Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Esporte em tempo de pandemia: treinos com máscara, lutas sem contato físico e coletivos individuais

Mas a maior expectativa dos atletas é pela volta das competições

Quinta, 4/6/2020 7:09.

Publicidade

Marlise Schneider Cezar

O superintendente da Fundação Municipal de Esportes (FMEBC), Osmar de Miranda (Mazinho) disse esta semana o que todos os atletas querem muito ouvir: que Balneário Camboriú vai participar das competições organizadas pela Fundação Catarinense de Esportes (Fesporte) que, de acordo com o novo decreto do governador Carlos Moisés, publicado na segunda-feira(1), poderão ser programadas após 5 de julho.

“Acredito que o mês de julho será reservado para planejar estas competições, principalmente Joguinhos, Olesc e Jogos Abertos que virão em novo formato e a volta deverá acontecer em agosto, isto se a pandemia não se estender por mais tempo. Nós acompanharemos as reuniões, mas adianto que se as competições acontecerem, nós iremos participar”, afirmou.

Enquanto isso, técnicos e atletas, que esperam ansiosamente pela volta do calendário esportivo, seguem treinando do jeito que a situação hoje permite. Esportes coletivos estão fazendo treinos online e físicos ou seja, individuais. Esportes de contato treinam exercícios físicos, mas não podem lutar, a não ser com um adversário imaginário. Esportes individuais estão treinando em pista, mas obedecendo todas as regras.

Em qualquer modalidade é obrigatório o uso de máscara, higienização das mãos, toalha e água de uso individual e mantendo distância exigida, por exemplo, o vôlei de praia só pode treinar com seis jogadores por quadra.

Esta semana a reportagem conversou com alguns treinadores e atletas. A principal reclamação dos atletas é treinar usando máscara, um novo hábito que poderá se tornar rotina obrigatória na prática esportiva. E a expectativa dos atletas é voltar a competir.

Acompanhe os relatos:


ATLETISMO

“Este momento, mesmo com restrições, é muito importante para todos”

credito - Divulgação

Diogo Gamboa, técnico de rendimento de atletismo

“Estamos enfrentando novos hábitos nas práticas esportivas, principalmente o contato físico, que não existe mais. Desde o cumprimento, quando chegamos ao local de treinamentos e é bem estranho, porque o povo brasileiro, por cultura mesmo, é muito afetivo. A partir do momento em que pudemos voltar aos treinos de forma adaptada, principalmente para os atletas foi muito bom, porque foi um período grande de treinos isolados, em casa, e o atleta de performance sente muito a falta de ir para pista, seu local de trabalho efetivamente. Então este momento mesmo com todas as restrições, adaptações e cuidados, está sendo muito importante para todos. Acreditamos que num futuro relativamente próximo possamos ter alguns eventos. A perspectiva é boa, porém vai ser algo novo, com uma série de medidas de segurança e isso até deixa uma certa curiosidade para saber como será.

É um momento de adaptação dos atletas e nós treinadores pensando o tempo todo como fazer para eles chegar na melhor condição, na fase que tiver competição, e principalmente tomando os cuidados com o coronavírus.

Os treinos são pensados de maneira que os atletas consigam atingir uma condição física boa, porém sem debilitar o organismo, porque hoje a atividade física está prezando muito para estimular o sistema imunológico e não baixar, então alguns treinos que fazíamos antes de altíssima intensidade, agora estamos controlando justamente para ter uma resposta imune positiva”.


“Em relação ao futuro, será um sistema novo para todos”

credito - Divulgação

Tabata Zucchi, atleta da prova de 400m c/barreiras

“Com todo esse acontecimento da pandemia nossos treinos sofreram grandes mudanças, em primeiro momento o afastamento dos locais de treino sendo reduzido ao espaço livre que possuímos dentro de casa para podermos manter o condicionamento físico. Agora após a liberação da prática no local de treino, temos todo um cuidado a mais, restrição de horário, de material, o uso da máscara, uso do álcool em gel, o contato que antes tínhamos com nossos colegas não ocorre, tudo isso pensado pelo nosso técnico para manter o distanciamento recomendado. Hábitos que, acreditou eu, será não somente até o fim da pandemia, mas para um longo período. Realmente está sendo positivo treinarmos e assim poder voltar o mais perto da nossa forma física que nosso esporte exige. Em relação ao futuro da prática esportiva, acreditamos que teremos sim alguma competição e quando tiver, vamos ter que fazer o possível para que tenhamos os mesmos cuidados e se adaptar a um novo modelo de programação, pois será um sistema novo a todos, aos atletas, árbitros, organizadores”.


HANDEBOL

“Os hábitos nos treinos agora são outros”

credito - Divulgação

Anderson Fernando da Silva (Ganso), professor de Educação Física, Técnico de Handebol da FMEBC

“Nesse momento tivemos a necessidade de reorganizar nossos modelos e métodos de treinamentos, pela questão de segurança das atletas e da comissão técnica. No primeiro momento do distanciamento foi difícil os ajustes com todo o grupo, mas foi necessário. Os hábitos nos treinos agora são outros, todas as atletas em suas casas, dessa forma tornou-se necessário a organização, disciplina e dedicação por parte das atletas para realização das atividades propostas com o mesmo afinco que realizavam nos treinamentos presenciais.

