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Pablo tenta fazer história no Athletico após seu pai superar problema de saúde
Divulgação
Pablo, artilheiro da baixada

Quarta, 12/12/2018 11:10.

LUIZ COSENZO E JOÃO GABRIEL (FOLHAPRESS)

Aos 26 anos, o atacante Pablo, do Atlético-PR, vive o melhor momento da sua carreira. Maior artilheiro da Arena da Baixada desde a reforma do estádio para a Copa de 2014, com 23 gols, ele pode alcançar mais uma marca histórica pelo clube.

Nesta quarta (12), às 21h45, o time enfrenta o Junior Barranquilla (COL), em Curitiba, precisando de uma vitória para conquistar seu primeiro título da Copa Sul-Americana. Na ida, as equipes empataram em 1 a 1. Caso aconteça novo empate, haverá disputa de prorrogação e, mantida a igualdade, de pênaltis.

O título serviria para coroar a recuperação do atacante nascido em Cambé (PR). No ano passado, ele viveu um drama pessoal, que chegou a atrapalhar o seu desempenho em campo pelo time paranaense.

Seu pai, Cícero Teixeira, 55, foi diagnosticado com pneumonia, mas seu quadro de saúde começou a se deteriora drástica e inesperadamente, deixando-o à beira da morte.

"Eu achei que estava infartando. Estava com muita falta de ar. Acabei fazendo uma avaliação. Fizeram os exames e ficou constatado que era uma pneumonia dupla. Depois descobriram que eu tive uma perfuração no intestino", conta Teixeira.

Os problemas se espalharam também para os seus rins e foi descoberto que ele tinha uma ruptura em uma válvula do coração. No total, Cícero passou três meses no hospital, sendo 38 dias na UTI, 26 deles em coma.

Ele teve ajuda do cardiologista Luiz Gustavo Emed, filho do presidente do Atlético-PR, Luiz Sallim, para resolver os problemas de saúde.

Em meio à crise familiar o atacante, que foi titular do Atlético-PR em 2016, com 12 gols e atuações fundamentais para que o time chegasse à Libertadores, caiu de produção na temporada passada. Tanto é que marcou apenas três gols.

"[Pablo] ficava no hospital comigo até 3h, 4h da manhã e no outro dia ele tinha treino. Com isso, perdeu um pouco da condição física e não conseguiu repetir o desempenho do ano anterior", conta o pai.

A irregularidade não passou despercebida pela torcida, que, sem saber dos problemas pessoais do jogador, passou a criticá-lo.

A cobrança era em razão da expectativa criada sobre o atacante desde 2013, quando foi para o Figueirense e ajudou o clube no acesso à Série A. As atuações chamaram a atenção de Juni Calafat, representante do Real que o levou para a equipe B do time de Madri.

A passagem durou pouco tempo. Com duas lesões musculares, ele voltou ao Brasil sem conseguir deslanchar no futebol europeu -fez quatro jogos, todos saindo do banco.

Retornou ao Figueirense em 2014 e ajudou o time a escapar do rebaixamento. Desta vez, o desempenho chamou a atenção do Cerezo Osaka, do Japão, onde foi comandado por Paulo Autuori e formou o trio ofensivo com o brasileiro naturalizado alemão Cacau e o atacante uruguaio Forlán.

Mas nem as viagens internacionais fizeram o jogador desapegar dos pais.

"Ele falou que só ia para o Real Madrid se eu e a mãe dele fossemos com ele. Conversei com o Real Madrid, que também contribuiu na parte financeira. Assim como aconteceu no Japão", lembra Teixeira.

Descrito como um jogador moderno pela sua inteligência tática e versátil -já jogou de atacante pelos lados do campo, volante e lateral-, o atleta arranca elogios daqueles que trabalharam ao seu lado.

"Ele tem uma grande leitura de jogo. Finaliza bem com a perna esquerda, com a direita e cabeceia bem" elogia o treinador Argel Fucks, seu técnico no Figueirense, em 2014.

"Está demorando para os grandes times contratarem o Pablo", finaliza Leandro Nehues, que trabalhou com o jogador na base do Atlético-PR e o levou para o time catarinense.

