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Copinha SP também embala sonho de empresários e dirigentes de clubes

Quinta, 3/1/2019 5:26.

ALEX SABINO E LUIZ COSENZO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Entre todos os chavões da Copa São Paulo, que começou nesta quarta-feira (2), o maior é o sonho do garoto do time pequeno de encontrar a fama e a fortuna.

Mas e quando o sonho é do dono do time/treinador/dirigente/empresário?

"Aqui eu sou diretor, treinador, roupeiro, lavador de roupa, roço o campo. Sou tudo. Aqui é um time muito pobre", afirma Oziel Moreira.

Ele é diretor das categorias de base do Galvez, do Acre, e técnico do sub-20. Nesta quinta (3), a equipe estreia contra o Palmeiras, em Capivari, pelo grupo 13.

Na prática ele é o responsável pelas categorias de base da equipe fundada em 2011 por policiais militares do estado. Subtenente da PM, ele entrou no clube para ajudar o filho, o atacante Tiago Moreira. E fazer com que ele tenha sucesso na Copinha é uma das prioridades.

"Eu entrei nessa vida por causa dele. Mas ele joga muito. Montamos o time e fomos ganhando. O Tiago é titular, mas ganhou a posição no campo", afirma Moreira.

Inchada com 128 participantes divididos em 32 grupos, a Copa São Paulo convive há alguns anos com a acusação de ter se tornado uma plataforma para empresários ou clubes que têm como objetivo vender jogadores.

O Galvez é um desses casos, embora seu dirigente diga que a meta é vencer os jogos. Há outros times menos discretos e que de forma escancarada estão no torneio para buscar fazer negócios.

O FF Sports, de Alagoas, não faz muita questão de esconder que a questão financeira pesa mais do que a esportiva.

As letras FF são iniciais de Francisco Ferro, que comprou um time de várzea do estado em 2009 e o profissionalizou.

"Na segunda divisão alagoana ficamos com a terceira posição. Mas nosso objetivo não é conquistar títulos, não. É revelar jogadores", afirma Ferro.

Em nome da recuperação do investimento ele selecionou com cuidado os garotos que embarcaram na última sexta (28) para São Paulo. O destino era Assis (439 km da capital), onde o time está no grupo 4, ao lado do Vocem, Vitória da Conquista e Sport.

Assim como Oziel Moreira no Galvez, Ferro é o responsável por tudo no FF Sports.

"Sou presidente, roupeiro, tudo. Eu fui o fundador e sou o dono do clube. Nosso negócio é levar jogadores para o exterior. Temos atletas na Europa e em outros times do Nordeste. Não gosto que me chamem de empresário porque isso remete a alguém poderoso, coisa que eu não sou", afirma ele, que foi presidente do CSA entre 2006 e 2007.

Para o FF Sports, a Copa São Paulo é a maior vitrine da história. Para os jogadores também, claro. Mas principalmente para o dono.

"Quando eu era presidente do CSA, tinha empresa de carne. Hoje trabalho só com futebol. Quando saí do CSA tive a ideia de montar um time. Coloquei quase R$ 500 mil no CSA e não recuperei nada. Perdi foi a família, a minha mulher me deu um pé na bunda", se recorda Ferro, que vê a Copinha como uma oportunidade de fazer bons negócios.

A equipe estreia nesta quinta, contra o Sport.

A esperança de Oziel Moreira é que o Galvez possa seguir o mesmo caminho. Porque para reforçar o elenco, ele passou pelos principais clubes do Acre para recrutar jogadores para a Copinha. O discurso era o mesmo. No Galvez, eles teriam a chance de aparecer. Seria bom para todas as partes envolvidas.

Mas o responsável pelas categorias de base deixou claro que qualquer lucro seria futuro. No presente, o clube não tem condições de pagar nada. Na definição dele, é um time "0800", prefixo das ligações gratuitas.

"Não temos como pagar ninguém. Eu também trabalho de graça. Disputar a Copinha era o meu sonho. É uma grande oportunidade de fazer história. Dinheiro pode vir em seguida", afirma o dirigente que estará acompanhando a delegação em São Paulo para, como sempre, ser o faz-tudo do clube. 