A resposta da grande maioria das atletas foi positiva, estão comprometidas e entenderam a gravidade da situação, mas nem por isso perderam o foco das atividades, com isso a relação de confiança entre a comissão técnica e as atletas tem se fortalecido.

Acredito que na prática esportiva em geral não teremos muitas mudanças, mas sim mudanças na consciência de cada praticante, com relação aos cuidados com sua saúde e hábitos de higiene”.


“Precisamos calma para voltar a fazer o que a gente mais ama o mais rápido possível”.

credito - Divulgação

Isabelle Matos (Belinha), atleta juvenil de Handebol da FMEBC há quase 1,5 ano

“Neste momento delicado em que estamos vivendo com certeza as práticas esportivas mudaram muito, tivemos que zelar pela nossa saúde, pois, nem mesmo nós atletas estamos imunes ao Covid-19. Com isso nossa equipe teve que se acostumar com os novos hábitos de treinamento, no início da pandemia, nosso preparador físico mandou um treino para ser feito em casa, agora já estamos executando-os através de videoconferência, todos os dias pela manhã, utilizamos nossos sofás, camas, cadeiras e etc como equipamentos para fazer os exercício. Com o nosso Bolsa Atleta estamos comprando alguns materiais necessários para o nosso treinamento como as mini band, por exemplo, que ajudam a aprimorar os nossos exercícios.

Eu como atleta penso que num momento como este é muito importante manter o foco nos nossos objetivos, pois isso uma hora vai passar e nós vamos voltar aos treinamentos e competições, temos que estar na nossa melhor forma física para continuar o trabalho com êxito.

Com o nosso calendário reajustado, espero que as nossas competições voltem assim que possível, respeitando todas as indicações da OMS para ninguém se prejudicar.

Com certeza após essa pandemia e esse momento de isolamento social nossos hábitos irão mudar, acredito todos nós nos tornaremos mais responsáveis com a nossa higiene, saúde e com a do nosso semelhante.

Tenho certeza que as práticas esportivas voltarão à normalidade, precisamos ter calma, paciência para que a gente volte a fazer o que a gente mais ama o mais rápido possível.


JUDÔ

“É muito estranho praticar judô sem contato”

credito - Divulgação

Sérgio Borba, árbitro e técnico da FMEBC

“Estamos vivendo uma situação nova, diferente de tudo que já foi visto, estou no judô há 40 anos, e é muito estranho praticar sem o contato físico, sem a aproximação. Estamos treinando com limitação do espaço exigido, todo material de segurança, e em aulas de 45 minutos para não deixar os atletas muito tempo em um ambiente fechado, se bem que nossa sala tem quatro janelões e dois ventiladores que mantém a sala sempre arejada.

Retornamos somente com os atletas já de competição, os menores, iniciantes pedimos ainda para ficar em casa, não estamos aceitando matrículas novas, vamos procurar fazer as atividades físicas e melhorar a parte técnica que muitas vezes deixamos de lado pensando somente em resultados nas competições. Aproveitamos para elaborar atividades para que os atletas façam em casa, principalmente ligadas ao histórico do judô, nomenclatura de técnicas, etc. Desejamos que tudo retorne ao normal em breve, mas sabemos que para normalizar como era, poderá chegar o fim do ano.


As coisas estão mais difíceis, mas o essencial é não parar”

credito - Divulgação

Maria Eduarda de Paiva Morais, 17, medalhista em Joguinhos Abertos, Jogos Escolares, Campeonatos Estaduais e Brasileiros

“Acredito que os novos hábitos que devem ser colocados em prática são, cada atleta com sua garrafa de água, com sua toalha de rosto e com tudo que engloba os produtos de higiene pessoal. Não ficar se tocando muito, e ter sempre as mãos bem higienizadas e com álcool em gel, e também sempre com o seu quimono em boas condições e limpo. Com essa situação do Covid-19, as coisas estão mais difíceis, mas, todo atleta como eu sabe que o essencial é não parar de se exercitar, mesmo sem o toque e tudo mais, os treinos físicos ajudam a manter o ritmo, rendimento e o controle de peso de cada atleta. Com tudo isso que estamos passando acredito que as pessoas irão começar a ser mais higiênicas e se cuidarem mais.

Imagino que no futuro da prática esportiva, as competições irão ser melhor planejadas, higienizadas e também mais limitadas, até porque as pessoas ainda estarão com medo e receio por conta do vírus, ainda mais no meu esporte que é o judô, um esporte de muito contato físico, porém acredito que os atletas irão voltar com muita vontade e com muito foco, e isso ajudará a termos competições ótimas novamente”.


JIU JITSU

credito - DivulgaçãoO atleta Diogo com o técnico Aldo Max

Aldo Max, técnico da FMEBC

“Tivemos que desconstruir o modelo anterior e mudar o foco, trabalhar mais a parte física, sem contato. Não podemos treinar de forma convencional. Alguns estão estão indo ao tatame, como se fossem lutar mesmo e outros focando mais na parte física, se exercitando na praia, em casa, no condomínio e depois que liberaram as academias com restrições também voltaram para a academia.

A resposta dos atletas não foi das melhores, porque eles querem lutar, ter o contato, encaixar os golpes, por isso essa nova forma de treino não agradou a maioria

Acredito que mais uns dois meses, passando o inverno, tudo volte ao normal e quando isso acontecer, acho que todos darão mais valor ao treino, à parte física, penso que ele tempo que não puderam fazer como antes, vai dar um novo ânimo, novo gás. Acho que o próximo ano será de muitos eventos, muitas competições, vai ficar melhor do que era”.

