Jornal Página 3

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Campeã sul-americana retorna motivada para grandes competições
Wagner Carmo/CBAt

Quarta, 29/5/2019 17:21.

A velocista Anny Caroline de Bassi, 21, retornou de Lima, onde conquistou seu primeiro título sul-americano, no sábado (25), esbanjando alegria e motivação para outras experiências internacionais. Embora sua especialidade seja 100m e 200m rasos, Anny foi convocada para integrar a equipe brasileira de revezamento 4x100m., que conquistou medalha de ouro.

“Quero muito participar de outras competições grandes e a Olimpíada, com certeza, é uma delas”, disse Anny ao Página3 nesta quarta-feira (29), já retomando os treinamentos pela Fundação Municipal de Esportes (FMEBC).

A conquista

“Participar do revezamento foi muito bom, gostaria de ter corrido os 100m rasos, mas tinha uma menina com tempo melhor que o meu, então ela correu no individual. Correr o revezamento dá um pouco mais de nervosismo, porque qualquer erro seu acaba atrapalhando a equipe toda. Fui bem, passei o bastão para a segunda menina e depois que corri, já me deu uma sensação de alívio, só pude gritar para minhas amigas, como se estivesse na arquibancada, até acabar a prova e nós vencermos. Fiquei feliz demais, sensação de dever cumprido. Mas antes de iniciar eu estava tranquila, foi mais sentimento de felicidade com gratidão, muito bom”.

A experiência

“Foi algo bem diferente para mim, muito gratificante, porque eu estava no meio de atletas medalhistas, olímpicos, o clima é outro, todo mundo se diverte, mas a concentração é algo fora do comum, é excepcional. Além disso tem tudo preparado para só competir, você não se preocupa com mais nada, alimentação, transporte, horários, você só precisa treinar e com tudo à disposição, materiais, academia, é um ambiente muito legal e muito diferente”.

Próximos compromissos

“Vou competir o Campeonato Estadual Adulto no próximo dia 8, em Jaraguá do Sul e no dia 16 estarei na 2ª etapa do Desafio CBAt/CPB, em São Paulo, onde vai lutar para manter o índice e garantir lugar no Pan-Americano, em julho. Já fiz o índice, só que tem mais atletas com o índice, então ainda não está decidido quem irá. Então quero melhorar minha marca para garantir a vaga. Tenho muitos objetivos a cumprir. Depois do Pan tem o Troféu Brasil Caixa de Atletismo e o Mundial, em Doha (Qatar), mas o meu maior sonho é disputar a Olimpíada em 2020”.

O começo

Anny conheceu o atletismo nos Jebequinhos e Jogos Estudantis de Balneário Camboriú quando tinha 11 anos. Foi incentivada para treinar na Fundação Municipal de Esportes aos 15 anos, quando começou a despontar em competições regionais e estaduais. Na equipe de rendimento, começou a treinar com Diogo Gamboa. Hoje é tricampeã dos 100m e 200m rasos dos JASC, tem títulos nacionais e internacionais, dois que conquistou no Uruguai e agora o sul-americano no Peru.

Superação

Além dos desafios do esporte, Anny comemora o maior de todos os desafios de sua vida: tornar-se uma atleta olímpica mesmo sendo portadora da Síndrome de Poland, uma deformidade rara (ela nasceu sem a mão esquerda e parte da musculatura do braço).

Quando se apaixonou pelo atletismo, tentou mas não conseguiu tornar-se uma atleta paralímpica.

Felizmente não desistiu do esporte, mas nas competições largava com certa desvantagem por causa do problema físico. Então começou a usar um bloco de apoio para largar em igualdade com as demais atletas e resolveu seu problema.

“A partir daí minha deficiência não atrapalhou mais em nada”, disse. 

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Campeã sul-americana retorna motivada para grandes competições

Wagner Carmo/CBAt

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Quarta, 29/5/2019 17:21.

A velocista Anny Caroline de Bassi, 21, retornou de Lima, onde conquistou seu primeiro título sul-americano, no sábado (25), esbanjando alegria e motivação para outras experiências internacionais. Embora sua especialidade seja 100m e 200m rasos, Anny foi convocada para integrar a equipe brasileira de revezamento 4x100m., que conquistou medalha de ouro.

“Quero muito participar de outras competições grandes e a Olimpíada, com certeza, é uma delas”, disse Anny ao Página3 nesta quarta-feira (29), já retomando os treinamentos pela Fundação Municipal de Esportes (FMEBC).

A conquista

“Participar do revezamento foi muito bom, gostaria de ter corrido os 100m rasos, mas tinha uma menina com tempo melhor que o meu, então ela correu no individual. Correr o revezamento dá um pouco mais de nervosismo, porque qualquer erro seu acaba atrapalhando a equipe toda. Fui bem, passei o bastão para a segunda menina e depois que corri, já me deu uma sensação de alívio, só pude gritar para minhas amigas, como se estivesse na arquibancada, até acabar a prova e nós vencermos. Fiquei feliz demais, sensação de dever cumprido. Mas antes de iniciar eu estava tranquila, foi mais sentimento de felicidade com gratidão, muito bom”.

A experiência

“Foi algo bem diferente para mim, muito gratificante, porque eu estava no meio de atletas medalhistas, olímpicos, o clima é outro, todo mundo se diverte, mas a concentração é algo fora do comum, é excepcional. Além disso tem tudo preparado para só competir, você não se preocupa com mais nada, alimentação, transporte, horários, você só precisa treinar e com tudo à disposição, materiais, academia, é um ambiente muito legal e muito diferente”.

Próximos compromissos

“Vou competir o Campeonato Estadual Adulto no próximo dia 8, em Jaraguá do Sul e no dia 16 estarei na 2ª etapa do Desafio CBAt/CPB, em São Paulo, onde vai lutar para manter o índice e garantir lugar no Pan-Americano, em julho. Já fiz o índice, só que tem mais atletas com o índice, então ainda não está decidido quem irá. Então quero melhorar minha marca para garantir a vaga. Tenho muitos objetivos a cumprir. Depois do Pan tem o Troféu Brasil Caixa de Atletismo e o Mundial, em Doha (Qatar), mas o meu maior sonho é disputar a Olimpíada em 2020”.

O começo

Anny conheceu o atletismo nos Jebequinhos e Jogos Estudantis de Balneário Camboriú quando tinha 11 anos. Foi incentivada para treinar na Fundação Municipal de Esportes aos 15 anos, quando começou a despontar em competições regionais e estaduais. Na equipe de rendimento, começou a treinar com Diogo Gamboa. Hoje é tricampeã dos 100m e 200m rasos dos JASC, tem títulos nacionais e internacionais, dois que conquistou no Uruguai e agora o sul-americano no Peru.

Superação

Além dos desafios do esporte, Anny comemora o maior de todos os desafios de sua vida: tornar-se uma atleta olímpica mesmo sendo portadora da Síndrome de Poland, uma deformidade rara (ela nasceu sem a mão esquerda e parte da musculatura do braço).

Quando se apaixonou pelo atletismo, tentou mas não conseguiu tornar-se uma atleta paralímpica.

Felizmente não desistiu do esporte, mas nas competições largava com certa desvantagem por causa do problema físico. Então começou a usar um bloco de apoio para largar em igualdade com as demais atletas e resolveu seu problema.

“A partir daí minha deficiência não atrapalhou mais em nada”, disse. 

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