Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Fundação de Esportes soube da mudança do BC Vôlei para Itajaí através da imprensa

O Página 3 noticiou o fato, que aconteceu após alguns desentendimentos entre a Fundação Municipal de Esportes de Balneário Camboriú (FMEBC) e a organização do time

Quinta, 31/10/2019 16:59.
Divulgação
Mariana com o ex-treinador do VôleiBC, Mauricio Thomas.

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Nesses últimos dias foi anunciada a mudança do então time BC Vôlei para Itajaí. O Página 3 noticiou o fato, que aconteceu após alguns desentendimentos entre a Fundação Municipal de Esportes de Balneário Camboriú (FMEBC) e a organização do time. A superintendente da FMEBC, Mariana Dalvesco, conversou com a reportagem e contou que ninguém avisou sobre a mudança, que chegou à Fundação através das notícias que foram divulgadas pela imprensa.

Mariana relembra que, no início do ano, as representantes do então BC Vôlei (a medalhista olímpica e presidente da equipe Elisângela Oliveira e a supervisora Ana Paula Ferreira, conhecida como ‘Fofinha’) foram até a Fundação para renovar a parceria, mas a superintendente informou sobre as reformas que os ginásios Sérgio Lorenzato, que fica no Bairro das Nações, e o Hamilton Linhares, da Barra (onde o time treinava), passariam por reformas.

“Não tinha como confirmar que conseguiríamos ceder o espaço para os treinos delas, até porque temos as equipes da FMEBC, tanto de rendimento como a base, que também estavam se readequando. Falamos que teríamos que buscar outras alternativas. Elas ficaram preocupadas, mas entenderam”, diz.

Segundo Mariana, no decorrer do ano as representantes não a procuraram mais. O último contato aconteceu há alguns meses, solicitando que a superintendente assinasse um documento para ceder espaço para o fomento ao vôlei e realização de escolinhas.

Na ocasião, Mariana questionou e disse que a FMEBC já realizava esse trabalho.

“Fazemos isso com excelência, nosso trabalho é exemplar com meninos e meninas a partir dos 9 anos. Mais de 400 famílias são atendidas pelos nossos times de vôlei. Nos jogos oficiais do Estado, Balneário Camboriú sempre figura entre os melhores. Eu não vi sentido naquilo, mas elas falaram que queriam a minha assinatura para receber recursos do Governo Federal, que também atenderiam a base da FMEBC e então assinei o documento com essa intenção”, explica.

Mariana cita ainda que nunca viu sentido em tirar espaço do vôlei da FMEBC e que nunca quiseram que o BC Vôlei fosse uma concorrência e sim um suporte, algo que fortalecesse a base e estendesse o trabalho que é realizado pela Fundação. “Ao final dos jogos da Liga, infelizmente o BC Vôlei caiu para a segunda divisão. Eles optaram por dispensar as atletas e inclusive as meninas de Balneário Camboriú que já estavam indo para a categoria adulta. Elas foram contratadas por times de outros municípios. Foi realmente triste, porque atletas daqui não foram aproveitadas pelo time que estava na cidade”, analisa.

Ainda segundo a superintendente, sempre frisaram com a organização do time que a ideia não era abrir um trabalho concorrente e que nunca houve um desentendimento e sim questionamentos. Mariana conta que as responsáveis se desculparam e que queriam que a parceria seguisse. Porém, em setembro aconteceu o Campeonato Estadual de Vôlei Feminino Adulto e ao invés do BC Vôlei utilizar atletas de Balneário, competiu com o time de Itapema, já que o time oficial ainda não estava totalmente definido (ele deve ser apresentado nos próximos dias, agora como Itajaí Vôlei Embraed).

“Soubemos pela imprensa o que estava acontecendo. A Elisângela disse que procurou a técnica Farid (responsável pela base feminino do vôlei da FMEBC), e eu perguntei pra ela, e ela disse que em nenhum momento foi procurada. Os times treinavam no mesmo local, não tinha como não se encontrarem para conversar. Acredito que eles (BC Vôlei) já tinham a ideia de mudar ou já haviam recebido outra proposta”, salienta.

Mariana finaliza enaltecendo que não houve briga ou falta de interesse por parte de Balneário Camboriú, e que sempre quiseram somar junto ao então BC Vôlei, mas que não aceitavam dividir o trabalho dentro do município.

“Soubemos pela imprensa que elas estavam indo embora por Itajaí. Em momento algum fomos avisados”, diz.

Mariana repete que o último contato que teve com o time foi na assinatura do documento pedindo por incentivo e que acredita que foi uma sequência de falhas que resultou no desfecho da mudança.

“E o que esperávamos deles também não aconteceu. O trabalho de excelência no vôlei que temos hoje em Balneário Camboriú é o que já vinha sendo desenvolvido pelos técnicos Farid, Beraldo e Vinícius, que é exemplar e seria uma grande perda para Balneário se deixasse de acontecer. O BC Vôlei deveria somar e parecia que estava trabalhando de forma paralela”, explica.

Ela lembra ainda que os atletas de Balneário são capazes e a prova são os resultados nas competições e convocações para a seleção brasileira em várias modalidades.

“Estamos seguindo no caminho certo e sempre de portas abertas para todo trabalho que venha para somar e fortalecer. Quando se vem de fora o principal papel deveria ser a aproximação com a comunidade e com o trabalho que já vinha sendo realizado e infelizmente isso não aconteceu, tanto que todos os envolvidos na FMEBC souberam da situação pela imprensa”, completa.