“Essa quebrada inesperada não foi fácil para nós”

Diogo Nascimento, faixa preta, atleta da FMEBC

“Os novos hábitos que temos adotado nos treinos são os recomendados pelo Ministério da Saúde, reduzindo o número de pessoas, higienizando com álcool em gel, com álcool 70%, higienização do ambiente após o treino, nada de aglomero de pessoas. Os treinos estão adaptados, não estamos conseguindo fazer o treino normal. Para nós, atletas, ficou muito difícil, porque trabalhamos com datas, cronograma, bagunçou tudo, afetou também o psicológico, o físico e agora estamos traçando novas metas, nos readaptando a volta, para esses treinos adaptados, para futuras competições, mas essa quebrada inesperada não foi fácil para nós, ainda mais uma situação como essa, que jamais havia acontecido. Foi complicado mas nós atletas somos acostumados a lidar com desafios e vamos superar esse também.

Passando a pandemia, acredito que o esporte tende a voltar, sem grandes alterações, talvez mais rigoroso um atestado médico, aferindo a febre em grandes eventos, mas o que vai complicar mais é o fato dos grandes eventos que tiveram que ser cancelados, campeonatos mundiais, olimpíadas, bagunçando todo calendário de competições, Esse será um marco bem negativo na história do esporte em geral”


BOXE CHINÊS

credito - DivulgaçãoO técnico Sorín e o atleta Erik

“2020 foi um ano a menos no calendário esportivo”

Lucas Sorin, professor Boxe Chinês

“Em relação aos novos hábitos, estamos ainda nos adaptando, utilizando sempre álcool nas mãos e equipamentos, evitando contato físico e sempre lembrando meus atletas na questão das máscaras, proximidade dos colegas e incentivando a lavar as mãos ao final do treino. Estamos lidando bem com tudo isso dentro da nossa equipe, acredito que meus menores entenderam a necessidade de tudo isso.

Acho que querendo ou não a prática esportiva não será a mesma pós Covid-19, os professores precisarão se atualizar por conta dos meios digitais que ficaram ainda mais fortes no meio dessa pandemia, espero que a parte higiênica que o corona nos obriga siga sendo rotina no meio esportivo. Acredito que não só para o esporte, atletas de alto rendimento, mas, de um modo geral 2020 foi um ano a menos no calendário esportivo. O que é triste porque tínhamos grandes planos para nosso time de Boxe Chinês mas, estou voltando aos trabalhos, fortalecendo a parte de fundamentos e aprimorando a parte física dos atletas e esperamos que em breve tudo se normalize e a gente possa de fato e de vez, recomeçar”.

“Não vejo a hora de voltar a trocar socos e depois abraçar os colegas de treino”

Erick de Carvalho, bicampeão brasileiro, campeão sul-americano, campeão pan-americano e medalha de bronze no Mundial 2018

“É está sendo bem complicado treinar em plena pandemia, mas retornamos aos treinos há três semanas com todos os cuidados para se prevenir. Estamos usando álcool em gel antes de entrar na academia, e ao sair, estamos também passando em todos equipamentos que usamos durante o treino, e não estamos fazendo exercício nenhum que tem contato físico, somente a distância, além de treinarmos todos atletas com a máscara o que dificulta bastante a respiração.

Imagino que no futuro podemos seguir melhorando a higiene, porém, não vejo a hora de podermos voltar a termos contatos normal, poder trocar socos e depois poder abraçar meus colegas de treino e professor, e espero que em breve possamos voltar a competir”


VÔLEI DE PRAIA

credito - DivulgaçãoLeize e o atleta bicampeão dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina 2018/2019

“Estamos limitados a seis atletas por quadra”

Leize Bianchini, atleta e técnica da FMEBC

“Tivemos que nos adaptar à nova situação e tomar alguns cuidados, mudanças de hábitos nos treinos, a começar pelo número de atletas, estamos limitados a seis jogadores por quadra, a partir do momento que foi liberada a volta aos treinos, obrigatório uso da máscara, água e toalha individuais, higienização constante, dividimos o grupo, horários diferentes. Agora que conseguimos voltar para areia, o rendimento já melhorou um pouco. É muito diferente do período de exercício em casa, por mais que fizessem é diferente, porque treinamos na areia. Sabemos que não teremos competições tão cedo, temos tempo de preparar o pessoal para a volta das competições. Vamos ter paciência, correr atrás de novo e se tudo der certo, o calendário da Federação Catarinense está previsto para voltar em agosto, nossa modalidade é em ambiente aberto, livre, talvez mais fácil de retornar até. Agora é torcer para que a situação normalize o mais rápido possível”.

“É complicado treinar com máscara, mas é essencial”

Lucas Antônio de Souza Casas, atleta Sub-21, de vôlei de praia da FMEBC

“Retornamos aos treinos, mas tivemos que realizar algumas adaptações que estão inclusas no nosso dia a dia fora das quadras, como o uso das máscaras, álcool em gel, cada um portar sua própria toalha, ter sua água, para que desta maneira não tenha o contato entre nós atletas. Nesta nova situação que se encontra o mundo, é um pouco complicado treinar com a máscara, porém é essencial

O futuro do esporte dependerá da ciência, pois caso não surja uma vacina para o Covid-19, os esportes seguirão com os mesmos cuidados que presenciamos hoje. Podemos observar que em alguns países já estão liberando os campeonatos de futebol, porém a torcida não está presente nos estádios, mas se daqui a um tempo surgir uma vacina, o esporte voltará a ser como sempre foi”.