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Pablo tenta fazer história no Athletico após seu pai superar problema de saúde

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Pablo, artilheiro da baixada
Pablo, artilheiro da baixada
Quarta, 12/12/2018 11:10.

LUIZ COSENZO E JOÃO GABRIEL (FOLHAPRESS)

Aos 26 anos, o atacante Pablo, do Atlético-PR, vive o melhor momento da sua carreira. Maior artilheiro da Arena da Baixada desde a reforma do estádio para a Copa de 2014, com 23 gols, ele pode alcançar mais uma marca histórica pelo clube.

Nesta quarta (12), às 21h45, o time enfrenta o Junior Barranquilla (COL), em Curitiba, precisando de uma vitória para conquistar seu primeiro título da Copa Sul-Americana. Na ida, as equipes empataram em 1 a 1. Caso aconteça novo empate, haverá disputa de prorrogação e, mantida a igualdade, de pênaltis.

O título serviria para coroar a recuperação do atacante nascido em Cambé (PR). No ano passado, ele viveu um drama pessoal, que chegou a atrapalhar o seu desempenho em campo pelo time paranaense.

Seu pai, Cícero Teixeira, 55, foi diagnosticado com pneumonia, mas seu quadro de saúde começou a se deteriora drástica e inesperadamente, deixando-o à beira da morte.

"Eu achei que estava infartando. Estava com muita falta de ar. Acabei fazendo uma avaliação. Fizeram os exames e ficou constatado que era uma pneumonia dupla. Depois descobriram que eu tive uma perfuração no intestino", conta Teixeira.

Os problemas se espalharam também para os seus rins e foi descoberto que ele tinha uma ruptura em uma válvula do coração. No total, Cícero passou três meses no hospital, sendo 38 dias na UTI, 26 deles em coma.

Ele teve ajuda do cardiologista Luiz Gustavo Emed, filho do presidente do Atlético-PR, Luiz Sallim, para resolver os problemas de saúde.

Em meio à crise familiar o atacante, que foi titular do Atlético-PR em 2016, com 12 gols e atuações fundamentais para que o time chegasse à Libertadores, caiu de produção na temporada passada. Tanto é que marcou apenas três gols.

"[Pablo] ficava no hospital comigo até 3h, 4h da manhã e no outro dia ele tinha treino. Com isso, perdeu um pouco da condição física e não conseguiu repetir o desempenho do ano anterior", conta o pai.

A irregularidade não passou despercebida pela torcida, que, sem saber dos problemas pessoais do jogador, passou a criticá-lo.

A cobrança era em razão da expectativa criada sobre o atacante desde 2013, quando foi para o Figueirense e ajudou o clube no acesso à Série A. As atuações chamaram a atenção de Juni Calafat, representante do Real que o levou para a equipe B do time de Madri.

A passagem durou pouco tempo. Com duas lesões musculares, ele voltou ao Brasil sem conseguir deslanchar no futebol europeu -fez quatro jogos, todos saindo do banco.

Retornou ao Figueirense em 2014 e ajudou o time a escapar do rebaixamento. Desta vez, o desempenho chamou a atenção do Cerezo Osaka, do Japão, onde foi comandado por Paulo Autuori e formou o trio ofensivo com o brasileiro naturalizado alemão Cacau e o atacante uruguaio Forlán.

Mas nem as viagens internacionais fizeram o jogador desapegar dos pais.

"Ele falou que só ia para o Real Madrid se eu e a mãe dele fossemos com ele. Conversei com o Real Madrid, que também contribuiu na parte financeira. Assim como aconteceu no Japão", lembra Teixeira.

Descrito como um jogador moderno pela sua inteligência tática e versátil -já jogou de atacante pelos lados do campo, volante e lateral-, o atleta arranca elogios daqueles que trabalharam ao seu lado.

"Ele tem uma grande leitura de jogo. Finaliza bem com a perna esquerda, com a direita e cabeceia bem" elogia o treinador Argel Fucks, seu técnico no Figueirense, em 2014.

"Está demorando para os grandes times contratarem o Pablo", finaliza Leandro Nehues, que trabalhou com o jogador na base do Atlético-PR e o levou para o time catarinense.

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