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Página 3
Divulgação
Mariana com o ex-treinador do VôleiBC, Mauricio Thomas.
Mariana com o ex-treinador do VôleiBC, Mauricio Thomas.

Fundação de Esportes soube da mudança do BC Vôlei para Itajaí através da imprensa

O Página 3 noticiou o fato, que aconteceu após alguns desentendimentos entre a Fundação Municipal de Esportes de Balneário Camboriú (FMEBC) e a organização do time

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Quinta, 31/10/2019 16:59.

Nesses últimos dias foi anunciada a mudança do então time BC Vôlei para Itajaí. O Página 3 noticiou o fato, que aconteceu após alguns desentendimentos entre a Fundação Municipal de Esportes de Balneário Camboriú (FMEBC) e a organização do time. A superintendente da FMEBC, Mariana Dalvesco, conversou com a reportagem e contou que ninguém avisou sobre a mudança, que chegou à Fundação através das notícias que foram divulgadas pela imprensa.

Mariana relembra que, no início do ano, as representantes do então BC Vôlei (a medalhista olímpica e presidente da equipe Elisângela Oliveira e a supervisora Ana Paula Ferreira, conhecida como ‘Fofinha’) foram até a Fundação para renovar a parceria, mas a superintendente informou sobre as reformas que os ginásios Sérgio Lorenzato, que fica no Bairro das Nações, e o Hamilton Linhares, da Barra (onde o time treinava), passariam por reformas.

“Não tinha como confirmar que conseguiríamos ceder o espaço para os treinos delas, até porque temos as equipes da FMEBC, tanto de rendimento como a base, que também estavam se readequando. Falamos que teríamos que buscar outras alternativas. Elas ficaram preocupadas, mas entenderam”, diz.

Segundo Mariana, no decorrer do ano as representantes não a procuraram mais. O último contato aconteceu há alguns meses, solicitando que a superintendente assinasse um documento para ceder espaço para o fomento ao vôlei e realização de escolinhas.

Na ocasião, Mariana questionou e disse que a FMEBC já realizava esse trabalho.

“Fazemos isso com excelência, nosso trabalho é exemplar com meninos e meninas a partir dos 9 anos. Mais de 400 famílias são atendidas pelos nossos times de vôlei. Nos jogos oficiais do Estado, Balneário Camboriú sempre figura entre os melhores. Eu não vi sentido naquilo, mas elas falaram que queriam a minha assinatura para receber recursos do Governo Federal, que também atenderiam a base da FMEBC e então assinei o documento com essa intenção”, explica.

Mariana cita ainda que nunca viu sentido em tirar espaço do vôlei da FMEBC e que nunca quiseram que o BC Vôlei fosse uma concorrência e sim um suporte, algo que fortalecesse a base e estendesse o trabalho que é realizado pela Fundação. “Ao final dos jogos da Liga, infelizmente o BC Vôlei caiu para a segunda divisão. Eles optaram por dispensar as atletas e inclusive as meninas de Balneário Camboriú que já estavam indo para a categoria adulta. Elas foram contratadas por times de outros municípios. Foi realmente triste, porque atletas daqui não foram aproveitadas pelo time que estava na cidade”, analisa.

Ainda segundo a superintendente, sempre frisaram com a organização do time que a ideia não era abrir um trabalho concorrente e que nunca houve um desentendimento e sim questionamentos. Mariana conta que as responsáveis se desculparam e que queriam que a parceria seguisse. Porém, em setembro aconteceu o Campeonato Estadual de Vôlei Feminino Adulto e ao invés do BC Vôlei utilizar atletas de Balneário, competiu com o time de Itapema, já que o time oficial ainda não estava totalmente definido (ele deve ser apresentado nos próximos dias, agora como Itajaí Vôlei Embraed).

“Soubemos pela imprensa o que estava acontecendo. A Elisângela disse que procurou a técnica Farid (responsável pela base feminino do vôlei da FMEBC), e eu perguntei pra ela, e ela disse que em nenhum momento foi procurada. Os times treinavam no mesmo local, não tinha como não se encontrarem para conversar. Acredito que eles (BC Vôlei) já tinham a ideia de mudar ou já haviam recebido outra proposta”, salienta.

Mariana finaliza enaltecendo que não houve briga ou falta de interesse por parte de Balneário Camboriú, e que sempre quiseram somar junto ao então BC Vôlei, mas que não aceitavam dividir o trabalho dentro do município.

“Soubemos pela imprensa que elas estavam indo embora por Itajaí. Em momento algum fomos avisados”, diz.

Mariana repete que o último contato que teve com o time foi na assinatura do documento pedindo por incentivo e que acredita que foi uma sequência de falhas que resultou no desfecho da mudança.

“E o que esperávamos deles também não aconteceu. O trabalho de excelência no vôlei que temos hoje em Balneário Camboriú é o que já vinha sendo desenvolvido pelos técnicos Farid, Beraldo e Vinícius, que é exemplar e seria uma grande perda para Balneário se deixasse de acontecer. O BC Vôlei deveria somar e parecia que estava trabalhando de forma paralela”, explica.

Ela lembra ainda que os atletas de Balneário são capazes e a prova são os resultados nas competições e convocações para a seleção brasileira em várias modalidades.

“Estamos seguindo no caminho certo e sempre de portas abertas para todo trabalho que venha para somar e fortalecer. Quando se vem de fora o principal papel deveria ser a aproximação com a comunidade e com o trabalho que já vinha sendo realizado e infelizmente isso não aconteceu, tanto que todos os envolvidos na FMEBC souberam da situação pela imprensa”, completa.


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