Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Solução para deficiências da BR-101 passa por mobilização das comunidades

Estudo mostra que pedágio mais caro resultará em economia 

Quinta, 19/7/2018 7:42.

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(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - A cada aumento de 10 centavos no pedágio da BR-101 seria possível investir até R$ 150 milhões em obras que dariam retorno para a sociedade de R$ 500 milhões, considerando apenas a economia de combustível.

Essa é a conclusão do estudo “Custos Sociais dos Congestionamentos – Travessia de Navegantes e Itajaí”, desenvolvido pela Arteris/Litoral Sul comprovando a tese do engenheiro Auri Pavoni que investimentos na BR-101 retornariam rapidamente devido aos ganhos com a maior mobilidade.

Favorece qualquer iniciativa neste sentido o fato que aqui o pedágio da BR-101 é um dos mais baratos do Brasil. Enquanto um automóvel paga R$ 2,70 no pedágio de Porto Belo, pagará em Guarapari (ES), na mesma estrada, R$ 4,70.

Desde o ano passado Auri -ex-frotista de caminhões, ex-secretário do Planejamento de Balneário Camboriú e hoje assessor especial da prefeitura de Itajaí-, pesquisa números para mostrar que o custo dos engarrafamentos na BR-101, neste trecho do litoral catarinense, é pesadíssimo para a sociedade e todos lucrariam se os investimentos em mobilidade fossem feitos, mesmo tornando o pedágio mais elevado.

Seus estudos chegaram a Brasília e despertaram atenção de técnicos do Ministério dos Transportes.

Num dos exemplos apresentados por Auri um caminhão carregado com 52 toneladas, rodando à velocidade média de 25Km/h em vez da ideal de 54 Km/h, gastará mais R$ 20,00 de combustível num percurso de 75 Km.

Também há outras perdas importantes envolvidas como maior consumo de tempo, de uso do equipamento, salários, manutenção etc.

Andando mais rápido um caminhão consegue fazer duas viagens entre Joinville e o complexo portuário de Itajaí em vez de uma como ocorre hoje.

O engenheiro lembra que a concessão da BR-101 ainda tem mais 15 anos pela frente, mas não existe no contrato a exigência de novas obras a serem feitas entre Florianópolis e Penha, portanto a tendência é esse trecho travar ainda mais, tornando-se caótico.

“Toda nossa cadeia econômica está dependente de restaurar a capacidade da BR 101”, destacou Auri citando que qualquer obra fora do contrato só tem chance de ocorrer após intermináveis e desgastantes encontros, reuniões e pressões políticas.

Ele propõe simplificar tudo mostrando as contas do lucro para a sociedade e unindo essa mesma sociedade através das prefeituras, lideranças empresariais e comunitárias para concretizar as obras.

A imagem abaixo mostra, em verde, o que precisa ser feito para, por exemplo, resolver os problemas no trevo para Brusque.


Por sua vez o estudo da Arteris/Litoral Sul se fixou no trecho que atravessa Navegantes e Itajaí e os principais resultados podem ser resumidos desta forma:

- O investimento necessário é R$ 486 milhões, mas retornaria R$ 2,8 bilhões em 10 anos e se pagaria já no segundo ano.

- Os congestionamentos crônicos deixarão de ocorrer e os padrões de velocidade operacional passarão a ser adequados, pelo menos até 2030.

O quadro abaixo mostra que os veículos no horário de maior movimento (pico) viajam a 10 Km/h quando poderiam viajar a 60 Km/h.

Pontos críticos identificados

• Trevo com BR-470 e transposição do Itajaí Açu

• Trevo com SC-412

• Trevo com SC-486

• Falta de capacidade na BR-101/SC, atualmente apresentando congestionamentos.

Agravantes:

• Tráfego entre Porto e Retroporto de Itajaí/Navegantes

• Utilização da BR-101/SC para viagens urbanas de curtas distâncias

Problemas operacionais:

• Falta de continuidade das vias laterais sobrecarrega as pistas centrais da BR-101.

• Falta de capacidade das interseções da BR101/SC, ocasiona congestionamentos.

* Cargas do Porto de Navegantes utilizam as instalações logísticas de Itajaí, como Retroporto.

• Utilização da BR-101/SC para viagens urbanas de curta distância, incluindo trocas de viagens entre Brusque e Itajaí.

Solução proposta pela Autopista em ações coordenadas com o DNIT, DEINFRA, ANTT e Prefeituras:

• Implantação de vias laterais contínuas nos sentidos norte e sul, incluindo construção de pontes, entre os km 108 até o km 124, inclusive na transposição dos Rios Itajaí Açu, Itajaí Mirim, Canais e Rio Canhanduba;

• Substituição da Ponte da Pista Norte da BR-101/SC sobre o Rio Itajaí Açu;

• Construção e melhorias nas agulhas de saída e acesso para a BR-101/SC com as vias laterais;

• Ampliação de capacidade do Trevo com a BR-470/SC (Blumenau – Navegantes), com implantação do segundo viaduto e vias laterais contínuas na BR-101/SC (Concessionária e DNIT);

• Melhoria do Trevo da Rodovia Jorge Lacerda (SC-412) x Avenida Reinaldo Schmithausen, incluindo a construção de viadutos de transposição para as vias laterais;

• Implantação de Trevo em desnível no km 119,0 (Via Portuária de Itajaí) da BR-101/SC (DNIT/Prefeitura);

• Readequação e ampliação de capacidade do Trevo da Avenida Gov. Adolfo Konder, no km 120,70;

• Melhoria no Trevo de Brusque (SC-486), com implantação de viadutos nas vias laterais e remodelação da interseção (Concessionária e DEINFRA).


Benefícios da eliminação dos congestionamentos:
• Redução Tempo de Viagem;
• Redução no Consumo de Combustíveis;
• Redução da poluição atmosférica provocada pelos congestionamentos;
• Redução nos índices de Acidentes
 


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Página 3

Solução para deficiências da BR-101 passa por mobilização das comunidades

Estudo mostra que pedágio mais caro resultará em economia 

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Quinta, 19/7/2018 7:42.

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - A cada aumento de 10 centavos no pedágio da BR-101 seria possível investir até R$ 150 milhões em obras que dariam retorno para a sociedade de R$ 500 milhões, considerando apenas a economia de combustível.

Essa é a conclusão do estudo “Custos Sociais dos Congestionamentos – Travessia de Navegantes e Itajaí”, desenvolvido pela Arteris/Litoral Sul comprovando a tese do engenheiro Auri Pavoni que investimentos na BR-101 retornariam rapidamente devido aos ganhos com a maior mobilidade.

Favorece qualquer iniciativa neste sentido o fato que aqui o pedágio da BR-101 é um dos mais baratos do Brasil. Enquanto um automóvel paga R$ 2,70 no pedágio de Porto Belo, pagará em Guarapari (ES), na mesma estrada, R$ 4,70.

Desde o ano passado Auri -ex-frotista de caminhões, ex-secretário do Planejamento de Balneário Camboriú e hoje assessor especial da prefeitura de Itajaí-, pesquisa números para mostrar que o custo dos engarrafamentos na BR-101, neste trecho do litoral catarinense, é pesadíssimo para a sociedade e todos lucrariam se os investimentos em mobilidade fossem feitos, mesmo tornando o pedágio mais elevado.

Seus estudos chegaram a Brasília e despertaram atenção de técnicos do Ministério dos Transportes.

Num dos exemplos apresentados por Auri um caminhão carregado com 52 toneladas, rodando à velocidade média de 25Km/h em vez da ideal de 54 Km/h, gastará mais R$ 20,00 de combustível num percurso de 75 Km.

Também há outras perdas importantes envolvidas como maior consumo de tempo, de uso do equipamento, salários, manutenção etc.

Andando mais rápido um caminhão consegue fazer duas viagens entre Joinville e o complexo portuário de Itajaí em vez de uma como ocorre hoje.

O engenheiro lembra que a concessão da BR-101 ainda tem mais 15 anos pela frente, mas não existe no contrato a exigência de novas obras a serem feitas entre Florianópolis e Penha, portanto a tendência é esse trecho travar ainda mais, tornando-se caótico.

“Toda nossa cadeia econômica está dependente de restaurar a capacidade da BR 101”, destacou Auri citando que qualquer obra fora do contrato só tem chance de ocorrer após intermináveis e desgastantes encontros, reuniões e pressões políticas.

Ele propõe simplificar tudo mostrando as contas do lucro para a sociedade e unindo essa mesma sociedade através das prefeituras, lideranças empresariais e comunitárias para concretizar as obras.

A imagem abaixo mostra, em verde, o que precisa ser feito para, por exemplo, resolver os problemas no trevo para Brusque.


Por sua vez o estudo da Arteris/Litoral Sul se fixou no trecho que atravessa Navegantes e Itajaí e os principais resultados podem ser resumidos desta forma:

- O investimento necessário é R$ 486 milhões, mas retornaria R$ 2,8 bilhões em 10 anos e se pagaria já no segundo ano.

- Os congestionamentos crônicos deixarão de ocorrer e os padrões de velocidade operacional passarão a ser adequados, pelo menos até 2030.

O quadro abaixo mostra que os veículos no horário de maior movimento (pico) viajam a 10 Km/h quando poderiam viajar a 60 Km/h.

Pontos críticos identificados

• Trevo com BR-470 e transposição do Itajaí Açu

• Trevo com SC-412

• Trevo com SC-486

• Falta de capacidade na BR-101/SC, atualmente apresentando congestionamentos.

Agravantes:

• Tráfego entre Porto e Retroporto de Itajaí/Navegantes

• Utilização da BR-101/SC para viagens urbanas de curtas distâncias

Problemas operacionais:

• Falta de continuidade das vias laterais sobrecarrega as pistas centrais da BR-101.

• Falta de capacidade das interseções da BR101/SC, ocasiona congestionamentos.

* Cargas do Porto de Navegantes utilizam as instalações logísticas de Itajaí, como Retroporto.

• Utilização da BR-101/SC para viagens urbanas de curta distância, incluindo trocas de viagens entre Brusque e Itajaí.

Solução proposta pela Autopista em ações coordenadas com o DNIT, DEINFRA, ANTT e Prefeituras:

• Implantação de vias laterais contínuas nos sentidos norte e sul, incluindo construção de pontes, entre os km 108 até o km 124, inclusive na transposição dos Rios Itajaí Açu, Itajaí Mirim, Canais e Rio Canhanduba;

• Substituição da Ponte da Pista Norte da BR-101/SC sobre o Rio Itajaí Açu;

• Construção e melhorias nas agulhas de saída e acesso para a BR-101/SC com as vias laterais;

• Ampliação de capacidade do Trevo com a BR-470/SC (Blumenau – Navegantes), com implantação do segundo viaduto e vias laterais contínuas na BR-101/SC (Concessionária e DNIT);

• Melhoria do Trevo da Rodovia Jorge Lacerda (SC-412) x Avenida Reinaldo Schmithausen, incluindo a construção de viadutos de transposição para as vias laterais;

• Implantação de Trevo em desnível no km 119,0 (Via Portuária de Itajaí) da BR-101/SC (DNIT/Prefeitura);

• Readequação e ampliação de capacidade do Trevo da Avenida Gov. Adolfo Konder, no km 120,70;

• Melhoria no Trevo de Brusque (SC-486), com implantação de viadutos nas vias laterais e remodelação da interseção (Concessionária e DEINFRA).


Benefícios da eliminação dos congestionamentos:
• Redução Tempo de Viagem;
• Redução no Consumo de Combustíveis;
• Redução da poluição atmosférica provocada pelos congestionamentos;
• Redução nos índices de Acidentes
 


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