GINÁSTICA ARTÍSTICA

credito - Guilherme Oliveira

Henrique Gomes Jardim, técnico da equipe feminina da FMEBC

“ Os treinos passaram a ser por Live no período em que foi imposto a quarentena, retornamos de maneira individualizada, com o uso de máscara e demais cuidados necessários. Alguns treinos são feitos através de Lives disponibilizada ou pela CBG ou por outros clubes.

De forma individualizada permite ao treinador explorar mais as habilidades dos atletas, porém se torna um tanto quanto desmotivante para o atleta, uma vez que não há aquela intenção com as colegas de treino.

Imagino que no futuro retorne tudo ao normal, uma vez que em 2021 acontecerá o maior evento esportivo. Talvez a única coisa que fique é que o público e demais pessoas que não sejam os atletas tenham de usar máscaras, e não seja aberto a tantas pessoas, ou até mesmo seja apenas transmitido por meios de comunicação”.


credito - Divulgação

Helena Júlia Busnello, atleta de GAF/BC

“Estamos treinando com máscara, treinos individuais e treinos por live. Vejo esta situação hoje de forma negativa, prefiro os treinos como eram antes. Espero que logo volte tudo ao normal”.


KARATÊ

credito - Divulgação

Mario Martins, 5º Dan CBK / FCK, professor da FMEBC desde o ano 2000

“A situação nos força a nos acostumarmos a falta de conforto das máscaras, seguindo uma programação dentro das normas de segurança. O Karatê em particular oferece vários métodos de desenvolver treinos individuais e alcançarmos um alto rendimento técnico.

Acredito que após a pandemia ter passado tudo volta ao normal dentro do esporte, mas o medo irá perpetuar, o mesmo não dará para dizer a respeito das academias, conheço alguns professores que terão que abandonar os tatames por questões financeiras.

O Karatê além de ser uma atividade física é uma filosofia de vida o qual seu praticante não se deixa abalar pelo fato de existir novos obstáculos e sim vê tudo isto como uma forma de aprendizado. Nossos treinos estão acontecendo no Ginásio Multieventos Sergio Lorenzato 860, no Bairro das Nações, segundas e quartas 18h30 (infantil) e 20h (adultos)”

Wilian José Momm, atleta da FMEBC

“Pratico Karatê há mais de 10 anos e não viso competição, então para mim não mudou muita coisa. O único desconforto realmente é o uso da máscara, pois de resto consigo manter minha parte técnica em dia”.


VÔLEI DE QUADRA

credito – Divulgação

Iki Beraldo, técnico vôlei masculino da ABC do Voleibol/FMEBC

“Tivemos que mudar totalmente nossa estrutura e postura de treinos dos atletas. Passamos a mandar para eles os treinamentos online, principalmente no que refere a parte física, porque nem todos tem como trabalhar com bola, mas os levantadores que tem contato maior com a bola, tem bola em casa e estão trabalhando com as orientações que enviamos. Agora com a liberação das academias, a parte física está sendo feita lá, e algumas vezes na semana, conseguimos fazer um trabalho específico com grupos pequenos na praia...ali eles ficam bem separados para fazer os trabalhos específicos com bola. Tudo isso visando daqui a pouco voltar para a quadra, se tudo correr bem. De acordo com o decreto que saiu agora, tem grande chance da Fesporte voltar em julho, a Federação também, lógico com sistema e formato diferentes de competição, mas para que os meninos possam ter alguma competição para disputar esse ano ainda. Eles se mantiveram na ativa, fisicamente vão voltar dentro daquilo que a gente espera e depois teremos que correr atrás da parte técnica e tática da equipe. O importante é que todos estão bem, com saúde e fazendo os trabalhos que passamos a eles com bastante qualidade”.

Paulo Brandt, jogador da equipe de Joguinhos Abertos da FMEBC

“Todos nós atletas sofremos muito com essa pandemia, pois é muito difícil estar em alto rendimento e do nada parar tudo, então tivemos que nos adaptar perante essas dificuldades. No começo foi complicado lidar com tudo isso, mas atleta não para, quando começou a pandemia e fechou tudo, não tive outra escolha a não ser treinar em casa com auxílio online, fiquei fazendo isso até o governo liberar as academias, e desde então estou indo na academia, e agora em maio estamos indo em um pequeno grupo fazer treinos específicos na praia, pois não podemos perder tempo, já que ficamos muito tempo parados. Temos que voltar bem fisicamente, tecnicamente, para os campeonatos que irão acontecer brevemente. Os campeonatos vão ter um formato rápido, sem muitas etapas, então os atletas que estão se cuidando nesta pandemia com certeza vão voltar com vantagem, e buscar os títulos almejados. Desejo muito que tudo isso passe logo para que não influencie minha vida como atleta, e que, em um futuro breve tudo volte ao normal. Nós atletas do ABC do Voleibol/FMEBC estamos nos cuidando, se exercitando e estamos sempre postando e comprovando isso nas nossas redes sociais”.



Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3

Esporte em tempo de pandemia: treinos com máscara, lutas sem contato físico e coletivos individuais

Mas a maior expectativa dos atletas é pela volta das competições

Publicidade

Quinta, 4/6/2020 7:09.

Marlise Schneider Cezar

O superintendente da Fundação Municipal de Esportes (FMEBC), Osmar de Miranda (Mazinho) disse esta semana o que todos os atletas querem muito ouvir: que Balneário Camboriú vai participar das competições organizadas pela Fundação Catarinense de Esportes (Fesporte) que, de acordo com o novo decreto do governador Carlos Moisés, publicado na segunda-feira(1), poderão ser programadas após 5 de julho.

“Acredito que o mês de julho será reservado para planejar estas competições, principalmente Joguinhos, Olesc e Jogos Abertos que virão em novo formato e a volta deverá acontecer em agosto, isto se a pandemia não se estender por mais tempo. Nós acompanharemos as reuniões, mas adianto que se as competições acontecerem, nós iremos participar”, afirmou.

Enquanto isso, técnicos e atletas, que esperam ansiosamente pela volta do calendário esportivo, seguem treinando do jeito que a situação hoje permite. Esportes coletivos estão fazendo treinos online e físicos ou seja, individuais. Esportes de contato treinam exercícios físicos, mas não podem lutar, a não ser com um adversário imaginário. Esportes individuais estão treinando em pista, mas obedecendo todas as regras.

Em qualquer modalidade é obrigatório o uso de máscara, higienização das mãos, toalha e água de uso individual e mantendo distância exigida, por exemplo, o vôlei de praia só pode treinar com seis jogadores por quadra.

Esta semana a reportagem conversou com alguns treinadores e atletas. A principal reclamação dos atletas é treinar usando máscara, um novo hábito que poderá se tornar rotina obrigatória na prática esportiva. E a expectativa dos atletas é voltar a competir.

Acompanhe os relatos:


ATLETISMO

“Este momento, mesmo com restrições, é muito importante para todos”

credito - Divulgação

Diogo Gamboa, técnico de rendimento de atletismo

“Estamos enfrentando novos hábitos nas práticas esportivas, principalmente o contato físico, que não existe mais. Desde o cumprimento, quando chegamos ao local de treinamentos e é bem estranho, porque o povo brasileiro, por cultura mesmo, é muito afetivo. A partir do momento em que pudemos voltar aos treinos de forma adaptada, principalmente para os atletas foi muito bom, porque foi um período grande de treinos isolados, em casa, e o atleta de performance sente muito a falta de ir para pista, seu local de trabalho efetivamente. Então este momento mesmo com todas as restrições, adaptações e cuidados, está sendo muito importante para todos. Acreditamos que num futuro relativamente próximo possamos ter alguns eventos. A perspectiva é boa, porém vai ser algo novo, com uma série de medidas de segurança e isso até deixa uma certa curiosidade para saber como será.

É um momento de adaptação dos atletas e nós treinadores pensando o tempo todo como fazer para eles chegar na melhor condição, na fase que tiver competição, e principalmente tomando os cuidados com o coronavírus.

Os treinos são pensados de maneira que os atletas consigam atingir uma condição física boa, porém sem debilitar o organismo, porque hoje a atividade física está prezando muito para estimular o sistema imunológico e não baixar, então alguns treinos que fazíamos antes de altíssima intensidade, agora estamos controlando justamente para ter uma resposta imune positiva”.


“Em relação ao futuro, será um sistema novo para todos”

credito - Divulgação

Tabata Zucchi, atleta da prova de 400m c/barreiras

“Com todo esse acontecimento da pandemia nossos treinos sofreram grandes mudanças, em primeiro momento o afastamento dos locais de treino sendo reduzido ao espaço livre que possuímos dentro de casa para podermos manter o condicionamento físico. Agora após a liberação da prática no local de treino, temos todo um cuidado a mais, restrição de horário, de material, o uso da máscara, uso do álcool em gel, o contato que antes tínhamos com nossos colegas não ocorre, tudo isso pensado pelo nosso técnico para manter o distanciamento recomendado. Hábitos que, acreditou eu, será não somente até o fim da pandemia, mas para um longo período. Realmente está sendo positivo treinarmos e assim poder voltar o mais perto da nossa forma física que nosso esporte exige. Em relação ao futuro da prática esportiva, acreditamos que teremos sim alguma competição e quando tiver, vamos ter que fazer o possível para que tenhamos os mesmos cuidados e se adaptar a um novo modelo de programação, pois será um sistema novo a todos, aos atletas, árbitros, organizadores”.


HANDEBOL

“Os hábitos nos treinos agora são outros”

credito - Divulgação

Anderson Fernando da Silva (Ganso), professor de Educação Física, Técnico de Handebol da FMEBC

“Nesse momento tivemos a necessidade de reorganizar nossos modelos e métodos de treinamentos, pela questão de segurança das atletas e da comissão técnica. No primeiro momento do distanciamento foi difícil os ajustes com todo o grupo, mas foi necessário. Os hábitos nos treinos agora são outros, todas as atletas em suas casas, dessa forma tornou-se necessário a organização, disciplina e dedicação por parte das atletas para realização das atividades propostas com o mesmo afinco que realizavam nos treinamentos presenciais.

A resposta da grande maioria das atletas foi positiva, estão comprometidas e entenderam a gravidade da situação, mas nem por isso perderam o foco das atividades, com isso a relação de confiança entre a comissão técnica e as atletas tem se fortalecido.

Acredito que na prática esportiva em geral não teremos muitas mudanças, mas sim mudanças na consciência de cada praticante, com relação aos cuidados com sua saúde e hábitos de higiene”.


“Precisamos calma para voltar a fazer o que a gente mais ama o mais rápido possível”.

credito - Divulgação

Isabelle Matos (Belinha), atleta juvenil de Handebol da FMEBC há quase 1,5 ano

“Neste momento delicado em que estamos vivendo com certeza as práticas esportivas mudaram muito, tivemos que zelar pela nossa saúde, pois, nem mesmo nós atletas estamos imunes ao Covid-19. Com isso nossa equipe teve que se acostumar com os novos hábitos de treinamento, no início da pandemia, nosso preparador físico mandou um treino para ser feito em casa, agora já estamos executando-os através de videoconferência, todos os dias pela manhã, utilizamos nossos sofás, camas, cadeiras e etc como equipamentos para fazer os exercício. Com o nosso Bolsa Atleta estamos comprando alguns materiais necessários para o nosso treinamento como as mini band, por exemplo, que ajudam a aprimorar os nossos exercícios.

Eu como atleta penso que num momento como este é muito importante manter o foco nos nossos objetivos, pois isso uma hora vai passar e nós vamos voltar aos treinamentos e competições, temos que estar na nossa melhor forma física para continuar o trabalho com êxito.

Com o nosso calendário reajustado, espero que as nossas competições voltem assim que possível, respeitando todas as indicações da OMS para ninguém se prejudicar.

Com certeza após essa pandemia e esse momento de isolamento social nossos hábitos irão mudar, acredito todos nós nos tornaremos mais responsáveis com a nossa higiene, saúde e com a do nosso semelhante.

Tenho certeza que as práticas esportivas voltarão à normalidade, precisamos ter calma, paciência para que a gente volte a fazer o que a gente mais ama o mais rápido possível.


JUDÔ

“É muito estranho praticar judô sem contato”

credito - Divulgação

Sérgio Borba, árbitro e técnico da FMEBC

“Estamos vivendo uma situação nova, diferente de tudo que já foi visto, estou no judô há 40 anos, e é muito estranho praticar sem o contato físico, sem a aproximação. Estamos treinando com limitação do espaço exigido, todo material de segurança, e em aulas de 45 minutos para não deixar os atletas muito tempo em um ambiente fechado, se bem que nossa sala tem quatro janelões e dois ventiladores que mantém a sala sempre arejada.

Retornamos somente com os atletas já de competição, os menores, iniciantes pedimos ainda para ficar em casa, não estamos aceitando matrículas novas, vamos procurar fazer as atividades físicas e melhorar a parte técnica que muitas vezes deixamos de lado pensando somente em resultados nas competições. Aproveitamos para elaborar atividades para que os atletas façam em casa, principalmente ligadas ao histórico do judô, nomenclatura de técnicas, etc. Desejamos que tudo retorne ao normal em breve, mas sabemos que para normalizar como era, poderá chegar o fim do ano.


As coisas estão mais difíceis, mas o essencial é não parar”

credito - Divulgação

Maria Eduarda de Paiva Morais, 17, medalhista em Joguinhos Abertos, Jogos Escolares, Campeonatos Estaduais e Brasileiros

“Acredito que os novos hábitos que devem ser colocados em prática são, cada atleta com sua garrafa de água, com sua toalha de rosto e com tudo que engloba os produtos de higiene pessoal. Não ficar se tocando muito, e ter sempre as mãos bem higienizadas e com álcool em gel, e também sempre com o seu quimono em boas condições e limpo. Com essa situação do Covid-19, as coisas estão mais difíceis, mas, todo atleta como eu sabe que o essencial é não parar de se exercitar, mesmo sem o toque e tudo mais, os treinos físicos ajudam a manter o ritmo, rendimento e o controle de peso de cada atleta. Com tudo isso que estamos passando acredito que as pessoas irão começar a ser mais higiênicas e se cuidarem mais.

Imagino que no futuro da prática esportiva, as competições irão ser melhor planejadas, higienizadas e também mais limitadas, até porque as pessoas ainda estarão com medo e receio por conta do vírus, ainda mais no meu esporte que é o judô, um esporte de muito contato físico, porém acredito que os atletas irão voltar com muita vontade e com muito foco, e isso ajudará a termos competições ótimas novamente”.


JIU JITSU

credito - DivulgaçãoO atleta Diogo com o técnico Aldo Max

Aldo Max, técnico da FMEBC

“Tivemos que desconstruir o modelo anterior e mudar o foco, trabalhar mais a parte física, sem contato. Não podemos treinar de forma convencional. Alguns estão estão indo ao tatame, como se fossem lutar mesmo e outros focando mais na parte física, se exercitando na praia, em casa, no condomínio e depois que liberaram as academias com restrições também voltaram para a academia.

A resposta dos atletas não foi das melhores, porque eles querem lutar, ter o contato, encaixar os golpes, por isso essa nova forma de treino não agradou a maioria

Acredito que mais uns dois meses, passando o inverno, tudo volte ao normal e quando isso acontecer, acho que todos darão mais valor ao treino, à parte física, penso que ele tempo que não puderam fazer como antes, vai dar um novo ânimo, novo gás. Acho que o próximo ano será de muitos eventos, muitas competições, vai ficar melhor do que era”.

“Essa quebrada inesperada não foi fácil para nós”

Diogo Nascimento, faixa preta, atleta da FMEBC

“Os novos hábitos que temos adotado nos treinos são os recomendados pelo Ministério da Saúde, reduzindo o número de pessoas, higienizando com álcool em gel, com álcool 70%, higienização do ambiente após o treino, nada de aglomero de pessoas. Os treinos estão adaptados, não estamos conseguindo fazer o treino normal. Para nós, atletas, ficou muito difícil, porque trabalhamos com datas, cronograma, bagunçou tudo, afetou também o psicológico, o físico e agora estamos traçando novas metas, nos readaptando a volta, para esses treinos adaptados, para futuras competições, mas essa quebrada inesperada não foi fácil para nós, ainda mais uma situação como essa, que jamais havia acontecido. Foi complicado mas nós atletas somos acostumados a lidar com desafios e vamos superar esse também.

Passando a pandemia, acredito que o esporte tende a voltar, sem grandes alterações, talvez mais rigoroso um atestado médico, aferindo a febre em grandes eventos, mas o que vai complicar mais é o fato dos grandes eventos que tiveram que ser cancelados, campeonatos mundiais, olimpíadas, bagunçando todo calendário de competições, Esse será um marco bem negativo na história do esporte em geral”


BOXE CHINÊS

credito - DivulgaçãoO técnico Sorín e o atleta Erik

“2020 foi um ano a menos no calendário esportivo”

Lucas Sorin, professor Boxe Chinês

“Em relação aos novos hábitos, estamos ainda nos adaptando, utilizando sempre álcool nas mãos e equipamentos, evitando contato físico e sempre lembrando meus atletas na questão das máscaras, proximidade dos colegas e incentivando a lavar as mãos ao final do treino. Estamos lidando bem com tudo isso dentro da nossa equipe, acredito que meus menores entenderam a necessidade de tudo isso.

Acho que querendo ou não a prática esportiva não será a mesma pós Covid-19, os professores precisarão se atualizar por conta dos meios digitais que ficaram ainda mais fortes no meio dessa pandemia, espero que a parte higiênica que o corona nos obriga siga sendo rotina no meio esportivo. Acredito que não só para o esporte, atletas de alto rendimento, mas, de um modo geral 2020 foi um ano a menos no calendário esportivo. O que é triste porque tínhamos grandes planos para nosso time de Boxe Chinês mas, estou voltando aos trabalhos, fortalecendo a parte de fundamentos e aprimorando a parte física dos atletas e esperamos que em breve tudo se normalize e a gente possa de fato e de vez, recomeçar”.

“Não vejo a hora de voltar a trocar socos e depois abraçar os colegas de treino”

Erick de Carvalho, bicampeão brasileiro, campeão sul-americano, campeão pan-americano e medalha de bronze no Mundial 2018

“É está sendo bem complicado treinar em plena pandemia, mas retornamos aos treinos há três semanas com todos os cuidados para se prevenir. Estamos usando álcool em gel antes de entrar na academia, e ao sair, estamos também passando em todos equipamentos que usamos durante o treino, e não estamos fazendo exercício nenhum que tem contato físico, somente a distância, além de treinarmos todos atletas com a máscara o que dificulta bastante a respiração.

Imagino que no futuro podemos seguir melhorando a higiene, porém, não vejo a hora de podermos voltar a termos contatos normal, poder trocar socos e depois poder abraçar meus colegas de treino e professor, e espero que em breve possamos voltar a competir”


VÔLEI DE PRAIA

credito - DivulgaçãoLeize e o atleta bicampeão dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina 2018/2019

“Estamos limitados a seis atletas por quadra”

Leize Bianchini, atleta e técnica da FMEBC

“Tivemos que nos adaptar à nova situação e tomar alguns cuidados, mudanças de hábitos nos treinos, a começar pelo número de atletas, estamos limitados a seis jogadores por quadra, a partir do momento que foi liberada a volta aos treinos, obrigatório uso da máscara, água e toalha individuais, higienização constante, dividimos o grupo, horários diferentes. Agora que conseguimos voltar para areia, o rendimento já melhorou um pouco. É muito diferente do período de exercício em casa, por mais que fizessem é diferente, porque treinamos na areia. Sabemos que não teremos competições tão cedo, temos tempo de preparar o pessoal para a volta das competições. Vamos ter paciência, correr atrás de novo e se tudo der certo, o calendário da Federação Catarinense está previsto para voltar em agosto, nossa modalidade é em ambiente aberto, livre, talvez mais fácil de retornar até. Agora é torcer para que a situação normalize o mais rápido possível”.

“É complicado treinar com máscara, mas é essencial”

Lucas Antônio de Souza Casas, atleta Sub-21, de vôlei de praia da FMEBC

“Retornamos aos treinos, mas tivemos que realizar algumas adaptações que estão inclusas no nosso dia a dia fora das quadras, como o uso das máscaras, álcool em gel, cada um portar sua própria toalha, ter sua água, para que desta maneira não tenha o contato entre nós atletas. Nesta nova situação que se encontra o mundo, é um pouco complicado treinar com a máscara, porém é essencial

O futuro do esporte dependerá da ciência, pois caso não surja uma vacina para o Covid-19, os esportes seguirão com os mesmos cuidados que presenciamos hoje. Podemos observar que em alguns países já estão liberando os campeonatos de futebol, porém a torcida não está presente nos estádios, mas se daqui a um tempo surgir uma vacina, o esporte voltará a ser como sempre foi”.


GINÁSTICA ARTÍSTICA

credito - Guilherme Oliveira

Henrique Gomes Jardim, técnico da equipe feminina da FMEBC

“ Os treinos passaram a ser por Live no período em que foi imposto a quarentena, retornamos de maneira individualizada, com o uso de máscara e demais cuidados necessários. Alguns treinos são feitos através de Lives disponibilizada ou pela CBG ou por outros clubes.

De forma individualizada permite ao treinador explorar mais as habilidades dos atletas, porém se torna um tanto quanto desmotivante para o atleta, uma vez que não há aquela intenção com as colegas de treino.

Imagino que no futuro retorne tudo ao normal, uma vez que em 2021 acontecerá o maior evento esportivo. Talvez a única coisa que fique é que o público e demais pessoas que não sejam os atletas tenham de usar máscaras, e não seja aberto a tantas pessoas, ou até mesmo seja apenas transmitido por meios de comunicação”.


credito - Divulgação

Helena Júlia Busnello, atleta de GAF/BC

“Estamos treinando com máscara, treinos individuais e treinos por live. Vejo esta situação hoje de forma negativa, prefiro os treinos como eram antes. Espero que logo volte tudo ao normal”.


KARATÊ

credito - Divulgação

Mario Martins, 5º Dan CBK / FCK, professor da FMEBC desde o ano 2000

“A situação nos força a nos acostumarmos a falta de conforto das máscaras, seguindo uma programação dentro das normas de segurança. O Karatê em particular oferece vários métodos de desenvolver treinos individuais e alcançarmos um alto rendimento técnico.

Acredito que após a pandemia ter passado tudo volta ao normal dentro do esporte, mas o medo irá perpetuar, o mesmo não dará para dizer a respeito das academias, conheço alguns professores que terão que abandonar os tatames por questões financeiras.

O Karatê além de ser uma atividade física é uma filosofia de vida o qual seu praticante não se deixa abalar pelo fato de existir novos obstáculos e sim vê tudo isto como uma forma de aprendizado. Nossos treinos estão acontecendo no Ginásio Multieventos Sergio Lorenzato 860, no Bairro das Nações, segundas e quartas 18h30 (infantil) e 20h (adultos)”

Wilian José Momm, atleta da FMEBC

“Pratico Karatê há mais de 10 anos e não viso competição, então para mim não mudou muita coisa. O único desconforto realmente é o uso da máscara, pois de resto consigo manter minha parte técnica em dia”.


VÔLEI DE QUADRA

credito – Divulgação

Iki Beraldo, técnico vôlei masculino da ABC do Voleibol/FMEBC

“Tivemos que mudar totalmente nossa estrutura e postura de treinos dos atletas. Passamos a mandar para eles os treinamentos online, principalmente no que refere a parte física, porque nem todos tem como trabalhar com bola, mas os levantadores que tem contato maior com a bola, tem bola em casa e estão trabalhando com as orientações que enviamos. Agora com a liberação das academias, a parte física está sendo feita lá, e algumas vezes na semana, conseguimos fazer um trabalho específico com grupos pequenos na praia...ali eles ficam bem separados para fazer os trabalhos específicos com bola. Tudo isso visando daqui a pouco voltar para a quadra, se tudo correr bem. De acordo com o decreto que saiu agora, tem grande chance da Fesporte voltar em julho, a Federação também, lógico com sistema e formato diferentes de competição, mas para que os meninos possam ter alguma competição para disputar esse ano ainda. Eles se mantiveram na ativa, fisicamente vão voltar dentro daquilo que a gente espera e depois teremos que correr atrás da parte técnica e tática da equipe. O importante é que todos estão bem, com saúde e fazendo os trabalhos que passamos a eles com bastante qualidade”.

Paulo Brandt, jogador da equipe de Joguinhos Abertos da FMEBC

“Todos nós atletas sofremos muito com essa pandemia, pois é muito difícil estar em alto rendimento e do nada parar tudo, então tivemos que nos adaptar perante essas dificuldades. No começo foi complicado lidar com tudo isso, mas atleta não para, quando começou a pandemia e fechou tudo, não tive outra escolha a não ser treinar em casa com auxílio online, fiquei fazendo isso até o governo liberar as academias, e desde então estou indo na academia, e agora em maio estamos indo em um pequeno grupo fazer treinos específicos na praia, pois não podemos perder tempo, já que ficamos muito tempo parados. Temos que voltar bem fisicamente, tecnicamente, para os campeonatos que irão acontecer brevemente. Os campeonatos vão ter um formato rápido, sem muitas etapas, então os atletas que estão se cuidando nesta pandemia com certeza vão voltar com vantagem, e buscar os títulos almejados. Desejo muito que tudo isso passe logo para que não influencie minha vida como atleta, e que, em um futuro breve tudo volte ao normal. Nós atletas do ABC do Voleibol/FMEBC estamos nos cuidando, se exercitando e estamos sempre postando e comprovando isso nas nossas redes sociais”.



Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade