Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Piloto catarinense inicia pré-temporada em São Paulo

Sexta, 7/2/2020 17:22.
Divulgação

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Por Juliana Pamplona

Quem vem se destacando no mercado automobilístico é o piloto André Gaidzinski, de Criciúma. Ele é o único catarinense competindo na categoria Sprint - GT3 Cup Challenger 3.8, da Porsche Cup e neste ano estará novamente levando a bandeira do Estado para um dos mais cobiçados campeonatos do mundo. A pré-temporada tem início nos dias 18 e 19 de fevereiro, no autódromo de Interlagos, em São Paulo, o mesmo da famosa curva S de Ayrton Senna.

Há pelo menos três anos ele se dedica à carreira de piloto profissional de corrida de turismo, que exige não só preparo técnico mas físico. Para chegar ao ponto mais alto do pódio é preciso investir no condicionamento físico e ter disciplina de atleta. O preparo muscular também é a base para que os pilotos tenham foco, equilíbrio psicológico e consigam resistir a pressões internas e externas, de um esporte que é muito exigente.

Para a temporada 2020, Gaidzinski irá apresentar no final de fevereiro as novas cores do carro, que deixou de lado o modelo retrô inspirado no primeiro Porsche Campeão das 24 Horas de Le Mans, e deve levar para as corridas um layout futurista. Suas novas cores, que predomina o azul, irão prestar uma homenagem ao novos patrocinadores do atleta, o Andbank, Teltec Solutions e Orbenk e com total apoio WTC World Trade Center Business Club São Paulo. Entre os planos deste ano ainda estão disputas internacionais, com grandes chances de atuar em outras categorias na Europa ou Estados Unidos.

Gaidzinski é apaixonado por velocidade desde criança, quando começou a acompanhar as corridas de Formula FIAT e ter o primeiro contato com o mundo dos grids. Aos 17 anos decidiu realizar o seu maior sonho, começando a sua trajetória profissional pelo Kart, em 1991. Após um tempo afastado das pistas, envolvido apenas com os seus negócios em Santa Catarina, retornou em 2018 aos treinos e corridas profissionais.

Em seu currículo, ele ainda traz o 2º lugar na etapa Formula 1, também no Porsche Gt3 Cup Challenger 3.8, e ao longo de sua história passagens pela Fórmula Chevrolet, Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford, 3º lugar no Warm Up em Brasilia e 3º lugar na classificação em Goiânia.

Para conhecer um pouco mais da trajetória e do que ainda vem pela frente, confira uma entrevista especial com o piloto:

P- Como nasceu a sua história com o automobilismo, de onde veio o interesse?

R - Quando criança acompanhei meus primos Roberto Gaidzinski Bastos, Henrique Gaidzinski Perez e Renato Naspolini, que corriam no Kart. Renato Naspolini foi campeão brasileiro de Fórmula Fiat, em 1982, e o Henrique é tricampeão brasileiro de Kart. Foi acompanhando-os que nasceu a paixão pelo automobilismo. Quando eu tinha 17 anos minha mãe me deu o primeiro Kart e comecei a participar de corridas nas cidades catarinenses.

Sua carreira de empresário levou alguma lição para as pistas de automobilismo?

R - Tive empresas de promoções e eventos, de pesquisa de mercado e atuei na Incorporadora da minha família, bem como tive passagem pelo Conselho de Administração da indústria cerâmica que fomos sócios. Considero os resultados financeiros que alcançamos no período que me aventurei a ser empresário. O automobilismo é um mundo que exige muita dedicação, disciplina, organização e trabalho duro para se chegar ao pódio. Para que tenhamos bons resultados precisamos fazer sempre o melhor e a cada dia buscar a superação. Estamos sempre plantando para colher bons frutos e esta é uma boa analogia entre o automobilismo e o mundo empresarial.

De onde vem a sua inspiração quando está na pista? o que te motiva?

R - Minha inspiração vem do espírito de competição, desafio constante e busca de resultados. O que me motiva é uma força que vem de dentro querendo ser sempre melhor.

Você leva a bandeira catarinense para todas as corridas, bem como para os pódios que já conquistou, quais os maiores desafios de cada corrida?

R - Nosso desafio é andar cada vez mais rápido, entender o comportamento e o balanço do carro. Sempre buscando analisar na telemetria o que fizemos na pista, com o intuito de melhorar sempre. Quanto menos tempo fecharmos uma volta, mais rápidos seremos - e na frente chegaremos. Sempre levo a bandeira do nosso querido estado, que represento, para o pódio, é a minha homenagem à maravilhosa Santa Catarina.

O que significa para você fazer parte do time da Porsche Cup?

R - A Porsche Cup foi uma das melhores opções em matéria de organização, competência e equipamentos para acelerar em uma categoria. A Dener Motorsport é um excelente exemplo de governança e entrega de serviços.

Quais são os preparativos entre uma corrida e outra?

R - Me preparo com dois treinos três vezes por semana com Personal Trainer na Academia, simulador com os circuitos do campeonato, além do psicológico para estar bem e ter a tranquilidade quando sentar no carro. Além disso, concentração no traçado do circuito da próxima corrida, organização na estratégia de como tirar o melhor proveito da pista.

Quem é a tua equipe de apoio e quem investe na tua carreira?

R - Montamos uma estrutura com um engenheiro, um mecânico e um ajudante. Hoje temos como patrocinadores, apoiadores e parceiros o AndBank, WTC, Farben e a Ecogen. Sem empresas não teríamos condições de seguir com o nosso trabalho e que sempre temos que agradecer por estarem conosco. Também tenho total apoio da minha amada Cintia Pieri. Ela atua de forma profissional tanto nos bastidores, organizando o Box Lounge nas corridas para receber os nossos convidados, quanto organizando a minha agenda de compromissos.

Quais as oportunidades empresariais nas corridas de turismo?

R - A Porsche CUP é um campeonato que tem TV ao vivo pela SporTV e é uma excelente oportunidade para fazer negócios, a categoria tem pilotos empresários de todo o país e do exterior que trazem outras empresas para fazer ativação de marca, relacionamento e B2B no Box Lounge. Os convidados têm uma experiência única de viver o dia do piloto com infraestrutura confortável, com Espaço Kids para as crianças e Salão de Beleza para as mulheres. E também ter a possibilidade de dar uma volta rápida com o Piloto a 260 Km/h, levando um capacete assinado pra casa. O carro fica disponível para exposições e eventos dos Patrocinadores.

Quais os seus planos para 2020?

R - Estou com uma oportunidade de ser contratado para participação de testes e corridas de turismo na Europa. Além disso já estou confirmado para a próxima temporada da Porsche Cup Brasil.

Como você avalia o automobilismo em SC? Quais os principais desafios?

R - Santa Catarina deveria valorizar mais automobilismo e fazer parte do circuito nacional. Não temos um autódromo asfaltado e normalmente os campeonatos são em pista de terra que poderiam ser muito melhores. Temos vários pilotos excelentes e andando hoje pelo mundo, mas sempre com a dificuldade de iniciar porque é necessário correr em outros Estados. Temos condições de melhorar muito e despertar o interesse de novos talentos.

Essa profissão te leva a muitos lugares. Quais as cidades ou países que mais te inspiram?

R - Viajamos muito, não só para as corridas mas também para eventos e principalmente para prospecção e visita à empresas, constantemente. Uma cidade onde acontece as coisas para nós no Brasil é São Paulo e no exterior a Espanha e Andorra, que tem trazido bons contatos para a realização de testes no automobilismo europeu.


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Piloto catarinense inicia pré-temporada em São Paulo

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Sexta, 7/2/2020 17:22.
Por Juliana Pamplona

Quem vem se destacando no mercado automobilístico é o piloto André Gaidzinski, de Criciúma. Ele é o único catarinense competindo na categoria Sprint - GT3 Cup Challenger 3.8, da Porsche Cup e neste ano estará novamente levando a bandeira do Estado para um dos mais cobiçados campeonatos do mundo. A pré-temporada tem início nos dias 18 e 19 de fevereiro, no autódromo de Interlagos, em São Paulo, o mesmo da famosa curva S de Ayrton Senna.

Há pelo menos três anos ele se dedica à carreira de piloto profissional de corrida de turismo, que exige não só preparo técnico mas físico. Para chegar ao ponto mais alto do pódio é preciso investir no condicionamento físico e ter disciplina de atleta. O preparo muscular também é a base para que os pilotos tenham foco, equilíbrio psicológico e consigam resistir a pressões internas e externas, de um esporte que é muito exigente.

Para a temporada 2020, Gaidzinski irá apresentar no final de fevereiro as novas cores do carro, que deixou de lado o modelo retrô inspirado no primeiro Porsche Campeão das 24 Horas de Le Mans, e deve levar para as corridas um layout futurista. Suas novas cores, que predomina o azul, irão prestar uma homenagem ao novos patrocinadores do atleta, o Andbank, Teltec Solutions e Orbenk e com total apoio WTC World Trade Center Business Club São Paulo. Entre os planos deste ano ainda estão disputas internacionais, com grandes chances de atuar em outras categorias na Europa ou Estados Unidos.

Gaidzinski é apaixonado por velocidade desde criança, quando começou a acompanhar as corridas de Formula FIAT e ter o primeiro contato com o mundo dos grids. Aos 17 anos decidiu realizar o seu maior sonho, começando a sua trajetória profissional pelo Kart, em 1991. Após um tempo afastado das pistas, envolvido apenas com os seus negócios em Santa Catarina, retornou em 2018 aos treinos e corridas profissionais.

Em seu currículo, ele ainda traz o 2º lugar na etapa Formula 1, também no Porsche Gt3 Cup Challenger 3.8, e ao longo de sua história passagens pela Fórmula Chevrolet, Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford, 3º lugar no Warm Up em Brasilia e 3º lugar na classificação em Goiânia.

Para conhecer um pouco mais da trajetória e do que ainda vem pela frente, confira uma entrevista especial com o piloto:

P- Como nasceu a sua história com o automobilismo, de onde veio o interesse?

R - Quando criança acompanhei meus primos Roberto Gaidzinski Bastos, Henrique Gaidzinski Perez e Renato Naspolini, que corriam no Kart. Renato Naspolini foi campeão brasileiro de Fórmula Fiat, em 1982, e o Henrique é tricampeão brasileiro de Kart. Foi acompanhando-os que nasceu a paixão pelo automobilismo. Quando eu tinha 17 anos minha mãe me deu o primeiro Kart e comecei a participar de corridas nas cidades catarinenses.

Sua carreira de empresário levou alguma lição para as pistas de automobilismo?

R - Tive empresas de promoções e eventos, de pesquisa de mercado e atuei na Incorporadora da minha família, bem como tive passagem pelo Conselho de Administração da indústria cerâmica que fomos sócios. Considero os resultados financeiros que alcançamos no período que me aventurei a ser empresário. O automobilismo é um mundo que exige muita dedicação, disciplina, organização e trabalho duro para se chegar ao pódio. Para que tenhamos bons resultados precisamos fazer sempre o melhor e a cada dia buscar a superação. Estamos sempre plantando para colher bons frutos e esta é uma boa analogia entre o automobilismo e o mundo empresarial.

De onde vem a sua inspiração quando está na pista? o que te motiva?

R - Minha inspiração vem do espírito de competição, desafio constante e busca de resultados. O que me motiva é uma força que vem de dentro querendo ser sempre melhor.

Você leva a bandeira catarinense para todas as corridas, bem como para os pódios que já conquistou, quais os maiores desafios de cada corrida?

R - Nosso desafio é andar cada vez mais rápido, entender o comportamento e o balanço do carro. Sempre buscando analisar na telemetria o que fizemos na pista, com o intuito de melhorar sempre. Quanto menos tempo fecharmos uma volta, mais rápidos seremos - e na frente chegaremos. Sempre levo a bandeira do nosso querido estado, que represento, para o pódio, é a minha homenagem à maravilhosa Santa Catarina.

O que significa para você fazer parte do time da Porsche Cup?

R - A Porsche Cup foi uma das melhores opções em matéria de organização, competência e equipamentos para acelerar em uma categoria. A Dener Motorsport é um excelente exemplo de governança e entrega de serviços.

Quais são os preparativos entre uma corrida e outra?

R - Me preparo com dois treinos três vezes por semana com Personal Trainer na Academia, simulador com os circuitos do campeonato, além do psicológico para estar bem e ter a tranquilidade quando sentar no carro. Além disso, concentração no traçado do circuito da próxima corrida, organização na estratégia de como tirar o melhor proveito da pista.

Quem é a tua equipe de apoio e quem investe na tua carreira?

R - Montamos uma estrutura com um engenheiro, um mecânico e um ajudante. Hoje temos como patrocinadores, apoiadores e parceiros o AndBank, WTC, Farben e a Ecogen. Sem empresas não teríamos condições de seguir com o nosso trabalho e que sempre temos que agradecer por estarem conosco. Também tenho total apoio da minha amada Cintia Pieri. Ela atua de forma profissional tanto nos bastidores, organizando o Box Lounge nas corridas para receber os nossos convidados, quanto organizando a minha agenda de compromissos.

Quais as oportunidades empresariais nas corridas de turismo?

R - A Porsche CUP é um campeonato que tem TV ao vivo pela SporTV e é uma excelente oportunidade para fazer negócios, a categoria tem pilotos empresários de todo o país e do exterior que trazem outras empresas para fazer ativação de marca, relacionamento e B2B no Box Lounge. Os convidados têm uma experiência única de viver o dia do piloto com infraestrutura confortável, com Espaço Kids para as crianças e Salão de Beleza para as mulheres. E também ter a possibilidade de dar uma volta rápida com o Piloto a 260 Km/h, levando um capacete assinado pra casa. O carro fica disponível para exposições e eventos dos Patrocinadores.

Quais os seus planos para 2020?

R - Estou com uma oportunidade de ser contratado para participação de testes e corridas de turismo na Europa. Além disso já estou confirmado para a próxima temporada da Porsche Cup Brasil.

Como você avalia o automobilismo em SC? Quais os principais desafios?

R - Santa Catarina deveria valorizar mais automobilismo e fazer parte do circuito nacional. Não temos um autódromo asfaltado e normalmente os campeonatos são em pista de terra que poderiam ser muito melhores. Temos vários pilotos excelentes e andando hoje pelo mundo, mas sempre com a dificuldade de iniciar porque é necessário correr em outros Estados. Temos condições de melhorar muito e despertar o interesse de novos talentos.

Essa profissão te leva a muitos lugares. Quais as cidades ou países que mais te inspiram?

R - Viajamos muito, não só para as corridas mas também para eventos e principalmente para prospecção e visita à empresas, constantemente. Uma cidade onde acontece as coisas para nós no Brasil é São Paulo e no exterior a Espanha e Andorra, que tem trazido bons contatos para a realização de testes no automobilismo europeu.


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