Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Violência contra mulheres é alvo de protesto em Balneário Camboriú

Domingo, 7/4/2019 12:38.

(ANY SPENASSATO) - Aconteceu neste sábado (6) a caminhada para protestar e repudiar a violência contra mulher e também para lembrar a morte da advogada Lucimara Stasiak, 30 anos, assassinada brutalmente pelo companheiro há mais de uma semana, no centro de Balneário Camboriú.

O encontro foi na rua 2000 onde homens e mulheres de todas as idades, se juntaram vestindo preto e segurando rosas e balões brancos. A caminhada começou por volta das 16h30 pela avenida Atlântica, sendo guiada pela Guarda Municipal até a praça Tamandaré, onde ocorreu o ato.

Durante o trajeto e até mesmo na praça, pessoas que passavam pela concentração demonstraram completo apoio e respeito. Mulheres de voz ativa se posicionaram para falar sobre os números alarmantes de violência contra mulher no país e na cidade.

Em Santa Catarina, os números de feminicídios dobraram comparado ao começo do ano passado. Cerca de oito mulheres foram mortas nos primeiros meses de 2018, sendo que em 2019 neste mesmo período, 15 casos já foram registrados segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Representantes da Comissão da Mulher Advogada e do projeto OAB por Elas, que organizaram o evento, desabafaram suas revoltas, medos e clamaram por justiça e por leis mais rígidas. Pediram liberdade para serem mulheres e poderem fazer o que bem entender, sem serem desrespeitadas, agredidas ou mortas.

Carla Mansur, presidente da Comissão da Mulher Advogada, agradeceu o comparecimento de todos e o apoio da imprensa. Ela diz não aceitar mais tantos casos de violência contra as mulheres, e que devemos nos unir para ganhar voz e incentivar as vítimas a denunciarem.

“A violência começa de forma psicológica, depois a física que culmina num feminicídio. Isso o que estamos fazendo é conscientização para que a gente mude nossa cultura patriarcal”, disse Carla. Ela também pediu para as mulheres que estão sofrendo algum tipo de violência não terem medo de denunciar, pois só assim tragédias maiores poderão ser evitadas.

A presença de homens no movimento trouxe ainda mais força.O advogado Rudinei Luis Baldi, por exemplo, acompanhou a manifestação até o final, disse:  “É o nosso papel estar apoiando, principalmente porque as mulheres estão conquistando seus espaços dentro da sociedade e nós temos que respeitar isso. Não permitimos mais a covardia, o machismo, temos que eliminar de uma vez por todas essa cultura.”

Depois de muita emoção, balões foram soltos e voaram em direção ao mar. Uma oração pedindo paz e abraços confortantes finalizaram o movimento que por sinal, só está começando e não terminará de fato até que os números desapareçam por completo.

Casa das Anas acolhe vítimas

Hoje em Balneário, existe a Casa das Anas que oferece abrigo para mulheres, acompanhadas de filhos ou não, vítimas de violência doméstica. Lá elas são protegidas e incentivadas a denunciar, recebem assistência e auxílio para recomeçar suas vidas.

O endereço é mantido em sigilo para a segurança das mulheres abrigadas, mas você pode informar para quem precisa sobre a existência dela. Saiba mais acessando o site casadasanasbc.com.br. Você também pode contribuir com dinheiro ou trabalho voluntário, para que o projeto continue ajudando tantas pessoas.

Como dito anteriormente, é preciso denunciar e não ter medo de intervir em brigas e discussões. Não se pode mais ignorar esse tipo de ação e contribuir com a violência dos homens contra mulheres. Basta.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Violência contra mulheres é alvo de protesto em Balneário Camboriú

Publicidade

Domingo, 7/4/2019 12:38.

(ANY SPENASSATO) - Aconteceu neste sábado (6) a caminhada para protestar e repudiar a violência contra mulher e também para lembrar a morte da advogada Lucimara Stasiak, 30 anos, assassinada brutalmente pelo companheiro há mais de uma semana, no centro de Balneário Camboriú.

O encontro foi na rua 2000 onde homens e mulheres de todas as idades, se juntaram vestindo preto e segurando rosas e balões brancos. A caminhada começou por volta das 16h30 pela avenida Atlântica, sendo guiada pela Guarda Municipal até a praça Tamandaré, onde ocorreu o ato.

Durante o trajeto e até mesmo na praça, pessoas que passavam pela concentração demonstraram completo apoio e respeito. Mulheres de voz ativa se posicionaram para falar sobre os números alarmantes de violência contra mulher no país e na cidade.

Em Santa Catarina, os números de feminicídios dobraram comparado ao começo do ano passado. Cerca de oito mulheres foram mortas nos primeiros meses de 2018, sendo que em 2019 neste mesmo período, 15 casos já foram registrados segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Representantes da Comissão da Mulher Advogada e do projeto OAB por Elas, que organizaram o evento, desabafaram suas revoltas, medos e clamaram por justiça e por leis mais rígidas. Pediram liberdade para serem mulheres e poderem fazer o que bem entender, sem serem desrespeitadas, agredidas ou mortas.

Carla Mansur, presidente da Comissão da Mulher Advogada, agradeceu o comparecimento de todos e o apoio da imprensa. Ela diz não aceitar mais tantos casos de violência contra as mulheres, e que devemos nos unir para ganhar voz e incentivar as vítimas a denunciarem.

“A violência começa de forma psicológica, depois a física que culmina num feminicídio. Isso o que estamos fazendo é conscientização para que a gente mude nossa cultura patriarcal”, disse Carla. Ela também pediu para as mulheres que estão sofrendo algum tipo de violência não terem medo de denunciar, pois só assim tragédias maiores poderão ser evitadas.

A presença de homens no movimento trouxe ainda mais força.O advogado Rudinei Luis Baldi, por exemplo, acompanhou a manifestação até o final, disse:  “É o nosso papel estar apoiando, principalmente porque as mulheres estão conquistando seus espaços dentro da sociedade e nós temos que respeitar isso. Não permitimos mais a covardia, o machismo, temos que eliminar de uma vez por todas essa cultura.”

Depois de muita emoção, balões foram soltos e voaram em direção ao mar. Uma oração pedindo paz e abraços confortantes finalizaram o movimento que por sinal, só está começando e não terminará de fato até que os números desapareçam por completo.

Casa das Anas acolhe vítimas

Hoje em Balneário, existe a Casa das Anas que oferece abrigo para mulheres, acompanhadas de filhos ou não, vítimas de violência doméstica. Lá elas são protegidas e incentivadas a denunciar, recebem assistência e auxílio para recomeçar suas vidas.

O endereço é mantido em sigilo para a segurança das mulheres abrigadas, mas você pode informar para quem precisa sobre a existência dela. Saiba mais acessando o site casadasanasbc.com.br. Você também pode contribuir com dinheiro ou trabalho voluntário, para que o projeto continue ajudando tantas pessoas.

Como dito anteriormente, é preciso denunciar e não ter medo de intervir em brigas e discussões. Não se pode mais ignorar esse tipo de ação e contribuir com a violência dos homens contra mulheres. Basta.

Publicidade

Publicidade