Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Curitiba se firma como destino cultural; veja o que fazer na cidade

Chefs-celebridade, Fogaça e Jamie chegam a Curitiba

Quinta, 16/8/2018 9:36.
Karime Xavier/Folhapress

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FELIPE MORTARA*
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Conhecida por abrigar boas soluções de planejamento urbano, a capital paranaense tem chamado a atenção dos turistas por sua cena cultural. Galerias, museus, feiras e novos restaurantes reforçam a vocação da cidade para a gastronomia e as artes.

Um exemplo disso será a abertura, em 18 de outubro, da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, a segunda maior do tipo no país. O evento, que comemora 25 anos, terá como sede principal o Museu Oscar Niemeyer -conhecido como museu do olho, por seu formato. Mas a mostra deve se espalhar por galerias e chegar até a terminais de ônibus.

Na rua São Francisco e no largo do Paço é possível ver trabalhos de artistas locais como Rimon Guimarães, Maciel e Felas. Uma imensa tulipa pintada pela artista suíça Mona Caron colore uma empena na praça de Bolso do Ciclista. A região, juntamente com o bairro do Batel, reúne atrações de arte e gastronomia, e é ideal para um passeio a pé.

Uma sugestão para começar o roteiro é a galeria Soma. Localizada no número 2.137 da rua Brigadeiro Franco, tem exibições de novos artistas regionais e se estabeleceu como um espaço de experimentações.

Saindo de lá, o turista pode seguir por nove minutos pela rua Comendador Araújo até a alameda Presidente Taunay. Lá fica o Lucca Café, o mais premiado da cidade e um ótimo local para uma parada.

Logo ao lado, a SIM Galeria ocupa uma casa de esquina com salas repletas de exibições temporárias de artistas contemporâneos nacionais e estrangeiros.

Paralela, a rua Coronel Dulcídio termina na praça da Espanha, onde há shows e restaurantes como o Fabiano Marcolini Alimentari, que faz pastas frescas, e o Officina Restô Bar, conhecido pelos drinques.

A 600 metros dali, na rua Saldanha Marinho 1.220, fica a galeria Ponto de Fuga, um espaço com curadoria de jovens paranaenses. À noite, no fundo da casa funciona o bar Ginger, escondido por uma cortina. O bar secreto tem senha para entrar, que pode ser pedida no Facebook e no Instagram.

No Largo da Ordem, onde aos domingos acontece uma feira de comida e artesanato, a Galeria Airez dedica-se a artistas fotográficos, de vídeo e novas mídias digitais. O espaço conta com mostras de novos nomes de todo o país, além de bate-papos.

Pacotes de viagem para Curitiba

R$ 258
3 noites em Curitiba, na rede Slaviero
Valor para o mês de setembro. Hospedagem em quarto simples, com café da manhã, no Slaviero Slim Centro. Sem passeios e sem passagem aérea. Crianças de até 6 anos não pagam

R$ 398
3 noites em Curitiba, na rede Slaviero
Pacote válido para setembro. Hospedagem em quarto simples, com café da manhã, Slaviero Conceptual Palace Hotel. Sem passeios e sem passagem aérea. Crianças de até 6 anos não pagam

R$ 447
3 noites em Curitiba, na Flot Viagens
Valor para o período de 24 a 27 de setembro. Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui passeio pela cidade. Sem passagem aérea

R$ 470
2 noites em Curitiba, no Hotel Pestana
Valor para o período de 14 a 16 de setembro. Inclui café da manhã. Sem passeios e sem passagem aérea

R$ 947
3 noites em Curitiba, na Flot Viagens
Pacote para o período de 24 a 27 de setembro. Inclui café da manhã, city tour e passeio de trem até a cidade de Morretes. Sem aéreo

R$ 1.900
5 noites em Curitiba, na Venice Turismo
Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui passeio à Ilha do Mel, traslados e passagem aérea.

Chefs-celebridade, Fogaça e Jamie chegam a Curitiba

A cena gastronômica de Curitiba está mais diversa. A cidade tem atraído cozinheiros de todo o país e do exterior.

Em abril, o chef celebridade Henrique Fogaça abriu uma filial da hamburgueria Cão Véio no bairro Água Verde. Outras filiais devem chegar à cidade, como um restaurante do chef inglês Jamie Oliver, além do bistrô Paris 6, da capital paulista.

Além das novidades, as casas que já estão com as portas abertas oferecem boas opções de baixa e alta gastronomia.

Considerado por muitos como um dos melhores restaurantes do país, o Manu, da chef Manu Buffara, propõe uma cozinha autoral com menus de até dez tempos e harmonização com vinhos (R$ 220). O cordeiro com polenta e salsinha é destaque.

Já o restaurante Nomade, dentro do Hotel Nomaa, aposta em pratos elaborados com ingredientes regionais e apresentação impecável.

Preparada pelo chef Lênin Palhano, a costelinha de porco no mel de abelha jataí e pupunha (R$ 79) e o canelone de ricota da Lapa com espinafre orgânico, gema caipira e cogumelos na brasa (R$ 68) são dois exemplos.

Com culinária igualmente bem executada, mas com o bônus da melhor vista panorâmica de Curitiba, o Terrazza 40 é um bom lugar para jantar a dois.

A bruschetta de salmão defumado (R$ 24) é uma boa entrada para o soffioti al gamberi (R$ 68,40). Inspirada nos pontos de ônibus da cidade, a estação tubo (R$ 25,90) é uma sobremesa com bolo de frutas vermelhas e um cilindro de chocolate.

Quem quer fartura pode ir no Madalosso. Aberto em 1963, em Santa Felicidade, o lugar foi crescendo até virar um dos maiores restaurantes do mundo, com 4.645 lugares em 7.671 metros quadrados.

Com 55 mil visitantes mensais, que consomem mais de 54 toneladas de frango, a casa consegue manter o ar caseiro de uma cantina do Vêneto. Muito disso se deve à matriarca Flora Madalosso, 77, que comanda a cozinha até hoje. "Já estou servindo a 6ª geração de Curitiba", diz.

Outros clássicos da cidade são o pão com bolinho (R$ 7), pão francês recheado com almôndega, do Box do Eliseu, no Mercado Municipal. Ou então a carne de onça (R$ 14), espécie de tartar de carne, do BarBaran (41-3322-2912), de influência e decoração ucraniana.

Para beber, um drinque tradicional é o submarino do Bar do Alemão, preparado com uma dose de steinhäger imersa na caneca de chope (R$ 18,30). A porção de salsicha escura bockwurst (R$ 26,70) e o marreco recheado (R$ 93, para dois) estão entre os favoritos da clientela.

Se couber mais um ponto de parada no passeio, vá ao Marbô Bakery, que é bem mais do que uma padaria. Instalado numa casa modernista construída em 1953 pelo arquiteto Lolô Cornelsen, o restaurante e galeria funciona o dia todo. O risoto de pupunha com legumes e castanha-do-pará (R$ 34) é quase tão bonito quanto os cobogós do terraço.

Curitiba, capital da cerveja artesanal

Numa manhã ensolarada de sábado na tranquila rua Carlos de Laet no bairro Hauer fica claro o que é a cena de cerveja artesanal em Curitiba. Dezenas de pessoas se reúnem na Cervejaria Bodebrown. Uma banda toca clássicos do rock e do blues com banjo e baixo acústico.

Parece uma festa, mas é uma degustação.

Um sofisticado sistema de torneiras controladas por cartões magnéticos pré-pagos permite ao visitante provar o que quiser. No auto serviço estão cerca de 15 tipos diferentes da bebida não apenas os produzidos pela cervejaria fundada ali em 2009, mas rótulos de todo o país. O preço varia de R$ 3 a 4 por 100 ml. "Ocorre toda sexta e sábado, mas não é balada nem point, por isso não tem mesa e cadeira. A ideia é que bebam menos e melhor", diz o mestre cervejeiro Alois Petz, 55.

Outra cervejaria que simboliza a prosperidade do malte na região é a Way Beer, com sede em Pinhais, a 12 quilômetros do centro. Ali é possível provar diversas produções da cervejaria, que hoje exporta 50 mil litros por trimestre para os Estados Unidos.

Em bares como o Hendrix Brew House (telefone 42 - 3093-5743) é possível encontrar grande parte dos melhores rótulos produzidos em pequena escala. Numa reportagem da revista americana Forbes, de 2015, a Hop Arábica, produzida com grãos de café pela Morada Cia Etílica era a segunda melhor cerveja que se poderia provar no Brasil.

A Procerva (Associação das Microcervejarias do Paraná) já reúne 46 associados. Duas das três primeiras colocadas na última edição do Festival Brasileiro de Cerveja, maior evento do país, realizado anualmente em Blumenau, eram curitibanas -a Bodebrown e a BierHoff. E a cena cervejeira só faz crescer.

(*O repórter viajou a convite do Curitiba Convention & Visitors Bureau).


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Curitiba se firma como destino cultural; veja o que fazer na cidade

Karime Xavier/Folhapress

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Quinta, 16/8/2018 9:36.

FELIPE MORTARA*
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Conhecida por abrigar boas soluções de planejamento urbano, a capital paranaense tem chamado a atenção dos turistas por sua cena cultural. Galerias, museus, feiras e novos restaurantes reforçam a vocação da cidade para a gastronomia e as artes.

Um exemplo disso será a abertura, em 18 de outubro, da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, a segunda maior do tipo no país. O evento, que comemora 25 anos, terá como sede principal o Museu Oscar Niemeyer -conhecido como museu do olho, por seu formato. Mas a mostra deve se espalhar por galerias e chegar até a terminais de ônibus.

Na rua São Francisco e no largo do Paço é possível ver trabalhos de artistas locais como Rimon Guimarães, Maciel e Felas. Uma imensa tulipa pintada pela artista suíça Mona Caron colore uma empena na praça de Bolso do Ciclista. A região, juntamente com o bairro do Batel, reúne atrações de arte e gastronomia, e é ideal para um passeio a pé.

Uma sugestão para começar o roteiro é a galeria Soma. Localizada no número 2.137 da rua Brigadeiro Franco, tem exibições de novos artistas regionais e se estabeleceu como um espaço de experimentações.

Saindo de lá, o turista pode seguir por nove minutos pela rua Comendador Araújo até a alameda Presidente Taunay. Lá fica o Lucca Café, o mais premiado da cidade e um ótimo local para uma parada.

Logo ao lado, a SIM Galeria ocupa uma casa de esquina com salas repletas de exibições temporárias de artistas contemporâneos nacionais e estrangeiros.

Paralela, a rua Coronel Dulcídio termina na praça da Espanha, onde há shows e restaurantes como o Fabiano Marcolini Alimentari, que faz pastas frescas, e o Officina Restô Bar, conhecido pelos drinques.

A 600 metros dali, na rua Saldanha Marinho 1.220, fica a galeria Ponto de Fuga, um espaço com curadoria de jovens paranaenses. À noite, no fundo da casa funciona o bar Ginger, escondido por uma cortina. O bar secreto tem senha para entrar, que pode ser pedida no Facebook e no Instagram.

No Largo da Ordem, onde aos domingos acontece uma feira de comida e artesanato, a Galeria Airez dedica-se a artistas fotográficos, de vídeo e novas mídias digitais. O espaço conta com mostras de novos nomes de todo o país, além de bate-papos.

Pacotes de viagem para Curitiba

R$ 258
3 noites em Curitiba, na rede Slaviero
Valor para o mês de setembro. Hospedagem em quarto simples, com café da manhã, no Slaviero Slim Centro. Sem passeios e sem passagem aérea. Crianças de até 6 anos não pagam

R$ 398
3 noites em Curitiba, na rede Slaviero
Pacote válido para setembro. Hospedagem em quarto simples, com café da manhã, Slaviero Conceptual Palace Hotel. Sem passeios e sem passagem aérea. Crianças de até 6 anos não pagam

R$ 447
3 noites em Curitiba, na Flot Viagens
Valor para o período de 24 a 27 de setembro. Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui passeio pela cidade. Sem passagem aérea

R$ 470
2 noites em Curitiba, no Hotel Pestana
Valor para o período de 14 a 16 de setembro. Inclui café da manhã. Sem passeios e sem passagem aérea

R$ 947
3 noites em Curitiba, na Flot Viagens
Pacote para o período de 24 a 27 de setembro. Inclui café da manhã, city tour e passeio de trem até a cidade de Morretes. Sem aéreo

R$ 1.900
5 noites em Curitiba, na Venice Turismo
Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui passeio à Ilha do Mel, traslados e passagem aérea.

Chefs-celebridade, Fogaça e Jamie chegam a Curitiba

A cena gastronômica de Curitiba está mais diversa. A cidade tem atraído cozinheiros de todo o país e do exterior.

Em abril, o chef celebridade Henrique Fogaça abriu uma filial da hamburgueria Cão Véio no bairro Água Verde. Outras filiais devem chegar à cidade, como um restaurante do chef inglês Jamie Oliver, além do bistrô Paris 6, da capital paulista.

Além das novidades, as casas que já estão com as portas abertas oferecem boas opções de baixa e alta gastronomia.

Considerado por muitos como um dos melhores restaurantes do país, o Manu, da chef Manu Buffara, propõe uma cozinha autoral com menus de até dez tempos e harmonização com vinhos (R$ 220). O cordeiro com polenta e salsinha é destaque.

Já o restaurante Nomade, dentro do Hotel Nomaa, aposta em pratos elaborados com ingredientes regionais e apresentação impecável.

Preparada pelo chef Lênin Palhano, a costelinha de porco no mel de abelha jataí e pupunha (R$ 79) e o canelone de ricota da Lapa com espinafre orgânico, gema caipira e cogumelos na brasa (R$ 68) são dois exemplos.

Com culinária igualmente bem executada, mas com o bônus da melhor vista panorâmica de Curitiba, o Terrazza 40 é um bom lugar para jantar a dois.

A bruschetta de salmão defumado (R$ 24) é uma boa entrada para o soffioti al gamberi (R$ 68,40). Inspirada nos pontos de ônibus da cidade, a estação tubo (R$ 25,90) é uma sobremesa com bolo de frutas vermelhas e um cilindro de chocolate.

Quem quer fartura pode ir no Madalosso. Aberto em 1963, em Santa Felicidade, o lugar foi crescendo até virar um dos maiores restaurantes do mundo, com 4.645 lugares em 7.671 metros quadrados.

Com 55 mil visitantes mensais, que consomem mais de 54 toneladas de frango, a casa consegue manter o ar caseiro de uma cantina do Vêneto. Muito disso se deve à matriarca Flora Madalosso, 77, que comanda a cozinha até hoje. "Já estou servindo a 6ª geração de Curitiba", diz.

Outros clássicos da cidade são o pão com bolinho (R$ 7), pão francês recheado com almôndega, do Box do Eliseu, no Mercado Municipal. Ou então a carne de onça (R$ 14), espécie de tartar de carne, do BarBaran (41-3322-2912), de influência e decoração ucraniana.

Para beber, um drinque tradicional é o submarino do Bar do Alemão, preparado com uma dose de steinhäger imersa na caneca de chope (R$ 18,30). A porção de salsicha escura bockwurst (R$ 26,70) e o marreco recheado (R$ 93, para dois) estão entre os favoritos da clientela.

Se couber mais um ponto de parada no passeio, vá ao Marbô Bakery, que é bem mais do que uma padaria. Instalado numa casa modernista construída em 1953 pelo arquiteto Lolô Cornelsen, o restaurante e galeria funciona o dia todo. O risoto de pupunha com legumes e castanha-do-pará (R$ 34) é quase tão bonito quanto os cobogós do terraço.

Curitiba, capital da cerveja artesanal

Numa manhã ensolarada de sábado na tranquila rua Carlos de Laet no bairro Hauer fica claro o que é a cena de cerveja artesanal em Curitiba. Dezenas de pessoas se reúnem na Cervejaria Bodebrown. Uma banda toca clássicos do rock e do blues com banjo e baixo acústico.

Parece uma festa, mas é uma degustação.

Um sofisticado sistema de torneiras controladas por cartões magnéticos pré-pagos permite ao visitante provar o que quiser. No auto serviço estão cerca de 15 tipos diferentes da bebida não apenas os produzidos pela cervejaria fundada ali em 2009, mas rótulos de todo o país. O preço varia de R$ 3 a 4 por 100 ml. "Ocorre toda sexta e sábado, mas não é balada nem point, por isso não tem mesa e cadeira. A ideia é que bebam menos e melhor", diz o mestre cervejeiro Alois Petz, 55.

Outra cervejaria que simboliza a prosperidade do malte na região é a Way Beer, com sede em Pinhais, a 12 quilômetros do centro. Ali é possível provar diversas produções da cervejaria, que hoje exporta 50 mil litros por trimestre para os Estados Unidos.

Em bares como o Hendrix Brew House (telefone 42 - 3093-5743) é possível encontrar grande parte dos melhores rótulos produzidos em pequena escala. Numa reportagem da revista americana Forbes, de 2015, a Hop Arábica, produzida com grãos de café pela Morada Cia Etílica era a segunda melhor cerveja que se poderia provar no Brasil.

A Procerva (Associação das Microcervejarias do Paraná) já reúne 46 associados. Duas das três primeiras colocadas na última edição do Festival Brasileiro de Cerveja, maior evento do país, realizado anualmente em Blumenau, eram curitibanas -a Bodebrown e a BierHoff. E a cena cervejeira só faz crescer.

(*O repórter viajou a convite do Curitiba Convention & Visitors Bureau).


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