Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Conheça o Wingsuit: voo aconteceu em Balneário no fim de semana e deve se repetir em breve

Voo noturno chamou muita atenção

Segunda, 2/12/2019 15:48.
Flávio Jordão

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Três pilotos do Clube Fly Brothers, de Wingsuit (esporte que é considerado um dos mais perigosos do mundo e é bastante desafiador, extremo e radical), voaram em Balneário Camboriú neste final de semana. A ideia era ter voos na sexta-feira, sábado e domingo (29, 30 e 1º), mas por conta de fortes ventos (que cancelaram os voos de sexta-feira) e alguns problemas adversos, os pilotos conseguiram voar apenas no sábado, na parte da manhã e à noite. O Fly Brothers é da paulista Piracicaba e é um dos grupos mais premiados.

Um dos pilotos e ‘líder’ dos Fly Brothers é Flávio Jordão, que voa há 22 anos e já realizou mais de três mil saltos. Ele conta que a princípio iam fazer os saltos com o apoio de um helicóptero, mas tiveram algumas dificuldades: eles haviam combinado um valor com o proprietário da aeronave e na hora ele teria tentado triplicar a quantia.

“Quase que o projeto não aconteceu, mas conseguiram um táxi-aéreo, explicamos o que estava acontecendo e deu certo”, diz.

O primeiro voo aconteceu no sábado de manhã, quando voaram ao lado de um prédio e pousaram na praia. O segundo aconteceu à noite, por volta das 21h45, quando os três pilotos (Flávio foi em cima filmando e fotografando e dois embaixo) testaram a chama chuva de prata e iluminaram suas asas. Toda a tecnologia é feita por eles. Ele conta que o voo noturno chamou muita atenção e que estão recebendo diversos contatos através de ligações e redes sociais. Inclusive 300 pessoas passaram a segui-los nas redes sociais, todas de Balneário e região.

O voo gerou comentários ‘diferentes’, teve quem disse que os pilotos eram um disco-voador e até uma senhora teria citado que um avião estava pegando fogo.

“As pessoas tem uma resistência muito grande com esse esporte, acham que é perigoso, mas a nossa equipe é muito segura. Voamos juntos há quase 10 anos e fazemos tudo com excelência para não ter nenhum risco. Quando seguimos com segurança mostramos a beleza do esporte”, acrescenta.

Flávio salienta que a prefeitura de Balneário Camboriú havia sido informada sobre os voos e que possuíam todas as autorizações, prezando sempre pelas normas de segurança. O grupo já fez voos em São Paulo e ano que vem deve fazer ao lado do Cristo Redentor.

“Vai ser um voo épico. Iríamos fazer esse ano, mas não conseguimos por conta de condições meteorológicas. Todos temos amor pelas nossas vidas e sempre as prezamos. Em Balneário a condição meteorológica estava perfeita, tivemos apenas dificuldade com o avião para saber qual seria a altura correta para o salto”, explica.

No domingo o voo não aconteceu por conta de uma pane elétrica no avião, e quando ele foi consertado o vento estava muito forte e a praia estava cheia, mas o piloto antecipa que daqui dois, três meses devem retornar a Balneário para fazer voos diferentes e até mais altos.

“A nossa intenção é deixar boas lembranças e para a cidade também é muito legal, acaba sendo propaganda também para Balneário. Em Dubai, por exemplo, os voos são muito conhecidos. Lá eles autorizam voos diferenciados sobre prédios, saindo de edifícios. É muito bacana”, destaca.


Como voar?

O processo para realizar o Wingsuit pode ser demorado: primeiro é preciso ser paraquedista e ter feito pelo menos 200 saltos, aí é possível ingressar no curso de Wingsuit, além de ser necessário fazer o curso de BASE Jumping.

“Se tiver tempo, dinheiro, equipamentos e dedicação você consegue em três anos, mas tem que estar se dedicando só para isso e voando todos os finais de semana. Acredito que um bom começo é voar de paraquedas. Perto de Balneário há a DZ47, que fica em Tijucas, onde treinamos. Lá são feitos saltos duplos e é muito legal”, explica.

Flávio finaliza analisando que o medo é uma ‘doença’ e que precisa ser enfrentado.

“Há o medo da morte, da falta de dinheiro, de perder um parente e o medo do medo, que é o pior de todos. Se você tem medo de altura e fizer um salto de paraquedas você estará evoluindo e enfrentando isso”, completa.