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Quinta, 3/1/2019 5:26.

ALEX SABINO E LUIZ COSENZO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Entre todos os chavões da Copa São Paulo, que começou nesta quarta-feira (2), o maior é o sonho do garoto do time pequeno de encontrar a fama e a fortuna.

Mas e quando o sonho é do dono do time/treinador/dirigente/empresário?

"Aqui eu sou diretor, treinador, roupeiro, lavador de roupa, roço o campo. Sou tudo. Aqui é um time muito pobre", afirma Oziel Moreira.

Ele é diretor das categorias de base do Galvez, do Acre, e técnico do sub-20. Nesta quinta (3), a equipe estreia contra o Palmeiras, em Capivari, pelo grupo 13.

Na prática ele é o responsável pelas categorias de base da equipe fundada em 2011 por policiais militares do estado. Subtenente da PM, ele entrou no clube para ajudar o filho, o atacante Tiago Moreira. E fazer com que ele tenha sucesso na Copinha é uma das prioridades.

"Eu entrei nessa vida por causa dele. Mas ele joga muito. Montamos o time e fomos ganhando. O Tiago é titular, mas ganhou a posição no campo", afirma Moreira.

Inchada com 128 participantes divididos em 32 grupos, a Copa São Paulo convive há alguns anos com a acusação de ter se tornado uma plataforma para empresários ou clubes que têm como objetivo vender jogadores.

O Galvez é um desses casos, embora seu dirigente diga que a meta é vencer os jogos. Há outros times menos discretos e que de forma escancarada estão no torneio para buscar fazer negócios.

O FF Sports, de Alagoas, não faz muita questão de esconder que a questão financeira pesa mais do que a esportiva.

As letras FF são iniciais de Francisco Ferro, que comprou um time de várzea do estado em 2009 e o profissionalizou.

"Na segunda divisão alagoana ficamos com a terceira posição. Mas nosso objetivo não é conquistar títulos, não. É revelar jogadores", afirma Ferro.

Em nome da recuperação do investimento ele selecionou com cuidado os garotos que embarcaram na última sexta (28) para São Paulo. O destino era Assis (439 km da capital), onde o time está no grupo 4, ao lado do Vocem, Vitória da Conquista e Sport.

Assim como Oziel Moreira no Galvez, Ferro é o responsável por tudo no FF Sports.

"Sou presidente, roupeiro, tudo. Eu fui o fundador e sou o dono do clube. Nosso negócio é levar jogadores para o exterior. Temos atletas na Europa e em outros times do Nordeste. Não gosto que me chamem de empresário porque isso remete a alguém poderoso, coisa que eu não sou", afirma ele, que foi presidente do CSA entre 2006 e 2007.

Para o FF Sports, a Copa São Paulo é a maior vitrine da história. Para os jogadores também, claro. Mas principalmente para o dono.

"Quando eu era presidente do CSA, tinha empresa de carne. Hoje trabalho só com futebol. Quando saí do CSA tive a ideia de montar um time. Coloquei quase R$ 500 mil no CSA e não recuperei nada. Perdi foi a família, a minha mulher me deu um pé na bunda", se recorda Ferro, que vê a Copinha como uma oportunidade de fazer bons negócios.

A equipe estreia nesta quinta, contra o Sport.

A esperança de Oziel Moreira é que o Galvez possa seguir o mesmo caminho. Porque para reforçar o elenco, ele passou pelos principais clubes do Acre para recrutar jogadores para a Copinha. O discurso era o mesmo. No Galvez, eles teriam a chance de aparecer. Seria bom para todas as partes envolvidas.

Mas o responsável pelas categorias de base deixou claro que qualquer lucro seria futuro. No presente, o clube não tem condições de pagar nada. Na definição dele, é um time "0800", prefixo das ligações gratuitas.

"Não temos como pagar ninguém. Eu também trabalho de graça. Disputar a Copinha era o meu sonho. É uma grande oportunidade de fazer história. Dinheiro pode vir em seguida", afirma o dirigente que estará acompanhando a delegação em São Paulo para, como sempre, ser o faz-tudo do clube. 

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