chances em demasia vinha custando pontos preciosos nós últimos jogos. Ao mesmo tempo em que pregação precisão nas finalizações, o treinador não queria correr riscos atrás.

Em busca de gols, o comandante uruguaio resolveu a dúvida sobre quem escalaria na frente da melhor maneira: Thiago Galhardo ou Yuri Alberto? Ele escalou os dois. Municiados por Taison. Caio Vidal perdeu a posição.

E a dupla de centroavantes foi logo chamando atenção na partida. Logo com seis minutos, Taison deixou Yuri Alberto cara a cara, mas ele bateu no peito do goleiro. Logo depois, quem serviu foi Yuri. Mas Galhardo ficou indeciso entre chutar e cavar um pênalti. Nova chance desperdiçada. Tudo o que Aguirre não queria, ocorria. O time desperdiçava chances claras.

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Após ver os goleadores falharam, Taison resolveu tentar individualmente. Na busca do primeiro gol após volta da Europa, limpou o marcador e parou na trave. Quando balançou as redes, viu o VAR impugnar o lance por impedimento na origem da jogada. Para piorar, os gaúchos perderam o imprescindível Patrick, machucado, com meia hora.

Galhardo ficou no “uh” novamente, por duas vezes. Yuri falhou também. A bola teimava em não entrar. E eram chances claras, daquelas que atacantes sonham ter nas partidas. O Inter podia descer para o intervalo com vaga encaminhada e boa vantagem de gols. Saiu lamentando os tantos erros.

O Inter precisou de cinco minutos na etapa final para chegar novamente na frente. De que maneira? Com Galhardo desperdiçando chance. Com paraguaios melhores postados na defesa, o domínio já não era tão evidente com o passar do tempo. O Inter ainda tinha a bola, mas já não finalizava no alvo com tanta facilidade.

Até Salazar cometer pênalti bobo em Taison. Perdeu o tempo da bola e acertou o bico da chuteira do atacante. Edenilson, que não perdido cobranças ainda, falhou pela primeira vez após 14 gols em batidas precisas. Aguilar defendeu com a mão direita.

O relógio passava rapidamente e, para piorar, os paraguaios começaram a pisar alguns avanços. Deram alguns sustos, apesar de errarem o alvo. Aguirre, com apenas 15 minutos pela frente, ousou com Boschilia na vaga do lateral Heitor. Ainda apostou em outros dois atacantes, Vinícius Mello e Palacios e não obteve êxito.

Em dia para comemorar vaga tranquila, o excesso de erros no ataque fez a decisão ir aos pênaltis, como nas semifinais em 1989. Um sofrimento desnecessário que os gaúchos tentariam final diferente daquela queda dolorosa. Não conseguiram.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 0 (4) x (5) 0 OLIMPIA

INTERNACIONAL – Daniel; Heitor (Boschilia), Cuesta, Bruno Mendez e Moisés; Rodrigo Dourado, Edenilson e Patrick (Maurício); Taison (Vinícius Mello), Yuri Alberto (Palacios) e Thiago Galhardo. Técnico: Diego Aguirre.

OLIMPIA – Aguilar; Salazar, Salcedo, Alcaraz (Cáceres) e Iván Torres; Ojeda, Ortiz e Orzusa (Walter González); Derlis González, Pitta e Recalde (Silva). Técnico: Sergio Ortemán.

PÊNALTIS – Silva, Pitta, Ojeda, Ortiz e Derlis González (Olimpia); Edenilson, Boschilia, Moisés e Maurício (Internacional).

CARTÕES AMARELOS – Iván Torres (Olimpia) e Cuesta (Internacional).

ÁRBITRO – Christian Ferreyra (URU).

RENDA E PÚBLICO – Jogo disputado com portões fechados.

LOCAL – Beira-Rio

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