Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Mundial de skate no Rio indica disputa acirrada para estreia olímpica do esporte

Segunda, 14/1/2019 5:14.
Thiago Ribeiro/Agif/Folhapress.
A brasileira Letícia Bufoni, vice-campeã mundial.

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(FOLHAPRESS) - O Mundial de skate street realizado no Rio de Janeiro, que terminou neste domingo (13), mostrou algumas tendências para a estreia do esporte em Olimpíada, nos Jogos de Tóquio-2020.

Os atletas brasileiros estão entre os melhores do mundo e serão favoritos na disputa por medalhas no Japão, mas a concorrência estrangeira também promete ser forte.

Os campeões na pista com rampas, escadas e corrimões montada na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, foram a japonesa Aori Nishimura, 17, e o americano Nyjah Huston, 24.

Leticia Bufoni e Kelvin Hoefler, ambos de 25 anos e destaques do Brasil na modalidade street (uma das que estarão na Olimpíada), ficaram com o vice-campeonato. Felipe Gustavo, 27, também foi ao pódio, com o terceiro lugar.

Brasil e EUA são os países com mais atletas na elite do skate, mas o Japão tem investido no esporte e alcançado bons resultados. No último mundial de park (a outra categoria olímpica), disputado na China, o brasileiro Pedro Barros e a japonesa Sakura Yosozumi foram os campeões.

A etapa decisiva da Street League é o primeiro Mundial da categoria reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional. Nesse modelo, cada atleta faz duas voltas de 45 segundos e cinco manobras. As quatro maiores notas são consideradas para o resultado.

Neste domingo, a final masculina chamou a atenção pelo nível técnico. Vários skatistas conseguiram notas acima de 9, consideradas muito altas.
Huston somou 37,6 pontos, seguido por Hoefler (37) e Gustavo (35,5). Ivan Monteiro, o outro brasileiro na decisão, terminou em sexto.

A final feminina também teve emoção. Bufoni se aproximou do título em sua última manobra, ao obter uma nota 9 que a colocou no primeiro lugar temporariamente.

Ela e o público comemoram muito, mas ainda faltava a última chance de Nishimura, que precisava de uma nota 8,5 para terminar na ponta. Foi o que ela conseguiu, desbancando a atleta da casa.

A americana Lacey Baker ficou na terceira posição. Outras três brasileiras participaram da final: Pâmela Rosa, Karen Feitosa de Barros e Virgínia Fortes Águas, esta última de apenas 12 anos, mas não chegaram ao pódio.

"Estou feliz com a minha performance. Consegui fazer tudo o que eu queria, o que planejei, mas não foi o suficiente. Bora para as próximas competições, porque vai ser um ano muito longo, mas muito bom", afirmou Bufoni.

O ranking de classificação para Tóquio levará em consideração os três melhores resultados obtidos na temporada 2019 (até setembro) e os seis melhores da temporada 2020 (de setembro deste ano a maio do próximo).

Ao todo, serão 80 skatistas na Olimpíada, 20 em cada gênero nas categorias park e street. Em cada evento há o limite de três representantes por país e o mínimo de um skatista por continente. O Japão tem vaga garantida em cada um deles.


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Thiago Ribeiro/Agif/Folhapress.
A brasileira Letícia Bufoni, vice-campeã mundial.
A brasileira Letícia Bufoni, vice-campeã mundial.

Mundial de skate no Rio indica disputa acirrada para estreia olímpica do esporte

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Segunda, 14/1/2019 5:14.

(FOLHAPRESS) - O Mundial de skate street realizado no Rio de Janeiro, que terminou neste domingo (13), mostrou algumas tendências para a estreia do esporte em Olimpíada, nos Jogos de Tóquio-2020.

Os atletas brasileiros estão entre os melhores do mundo e serão favoritos na disputa por medalhas no Japão, mas a concorrência estrangeira também promete ser forte.

Os campeões na pista com rampas, escadas e corrimões montada na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, foram a japonesa Aori Nishimura, 17, e o americano Nyjah Huston, 24.

Leticia Bufoni e Kelvin Hoefler, ambos de 25 anos e destaques do Brasil na modalidade street (uma das que estarão na Olimpíada), ficaram com o vice-campeonato. Felipe Gustavo, 27, também foi ao pódio, com o terceiro lugar.

Brasil e EUA são os países com mais atletas na elite do skate, mas o Japão tem investido no esporte e alcançado bons resultados. No último mundial de park (a outra categoria olímpica), disputado na China, o brasileiro Pedro Barros e a japonesa Sakura Yosozumi foram os campeões.

A etapa decisiva da Street League é o primeiro Mundial da categoria reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional. Nesse modelo, cada atleta faz duas voltas de 45 segundos e cinco manobras. As quatro maiores notas são consideradas para o resultado.

Neste domingo, a final masculina chamou a atenção pelo nível técnico. Vários skatistas conseguiram notas acima de 9, consideradas muito altas.
Huston somou 37,6 pontos, seguido por Hoefler (37) e Gustavo (35,5). Ivan Monteiro, o outro brasileiro na decisão, terminou em sexto.

A final feminina também teve emoção. Bufoni se aproximou do título em sua última manobra, ao obter uma nota 9 que a colocou no primeiro lugar temporariamente.

Ela e o público comemoram muito, mas ainda faltava a última chance de Nishimura, que precisava de uma nota 8,5 para terminar na ponta. Foi o que ela conseguiu, desbancando a atleta da casa.

A americana Lacey Baker ficou na terceira posição. Outras três brasileiras participaram da final: Pâmela Rosa, Karen Feitosa de Barros e Virgínia Fortes Águas, esta última de apenas 12 anos, mas não chegaram ao pódio.

"Estou feliz com a minha performance. Consegui fazer tudo o que eu queria, o que planejei, mas não foi o suficiente. Bora para as próximas competições, porque vai ser um ano muito longo, mas muito bom", afirmou Bufoni.

O ranking de classificação para Tóquio levará em consideração os três melhores resultados obtidos na temporada 2019 (até setembro) e os seis melhores da temporada 2020 (de setembro deste ano a maio do próximo).

Ao todo, serão 80 skatistas na Olimpíada, 20 em cada gênero nas categorias park e street. Em cada evento há o limite de três representantes por país e o mínimo de um skatista por continente. O Japão tem vaga garantida em cada um deles.


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