Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Crianças perdidas é a principal ocorrência atendida por salva-vidas

“Estão mais conscientes, mas longe do ideal”, diz bombeiro sobre banhistas

Segunda, 11/2/2019 11:27.
Renata Rutes Henning.
Bandeiras que sinalizam perigo são ignoradas por banhistas.

Publicidade

A principal ocorrência atendida pelos guarda-vidas do 13º Batalhão de Bombeiros Militar -que cobre as praias de Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo e Bombinhas- surpreende: em 2018 quase 800 crianças se perderam dos responsáveis.

Os números de janeiro e fevereiro de 2019 serão conhecidos em março.

A mistura de álcool e banho de mar também continua sendo um problema.

A bombeiro militar Capitã Fernanda Sebastiani Tibola conta que os principais serviços nas praias são preventivos para evitar que afogamentos e arrastamentos aconteçam.

“Os guarda-vidas fazem rondas na faixa de areia e apitam quando necessário. Esse sinal sonoro é exatamente para pedir que os banhistas se afastem dos locais de perigo”, explica.

O principal objetivo dos guarda-vidas é não precisar entrar na água, conscientizando o público ainda da areia. Mesmo com o uso das bandeiras para sinalizar mar perigoso, é comum os banhistas as ignorarem.

Ainda não há dados oficiais desse verão, mas em 2018 foram computados 263 arrastamentos – quando a pessoa está numa área de repuxo e é arrastada pelo mar.

Outro número é mais chocante: 797 crianças se perderam dos responsáveis.

“Analisando a longo prazo o público está mais consciente. Com o trabalho de prevenção que fazemos nas praias, ano após ano, a situação tem melhorado, mas ainda está longe do ideal. Inclusive o número bem expressivo de crianças que se perdem é a prova de que os pais infelizmente ainda pecam um pouco na supervisão”, apontou.

Um problema antigo que continua exigindo atenção redobrada dos guarda-vidas é o consumo de álcool associado ao banho de mar.

“Infelizmente é algo que enfrentamos diariamente. Orientamos que não entrem na água embriagados, mas acontece. Normalmente quem faz isso são os homens adultos. Fora ainda os banhos de mar no período noturno. Trabalhamos até às 20h e acontece de termos que ir à noite ou de madrugada fazer buscas. O pessoal vai para festa, sai e decide mergulhar...”, diz.

Ainda na faixa de areia, por conta das altas temperaturas, houve um aumento considerável de mal súbito e pressão baixa. “Sugerimos que os turistas e moradores do litoral evitem estar na praia nos dias de muito calor das 10h às 16h, se hidratem muito e passem protetor solar”, completou.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Renata Rutes Henning.
Bandeiras que sinalizam perigo são ignoradas por banhistas.
Bandeiras que sinalizam perigo são ignoradas por banhistas.

Crianças perdidas é a principal ocorrência atendida por salva-vidas

“Estão mais conscientes, mas longe do ideal”, diz bombeiro sobre banhistas

Publicidade

Segunda, 11/2/2019 11:27.

A principal ocorrência atendida pelos guarda-vidas do 13º Batalhão de Bombeiros Militar -que cobre as praias de Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo e Bombinhas- surpreende: em 2018 quase 800 crianças se perderam dos responsáveis.

Os números de janeiro e fevereiro de 2019 serão conhecidos em março.

A mistura de álcool e banho de mar também continua sendo um problema.

A bombeiro militar Capitã Fernanda Sebastiani Tibola conta que os principais serviços nas praias são preventivos para evitar que afogamentos e arrastamentos aconteçam.

“Os guarda-vidas fazem rondas na faixa de areia e apitam quando necessário. Esse sinal sonoro é exatamente para pedir que os banhistas se afastem dos locais de perigo”, explica.

O principal objetivo dos guarda-vidas é não precisar entrar na água, conscientizando o público ainda da areia. Mesmo com o uso das bandeiras para sinalizar mar perigoso, é comum os banhistas as ignorarem.

Ainda não há dados oficiais desse verão, mas em 2018 foram computados 263 arrastamentos – quando a pessoa está numa área de repuxo e é arrastada pelo mar.

Outro número é mais chocante: 797 crianças se perderam dos responsáveis.

“Analisando a longo prazo o público está mais consciente. Com o trabalho de prevenção que fazemos nas praias, ano após ano, a situação tem melhorado, mas ainda está longe do ideal. Inclusive o número bem expressivo de crianças que se perdem é a prova de que os pais infelizmente ainda pecam um pouco na supervisão”, apontou.

Um problema antigo que continua exigindo atenção redobrada dos guarda-vidas é o consumo de álcool associado ao banho de mar.

“Infelizmente é algo que enfrentamos diariamente. Orientamos que não entrem na água embriagados, mas acontece. Normalmente quem faz isso são os homens adultos. Fora ainda os banhos de mar no período noturno. Trabalhamos até às 20h e acontece de termos que ir à noite ou de madrugada fazer buscas. O pessoal vai para festa, sai e decide mergulhar...”, diz.

Ainda na faixa de areia, por conta das altas temperaturas, houve um aumento considerável de mal súbito e pressão baixa. “Sugerimos que os turistas e moradores do litoral evitem estar na praia nos dias de muito calor das 10h às 16h, se hidratem muito e passem protetor solar”, completou.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade