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Papa chega aos Emirados Árabes Unidos para visita histórica
Arquivo JP3.

Segunda, 4/2/2019 7:18.

(FOLHAPRESS) - O papa Francisco chegou neste domingo (3) aos Emirados Árabes Unidos, na primeira visita da história de um pontífice à península Arábica, o local de nascimento do islã.

A viagem de três dias tem como principal objetivo exatamente melhorar a relação entre a Igreja Católica e os líderes muçulmanos, tendo como pano de fundo a guerra no Iêmen.

Antes de embarcar para os Emirados, Francisco disse que acompanha com preocupação o conflito e pediu a todos os lados que respeitem os acordos internacionais para permitir a chegada de ajuda humanitária no país.

"A população está exausta com o longo conflito e muitas, muitas crianças estão sofrendo de fome, mas não conseguem chegar aos depósitos de comida. O choro dessas crianças e de seus pais se eleva a Deus", disse ele na Praça de São Pedro.

"Eu apelo a todas as partes envolvidas e à comunidade internacional que pressionem pelo respeito aos acordos firmados, para garantir a distribuição de alimentos", afirmou.

A guerra no Iêmen opõe as forças pró-governo, apoiadas pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, aos rebeldes houthis xiitas, que recebem suporte do Irã.

A Anistia Internacional e a Human Rights Watch, pediram que o pontífice aproveitasse a viagem para questionar a cúpula dos Emirados sobre seu envolvimento em violações de direitos humanos tanto no Iêmen quanto internamente, mas o Vaticano não esclareceu se o tema será debatido.

Francisco foi recebido ao desembarcar pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi (um dos sete emirados que formam o país), Mohammed bin Zayed al-Nahyan.

Na segunda (4), ele fará reuniões com o Conselho Muçulmano dos Anciães e com o xeque egípcio Ahmed al-Tayeb, um dos principais líderes do islã sunita. E na terça (5) vai celebrar uma missa para um público estimado de 120 mil pessoas.

Os Emirados são considerados um dos países mais tolerantes da região e, diferentemente da vizinha Arábia Saudita, permitem que minorias sigam outras religiões que não o islã, embora existam restrições para manifestações públicas de fé. O país tem cerca de 1 milhão de cristãos, a maioria imigrantes asiáticos, e oito igrejas católicas. 

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Papa chega aos Emirados Árabes Unidos para visita histórica

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(FOLHAPRESS) - O papa Francisco chegou neste domingo (3) aos Emirados Árabes Unidos, na primeira visita da história de um pontífice à península Arábica, o local de nascimento do islã.

A viagem de três dias tem como principal objetivo exatamente melhorar a relação entre a Igreja Católica e os líderes muçulmanos, tendo como pano de fundo a guerra no Iêmen.

Antes de embarcar para os Emirados, Francisco disse que acompanha com preocupação o conflito e pediu a todos os lados que respeitem os acordos internacionais para permitir a chegada de ajuda humanitária no país.

"A população está exausta com o longo conflito e muitas, muitas crianças estão sofrendo de fome, mas não conseguem chegar aos depósitos de comida. O choro dessas crianças e de seus pais se eleva a Deus", disse ele na Praça de São Pedro.

"Eu apelo a todas as partes envolvidas e à comunidade internacional que pressionem pelo respeito aos acordos firmados, para garantir a distribuição de alimentos", afirmou.

A guerra no Iêmen opõe as forças pró-governo, apoiadas pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, aos rebeldes houthis xiitas, que recebem suporte do Irã.

A Anistia Internacional e a Human Rights Watch, pediram que o pontífice aproveitasse a viagem para questionar a cúpula dos Emirados sobre seu envolvimento em violações de direitos humanos tanto no Iêmen quanto internamente, mas o Vaticano não esclareceu se o tema será debatido.

Francisco foi recebido ao desembarcar pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi (um dos sete emirados que formam o país), Mohammed bin Zayed al-Nahyan.

Na segunda (4), ele fará reuniões com o Conselho Muçulmano dos Anciães e com o xeque egípcio Ahmed al-Tayeb, um dos principais líderes do islã sunita. E na terça (5) vai celebrar uma missa para um público estimado de 120 mil pessoas.

Os Emirados são considerados um dos países mais tolerantes da região e, diferentemente da vizinha Arábia Saudita, permitem que minorias sigam outras religiões que não o islã, embora existam restrições para manifestações públicas de fé. O país tem cerca de 1 milhão de cristãos, a maioria imigrantes asiáticos, e oito igrejas católicas. 

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