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Escola de Cães Guia Helen Keller investindo forte em reprodução e treinamento
EBC.

Quinta, 25/4/2019 7:51.

(MARLISE SCHNEIDER CEZAR/JP3) - O presidente da Escola de Cães Guia Helen Keller de Balneário Camboriú, Ênio Gomes aproveitou a vinda da ministra Damares Alves a Balneário Camboriú, nesta quinta-feira (25), para entregar um relatório das atividades que a escola começou a desenvolver o ano passado sobre reprodução e treinamento de cães.

Ele também manifestou preocupação com relação ao grupo de trabalho criado há dois anos pelo Ministério dos Direitos Humanos para tratar do programa nacional do cão guia e que não teve continuidade.

A ministra disse que a estrutura será retomada e assegurou que o apoio virá.

“O ano de 2018 foi importante aqui na escola, porque trabalhamos mais a questão genética dos nossos reprodutores e agora estamos colhendo aquela parceria que fizemos com a escola Guide Eyes, de Nova York, de onde vieram algumas filhotes fêmeas e agora estão começando a reproduzir, nasceram sete há 10 dias. Daqui 35 dias nasce outra ninhada e temos programações até o final do ano de termos um plantel, passando pela escola, de uns 50 cães”, disse o presidente.

A escola trabalha hoje com 30 cães. São sete filhotes que vão começar a socializar agora, nasceram há 10 dias; mais 12 cães do grupo de reprodução, tem cinco em treinamento e três deles serão entregues em julho (só falta selecionar as pessoas que receberão). Entregando estes, em outubro voltam do grupo de socializadores mais cinco que vão entrar na etapa de treinamento para entrega no ano que vem.

“Estamos dentro do planejamento que fizemos e nosso desafio é a partir de 2021 ter um número maior de cães para ser entregues. Tudo vai depender da reprodução e outros experimentos que estamos realizando. Por tudo isso, posso dizer que a escola está dentro de um padrão muito bom, zelando pela qualidade e pela segurança. Estamos mais preocupados com a qualidade do que com a quantidade, como sempre foi nestes 18 anos de existência da escola. É um processo importante que ainda vai trazer muita alegria para tantas pessoas que estão precisando destes cães”, finalizou o presidente. 

Sem incentivos, cães-guias ainda não se popularizaram no Brasil

(LIVIA MARRA/FOLHAPRESS) - Eles são os olhos, companhia inseparável e dão independência, mas poucos deficientes têm um cão-guia no Brasil.

Segundo dados do Censo de 2010, o país tem aproximadamente 6,5 milhões de deficientes visuais e cerca de 200 animais em serviço. Falta de incentivo financeiro, carência de voluntários para a socialização do animal e até de treinadores contribuem para esse baixo número. O resultado são longas filas de espera em institutos que oferecem o animal.

Para agradecer e lembrar da importância desse peludinho esperto e treinado para ajudar, o Dia Internacional do Cão Guia é comemorado anualmente na última quarta-feira de abril.

Além de auxiliar no trajeto, indicar obstáculos e dar mais segurança, eles favorecem a interação, já que muitas pessoas se aproximam para brincar e saber sobre o animal.

"Há quase dois meses juntas, a Etna tem me proporcionado uma experiência mágica. Além da companhia, aumentou minha interação social. As pessoas ficam curiosas sobre ela e acabam se aproximando. Nunca fui de ficar muito em casa, mas agora saio ainda mais. Ela me guia super bem, impede acidentes e cuidamos uma da outra", diz Daniela Elis Fonseca, 40, formada em administração de empresas e atendida pelo Instituto Magnus, de São Paulo.

Eles são irresistíveis, mas, quando encontrar um cão-guia na rua, evite desviar sua atenção com brincadeiras. Afinal, ele está trabalhando.

O cachorro também é um companheiro para todas as horas. A opinião é do aposentado Carlos Eduardo Alvim, 55. Em depoimento ao instituto, a pedido do blog, ele afirma que só "quem recebe um cão-guia consegue entender o que ele representa". "Recebi a Jade em fevereiro e desde então foram descobertas a cada dia. Como ela é meu segundo cão-guia, pensei que já sabia de tudo.

Porém, cada animal é único e possui seu temperamento () Ao mesmo tempo que te traz mobilidade e segurança, é um amigo para todas as horas, companheiro, parceiro. Quanto à Brida, meu primeiro cão-guia, agora aposentada, ainda mora comigo e passeamos às vezes para matar a saudade, porém sem o arreio, para ela se divertir."

Em Pernambuco, a Escola Cão-Guia do Kennel Club do estado faz, em média, duas entregas de animais por ano. O professor Gustavo Tavares Dantas, 43, convive desde 2013 com a golden Aisha, formada no local.

"Minha história com Aisha é muito bonita, é de companheirismo. Passei mais de 30 anos andando com uma bengala, sou cego desde os meus dois meses de idade. Andar com uma ajuda de um cachorro foi algo desafiador e apaixonante ao mesmo tempo. Estou há cinco anos com ela e há cinco anos que não saio sem a minha companheira. Ela é um pedaço meu. É um complemento do meu corpo", diz Gustavo.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Posso brincar com cão guia na rua?

Não. O cão com o arreio está em serviço e isso pode distraí-lo.

Qualquer raça pode ser um cão-guia?

Não. Raças de pequeno porte não são usadas, porque o animal precisa ter boa estrutura para vestir os arreios e conduzir a pessoa. A escolha das raças varia conforme cada país. Labrador e golden retriever são maioria.

Como os animais são treinados?

Após os dois meses de vida, os cães vão para a família socializadora, que, ao longo do primeiro ano de vida, têm o compromisso de expor o animal a uma rotina diária com tarefas como andar em transporte coletivo, passear em espaços públicos, conviver com outros animais e pessoas, entre outras atividades, como não subir no sofá, não ficar pedindo comida. Por lei, o voluntário tem direito a entrar com o filhote em todo lugar, como se ele já fosse um cão-guia. Depois, os cães são devolvidos ao instituto para serem treinados como guias -o que leva em torno de 18 meses. A última etapa envolve o deficiente visual, para que se adapte ao novo companheiro.

Cães-guia se aposentam? Para onde vão?

Sim, se aposentam ente 8 e 10 anos, em média. Na maioria dos casos, ficam com o tutor, como animal de estimação. Se a pessoa não pode ficar com ele, às vezes por questão de espaço, deixa com alguém próximo.

Qual a origem dos animais?

O Instituto Magnus tem uma maternidade e cães reprodutores. A Escola de Cães-Guias Helen Keller, no Sul do país, também tem sua maternidade para o programa. O Instituto Iris afirma que a formação do animal tem um rigoroso processo de seleção genética, reprodução e nascimento assistido. Mas tem gente que recorre a animais até de fora do país.

Quanto custa ter um cão-guia?

É um programa social, não há custos para o usuário. Para o Instituto Magnus, um cão-guia entregue custa em média R$ 70 mil, incluindo alimentação, veterinário, vacinas. Já o Instituto Iris estima, em seu site, custo de aproximadamente R$ 35 mil para doar um animal.

FONTE: Thiago Pereira, gerente-geral do Instituto Magnus; Instituto Iris, Projeto Cão Guia de Cegos do DF, PremierPet, Escola de Cães-Guias Helen Keller, Fundação Dorina Nowill.

Ninhada com apenas 10 dias da Escola de Cães Guia Helen Keller de Balneário Camboriú,

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Escola de Cães Guia Helen Keller investindo forte em reprodução e treinamento

EBC.

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Quinta, 25/4/2019 7:51.

(MARLISE SCHNEIDER CEZAR/JP3) - O presidente da Escola de Cães Guia Helen Keller de Balneário Camboriú, Ênio Gomes aproveitou a vinda da ministra Damares Alves a Balneário Camboriú, nesta quinta-feira (25), para entregar um relatório das atividades que a escola começou a desenvolver o ano passado sobre reprodução e treinamento de cães.

Ele também manifestou preocupação com relação ao grupo de trabalho criado há dois anos pelo Ministério dos Direitos Humanos para tratar do programa nacional do cão guia e que não teve continuidade.

A ministra disse que a estrutura será retomada e assegurou que o apoio virá.

“O ano de 2018 foi importante aqui na escola, porque trabalhamos mais a questão genética dos nossos reprodutores e agora estamos colhendo aquela parceria que fizemos com a escola Guide Eyes, de Nova York, de onde vieram algumas filhotes fêmeas e agora estão começando a reproduzir, nasceram sete há 10 dias. Daqui 35 dias nasce outra ninhada e temos programações até o final do ano de termos um plantel, passando pela escola, de uns 50 cães”, disse o presidente.

A escola trabalha hoje com 30 cães. São sete filhotes que vão começar a socializar agora, nasceram há 10 dias; mais 12 cães do grupo de reprodução, tem cinco em treinamento e três deles serão entregues em julho (só falta selecionar as pessoas que receberão). Entregando estes, em outubro voltam do grupo de socializadores mais cinco que vão entrar na etapa de treinamento para entrega no ano que vem.

“Estamos dentro do planejamento que fizemos e nosso desafio é a partir de 2021 ter um número maior de cães para ser entregues. Tudo vai depender da reprodução e outros experimentos que estamos realizando. Por tudo isso, posso dizer que a escola está dentro de um padrão muito bom, zelando pela qualidade e pela segurança. Estamos mais preocupados com a qualidade do que com a quantidade, como sempre foi nestes 18 anos de existência da escola. É um processo importante que ainda vai trazer muita alegria para tantas pessoas que estão precisando destes cães”, finalizou o presidente. 

Sem incentivos, cães-guias ainda não se popularizaram no Brasil

(LIVIA MARRA/FOLHAPRESS) - Eles são os olhos, companhia inseparável e dão independência, mas poucos deficientes têm um cão-guia no Brasil.

Segundo dados do Censo de 2010, o país tem aproximadamente 6,5 milhões de deficientes visuais e cerca de 200 animais em serviço. Falta de incentivo financeiro, carência de voluntários para a socialização do animal e até de treinadores contribuem para esse baixo número. O resultado são longas filas de espera em institutos que oferecem o animal.

Para agradecer e lembrar da importância desse peludinho esperto e treinado para ajudar, o Dia Internacional do Cão Guia é comemorado anualmente na última quarta-feira de abril.

Além de auxiliar no trajeto, indicar obstáculos e dar mais segurança, eles favorecem a interação, já que muitas pessoas se aproximam para brincar e saber sobre o animal.

"Há quase dois meses juntas, a Etna tem me proporcionado uma experiência mágica. Além da companhia, aumentou minha interação social. As pessoas ficam curiosas sobre ela e acabam se aproximando. Nunca fui de ficar muito em casa, mas agora saio ainda mais. Ela me guia super bem, impede acidentes e cuidamos uma da outra", diz Daniela Elis Fonseca, 40, formada em administração de empresas e atendida pelo Instituto Magnus, de São Paulo.

Eles são irresistíveis, mas, quando encontrar um cão-guia na rua, evite desviar sua atenção com brincadeiras. Afinal, ele está trabalhando.

O cachorro também é um companheiro para todas as horas. A opinião é do aposentado Carlos Eduardo Alvim, 55. Em depoimento ao instituto, a pedido do blog, ele afirma que só "quem recebe um cão-guia consegue entender o que ele representa". "Recebi a Jade em fevereiro e desde então foram descobertas a cada dia. Como ela é meu segundo cão-guia, pensei que já sabia de tudo.

Porém, cada animal é único e possui seu temperamento () Ao mesmo tempo que te traz mobilidade e segurança, é um amigo para todas as horas, companheiro, parceiro. Quanto à Brida, meu primeiro cão-guia, agora aposentada, ainda mora comigo e passeamos às vezes para matar a saudade, porém sem o arreio, para ela se divertir."

Em Pernambuco, a Escola Cão-Guia do Kennel Club do estado faz, em média, duas entregas de animais por ano. O professor Gustavo Tavares Dantas, 43, convive desde 2013 com a golden Aisha, formada no local.

"Minha história com Aisha é muito bonita, é de companheirismo. Passei mais de 30 anos andando com uma bengala, sou cego desde os meus dois meses de idade. Andar com uma ajuda de um cachorro foi algo desafiador e apaixonante ao mesmo tempo. Estou há cinco anos com ela e há cinco anos que não saio sem a minha companheira. Ela é um pedaço meu. É um complemento do meu corpo", diz Gustavo.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Posso brincar com cão guia na rua?

Não. O cão com o arreio está em serviço e isso pode distraí-lo.

Qualquer raça pode ser um cão-guia?

Não. Raças de pequeno porte não são usadas, porque o animal precisa ter boa estrutura para vestir os arreios e conduzir a pessoa. A escolha das raças varia conforme cada país. Labrador e golden retriever são maioria.

Como os animais são treinados?

Após os dois meses de vida, os cães vão para a família socializadora, que, ao longo do primeiro ano de vida, têm o compromisso de expor o animal a uma rotina diária com tarefas como andar em transporte coletivo, passear em espaços públicos, conviver com outros animais e pessoas, entre outras atividades, como não subir no sofá, não ficar pedindo comida. Por lei, o voluntário tem direito a entrar com o filhote em todo lugar, como se ele já fosse um cão-guia. Depois, os cães são devolvidos ao instituto para serem treinados como guias -o que leva em torno de 18 meses. A última etapa envolve o deficiente visual, para que se adapte ao novo companheiro.

Cães-guia se aposentam? Para onde vão?

Sim, se aposentam ente 8 e 10 anos, em média. Na maioria dos casos, ficam com o tutor, como animal de estimação. Se a pessoa não pode ficar com ele, às vezes por questão de espaço, deixa com alguém próximo.

Qual a origem dos animais?

O Instituto Magnus tem uma maternidade e cães reprodutores. A Escola de Cães-Guias Helen Keller, no Sul do país, também tem sua maternidade para o programa. O Instituto Iris afirma que a formação do animal tem um rigoroso processo de seleção genética, reprodução e nascimento assistido. Mas tem gente que recorre a animais até de fora do país.

Quanto custa ter um cão-guia?

É um programa social, não há custos para o usuário. Para o Instituto Magnus, um cão-guia entregue custa em média R$ 70 mil, incluindo alimentação, veterinário, vacinas. Já o Instituto Iris estima, em seu site, custo de aproximadamente R$ 35 mil para doar um animal.

FONTE: Thiago Pereira, gerente-geral do Instituto Magnus; Instituto Iris, Projeto Cão Guia de Cegos do DF, PremierPet, Escola de Cães-Guias Helen Keller, Fundação Dorina Nowill.

Ninhada com apenas 10 dias da Escola de Cães Guia Helen Keller de Balneário Camboriú,

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