Jornal Página 3

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Tensão e adiamento fizeram técnicos de River e Boca adotarem mistério

Domingo, 9/12/2018 5:20.

TIAGO LEME
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Ídolos de suas torcidas quando ainda eram jogadores e novamente adversários agora como treinadores, Marcelo Gallardo, do River Plate, e Guillermo Barros Schelotto, do Boca Juniors, sempre tiveram boa relação apesar da rivalidade esportiva.

A tensão entre as duas equipes após a violência que causou o adiamento do segundo jogo da final da Copa Libertadores, no entanto, fez o relacionamento estremecer, e os dois técnicos se afastaram.

Às vésperas do duelo decisivo marcado para este domingo (9) em Madri, ambos evitaram falar diretamente um do outro, mas se mostraram incomodados com as questões sobre as polêmicas que envolvem esta final da competição sul-americana na Espanha.

A mudança de algumas atitudes deles chama a atenção da imprensa argentina. Diferentemente do que costumam fazer, por exemplo, tanto Gallardo como Schelotto adotaram mistério na escalação dos times antes da decisão.

O principal motivo para o mal-estar entre os comandantes foi o fato de o Boca ter tentado nos tribunais ganhar os pontos do jogo adiado no Monumental de Nuñes. O desentendimento que começou entre os dirigentes dos dois clubes se estendeu aos treinadores.

Gallardo não gostou das declarações de Schelotto a favor de sua equipe ser declarada campeã sem disputar a segunda partida. O técnico do River entende que foi traído, já que no dia 24 de novembro, quando jogadores do Boca ficaram feridos após o ataque de torcedores ao ônibus da delegação, ele demonstrou apoio ao adiamento se os adversários não tivessem condições de entrar em campo.

Em entrevista durante esta semana, Gallardo foi questionado se teria ficado arrependido de ter apoiado o Boca Juniors para que o jogo não fosse disputado naquele sábado após a confusão, mas mudou o foco, não respondeu diretamente a pergunta e preferiu criticar a Conmebol por alterar o duelo para a capital da Espanha.

"A Conmebol tomou uma decisão absurda. Perdemos o fator local, perdemos muito. Roubaram o torcedor do River. Roubaram do torcedor uma possibilidade única. Depois há mais coisas que sinto. Mas vamos defender os torcedores onde nos sentimos melhor e mais confortáveis, no campo", afirmou o comandante, campeão da Libertadores como jogador em 1996 e como técnico, ambos pelo River Plate.

Nesta sexta-feira (7) e no sábado (8), Gallardo comandou treinamentos com portões fechados, sem a presença da imprensa, em Valdebebas, o CT do Real Madrid. A escalação do River parece ter dez nomes certos: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Exequiel Palacios, Ponzio, Enzo Pérez e Pity Martínez; Lucas Pratto.

Mas há uma grande dúvida, que influencia o esquema tático, e quatro atletas disputam essa vaga entre os titulares: o zagueiro Martinez Quarta, o atacante Scocco, o volante Nacho Fernández e o jovem meia Julian Alvarez.

Do lado do Boca Juniors, Schelotto também não quis falar do adversário durante a entrevista coletiva que concedeu nesta sexta-feira em Madri. O técnico ainda demonstrou certa irritação pelo fato de o noticiário estar sendo dominado por problemas de segurança e atos violentos de torcedores.

"Boca e River estão no ponto mais alto do futebol sul-americano. Não vou falar do River porque não é o meu lado, mas nós ganhamos do Cruzeiro, que acabou de ganhar a Copa do Brasil, e do Palmeiras, que acabou de ganhar o Brasileiro. Hoje deveríamos estar falando de que Boca e River são os melhores times do continente, mas estamos falando apenas da violência", disse o comandante do Boca, que nunca venceu a Libertadores como técnico, mas foi campeão quatro vezes como atleta, em 2000, 2001, 2003 e 2007.

Schelotto também fez mistério sobre a formação da equipe durante os treinamentos em Las Rozas, o CT da seleção espanhola. O treinador adiantou que só vai revelar a formação momentos antes da final.

Uma das opções prováveis é: Andrada; Buffarini, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios, Pavón e P. Perez; Benedetto e Abila. Mas também existe a possibilidade de Villa ou Zárate começarem no lugar de Benedetto no ataque.

A relação que também parecia ruim entre os presidentes dos dois clubes pareceu ter ficado mais leve neste sábado. Daniel Angelici (Boca Juniors) e Rodolfo D'Onofrio (River Plate) se encontraram para uma entrevista conjunta para o programa de TV "Periodismo para Todos", do canal 13, da Argentina. Eles se abraçaram na chegada ao local em que seria feita a gravação.

D'Onofrio reclamou que Angelici não cumpriu a palavra quando foi fechado o acordo para adiar a partida no último dia 24. Ele disse que o River Plate havia concordado com a mudança da data porque Angelici prometera que a decisão aconteceria dentro de campo. Em seguida, o Boca entrou com o pedido dos pontos da partida no Tribunal Disciplinar da Conmebol.

A final da Libertadores será disputada neste domingo às 17h30 (horário de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu. No jogo de ida, em La Bombonera, houve empate por 2 a 2. Quem vencer a segunda partida será campeão. 

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Domingo, 9/12/2018 5:20.

TIAGO LEME
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Ídolos de suas torcidas quando ainda eram jogadores e novamente adversários agora como treinadores, Marcelo Gallardo, do River Plate, e Guillermo Barros Schelotto, do Boca Juniors, sempre tiveram boa relação apesar da rivalidade esportiva.

A tensão entre as duas equipes após a violência que causou o adiamento do segundo jogo da final da Copa Libertadores, no entanto, fez o relacionamento estremecer, e os dois técnicos se afastaram.

Às vésperas do duelo decisivo marcado para este domingo (9) em Madri, ambos evitaram falar diretamente um do outro, mas se mostraram incomodados com as questões sobre as polêmicas que envolvem esta final da competição sul-americana na Espanha.

A mudança de algumas atitudes deles chama a atenção da imprensa argentina. Diferentemente do que costumam fazer, por exemplo, tanto Gallardo como Schelotto adotaram mistério na escalação dos times antes da decisão.

O principal motivo para o mal-estar entre os comandantes foi o fato de o Boca ter tentado nos tribunais ganhar os pontos do jogo adiado no Monumental de Nuñes. O desentendimento que começou entre os dirigentes dos dois clubes se estendeu aos treinadores.

Gallardo não gostou das declarações de Schelotto a favor de sua equipe ser declarada campeã sem disputar a segunda partida. O técnico do River entende que foi traído, já que no dia 24 de novembro, quando jogadores do Boca ficaram feridos após o ataque de torcedores ao ônibus da delegação, ele demonstrou apoio ao adiamento se os adversários não tivessem condições de entrar em campo.

Em entrevista durante esta semana, Gallardo foi questionado se teria ficado arrependido de ter apoiado o Boca Juniors para que o jogo não fosse disputado naquele sábado após a confusão, mas mudou o foco, não respondeu diretamente a pergunta e preferiu criticar a Conmebol por alterar o duelo para a capital da Espanha.

"A Conmebol tomou uma decisão absurda. Perdemos o fator local, perdemos muito. Roubaram o torcedor do River. Roubaram do torcedor uma possibilidade única. Depois há mais coisas que sinto. Mas vamos defender os torcedores onde nos sentimos melhor e mais confortáveis, no campo", afirmou o comandante, campeão da Libertadores como jogador em 1996 e como técnico, ambos pelo River Plate.

Nesta sexta-feira (7) e no sábado (8), Gallardo comandou treinamentos com portões fechados, sem a presença da imprensa, em Valdebebas, o CT do Real Madrid. A escalação do River parece ter dez nomes certos: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Exequiel Palacios, Ponzio, Enzo Pérez e Pity Martínez; Lucas Pratto.

Mas há uma grande dúvida, que influencia o esquema tático, e quatro atletas disputam essa vaga entre os titulares: o zagueiro Martinez Quarta, o atacante Scocco, o volante Nacho Fernández e o jovem meia Julian Alvarez.

Do lado do Boca Juniors, Schelotto também não quis falar do adversário durante a entrevista coletiva que concedeu nesta sexta-feira em Madri. O técnico ainda demonstrou certa irritação pelo fato de o noticiário estar sendo dominado por problemas de segurança e atos violentos de torcedores.

"Boca e River estão no ponto mais alto do futebol sul-americano. Não vou falar do River porque não é o meu lado, mas nós ganhamos do Cruzeiro, que acabou de ganhar a Copa do Brasil, e do Palmeiras, que acabou de ganhar o Brasileiro. Hoje deveríamos estar falando de que Boca e River são os melhores times do continente, mas estamos falando apenas da violência", disse o comandante do Boca, que nunca venceu a Libertadores como técnico, mas foi campeão quatro vezes como atleta, em 2000, 2001, 2003 e 2007.

Schelotto também fez mistério sobre a formação da equipe durante os treinamentos em Las Rozas, o CT da seleção espanhola. O treinador adiantou que só vai revelar a formação momentos antes da final.

Uma das opções prováveis é: Andrada; Buffarini, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios, Pavón e P. Perez; Benedetto e Abila. Mas também existe a possibilidade de Villa ou Zárate começarem no lugar de Benedetto no ataque.

A relação que também parecia ruim entre os presidentes dos dois clubes pareceu ter ficado mais leve neste sábado. Daniel Angelici (Boca Juniors) e Rodolfo D'Onofrio (River Plate) se encontraram para uma entrevista conjunta para o programa de TV "Periodismo para Todos", do canal 13, da Argentina. Eles se abraçaram na chegada ao local em que seria feita a gravação.

D'Onofrio reclamou que Angelici não cumpriu a palavra quando foi fechado o acordo para adiar a partida no último dia 24. Ele disse que o River Plate havia concordado com a mudança da data porque Angelici prometera que a decisão aconteceria dentro de campo. Em seguida, o Boca entrou com o pedido dos pontos da partida no Tribunal Disciplinar da Conmebol.

A final da Libertadores será disputada neste domingo às 17h30 (horário de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu. No jogo de ida, em La Bombonera, houve empate por 2 a 2. Quem vencer a segunda partida será campeão. 

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