Informações - https://flybrothers.com.br/

crédito - Flávio JordãoChama ‘chuva de prata’ deixou um rastro luminoso


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Página 3
Flávio Jordão

Conheça o Wingsuit: voo aconteceu em Balneário no fim de semana e deve se repetir em breve

Voo noturno chamou muita atenção

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Segunda, 2/12/2019 15:48.

Três pilotos do Clube Fly Brothers, de Wingsuit (esporte que é considerado um dos mais perigosos do mundo e é bastante desafiador, extremo e radical), voaram em Balneário Camboriú neste final de semana. A ideia era ter voos na sexta-feira, sábado e domingo (29, 30 e 1º), mas por conta de fortes ventos (que cancelaram os voos de sexta-feira) e alguns problemas adversos, os pilotos conseguiram voar apenas no sábado, na parte da manhã e à noite. O Fly Brothers é da paulista Piracicaba e é um dos grupos mais premiados.

Um dos pilotos e ‘líder’ dos Fly Brothers é Flávio Jordão, que voa há 22 anos e já realizou mais de três mil saltos. Ele conta que a princípio iam fazer os saltos com o apoio de um helicóptero, mas tiveram algumas dificuldades: eles haviam combinado um valor com o proprietário da aeronave e na hora ele teria tentado triplicar a quantia.

“Quase que o projeto não aconteceu, mas conseguiram um táxi-aéreo, explicamos o que estava acontecendo e deu certo”, diz.

O primeiro voo aconteceu no sábado de manhã, quando voaram ao lado de um prédio e pousaram na praia. O segundo aconteceu à noite, por volta das 21h45, quando os três pilotos (Flávio foi em cima filmando e fotografando e dois embaixo) testaram a chama chuva de prata e iluminaram suas asas. Toda a tecnologia é feita por eles. Ele conta que o voo noturno chamou muita atenção e que estão recebendo diversos contatos através de ligações e redes sociais. Inclusive 300 pessoas passaram a segui-los nas redes sociais, todas de Balneário e região.

O voo gerou comentários ‘diferentes’, teve quem disse que os pilotos eram um disco-voador e até uma senhora teria citado que um avião estava pegando fogo.

“As pessoas tem uma resistência muito grande com esse esporte, acham que é perigoso, mas a nossa equipe é muito segura. Voamos juntos há quase 10 anos e fazemos tudo com excelência para não ter nenhum risco. Quando seguimos com segurança mostramos a beleza do esporte”, acrescenta.

Flávio salienta que a prefeitura de Balneário Camboriú havia sido informada sobre os voos e que possuíam todas as autorizações, prezando sempre pelas normas de segurança. O grupo já fez voos em São Paulo e ano que vem deve fazer ao lado do Cristo Redentor.

“Vai ser um voo épico. Iríamos fazer esse ano, mas não conseguimos por conta de condições meteorológicas. Todos temos amor pelas nossas vidas e sempre as prezamos. Em Balneário a condição meteorológica estava perfeita, tivemos apenas dificuldade com o avião para saber qual seria a altura correta para o salto”, explica.

No domingo o voo não aconteceu por conta de uma pane elétrica no avião, e quando ele foi consertado o vento estava muito forte e a praia estava cheia, mas o piloto antecipa que daqui dois, três meses devem retornar a Balneário para fazer voos diferentes e até mais altos.

“A nossa intenção é deixar boas lembranças e para a cidade também é muito legal, acaba sendo propaganda também para Balneário. Em Dubai, por exemplo, os voos são muito conhecidos. Lá eles autorizam voos diferenciados sobre prédios, saindo de edifícios. É muito bacana”, destaca.


Como voar?

O processo para realizar o Wingsuit pode ser demorado: primeiro é preciso ser paraquedista e ter feito pelo menos 200 saltos, aí é possível ingressar no curso de Wingsuit, além de ser necessário fazer o curso de BASE Jumping.

“Se tiver tempo, dinheiro, equipamentos e dedicação você consegue em três anos, mas tem que estar se dedicando só para isso e voando todos os finais de semana. Acredito que um bom começo é voar de paraquedas. Perto de Balneário há a DZ47, que fica em Tijucas, onde treinamos. Lá são feitos saltos duplos e é muito legal”, explica.

Flávio finaliza analisando que o medo é uma ‘doença’ e que precisa ser enfrentado.

“Há o medo da morte, da falta de dinheiro, de perder um parente e o medo do medo, que é o pior de todos. Se você tem medo de altura e fizer um salto de paraquedas você estará evoluindo e enfrentando isso”, completa.

Informações - https://flybrothers.com.br/

crédito - Flávio JordãoChama ‘chuva de prata’ deixou um rastro luminoso


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