Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Itajaí tem união pioneira em Santa Catarina de taxistas e motoristas de aplicativo
Divulgação
Christyan Brião (Uber), Luiz Carlos Lapa da Silva (Presidente do Sindicato dos Taxistas), José Silvio dos Santos (Diretor do Sindicato dos Taxistas), Felipe Mafra (Presidente da AMAFRI), Diogo (Moobi) e Adilson Barbosa (Uber)

Quarta, 21/8/2019 14:05.

Os taxistas de Itajaí e motoristas de aplicativo da região oficializaram ontem (20) uma parceria inédita em Santa Catarina que promete render frutos para as duas classes e também para os clientes. Um projeto de lei foi protocolado na Câmara de Vereadores da cidade, tratando da união dos motoristas, prometendo mudanças para um futuro próximo, inclusive com a criação de um aplicativo exclusivo para os taxistas.

Diferente de Balneário Camboriú, onde a relação entre motoristas de aplicativo e taxistas ainda é tensa, em Itajaí as classes se uniram.

Luiz Carlos Lapa, presidente do Sindicato dos Taxistas de Itajaí e irmão do vereador Edson Lapa, conta que a ideia da união surgiu ainda em 2017, quando os aplicativos começaram a funcionar na região, mas somente agora ela foi oficializada. Na época, um empecilho foi o aguardo pela lei federal, que regulamentou a situação dos ‘Ubers’.

“Queríamos regulamentar a nível municipal sem restrição, diferente do que Balneário Camboriú vem fazendo, por exemplo. Nos reunimos com o pessoal da Associação dos Motoristas de Aplicativos da Foz do Rio Itajaí (AMAFRI) há duas semanas e isso se refletiu na criação do projeto de lei por parte do Executivo, que teve nosso apoio, junto de algumas sugestões”, conta.

Além da união com membros da AMAFRI, representados pelo presidente e motorista de aplicativos Felipe Mafra, a Viação Praiana, através do gerente Rafael Seara, também esteve presente.

“Conversamos e conseguimos unir forças, pois sabemos que a comunidade precisa desses três serviços. É algo pioneiro em Santa Catarina, mostrando que há respeito entre as categorias e desmistificando a questão das brigas. O objetivo é oferecer ainda mais para a comunidade e auxiliar na mobilidade urbana”, diz Mafra.

Diferente de Balneário, onde a prefeitura cobra diretamente do motorista o credenciamento, em Itajaí o valor tende a ser repassado diretamente pelas empresas (99 e Uber, por exemplo), assim como acontece em São Paulo. Ou seja, o valor da corrida é repassado através de cada corrida, pelos aplicativos, já mostrando para o cliente a dedução.

“As empresas se mostraram favoráveis, veem que é assim que tem que ser. E é isso que queríamos levar para Balneário Camboriú, mas infelizmente não fomos ouvidos. Temos ainda o problema com os taxistas, que são mais difíceis de conversar, até nos denunciam aos agentes de trânsito quando pegamos corrida na rodoviária. Em Itajaí também não vamos precisar andar com o carro adesivado, será tudo pelo sistema QR Code acompanhando a tecnologia, já em Balneário quem se credencia tem que usar adesivo. Nada impede de futuramente levarmos esse projeto para Balneário, é o que queremos, mas para isso é preciso revogar a Lei 4040. Só queremos resolver e poder trabalhar”, completa Felipe.

Já para os táxis, Lapa conta com exclusividade ao Página 3 que a grande novidade é um aplicativo que está praticamente pronto, para futuramente ampliar a base de atuação, focando até mesmo a tornar essa parceria algo a nível da região da AMFRI.

A expectativa é que em cinco anos a nossa região ultrapasse a de Joinville, por isso falar de mobilidade urbana é tão importante, e com essa união a população sai ganhando. Todo mundo adorou e esperamos que em até 30 dias o projeto entre em votação”, acrescenta o taxista.


Cadastros em Balneário Camboriú continuam

Hoje para rodar em Balneário Camboriú a prefeitura exige que os motoristas de aplicativos se credenciem junto à Secretaria de Segurança, mas as empresas e a AMAFRI não apoiam essa questão.

Segundo o secretário David Queiroz até o momento mais de 700 motoristas já se cadastraram.

“Fizemos uma reunião recentemente com o pessoal da associação e eles pedem um projeto a nível AMFRI, o prefeito Fabrício Oliveira se propôs levar essa questão para os outros prefeitos e há a expectativa que futuramente isso dê certo, mas antes precisamos fazer a ‘lição de casa’ e entrar em consenso em Balneário Camboriú”, explica.

Mafra rebate a fala do secretário e afirma que os motoristas ‘fizeram, sim, a lição de casa’, exemplificando que estão ‘brigando pelo certo’.

“Diferente da prefeitura que parece que usa cabresto, não querem abrir seus campos de visão. A reunião de quarta-feira (14) foi para acharmos um meio termo na questão tributária, mas não houve sucesso, simplesmente teve a fala de um membro da Secretaria de Segurança ‘ou se cadastra ou aqui você não roda’. Infelizmente eles querem nos empurrar uma lei totalmente arbitrária, uma taxa totalmente absurda. Balneário está vindo em desencontro à evolução tecnológica e a nova política”, completa.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Itajaí tem união pioneira em Santa Catarina de taxistas e motoristas de aplicativo

Divulgação
Christyan Brião (Uber), Luiz Carlos Lapa da Silva (Presidente do Sindicato dos Taxistas), José Silvio dos Santos (Diretor do Sindicato dos Taxistas), Felipe Mafra (Presidente da AMAFRI), Diogo (Moobi) e Adilson Barbosa (Uber)
Christyan Brião (Uber), Luiz Carlos Lapa da Silva (Presidente do Sindicato dos Taxistas), José Silvio dos Santos (Diretor do Sindicato dos Taxistas), Felipe Mafra (Presidente da AMAFRI), Diogo (Moobi) e Adilson Barbosa (Uber)

Publicidade

Quarta, 21/8/2019 14:05.

Os taxistas de Itajaí e motoristas de aplicativo da região oficializaram ontem (20) uma parceria inédita em Santa Catarina que promete render frutos para as duas classes e também para os clientes. Um projeto de lei foi protocolado na Câmara de Vereadores da cidade, tratando da união dos motoristas, prometendo mudanças para um futuro próximo, inclusive com a criação de um aplicativo exclusivo para os taxistas.

Diferente de Balneário Camboriú, onde a relação entre motoristas de aplicativo e taxistas ainda é tensa, em Itajaí as classes se uniram.

Luiz Carlos Lapa, presidente do Sindicato dos Taxistas de Itajaí e irmão do vereador Edson Lapa, conta que a ideia da união surgiu ainda em 2017, quando os aplicativos começaram a funcionar na região, mas somente agora ela foi oficializada. Na época, um empecilho foi o aguardo pela lei federal, que regulamentou a situação dos ‘Ubers’.

“Queríamos regulamentar a nível municipal sem restrição, diferente do que Balneário Camboriú vem fazendo, por exemplo. Nos reunimos com o pessoal da Associação dos Motoristas de Aplicativos da Foz do Rio Itajaí (AMAFRI) há duas semanas e isso se refletiu na criação do projeto de lei por parte do Executivo, que teve nosso apoio, junto de algumas sugestões”, conta.

Além da união com membros da AMAFRI, representados pelo presidente e motorista de aplicativos Felipe Mafra, a Viação Praiana, através do gerente Rafael Seara, também esteve presente.

“Conversamos e conseguimos unir forças, pois sabemos que a comunidade precisa desses três serviços. É algo pioneiro em Santa Catarina, mostrando que há respeito entre as categorias e desmistificando a questão das brigas. O objetivo é oferecer ainda mais para a comunidade e auxiliar na mobilidade urbana”, diz Mafra.

Diferente de Balneário, onde a prefeitura cobra diretamente do motorista o credenciamento, em Itajaí o valor tende a ser repassado diretamente pelas empresas (99 e Uber, por exemplo), assim como acontece em São Paulo. Ou seja, o valor da corrida é repassado através de cada corrida, pelos aplicativos, já mostrando para o cliente a dedução.

“As empresas se mostraram favoráveis, veem que é assim que tem que ser. E é isso que queríamos levar para Balneário Camboriú, mas infelizmente não fomos ouvidos. Temos ainda o problema com os taxistas, que são mais difíceis de conversar, até nos denunciam aos agentes de trânsito quando pegamos corrida na rodoviária. Em Itajaí também não vamos precisar andar com o carro adesivado, será tudo pelo sistema QR Code acompanhando a tecnologia, já em Balneário quem se credencia tem que usar adesivo. Nada impede de futuramente levarmos esse projeto para Balneário, é o que queremos, mas para isso é preciso revogar a Lei 4040. Só queremos resolver e poder trabalhar”, completa Felipe.

Já para os táxis, Lapa conta com exclusividade ao Página 3 que a grande novidade é um aplicativo que está praticamente pronto, para futuramente ampliar a base de atuação, focando até mesmo a tornar essa parceria algo a nível da região da AMFRI.

A expectativa é que em cinco anos a nossa região ultrapasse a de Joinville, por isso falar de mobilidade urbana é tão importante, e com essa união a população sai ganhando. Todo mundo adorou e esperamos que em até 30 dias o projeto entre em votação”, acrescenta o taxista.


Cadastros em Balneário Camboriú continuam

Hoje para rodar em Balneário Camboriú a prefeitura exige que os motoristas de aplicativos se credenciem junto à Secretaria de Segurança, mas as empresas e a AMAFRI não apoiam essa questão.

Segundo o secretário David Queiroz até o momento mais de 700 motoristas já se cadastraram.

“Fizemos uma reunião recentemente com o pessoal da associação e eles pedem um projeto a nível AMFRI, o prefeito Fabrício Oliveira se propôs levar essa questão para os outros prefeitos e há a expectativa que futuramente isso dê certo, mas antes precisamos fazer a ‘lição de casa’ e entrar em consenso em Balneário Camboriú”, explica.

Mafra rebate a fala do secretário e afirma que os motoristas ‘fizeram, sim, a lição de casa’, exemplificando que estão ‘brigando pelo certo’.

“Diferente da prefeitura que parece que usa cabresto, não querem abrir seus campos de visão. A reunião de quarta-feira (14) foi para acharmos um meio termo na questão tributária, mas não houve sucesso, simplesmente teve a fala de um membro da Secretaria de Segurança ‘ou se cadastra ou aqui você não roda’. Infelizmente eles querem nos empurrar uma lei totalmente arbitrária, uma taxa totalmente absurda. Balneário está vindo em desencontro à evolução tecnológica e a nova política”, completa.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade